חיי שרה Chayê Sarah

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    sofer
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    נֵר יְהוָה נִשְׁמַת אָדָם חֹפֵשׂ כָּל חַדְרֵי בָטֶן
    Nér Adonay neshmat Adam, chofêsh kal chadirêi baten.
    A lâmpada de Adonay é a alma do homem, que examina todo seu ser. Provérbios 20:27
    חיי שרה
    Chayê Sarah
    Leitura publica de Shabat – 19/10/11
    Parashá – Genesis 23:1 – 25:18
    Haftará – I Reis 1:1-31
    Brit Hadasha – Mateus 1:1-17
    Chayêi Sarah significa “a vida de Sará”! De que maneira isso pode se reconciliar com o conceito de que o nome de uma porção da Torá expressa seu tema e mensagem essenciais

    As escrituras são cronológicas?
    Considere Genesis 23:1-2, Sara viveu 127 anos. Ela morreu na cidade de Hebron, também chamada Kriat-Arbah, na terra de Canaã. E Abraão chorou a sua morte.
    E Genesis 25:7-8, “Abraão viveu 175 anos. Ele morreu bem velho e foi reunir-se com os seus antepassados.”

    A Torah não segue sempre uma ordem cronológica. Está aqui um dos exemplos. Fala da morte de Abraham em Genesis 25:7-8, e fala do nascimento de Ya’akov (Jacó) e Esav (Esaú) em Genesis 25:25-26. Abraham (Abraão) era vivo quando os gêmeos Jacó e Esaú nasceram.

    Os gêmeos, Jacó e Esaú, tinham 15 anos quando Abraão morreu aos 175 anos. Quando Isaque nasceu, Abraão tinha 100 anos. Quando Isaque casou, Abraão tinha 140 anos.
    Jacó e Esaú nasceram 20 anos mais tarde, tendo Abraão 160 anos. A diferença entre 175, a idade que ele morreu, e 160 anos há a diferença de 15 anos, que seriam as idades de Jacó e de Esaú.

    APRENDENDO COM SARA

    Estes foram os anos da vida de Sara
    O Rabino Rashi (França, 1040-1105), nos esclarece que a mensagem na frase repetida é que todos os anos de Sara foram igualmente bons.
    Como é possível dizer isto sobre a vida de Sara?
    Por muitos anos ela não teve filhos, passou fome e viveu no exílio, foi seqüestrada pelo Faraó do Egito e depois por Avimélech.

    O rabino Zushe de Hanipoli (Polônia, século 18) explicou que Sara tinha a grande virtude de constantemente dizer: Gam Zu le’Tovah “Isto também é para o bem”. Mesmo aqueles eventos que muitos poderiam considerar ruins, ela tinha consciência de que vinham de D-us e, portanto, era capaz de avaliá-los como positivos.

    Um Midrash rabínico (comentário) anexa simbolismo aos 127 anos de vida de Sara. “Veja Esther, a descendente de Sarah que viveu 127 anos, veio e reinou sobre 127 províncias.” Os comentários são todos perplexos pela aparente equação aleatória do número 127 aparecendo em dois lugares na Bíblia.

    A explicação é que Esther também teve uma vida de provação e tribulações. Esther teve uma vida que poderia ter sido influenciada pelos eventos que lhe sobrevieram.
    Ela era órfã. Ela foi levada contra sua vontade ao palácio do Rei. Esther poderia ter se esquecido de seu povo em troca do sucesso e da fama que estava recebendo.
    No entanto, Esther permaneceu sólida como uma rocha em sua fé. Ela não deixou que os eventos moldassem sua vida. Ela se manteve. Consequentemente, Esther pôde reinar sobre 127 províncias.

    Se uma pessoa aprendeu o segredo de não deixar que eventos externos moldem sua vida, mas ao invés disso mantém uma serenidade interna apesar de todos esses eventos, tal pessoa alcançou de fato um grande grau de controle e bênçãos.

