יתרו Yitro (Jetro) Parashá: Êxodo 18:1 – 20:23

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    sofer
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    יתרו
    Yitro (Jetro)

    Parashá: Êxodo 18:1 – 20:23
    Haftará: Isaias 6:1–7:6; 9:5-6
    Brit Hadashá: Mateus 5:8-20

    O Sogro de Moises Yitro – Jetro tinha ouvido o quando D-us tinha abençoado o seu genro e seus irmãos os filhos de Israel ao libertá-los da escravidão e opressão dos Egípcios, e Jetro foi ate ao seu encontro com a mulher e os filhos de Moises.
    No encontro Moises contou ao seu sogro, mulher e filhos tudo o que D-us havia feito na terra do Egito e ao Faraó por amor a Israel. Jetro se alegrou e regozijou e glorificou o nome de Adonay e ofereceu sacrifícios de ação de graças.

    No dia seguinte vendo a má administração de Moises em relação aos problemas do povo, Jetro sabiamente dá umas instruções a Moises, e o mesmo as acata rapidamente e então foram formados os primeiros Shoftim (Juízes) entre os filhos de Israel.
    Jetro retorna a terra de Midiam, já não mais como um sacerdote pagão e sim como um Ger Tzadik – Converso Justo ao D-us de Israel.

    De acordo com um antigo Midrash Rabínico (comentário) o nome de nascimento de Jetro era Yeter יתר do verbo ‘Yatar’ (remanescente) no original hebraico o nome aparece como Yeter e não Yitro em êxodo 4:18 e foi mudado devido a sua conversão, para Yitro יתרו (Abundância).

    A letra hebraica ‘vav’ foi adicionada no final do seu nome após sua conversão ao
    D-us de Abraão, Isaque e Jacó, formando o nome Yitro – Jetro para honrá-lo.

    Jetro também ficou conhecido e apelidado de Reu’el (Amigo de El – D-us) Números 10:29 e também como Chovav – juízes 4:11.

    Após a 3° lua nova depois que saíram do Egito (o 1°dia do mês bíblico de Sivan), os filhos de Israel acamparam diante ao Monte Sinai.
    Então Moises subiu no Monte, D-us diz a Moises para dizer ao povo que se eles obedecessem a Adonay e mantivessem a aliança eles seriam ‘mamchelet cohanim ve’goy kadosh’ – ‘Um reino de sacerdotes e um povo santo’,( Apocalipse 1:6) após ouvir estas palavras todo o povo respondeu ‘kol asher diber Adonay na’ase’ – ‘tudo que Adonay falar faremos’. (Êxodo 24:7 – João 14.23)

    Midot Há’Lev = Pri Há’Ruach
    O judaísmo identifica varias Midot HaLev – ‘Qualidades do coração’ que devem existir em uma vida judaica verdadeira. Algumas delas são Ahavat Hashem – Amor a D-us, Gemilut Chasadim – Atos de bondade e retidão, Bikur Cholim – dar assistência aos doentes, Talmud Torah – Estudo da Torá, entre outros.

    O Chasidei Le’ Yeshua – Os fiéis de Yeshua (Jesus) alem destes também devem expressar e buscar outras ‘Midot halev’ – ‘qualidades do coração’ através do poder dado pelo espírito santo de D-us as quais escreveu muito bem o Rabino Paulo aposto do Senhor na carta aos gálatas, estas ‘midot halev’ – qualidades do coração são conhecidas como Priot haruach – ‘Frutos do espírito’. Gálatas 5:22-23
    *Ahavah – Amor – אהבה
    *Shimchah – Alegria – שמחה
    *Shalom – Paz – Plenitude – שלום
    *Savlanut – Paciência – סבלנות
    *Nedivut Lev – Generosidade – לב נדיבות
    *Chesed – graciosidade – bondade – חסד
    *Emunah – Fé – Fidelidade – אמונה
    *Anavah – Humildade – ענווה
    *Hatznea Lechet – Domínio Próprio – הצנע לכת (Dominio proprio é andar humildemente com D-us)

    A difícil pergunta é: se realmente o agente de D-us, ou seja, Espírito Santo do próprio D-us, está agindo em nós ou se estamos dando evidência deste agir através destes ‘midot halev’ – ‘qualidades do coração’ acima.

    Fica outra pergunta: pode uma pessoa falar que está “cheia do espírito santo” de D-us, ficar lá ‘pentecostalmente’ falando ‘zamabambaia zambambaia’ ‘terrerêe terreê’ em supostas “línguas estranhas” e não produzir estes e outros frutos do espírito no decorrer de suas vidas? Pode uma pessoa num púlpito ou na TV, dizer-se “homem de D-us” e falar supostamente estas “línguas estranhas” e ser contra a Torá de D-us (ex: pregando contra o Sábado e outras coisas prescritas na Torá de D-us)?

