חקת Chukat – Estatutos – Decretos

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    sofer
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    חקת
    Chukat – Estatutos – Decretos
    Parashá. Números 19:1 á 22:01
    Haftará: Juízes 11:1-33
    Brit Hadashá: João 3:10-21

    Zot Chukat haTorá… ‘estes são os decretos da Torá…’ (Números 19:2) os quais nós assim aceitamos como mandamentos que transcendem nossa habilidade de entender racionalmente o porque deles. E por isto que quando nos perguntam qual a razão de obedecermos estes mandamentos, respondemos que obedecemos simplesmente porque D-us disse para obedecemos, não precisamos de uma razão lógica para isto. Estão qualificados como perpétuos, através das nossas gerações.

    Estatutos e decretos divinos dados sem nenhuma razão aparente. Tais como um exemplo clássico, nesta Parashá, o da ‘vaca vermelha’ no qual segundo a tradição nem mesmo o Rei Salomão entendeu o porquê.

    Como Sabemos, podemos encontrar 3 tipos de Mitzvot (mandamentos) dos 613 mandamentos na Torá; Chukim – Estatutos, Mishpatim – Juízos e Eidot – Testemunhos.

    O Chuk – Estatuto e a Letra esculpida

    Fazendo uma analogia:

    Existem dois tipos de letras. As letras que são escritas, e as letras que são gravadas (esculpidas). A diferença é que as letras que são escritas, elas são em última instância separadas da onde elas são escritas. Eles não são ‘Um’ com o papel ou o pergaminho ou etc.

    As letras que são de tinta aderem ao papel, e só então elas se tornam ‘Um’ com o papel, por exemplo.

    No entanto, quando as letras são esculpidas, as mesmas letras provem da mesma matéria daquilo na qual são escritas. ‘Não há distinção entre o que está escrito e sobre o qual está escrito’. As letras não são algo externo, entidades separadas, mas eles emanam da pedra em si.

    A Torá foi dada na forma de tabuas de pedras com letras esculpidas nela, para nos ensinar que não devemos nos relacionar com ela como sendo algo separado de nós mesmos, então os filhos do Reino de D-us e a Torá são indivisíveis e “idênticos”.

    As palavras da Torá são esculpidas no tecido do nosso coração, e não apenas bordadas lá (devem ser, é o que buscamos).

    Elas devem penetrar no mais profundo e íntimo das camadas da nossa alma, elas devem passar por e através de nós – assim como as tábuas de pedra da Torá, que pode ser lida de ambos os lados.

    A palavra hebraica para ‘esculpir’ ‘ talhar’ – Charut é da mesma raiz da palavra para decreto – Chuk, aqueles mandamentos que ultrapassam a compreensão humana.

    Nossa atitude para com toda a Torá de D-us deve ser o mesmo que um chuk. Mesmo que nós não compreendemos o chuk, continuamos a fazê-lo porque é a vontade de nosso Pai Celestial. Por que não há nenhuma outra razão pela qual elas devem estar esculpidas nas tábuas do nosso coração como decretos do REI do Rei dos reis. (Jeremias 31:33, Hebreus 10:16, João 14:15, 1°João 2:4 e etc).

    Da mesma maneira a palavra hebraica Charut – ‘esculpir’ ‘talhar em pedra’ lembra a palavra Cherut – Liberdade, quando a Torá está esculpida em nossos corações encontramos a verdadeira liberdade (Tiago 2:12), pois cumpriremos os mandamentos de D-us, uma vez já esculpidos em nós eles passam a fazer parte da nossa natureza. (Jeremias 31:33. Talmud balav Eruvin 54, Avot 6:2, Êxodo 32:16)

    Guarda os meus Mitzvot (mandamentos) e vive; e a minha Torá (lei), como a menina dos teus olhos. Provérbios 7:2

    A vaca Vermelha – Aduma Parah

    A razão primária porque nós guardamos os mandamentos (Mitzvot) de D-us; é porque nós somos ordenados para guardá-los. Você deve estar seguro quando você diz que você não tem de guardá-los. Por quê? Pois há mandamentos que logicamente não podem ser explicados. Um deles é o da vaca ou Novilha Vermelha (Aduma Parah).