    Quando o Rabino Akiva (1º SEC. D/C) viu seus alunos cochilarem durante uma leitura, ele os acordou com a pergunta, “O que Esther contemplou que a fez reinar em 127 províncias? Ele respondeu que ela se espelhou na vida de Sarah, que viveu 127 anos.” (Midrash – Bereshit Rabba 58:3). Sarah viveu 127 anos completos, cada momento usado para a plenitude. Sua vida supriu Esther com o modelo que esta precisava para alcançar seu potencial completo.

    Sarah Imeinu – Sarah a mãe do povo hebreu
    Na tradição judaica Sara é considerada uma das 4 mulheres mais belas e atraentes que já viveu em nosso planeta, as outras 3 são Abigail, Raabe e Esther.

    No Talmud diz que: As outras 3 comparadas com Sarah eram horrorosas (Talmud tratado Bava Basra 58ª). E de acordo com o Rabino Rashi (1040-1105) e outros, Sara não era só bela e atraente era também modesta e de excelente caráter. Na verdade era considerada virtuosa (midrash bereshit rabba 58,1).
    No Talmude nossos sábios rabinos nos ensinam que: Iscah יסכה era outro nome de Sarah (Genesis 11:29)
    Este nome indica o dom de Sarah de penetrar e fascinar sobre o futuro através da inspiração Divina (Ruach HaKodesh) , Sarah foi uma grande profetisa.

    E porque todos ficavam admirados e fascinados com a beleza de Sarah, e interessante saber que em hebraico a palavra para rosto ou face é Panim פנים e que é escrito exatamente igual à palavra “por dentro” que é Penim פנים indicando que Sarah era tão bela quanto por fora e também por dentro.

    A retidão e modéstia de Sarah e seu objetivo a preveniu de ver a si mesmo como o mundo a via, de primeiro ela foi chamada de Saray ‘minha princesa’ שָׂרָי um nome dado provavelmente deste o nascimento, com sua grande beleza e formosura com certeza se ela quisesse teria se tornado princesa do Egito (Genesis 12:11-20), mas em vês disso ela preferiu ser “peregrina e estrangeira neste mundo” com seu marido Abraão. Pela sua fidelidade as promessas e Aliança de D-us, foi chamada pelo próprio D-us de Sarah ‘Princesa’ שָׂרָה, seria a princesa do mundo todo. Sarah é considerada uma heroína da fé (hebreus 11:11), o seu ventre era um ventre morto mas Adonay Deus lhe deu a graça de um ventre frutífero, um nascimento miraculoso como diz no Talmud nossos sábios rabinos (talmud Bava Metzia 86b).

    Um Midrash rabínico nos diz que por toda a vida de Sarah a Divina Presença (Ruach HaKodesh – Sopro Sagrado) pairava sobre ela e sua casa protegendo também suas portas, sua massa de fazer pão era abençoada tinha o bastante pra dar a todos, uma lâmpada de óleo queimava de Shabat ao outro, e quando ela morreu estas coisas cessaram, ate que Isaque levou Rebeca para a tenta de Sarah, daí a Presença Divina (Ruach HaKodesh) repousou sobre Rebeca. (Midrash bereshit Rabbah 60:16)

    Sarah foi a primeira hebréia (Judia – Israelita) a ser enterrada na terra de Israel, na terra prometida.
    Na caverna de Machpelah – caverna dos pares em Kiriat Arbah – vila dos quatro, chamada assim porque lá estão enterrados Adão e Eva, Abraão e Sarah e Isaque e Rebeca e Jacó e Leah. (Hoje cidade de Hebron em Israel)

    Quando o rei Shlomo (Salomão) compôs a canção Êshet Cháyil, tecendo louvores à Mulher Virtuosa, aludiu a Sara. Todos os versos da canção, do primeiro ao último, referem-se a ela, uma vez que cumpriu toda a Torá, do começo ao fim