    Chaverim (amigos) este pentecostalismo barato e patético televisivo ou não, não vem do poder do Espírito de D-us. O verdadeiro ‘pentecostalismo’ te dá o poder para produzir os frutos acima mencionados no decorrer da sua vida.

    È impossível uma pessoa seja lá qual for dizer que está cheio do ‘Espírito santo de D-us’ e ministrar contra a Torá e seus mandamentos, seja o Shabat ou qualquer outro. Ele pode fazer mil milagres extraordinários ou não, pode falar mil línguas estranhas, mesmo assim não devemos dar ouvidos a tal pessoa. Milagres e “línguas estranhas” não são credencias para identificar um ‘homem de D-us’.
    Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o S-NHOR, vosso D-us, vos prova, para saber se amais o S-NHOR, vosso D-us, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Andareis após o S-NHOR, vosso D-us, e a ele temereis; guardareis os seus mandamentos, ouvireis a sua voz, a ele servireis e a ele vos achegareis. Deuteronômio 13:1-4

    A Torá como uma aliança
    Há 3 grandes alianças bíblicas: As Alianças de Abraham, de Moshé, e de Yeshua.
    Cada uma conectada entre si, não se pode chegar a uma sem as outras.

    As três Alianças feitas por D-us tem algo peculiar um elemento chave a cada uma delas que é um Ot (Sinal), ou um memorial ou um ritual.
    O sinal para a Aliança Abramica é a circuncisão masculina. O sinal da Aliança Mosaica é o sétimo dia – Shabat, a observância do Shabat é um sinal interno e externo de todos aqueles que aceitam a Torá como forma da Aliança de D-us. Se você espera ser uma pessoa separada para D-us e com isto fazendo parte da oliveira que é Israel, então a observância do Shabat é imperativa como um sinal por aceitar o senhorio de Adonay sobre sua vida.
    Pois D-us disse:
    E guardaram os filhos de Israel o Shabat e observaram o Shabat por todas as suas gerações pois é uma aliança eterna. O Shabat é um sinal entre Adonay e os filhos de Israel para sempre. Pois em seis dias fez Adonay os céus e a terra e no sétimo descansou.

    Lembrando as palavras do Shliach Shaul (Apostolo Paulo) na carta aos romanos cap.11 todos aqueles gentios (cristãos) são enxertados na Oliveira Israel e participam das mesmas promessas e alianças.

    A terceira grande Aliança, e a Aliança em Yeshua o Messias, o sinal para esta Aliança é a chamada ceia do senhor, a Tevilá, (batismo, imersão em águas) em nome de Yeshua (Jesus) e o recebimento da Ruach Hakodesh – espírito santo de D-us.
    O sinal desta Aliança é externo e interno, a pessoa que aceita os termos e deseja participar da Aliança em Yeshua (Jesus) recebe o sinal da sua “salvação” e ele está na união com D-us por meio do Ruach Hakodesh – Espírito Santo de D-us colocado nele pelo próprio D-us, e ele é participante de todas as bênçãos e promessas e alianças de D-us.
    Observe uma progressão interessante: o sinal da primeira Aliança está na carne – a Circuncisão – Brit Milá.

    O sinal da segunda Aliança está na alma (que contem o seu ser, à vontade, o livre arbitro), na vida que deve escolher a obediência a observância da Torá.
    O sinal da terceira Aliança está no “espírito”, D-us coloca no espírito humano, Sua Ruach Hakodesh (espírito santo). Este é um sinal que você “SE TORNA” – você vai transformando-se em uma “nova criatura” onde Torá de D-us e colocada pelo Espírito Santo de D-us dentro do coração humano já não é uma escolha obedecer, pois ela já faz parte desta “nova criatura”.
    Considere isto em Êxodo 20:1-2

    Então falou D-us todas estas palavras, dizendo:
    Eu sou o Adonay teu D-us, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. D-us introduziu a si mesmo e estabeleceu seu relacionamento com o povo judeu na base da ação. Disse: Eu sou o Adonay teu D-us, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão – D-us não começou dizendo EU sou o criador do universo, o Todo Poderoso e etc. Isto nos mostra que com as palavras ‘Eu sou Adonay seu D-us que te tirou da terra do Egito’ indica um relacionamento e uma aliança de Graça, pois primeiro Israel foi salvo da escravidão do Egito e depois foi lhe instruído como andar diante de D-us através de Sua Torá. A Torá foi dada por causa da Graça de D-us.
    Outra coisa interessante nesta passagem bíblica é que estes não são os conhecidos dez mandamentos como universalmente o mundo cristão os vê, mas as escrituras nos dizem que estas são as dez palavras, pois nestas dez palavras sairão os princípios fundamentais de todos os mandamentos e leis e instruções da Torá.
    A união entre a Torá e os filhos de Israel tem como objetivo e sentido no que está escrito em Êxodo 19:6… e vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. (Apocalipse 1:6)
    O objetivo e o sentido dos filhos de Israel é levar compreensão do papel de D-us na vida humana, a Unicidade de D-us e a sua palavra e ajudar-lhes a adorá-lo e servir-lo. É serem representantes de D-us para e às outras nações, cumprindo a Aliança Abramica de “… abençoar a todas as nações”.