    O mandamento (Mitzvá) da Novilha Vermelha teve o seu começo no contexto de Morte. Esta passagem segue a morte dos implicados na rebelião de Korach [Números 16:31-50] e imediatamente precede o registro da morte de Miriam [Números 20:1].

    O sacerdote pegará um pedaço de madeira de cedro, um galho de hissopo e lã tingida de vermelho e os jogará no fogo em que a novilha estiver sendo queimada.

    Números 19:6

    Vermelho é a cor de predomino nesta Parashá.

    Compõe-se;

    *Novilha Vermelha,

    *madeira de Cedro,

    *escarlate vermelha, que é a lã vermelha, e o

    *hissopo, que foi usado para nas ombreiras da porta com o sangue do cordeiro na Primeira Páscoa – Pesach.

    Este animal teve de ter certas características:

    *Novilha – uma vaca nova.

    *Fêmea – portador da vida. Todas outras ofertas foram os machos.

    *Nunca usada em trabalho. A Novilha nunca conhecia um jugo.

    *Sem mancha, significando que ela não era deformada de algum modo.

    *Perfeitamente vermelha – dois pelos de outra cor a desqualificarão.

    Vermelho é a cor do Sangue, o símbolo da vida, e o sangue é o transportador da ALMA (Nefesh). Pois a Alma esta no sangue (Levítico 17:11).

    Este animal teve de ter certas características:

    *Para santificar os sacerdotes para exercer o oficio no Templo, a fórmula de água e as cinzas da novilha vermelha teriam de ser produzida.

    *O objetivo da Novilha Vermelha é purificar aqueles que foram sujos por causa do contato com um morto.

    *O processo inicial não foi feito por causa de Aarão, o Sumo Sacerdote, mas por seu filho, Eleazar

    Qual era o efeito?

    Purificava:

    1° A pessoa que matava a novilha.

    2° O Sacerdote (Cohen) que salpicou o sangue.

    3° A pessoa que queimou a carcaça.

    4° A pessoa que reuniu as cinzas.

    É por isto que as cinzas da Novilha Vermelha eram chamadas de ‘Água da Separação’ – Mei Nidá. Porque eram usadas na limpeza cerimonial de pessoas impuras que queriam separar-se da impureza.

    Yeshua e a vaca Vermelha (Adumah Parah)

    Como isto aponta para a morte de Yeshua (Jesus)? Ela mostra o seguinte:

    *Aqueles que estiveram implicados na Sua morte.

    *Aqueles que falsamente testemunharam contra Ele.

    *Aqueles que o entregou aos Romanos.

    *Aqueles que bateram Nele e zombaram Dele.

    *Aqueles que dirigiram os pregos em Suas mãos e pés.

    *Todos quem pecaram.

    Qual é o resultado deste fim?

    É um meio pelo qual você pode ser limpo ou purificado – esta é a razão da Novilha Vermelha. O que eles fizeram tanto na Novilha Vermelha como na morte de Yeshua (Jesus) os fez impuros, mas ele produziu o poder para fazer-los puros novamente.

    O uso de uma Novilha pode ser destinado para simbolizar o contacto da nova vida daqueles que ficaram impuros pelo contato com a morte. O seu sangue que é salpicado diante do Tabernaculo sete vezes simbolizava a aceitação do sacrifício por

    D-us.

    Este sacrifício da Novilha vermelha é diferente do que todos os outros pelo seguinte:

    ·1° A oferta não era morta no acampamento.

    ·2° A oferta não era queimada no altar.

    ·3° Era morta e queimada fora do acampamento. (Hebreus 13:13)

    ·4° Nem o Sumo Sacerdote nem qualquer outro Sacerdote exerceram, mas o sucessor do Sumo Sacerdote.

    ·5° O animal escolhido não foi um touro castrado, como em outros sacrifícios, mas uma Novilha – vaca.

    ·6° Uma cor exata foi especificada [Vermelha].

    .7° As cinzas foram cuidadosamente conservadas.

    ·8° Ela foi o único sacrifício que purificou os outros e também os que ficaram impuros quando o executaram.

    (Hebreus. 9:11-28 2°Coríntios 5:21; João 8:46; Mateus 17:5

    O Cohen abate a vaca “fora do Acampamento”. Durante os anos no deserto, era abatida fora dos três Acampamentos; e na época do Templo Sagrado, no Monte das Oliveiras, uma vez que esta montanha era considerada fora de Jerusalém.