    COMPRANDO MACHPELA

    Quando o tempo veio á Abraão para enterrar Sarah, ele sabia a localização exata que queria (a Caverna de Machpela), e seu dono: Efron o Hitita. Assim, Abraão foi aos Hititas, e pediu para falar com Efron. Durante a história das negociações e a aquisição de Abraão, Efron é mencionado cerca de oito vezes, sempre soletrado pelas letras hebraicas עפרון Ayin, pey, Resh, Vav, e Nun. Exceto uma vez: quando o dinheiro é cedido, diz que Abraão deu o dinheiro a Efron, mais na Tora agora é soletrado com as letras hebraicas עפרן Ayin, pey, Resh, Nun – sem um Vav.

    Por quê? Rashi (França, 1040-1105) explica que; esta letra hebraica Vav foi tirada de Efron, porque ele disse muito, e não fez nem um pouco sequer.

    Quando da primeira aproximação, ele disse a Abraão ‘Não, eu não quero que você pague por isso! É um presente, por favor pegue e enterre sua defunta.’ Assim, em público ele declarou que ele daria o campo a Avraham de graça.

    Abraão insistiu, e Efron então reagiu, “Meu senhor… o que são 400 moedas de prata entre mim e ti?” Assim, de forma totalmente repentina, Efron estava aludindo a 400 peças de prata, o que é um grande negócio mais que nada. “E Abraão ouviu…” – Abraão entendeu que Efron queria esse pagamento.

    Agora, o que o Rabino Rashi (1040-1105), está falando? Efron foi punido?
    Assim a Torah soletra seu nome sem uma letra Vav.
    A resposta é que em Hebraico, a palavra para sordidez, mesquinhez é Afar – עפר Ayin, pey, Resh. Bom as letras hebraicas Ayin, pey, Resh, Nun, sem a letra Vav normalmente encontrado no nome de Efron, pode também ser lido “Afran.” עפרן

    Essencialmente, a Torá o chamou de “pessoa mesquinha e sórdida.”

    A Torah nos fala que Efron demonstrou a si mesmo como sendo uma pessoa mesquinha, sórdida porque da forma como ele emergiu nessa transação.

    Na Torah, vemos que o homem nasceu do barro, e veio de D-us. Uma porção nossa é Divina, e uma porção de nós é terrena.
    Essas duas partes de nós são frequentemente singulares. Nós devemos escolher retidão ou perversidade.
    Efron foi para o último. Efron nos mostrou o que não fazer. Nós não podemos prometer fazer grandes coisas, e então não fazer nada – porque ao demonstrar que nosso objetivo final é somente nossa cobiça por dinheiro ou poder ou maldade, mostramos que estamos nos esquivando “espiritualmente”, e somos similares ao barro.
    Sempre que estivermos face à face com esse tipo de escolha, que sejamos não como “povo mesquinho e sórdido,” mas como “Povo de D-us!”

    A aliança continua
    A aliança “Brit” está sendo passada de Abraham (Abraão) à nova geração, seu filho, Itzchak (Isaque). O foco e o desejo de Abraão são para as promessas de D-us e da Aliança continuar através de seu filho, Isaque.
    Isaque tem que casar e ter um filho para que a Aliança continue e assim por diante.
    Considere, Abraão teve outros filhos, vários, mas nenhum deles é concedido a herança de levar a aliança que culminaria no povo de Israel dentro dele o Povo Judeu que por sua vez dentro do povo Judeu o Messias Yeshua (Jesus).

    4 princípios para o sucesso
    Nós todos devemos fazer decisões importantes, e devemos avaliar a ações que tomamos. Nós desejamos uma garantia que D-us está dirigindo nossos caminhos na vida. Como podemos nós estar certos dessa orientação Divina? Em Genesis 24 trata destes assuntos e problema.

    Na Torá há quatro princípios chaves. Seguindo estes 4 princípios, nós podemos esperar que estejamos recebendo a orientação de D-us da mesma maneira Abraão e seu empregado a receberam.

    1- Conhecendo (e estudando anos a fio) a Torá de D-us.
    Considere Genesis 24:1-4, “Abraão já estava bem velho, e Adonay o havia abençoado em tudo Um dia ele chamou o seu empregado mais antigo, que tomava conta de tudo o que ele tinha, e disse: – Ponha a mão por baixo da minha coxa e faça um juramento. Jure por Adonay, o Deus do céu e da terra, que você não deixará que o meu filho Isaque case com nenhuma mulher Cananéia, onde estou morando. Vá até a minha terra e escolha no meio dos meus parentes uma esposa para Isaque.”
    O conhecimento de Abraão da palavra D-us o levou a tomar esta decisão de não deixar de forma nenhuma Isaque casar-se com uma mulher daquela região, mas sim da sua própria linhagem. A linhagem de Shem.
    A busca de Abraão por uma esposa pra Isaque não é baseada em padrões ou em desejos humanos, mas é dirigida por seu conhecimento da palavra de D-us e na sua aliança. E por isto que insiste que a esposa de Isaque seja da linhagem de Shem e não das filhas locais de Canaã, os da linhagem de Cam.
    Por que Abraham insistiu nesta circunstância? Por que ele sabia o bastante da palavra de D-us para saber que D-us não abençoaria uma união a uma mulher Cananéia.
    D-us tinha revelado o caráter (mal) e futuro (julgamento) dos povos de Canaã a Abraão. Abraão percebeu que casar com um deles não era uma opção nada boa.
    Abraham (Abraão) pode fazer a coisa certa na escolha da mulher pra Isaque porque conhecia a palavra de D-us. Isto também é verdadeiro para nós para receber a orientação de D-us na Torá.

    2- Compromisso com a vontade de D-us na Torá
    Considere Genesis 24:5-6, “O empregado perguntou: – E o que é que eu faço se a moça não quiser vir comigo? Devo levar o seu filho de volta para a terra de onde o senhor veio? Abraão respondeu: – Não! Não faça o meu filho voltar para lá, de jeito nenhum!”
    Saber a vontade de D-us, (que está na Sua Torá) é diferente de estar comprometido com vontade de D-us (que está na Sua Torá).
    O servo quer saber o que fazer quando ao seguir os princípios da palavra de D-us a coisa não funcionar. E como o empregado perguntando se Abraão ia mudar sua idéia se a moça não quisesse vir com ele. Tipo, ele estava seguindo todas as orientações, mas no fim não deu em nada.
    Abraão diz seu empregado que, sob nenhumas circunstâncias, Isaque não poderia ir para lá. Abraão claramente mostra que está comprometido totalmente à vontade de D-us não importa o que possa acontecer.

    3- Confiar em D-us
    Considere Genesis 24:7-9, “ Adonay Elohei hashamayim ( Adonay Deus dos céus), me tirou da casa do meu pai e da terra dos meus parentes e jurou que daria esta terra aos meus descendentes. ELE vai enviar O seu Anjo para guiá-lo, e assim você conseguirá arranjar uma mulher para o meu filho. Se a moça não quiser vir, você ficará livre deste juramento. Porém não leve o meu filho de volta para lá, de jeito nenhum. Então o empregado pôs a mão por baixo da coxa de Abraão e jurou que faria o que ele havia ordenado.”
    A confiança é essencial. Você nunca manterá o seu compromisso em obedecer e esperar em D-us a menos que você confie NEle.
    Abraão confiou em D-us para fornecer uma esposa para Isaque fora de Canaã, mesmo isto parecendo para ele improvável.
    Abraão se alicerça nas promessas e aliança de D-us para ele e para sua descendência após ele que levaria a aliança adiante. Sua confiança é baseada na palavra específica e na promessa de D-us. Muitos povos expressam uma confiança no deus, mas sua confiança é que o deus fornecerá o que quer e deseja. D-us honra a confiança em Sua palavra.
    Quais são as possibilidades que o empregado de Abraão viajando para muito longe num país enorme, encontre com a mulher qualificada ainda por cima da própria família de Abraão? A introspecção humana ou a compreensão diriam “Nenhuma possibilidade!”
    Não obstante, Abraão espera D-us enviar Seu Anjo para guiá-lo. Mostra que ele não está confiando em sua própria compreensão ou introspecção, mas na direção de D-us. Abraão espera D-us fornecer uma esposa e cumprir a promessa da semente porque reafirma seu compromisso que Isaque não voltará para viver em sua terra natal.