    Segundo as escrituras judaicas, as cinzas da primeira Novilha Vermelha duraram de Moisés até o exílio na babilônia. Ezra foi uns do que sacrificaram a segunda vaca vermelha. (450 anos antes do Messias Yeshua) e de Ezra até a destruição do Templo em 70 D/C, mais cinco estavam prontas e foram sacrificadas, num total de 7.

    A próxima vez que a novilha vermelha, que será a oitava, for sacrificada será no tempo do Messias [Talmud Tratado Parah 3:5].

    O Sacrifício da Yeshua (Jesus) o Messias ben Yosef como nossa “Adumah Parah” – “Novilha Vermelha”, de fato, indicou a “reconstrução” de um Templo (João 2:19). Embora este templo seja um feito sem mãos humanas, mas pelo poder do Espírito de D-us (Mateus 26:26-28, 1°Corintos 12:27, Efésios 4:4, 11-12, Colossenses 1:24, etc.)

    Os seguidores do Messias são agora parte do Templo do seu corpo (1°Coríntios 3:16, 12:27) e são chamados ‘Pedras Vivas’ (1°Pedro 2:5)

    Mei Nidah – Água da Separação

    No entanto, quem estiver imundo e não se purificar, esse será eliminado do meio da congregação (kahal -ekklesia -igreja), porquanto contaminou o santuário de Adonay; água purificadora sobre ele não foi aspergida; é imundo Números 19:20

    As cinzas do sacrifício da Novilha Vermelha eram coletadas e misturadas com água para criar a Mei Nidah – Água da Separação. Observe que a palavra Nidah “separação” refere-se à impureza menstrual e aponta para Zacarias 13:1: Naquele dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e da Nidah (impureza menstrual, o fluxo de sangue menstrual está aludindo a Morte, já que uma vida não foi gerada).

    A Novilha Vermelha era o único sacrifício na Torá que explicitamente purificava do contato com o Pecado e a Morte.

    Qualquer pessoa (ou coisa) que viesse a ter contato físico com um cadáver (a incorporação do Pecado e da Morte) devia ser purificada usando a Mei Nidah – Água da Separação.

    Hoje e na época de Yeshua muitas formas de purificação ritual necessitam da imersão em uma Mikvah (baptizo – banho ritual em água).

    *A Mikvah (batismo – banho ritual) é feito pela própria pessoa.

    *A Mikvah é a parte do processo de purificação, por isto a água, e isto não pode ser feito sozinho. Outra pessoa deve estar implicada. Pense no que isto significa.

    Toda a humanidade está em um estado de impureza por causa de pecado e da Morte – o único remédio é a limpeza através do Messias.

    A Novilha Vermelha usa o que é conhecido como ‘Águas da Separação’. Se a água não foi aplicada, a pessoa não faz parte da congregação de Israel.

    O Sh’liach v’Talmid Shaul (Apostolo e discípulo Paulo) aplicou este pensamento a Ruach Hakodesh (espírito) de D-us, vemos na sua carta aos Romanos.

    Quando você é “batizado”, há o ritual de ser imerso e em águas correntes. Quando ele diz à frase, ‘Batismo na Ruach Hakodesh (espírito santo)’, não é somente o ritual de imergir e subir em águas correntes. É o ritual da imersão na Ruach Hakodesh (espírito santo) de D-us.

    Você é imerso na Ruach (Espírito) de D-us e a Ruach (Espírito) de D-us é imerso em você.

    A Parashá salta 38 anos a frente

    A narrativa então salta 38 anos no tempo para trazer-nos a fase anterior a chegada do povo de Israel à terra Prometida. Neste ponto, a Torá nos relata os acontecimentos que tiveram lugar no final do castigo de permanência dos 40 anos dos filhos de Israel no deserto. Com a Morte de Miriam e Aarão.

    A punição de Moises e Aarão

    Esta Parashá (Porção) relata-nos também a morte de Miriam e Aarão, irmãos de Moises. Segundo a Tradição, O Povo de Israel chegou ao deserto de Tzin, acampando em Kadesh e nesse lugar morreu Miriam, irmã de Moises e Aarão e lá foi sepultada.