    4 – Orar por obter sabedoria
    Considere Genesis 24:10-14, “Em seguida o empregado pegou dez camelos de Abraão e uma porção de presentes e foi até a cidade onde Naor havia morado, na Mesopotâmia. Quando o empregado chegou, fez os camelos se ajoelharem perto do poço, fora da cidade. Era de tardinha, a hora em que as moças vinham buscar água. Aí ele orou assim: – Adonay Elohei adoni Avraham – Ó Adonay, Deus do meu patrão Abraão, faze com que tudo dê certo e sê gracioso para o meu patrão. Eu estou aqui perto do poço aonde as moças da cidade vêm para tirar água. Vou dizer a uma delas: “Por favor, abaixe o seu pote para que eu beba um pouco de água.” Se ela disser assim: “Beba, e eu vou dar água também para os seus camelos”, que seja essa a moça que escolheste para o teu servo Isaque. Se isso acontecer, ficarei sabendo que tivestes graça para o meu patrão..”

    O servo de Abraão, Eliezer, não achava que fosse capaz de reconhecer a esposa de D-us para Isaque, então orou por orientação e sabedoria.
    Após uma viagem bastante longa e demorada, o servo chegou ao lugar perfeito para encontrar-se com uma mulher nova, solteira, virgem (adolescente) na hora certa, onde muitas mulheres estavam indo e vindo para buscar água. D-us providenciou as circunstâncias para que Sua vontade fosse cumprida nesta situação. O conhecimento, o compromisso, e a confiança de Abraham não foram em vão. D-us dirigirá nossas circunstâncias de modo que Sua vontade seja cumprida em nossas vidas se nós fizermos nossa parte em conhecer sua Torá, comprometendo com Sua Torá, confiando NEle, e orando por sabedoria em todas as situações.

    Considere Tiago 1:5-7, “Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a D-us, e ELE a dará porque é generoso e dá com graciosidade a todos. Porém peçam com fé e não duvidem de modo nenhum, pois quem duvida é como as ondas do mar, que o vento leva de um lado para o outro. Quem é assim não pense que vai receber alguma coisa de Adonay.”

    Eliezer – D-us é minha ajuda
    Genesis 24:2-4 Um dia ele chamou o seu empregado mais antigo, que tomava conta de tudo o que ele tinha, e disse: – Ponha a mão por baixo da minha coxa e faça um juramento..
    O nome ‘Eliezer’ não é mencionado, mas parece que é o empregado que Abraão mais confia em seus empreendimentos. O significado do nome Eliezer significa “Meu D-us é minha ajuda.” Considere Êxodo 18:4, “e o outro, Eliézer, pois disse: O D-us (El) de meu pai foi a minha ajuda (ezer)…”
    Eliezer viajou para Heron, encontra Rebeca, persuade-a retornar com ele para casar com o filho de Abraão, Isaque, e a leva ate à presença de Isaque. Durante este tempo está sendo o modelo daquele que “Confia” em D-us para terminar sua missão.

    Quando nós sentimos D-us não está conduzindo nossas vidas, é provável que nós paramos de escutar, ou não estamos gostando da maneira em que D-us está nos conduzindo. Ele nos conduzirá porque ELE prometeu. A pergunta é: Estamos nós querendo fazer o que é necessário para escutar.
    Considere Provérbios 3:5-6, Confie em Adonay de todo o coração e não se apóie na sua própria compreensão. Lembre de D-us em tudo o que fizer, e ele lhe mostrará o caminho certo..

    A oração de Eliezer
    Genesis 24:12-14, Aí ele orou assim: – Adonay Elohei adoni Avraham – Ó Adonay, Deus do meu patrão Abraão, faze com que tudo dê certo e sê gracioso para o meu patrão.
    Pedir que D-us mostre claramente algo para impedir uma decisão errada, não é o mesmo que pedir um sinal particular de D-us. Tudo vem a passar exatamente como Eliezer pediu na sua oração. Uma oração, respondida imediatamente depois que ser proferida, ocorre somente três vezes na Torá ou nas escrituras. Outros dois personagens bíblicos no qual o mesmo aconteceu foram Moises e rei Salomão, dois dos homens mais importantes na história Judaica.
    Abraão quis ver as promessas da Aliança cumpridas através de Isaque, contudo era Eliezer, um empregado, que entrou na fé no D-us de Abraão, lembre se todos os empregados na casa de Abraão foram circuncidados e entraram na aliança, veio a cumprir a tarefa.
    Perto da fonte d’água, o empregado de Abraham, “Eliezer medita em como selecionar uma esposa apropriada para Isaque:
    * Uma família modesta, a filha busca a água
    * A verdadeira atitude da moça é vista mais facilmente longe de casa
    * A bondade e o caráter devem ser demonstrados
    * A mulher deve ser da família de Abraham e de Sarah
    A oração de Eliezer mostrou-o que o tipo de mulher Rebeca era para Isaque. Estes são alguns dos traços do caráter que Rebeca mostrou a Eliezer.

    O teste
    1* Hospitalidade: Oferecendo a água, Eliezer soube que Rebeca era uma mulher que sabia tratar desconhecidos e visitantes
    2* Atenciosa: Quando ele pediu água, não murmurou, mas deu-lhe sem reclamar.
    3* Trabalhadora: Rebeca era pró ativa trabalhadora. Ofereceu dar água a todos os dez camelos. Um camelo, vindo do deserto pode beber 25 galões cada. Num total de 250 galões de água.
    4* Dócil: Dar água aos camelos mostrou que Rebeca tinha um coração amável, e foi sensível às necessidades de homens e de animais.
    5* Beleza: (Genesis 24:16) As escrituras dizem que ela era “muito bonita e de boa forma”
    6* Virgem: (Genesis 24:16) no mesmo verso, disse que era “uma virgem quem nenhum homem a conheceu”
    7* Desejo próprio: (Genesis 24:57-58) – Rebeca não foi coagida, ou agiu sobre pressão, ou não foi forçada a união. O consentimento da noiva era imperativo. O casamento não era para ser realizado a menos que a noiva consentisse. Rebeca tinha que estar disposta a ir com Eliezer.

    QUANDO Rebeca PASSOU NO TESTE DE ELIEZER E ELE SOUBE QUE ELA TINHA UM CORAÇÃO BOM E GENTIL, ELE ESTAVA CERTO QUE ELA POSSUÍA TODAS AS OUTRAS QUALIDADES REQUERIDAS. ATOS DE GENTILEZA

    A Torá relata: “E foi quando ele não tinha ainda terminado de falar que Rebeca saiu de repente…” (Genesis 24:15). O Rabino Bachya enfatiza que a palavra este versículo conta como D-us intercedeu para assegurar-se de que Eliezer “encontraria” Rebeca no momento oportuno. Além disso, os comentários explicam que devido ao recato de Rebeca, ela raramente aventurava-se até o poço, mas D-us fez com que ela fosse naquele dia específico.