    Com a sua morte deixou de manar a água que tinha acompanhado milagrosamente os filhos de Israel, durante a sua travessia pelo deserto, está Rocha era conhecida como ‘Poço de Miriam’.

    Então Novamente o povo começou a protestar contra Moises pela falta de água. E Adonay disse a Moises e a Aarão que reunissem toda a congregação e falarem a uma determinada Rocha, que ela emanaria água para todos, povo e animais.

    Por qual razão Moises foi punido no incidente de Mei Merivá? Porque ele:

    * interveio Duramente, em vez de Gentilmente;

    * bateu na Rocha, em vez de falar para a Rocha;

    * tocou na rocha duas vezes, em vez de apenas uma? Estes são apenas alguns dos inúmeros pareceres levantados pelos comentadores da bíblia.

    Todos assumem que Moises pecou em Mei Merivá por uma simples razão – porque ele e Aarão foram punidos imediatamente logo depois do ato:

    Mas Adonay disse a Moisés e a Aarão: Visto que não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei. Números 20:12

    Obviamente, Moises não iria ser punido se não tivesse feito nada de errado. No entanto, a Torá apenas informa porque eles foram punidos, ou seja, Porque eles não tiveram fé suficiente; mas não especifica qual foi o ato que mostrou esta fala de fé.

    Os 4 comentários clássicos dos antigos Rabinos;

    1° RASHI (1040 – 1105 França) seguindo o Midrash –

    Porque Moises bateu na Rocha, em vez de falar para ela;

    2° IBN EZRA – (1093-1167 Espanha)

    Porque ele tocou a rocha duas vezes, em vez de uma vez;

    3° MAIMONIDES – (1135 – 1224 Espanha)

    Porque Moises ‘perdeu seu temperamento’ e falou duramente;

    4° MOISES BEN NACHMAN (1194 – 1270 Espanha) / em nome de Rabi Chananel –

    Porque Moises disse: ‘podemos nós tirar água desta Rocha?’, em vez de: ‘D-us pode tirar água desta Rocha’.

    Embora cada parecer seja diferente, eles são todos baseados na no fato de que Moises foi punido porque ele não cumpriu adequadamente o que D-us lhe ordenara

    Um simples nas Instruções de D-us para Moises que parecem ser muito concretas e precisas: Números 20:8-12

    A cinco ações que Moises deveria fazer:

    1° Pegar o Cajado;

    2° Reunir a Congregação (Eidah verso 20:8 – Kahal verso 20:10 – sinônimos);

    3° Falar para a Rocha;

    4° Tirar água que vinha da Rocha;

    5° Dar de beber ao povo e para os animais.

    Agora, para determinar por assim dizer, o pecado da Moises, nós devemos comparar a ordenança de D-us e a ação de Moises (números 20:10)

    Aqui encontramos uma grande discrepância. Em vez para a Rocha, Moises fala para o povo. Talvez isto seja umas das razões.

    A razão;

    A Rocha era aquele que foi ferido para o Seu povo (Isaias 53:4, 1°Corintos 10:4), e a segunda batida de Moisés na Rocha surpreendente sugeria que Mashiach (Messias) precisaria ser ferido uma segunda vez a fim de fornecer as necessidades das pessoas. Não!

    A Rocha que uma vez foi atingida para em favor das pessoas, agora é para ser chamada de A Rocha Viva (1°Corintos 10:4).

    Moisés transmitiu a mensagem errada, sugerindo que surpreendente a primeira batida na Rocha tinha sido insuficiente e que algo mais era necessário. O preço Moises e Aarão pago por esta desobediência foi severo: nenhum dos dois foi autorizado a entrar na Terra Prometida.

    E é até hoje: quem tentar adicionar alguma coisa a obra do Messias vai ser barrado de entrar no Olam Habá (Eternidade)

    Aarão morre e é enterrado no Monte Hor, e Elazar, seu filho, o sucede como Cohen haGadol – Sumo Sacerdote. Os Filhos de Israel entoam uma canção de louvor sobre o Rocha que emanava água milagrosamente, que D-us havia concedido para eles nos anos de jornada no deserto.