    O Rabino italiano e cabalista Moshe Chaim Luzzato (1707-1746) toma nota da velocidade com que Rebeca realizou o ato de gentileza: “Ela apressou-se” e “correu outra vez.”

    Como o Midrash rabínico declara, “Todos os feitos de justiça são feitos rapidamente” (Midrash Bamidbar Rabbah 10:7).

    O Rabino Moises (Moshe) Luzzatto que nasceu em Pádua – Itália escreveu: “O homem cuja alma anseia em realizar a vontade de D-us não será preguiçoso ao cumprir Suas Mitzvot (mandamentos) Seus movimentos serão como os rápidos movimentos do fogo e ele não descansará ou ficará sossegado até que o feito esteja completo” (Mesilas Yesharim, Capítulo 6).

    O Rabino Isaac Sher comentou nesse trecho que mesmo que pareça uma ação pequena, como dar água a alguém, pode ser elevado espiritualmente quando induzido pela motivação apropriada. Quando Rebeca deu água a Eliezer e seus camelos, ela o fez com um amor por chesed (Graça – bondade) que foi manifestada em sua velocidade. Por esse feito ela foi considerada merecedora de se tornar a mãe do Povo Judeu.

    O Rabino Sher encorajou as pessoas a elevar seu nível de chesed. A maioria das pessoas faz muitos atos de bondade diariamente por mero hábito. Se formos considerar esses atos aparentemente insignificantes não como uma resposta comportamental automática, mas ao contrário como oportunidades de fazer a vontade do Todo Poderoso, nós teríamos sucesso em transformar o mundano em sublime.

    Então Isaque levou Rebeca para a tenda onde Sara, a sua mãe, havia morado, e ela se tornou a sua mulher. Isaque amou Rebeca e assim foi consolado depois da morte da sua mãe. Genesis 24:67

    Na antiga sabedoria judaica, uma palavra para uma estrutura básica da realidade é um OHEL – Tenda.
    Parece esquisito e estranho quando Isaque levou sua jovem noiva direto para a tenda de Sarah, sua mãe já falecida.
    E Isaque trouxe (Rebeca) para a tenda de Sarah, sua mãe,
    e ele tomou Rebeca como sua esposa e ele a amava…
    (Gênesis 24:67)
    Antes de se casar com Rebeca, Isaque realmente teve que deixar esta jovem constrangida ao trazê-la para dentro da Tenda da sua mãe, um lugar de luto?
    Nada disso! Isaque apresentou a sua jovem noiva a estrutura básica da realidade de sua mãe.
    Ele queria que ela compreendesse a visão de mundo deles e ele a queria em sua própria casa para entender isto e só quando ela absorvesse isto, casaria com ela.
    Possuir uma visão de mundo é um pré-requisito para o crescimento e o progresso.

    A palavra hebraica para tenda, OHEL, revela este significado.

    Há 2 letras que formam a palavra EL, (em direção , para)

    O que alude el – ‘em direção’, com a letra hebraica Hey no meio?
    Em Hebraico, palavras que compõem a palavra el com outra letra no meio geralmente “são palavras que conduzem a algo”. A letra Hey é uma letra do nome de D-us (o tetragrama) e tem uma “aura espiritual”.
    Qualquer viagem bem sucedida ‘para’ um objetivo digno precisa levar em conta a D-us.
    Um OHEL – “tenda” representa uma cosmovisão específica com D-us no centro que irradia para fora todos os aspectos da vida. Tal estrutura básica da realidade fornece a visão e a confiança necessária para as medidas corajosas e ousadas que muitas vezes trazem recompensa.
    Esta estrutura da realidade baseada na Torá nunca de deixará mão.

    Para mim, a sabedoria judaica antiga transforma histórias e contos em dicas e ferramentas, que se convertem em regras em estratégias para uma vida essencial

    SHABAT SHALOM

    #24742

    sofer
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