    De acordo com um antigo Midrash Rabínico (Comentário), uma Rocha que emanava água acompanhava os filhos de Israel durante toda a travessia do deserto (1°Corinto 10:4), está Rocha era conhecida como ‘o Poço de Miriam’. Cada vez que os Israelitas preparavam para acampar os 12 Nesi’im – Lideres das tribos cantavam louvores a D-us, e a Rocha jorrava quatro córregos de água límpida. Um dos córregos circundava o Tabernaculo, o segundo córrego circulava o acampamento dos Levitas, o outro circulava todos os outros acampamentos e o quarto córrego marcava os limites dos acampamentos das 12 Tribos.

    E beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma Rocha espiritual que os seguia. E a Rocha era o Messias. 1°Corinto 10:4

    A Serpente de Bronze

    A porção Chukat fala da Nechash Nechoshet – Serpente de Cobre, novamente o povo murmura e outra rebelião e incitada. Por conseguinte, D-us enviou haNechashim haSerafim – Serpentes “Flamejantes – Brilhantes” – Venenosas que picavam o povo, e muitos morriam (o verbo Saraf significa queimar, Sefafim, os anjos que reluzem, ‘queimam’).

    נחש נחשת – Nechash Nechoshet

    שרף – Saraf

    Então os filhos de Israel confessam o seu pecado e apelam para Moises interceder por eles, e em seguida Moises intercede. E D-us instruiu Moisés a fazer uma imagem de uma Serpente de Bronze e colocá-la em uma haste, assim a Serpente de bronze foi levantada em uma haste e quando as pessoas que eram mordidas pelas serpentes venenosas, bastariam olhar em direção a Serpente de Bronze e elas ficariam curadas. (Zacarias 12:10, João 3:14:15).

    Interessante notarmos é que; aquilo que os matava era aquilo que também os curava, hoje tiramos o soro contra veneno de cobra do próprio veneno da cobra. (Romanos 8:3)

    O bronze é uma liga do cobre e do zinco, que não chegou a existir até o século treze, ou seja, não existia bronze nesta época. A palavra Hebraica para o cobre é Nechoshet. A cor “Vermelha” foi usada para parar o julgamento de D-us. A serpente foi construída de cobre, que é um metal “avermelhado”. D-us disse a Moises para fazer uma “Saraf” [um tipo de serpente “reluzente”], e colocá-la em uma haste. Moises os fez de cobre.

    Saraf significa em chamas, daí a palavra serafim, os anjos que são em forma de chamas reluzentes ou brilhantes.

    Um Serafim é um Malach (anjo) de seis Kanafim “asas”. ‘Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis kanafim “asas”: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava.’ Isaías 6:2

    A palavra hebraica Serafim pode significar: “serpentes ardentes ou reluzentes” ou “áspide ardente voadora” enquanto que outros optam por “seres exaltados”

    O que aconteceu à serpente de cobre?

    Muitos anos mais tarde a haste com a cobra de bronze tornou-se um objeto de idolatria e foi destruída pelo rei Ezequias (2°Reis 18:4). Chezikyahu – Ezequias significa: ‘Yah é a minha força’.

    [Ezequias] Seguindo o exemplo do seu antepassado, o rei Davi, fez aquilo que era certo a Adonay. Ele destruiu os lugares pagãos de adoração, derrubou o Poste-ídolo. Também fez em pedaços a cobra de bronze que Moisés havia feito e que era chamada de Nechashotan. Até aquela época o povo de Israel queimava incenso em honra dela.

    A serpente de cobre que D-us havia ordenado Moises com o passar dos anos os filhos de Israel praticaram idolatria transformando-a em um deus. E fazendo cultos para ela, ao invés da serpente ser uma forma de reconhecimento a D-us, se tornou uma “serpente milagrosa” independente do poder de D-us. E isto era idolatria. Então o Rei Ezequias a destruiu fazendo-a em pedaços (700 anos após Moises).

    Para nós judeus, a “espiritualidade” é a ética e a verdade moral. Qualquer forma de “espiritualidade” que não faz nenhuma demanda ética e conduta da verdade moral ao ser humano, não busca trazê-lo mais íntimo de D-us, é uma “espiritualidade” falaciosa e maléfica, pagã.

    A Mishná no Talmud tratado de Rosh Hashaná 29a, faz seguinte pergunta:

    ‘É a cobra quem mata ou dá a vida?’. A própria Mishná

    Responde: ‘Somente no momento que Israel olhava para os céus, curava-se’.

    Curiosidades: é pelo próprio veneno da cobra e que temos o antídoto para a cura, o símbolo mundial das áreas de farmacologia e medicina é a cobra em uma haste.

    Nas escavações em Timna, cerca de 25 quilômetros ao norte de Eilat, acharam-se notáveis confirmações desta história bíblica, ou pelo menos da sua origem no período de peregrinações no deserto. Ao pé de um dos pilares de Salomão em Timna, Rothenberg encontrou um templo de Hathor, deus egípcio, usado no século XIII a.C., ele foi tomado pelos Medianias, que o cobriram de cortinas e fizeram dele um santuário em forma de tenda, algo semelhante ao Tabernaculo. Dentro dessa tenda-templo, no santuário, foi encontrada uma serpente de cobre com doze centímetros de comprimento. Segundo Gordon J. Wenhan em seu comentário do livro de números

    Yeshua e a serpente de bronze
    Considere o que está em João 3:14 – 15, “- Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o ben adam ( ser humano – “filho do Homem”) tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna. ”

    Como a serpente [de bronze] de cobre representa Yeshua (Jesus)?
    1* A serpente era um “símbolo do pecado”: Yeshua se fez pecador por nós para que desta forma nós pudéssemos estar livres do pecado – II Corintos 5:21
    2* A serpente foi levantada acima em uma haste: Yeshua foi levantado acima em uma haste – João 3:14 – 15
    3* Livramento era recebido pelo doente quando olhava para serpente: O doente recebe livramento olhando para Yeshua – Mateus 8:17; I Pedro 2:24; Isaias 53
    4* Aqueles que olharam para á serpente continuaram a viver: Aqueles que olham a Yeshua viverão eternamente – João 3:14 – 16
    5* A serpente era o ÚNICO remédio para a vida física: Yeshua é o ÚNICO remédio para a vida eterna. – Atos 3:16; Age 4:12; Romanos 10:9 – 10
    6* A fé e a atitude era requerida para a cura: A fé e atitude é requerida em Yeshua hoje – Efésios 2:8 – 9
    7* O poder da cura era a força invisível de D-us atrás da serpente na haste: E é também em relação com salvação através de Yeshua – Mateus 1:21; Romanos 1:16; Col. 2:12-13
    8* A serpente na haste trouxe a paz e o reconciliação com D-us: Assim é também com Yeshua – Col. 1:20-21
    9* O Confissão do pecado e da oração para D-us foi necessário para o livramento: Assim também é para obter os benefícios de Yeshua na haste (do sacrifício do cordeiro de D-us) – Romanos 10:9 – 10; I João 1:9

    נחש

    Nachash

    “serpente”

    Nachash é o termo hebraico mais genérico e muito usual para “serpente”. Nessa forma, foi também usado como nome próprio de alguns personagens bíblicos, dos quais o mais importante foi um rei dos Amônitas. A palavra também se aplica, em especial, à “serpente” do Jardim do Éden, no qual sabemos que era o próprio HaSatan – O Opositor (Da Humanidade) Apocalipse 12:9 e 20:2.

    Embora Nachash usualmente identificado com o animal ‘cobra’ porque D-us dize que este ser ia rastejar no seu próprio ventre, a palavra Nachash na verdade pode significar ‘reluzir’ (como um bronze ou como metal na fornalha) ou vem da raiz hebraica ‘sussurrar’, mas a palavra está sempre ligada a ‘reluzir’ como um metal na fornalha. E usada como expressão “popular bíblica” para ‘feiticeiro’. Qual é a perspectiva da Torá em relação à feitiçaria?
    A Torá nós ensina, por exemplo:
    O feiticeiro não deve ter permissão para viver. (Êxodo 22:17)
    Quando entrares na terra que D-us lhe concedeu; não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.Não se achará entre ti…nem adivinhador, nem agoureiro, nem feiticeiro…nem quem consulte os mortos. Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação para D-us, e é por causa destas abominações que D-us está lhe dando sua terra.” (Deuteronômio. 18:9-12)

    Yeshua (Jesus) identifica este ser Nachash como sendo o próprio HaSatan (o Opositor da humanidade)

    וַיִּתְפֹּשׂ אֶת־הַתַּנִּין אֶת־הַנָּחָשׁ הַקַּדְמֹנִי הוּא הַשָּׁטָן הַשּׂוֹטֵן

    Ele prendeu o Tanin (leviatã ou monstro ou dragão etc.), a antiga Nachash, que é o Satan (Opositor, – ‘Satanás’) e hashoten (aquele que destrói ou que se opõe – diabo), e o amarrou por mil anos… Apocalipse 20:2

    #24592

    sofer
    Participante

    מצוות תרי”ג
    Taryag Mitzvot
    613: Mandamentos Divinos da Torá

    Em hebraico a palavra Mitzvá significa mandamento de D-us, contido nas escrituras sagradas e Mitzvôt é o seu plural.

    Embora esta palavra seja largamente usada pra referir também aos mandamentos das interpretações rabínicas tais como no Talmud,
    Ex: ‘é uma Mitzvá visitar um ente querido doente.’
    Mas em seu termo restrito ‘Mitzvá’ refere se aos mandamentos divinos dados por Adonay na sua Torá.

    Tipos de Mitzvôt (mandamentos) de D-us na Torá

    Na Torá está cheio de Mitzvôt (mandamentos) de um tipo ou de outro, o termo Mitzvôt é um termo geral usado para referir a todo tipo de mandamento dado por D-us na sua Torá.

    As Mitzvôt (mandamentos) na Torá são claramente divididas em subcategorias por D-us.
    Estas subcategorias são: Chukim e Mishpatim (Deut. 4:5) e Eidot.

    (No 2°século a igreja cristã e ate os dias de hoje dividem erroneamente os mandamentos em ‘mandamentos morais’ e ‘mandamentos cerimoniais’ dos quais segundo a doutrina cristã os ‘mandamentos cerimoniais’ não são mais validos)

    Bom, segundo a bíblia vemos as subcategorias dos mandamentos em:
    *Chukim (singular; Chuk):
    São estatutos e decretos divinos dados sem nenhuma razão aparente. Tais como um exemplo clássico o da ‘vaca vermelha’ no qual segundo a tradição nem mesmo o Rei Salomão entendeu o porquê. Outro exemplo são as leis dietéticas tais como não comer carne de porco, camarão e etc. outro exemplo são as leis de nidá (da pureza familiar), outro seria as leis de não ter roupa misturada com linho e algodão e etc.

    Zot Chukat haTorá…‘ estes são os decretos da torá…’ Dos quais nós assim aceitamos como mandamentos que transcendem nossa habilidade de entender racionalmente o porque deles. E por isto que quando nos perguntam qual a razão de obedecermos estes mandamentos, respondemos que obedecemos simplesmente porque D-us disse para obedecemos, não precisamos de uma razão para isto. São perpétuos segundo a Torá

    *Mishpatim (singular; Mishpat):
    São leis (ou juízos) dadas por uma razão lógica com especificações claras. Um bom exemplo são os mandamentos de não assassinar, roubar, adulterar e etc. Estas Mitzvôt são inteiramente racionais e apelam para uma unidade ética (civil e moral) dentro de uma comunidade. São perpétuos segundo a Torá

    *Eidot (singular Ed):
    São mandamentos (Mitzvôt) relacionados a comemorações, cerimoniais, rituais ou representações de alguma coisa (são testemunhos); tais como as festas, colocar os Tefilim (filacterios), o Tzitzi (as franjas nas bordas das roupas), comer matzá (pão sem fermento) na páscoa, tocar o shofar, Mezuzá (as palavras no umbral das portas) e etc. Estas Mitzvôt dão testemunho ou mostram para o mundo o que somos.

    Deste que as Eidot são cerimoniais, rituais, testemunhos ou simbolicamente representam alguma coisa, elas transitam entre os Chukim e Mishpatim. (os estatutos e juízos). São perpétuos segundo a Torá.

    O termo Mitzvôt engloba todos os Chukim (decretos) Mishpatim (juízos) e Eidot (testemunhos), e todos são de procedência divina dados por D-us através de sua palavra.

    Alguns sábios rabinos judeus tentaram e copilaram todos os mandamentos contidos na Torá. Um destes rabinos que obteve o sucesso de descrever e contar todos os mandamentos (Mitzvôt) contidos na Torá foi Maimônides (Moshe ben Maimon) da Espanha, ele listou 613 mandamentos que está no seu trabalho conhecido como Mishnê Torá (pode ser encontrado nas livrarias) e ele dividiu estes 613 Mitzvôt(mandamentos) em 2 grupos básicos:
    *248 Mitzvá Aseh – mandamentos positivos (você deve…)
    *365 Mitzvá lô ta’aseh – mandamentos negativos (você não deve…)

    Com a destruição do Beit HaMikadesh (Templo) no ano 70 D/C, muitas destas 613 Mitzvôt (mandamentos) dadas por D-us, não podem ser mais observadas tais como: os sacrifícios, os dízimos, os rituais sacerdotais ou seja todo mandamento relacionado com o Templo e os sacerdotes não são mais observados porque o Templo não existe ou não foi reerguido (ainda). Destes 613 mandamentos alguns só se aplicam para os homens outros só para as mulheres, outros só para os sacerdotes, outros só podem ser cumpridos na terra de Israel e etc. Nem todos 613 mandamentos divinos dados por D-us se aplicam a todo mundo como podemos ver. Todos eles estão validos ainda nos dias de hoje, embora muitos deles não se possa cumprir por uma razão ou outra tais como as leis do Templo.

    A HALACHÁ
    A “lei Rabínica” ou as interpretações rabínicas da Torá (613 Miztvot)

    Como um aditivo as Taryag Mitzvôt (613 mandamentos divinos), as interpretações e acréscimos rabínicos adicionaram inúmeras leis e regras e interpretações em cima das 613 Mitzvôt divinas. Isto não significa necessariamente que foi algo ruim, tudo vai depender de como está halachá é aplicada pelo individuo.
    Halachá vem da raiz hebraica Halach que significa ‘andar’ ou ‘caminhar’.
    Mostra como o judeu deve ‘andar’ em sua vida aqui na terra.
    A Halachá é subdividida em 3 grupos: Gezeirá, Takaná e Minhag.

    *Gezeirá: Cerca
    É uma lei ou regra rabínica instituída para prevenir um individuo de transgredir a lei, e uma cerca envolta do mandamento para que o proteja de ser transgredido.
    Um exemplo clássico: Na Torá há um mandamento em que se diz; não cozinhará o cabrito no leite da mãe, os rabinos estenderam este mandamento com ‘não comer nenhum tipo de carne misturado com laticínios’. Outro exemplo é: na Torá há a proibição de se trabalhar no shabat, os rabinos estenderam com a lei de ‘não se pode carregar nenhum instrumento de trabalho no shabat’ tal como não se pode usar uma caneta para escrever no shabat. E há muitas outras destas ‘cercas’ na Halachá (leis rabínicas). .

    *Takaná: Plural Takanot – leis derivadas de interpretações.
    São leis e regras instituídas pelos rabinos que não derivam diretamente da Torá, mas vem às vezes da interpretação das mesmas. Um exemplo seria o “mandamento” de acender as velas ou luzes para o recebimento do Shabat.
    Ou a leitura publica na sinagoga da Torá (parashá e haftará) em cada segunda e quinta (alem do sábado), esta Takaná foi instituída por Ezra o Escriba.
    Ou as mulheres casadas esconderem seus cabelos ou o homem usar a kipá e etc.
    As Takanot podem ser variadas dependendo da região baseada na autoridade rabínica daquela região. Judeus Askenazitas tem Takanot que os Judeus Sefaraditas não aceitam e não sequem e vice versa. Existem muitas destas Takanot (leis).
    *Minhag: Plural Minhagim- Tradição, costumes.
    São costumes e tradições aprovadas “rabinicamente” para a comunidade.
    Um bom exemplo é comer maçã com mel na festa de Rosh Hashaná, ritos de luto e etc. Os Minhagim podem ser variados, e são provenientes da onde a comunidade judaica pertence, tais como judeus de países árabes, judeus europeus alemães, italianos espanhóis, portugueses, russos ou da índia e etc. .

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