    Em Esdras 7:10 dá se um exemplo a um sacerdote de D-us.
    Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar e cumprir a (Torá) lei do S-nhor, e para ensinar em Israel os seus estatutos e as suas ordenanças.

    Qual era atitude que Yeshua (Jesus) tinha para com a Torá de D-us?
    Esta é uma pergunta muito importante porque o que Yeshua pensa sobre a Torá é isto que nós como crentes nele devemos seguir.
    Yeshua (Jesus) ensinou diversos princípios importantes sobre seu próprio relacionamento com a Torá, podemos ver isto em Mateus 5: 17 -19,
    Não penseis que vim destruir a lei (Torá) ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da (Torá) lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos (Mitzvot), por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus

    Nesta passagem, Yeshua (Jesus) ensinou que enquanto existirem os céus e a terra a Torá nunca será abolida. Esta passagem pode ser vista em dois níveis:
    *No nível físico, Yeshua está ensinando que as palavras, elas mesmas nunca cessarão de existir.
    *No nível “espiritual”, Yeshua está ensinando que a Torah permanecerá sempre como a revelação fundamental de D-us a humanidade.

    A Torá foi dada a Israel, mas foi dada no deserto para que nenhum povo pudesse clamá-la só pra si, ou seja, qualquer povo pode receber e beneficiar da Torá.
    Yeshua (Jesus) como o Messias filho de D-us ensinou também que sozinho tem a autoridade completa e final para interpretar a Torá. Como está escrito em Mateus “eu vim para cumpri-la e não para aboli-la”, quem cumpre tem autoridade para interpretá-la
    A interpretação de Yeshua (Jesus) da Torá é comparada a uma interpretação rabínica dos seus dias. Isto pode ser visto pelas palavras, “vocês ouviram… Mas eu digo…”
    Isto é uma interpretação das interpretações rabínicas da época, ele estava corrigindo orientando o povo sobre as tradições orais das “escolas” rabínicas de sua época. Lembre-se que ele disse: “..vocês ouviram…mas ..” e ele não disse “…está escrito…mas..”
    Neste processo, Yeshua (Jesus) ensinava a seus seguidores o significado puro, original, da Torá ao contrário das interpretações sintéticas dela.
    Yeshua (Jesus) insistia em elogiar aqueles que ensinavam a Torá e aqueles que não só ensinavam mais se esforçavam em cumpri-la, podemos ver isto nos versos: ‘Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos (Mitzvot), por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus’
    Yeshua (Jesus) ensinou que havia uma recompensa para a atitude de uma pessoa para com a Torá. Aqueles que amam a Torá e a demonstram terão um lugar maior no reino de D-us neste mundo – presente Era (Olam hazê) e no mundo por vir – Milênio e Eternidade (Olam habá).
    Este verso mostra também que; uma pessoa que ensine a Torá, contudo tiver um problema com alguns de seus mandamentos (Mitzvá) não os cumprindo, e começar a ensinar as pessoas assim, será menor no Reino de D-us.

    Mas em outros versos temos algo muito mais severo para aqueles que são anti Torá (anti lei) como podemos ver em Mateus 7:21 – 23, Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. (iniqüidade = ANOMIA = SEM LEI – sem Torá)
    A palavra grega para a Iniqüidade e na maioria dos versos no Novo Testamento e a palavra ANOMIA que literalmente significa SEM LEI, ou “ausência da lei; ausência da Torá. Note que estas pessoas não eram incrédulas, quando usaram o nome, “senhor,” eles sabiam quem estavam servindo, faziam feitos maravilhosos tais como expulsar demônios, profetizar e etc em nome do Senhor Yeshua (Jesus) e acharam que iam ganhar sua recompensa no reino dos céus que virá em plenitude, contudo Yeshua (Jesus) os rejeita. Porque não fizeram a vontade do Pai que está nos céus (D-us) e esta vontade do Pai (D-us) está na Torá Estas pessoas agiam como se não houvesse lei (tora – Estas pessoas agiam como se não tivesse as festas do S-nhor, como se não estivesse o Sábado, ou os ensinamentos alimentares, como se não houvesse justiça e etc.)

    A história concernindo Yeshua e os dois homens de Emaús. Lucas 24:27 dá um princípio: E, começando por Moisés (Torá), e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.
    O princípio é este: Yeshua (Jesus) ensinou que você deve interpretar a Torá na luz do que a Torá ensina sobre ele. Este princípio supõe que como redimidos por Ele devemos ter uma vivencia baseada na Torá, e não viver um estilo de vida baseado na Torá, Isto é contradizer o que Yeshua disse em Mateus 5.
    Qual é a base para sua “Halacha? (“caminhada” – seu estilo de vida)
    Assim resplandeça a vossa luz diante das pessoas, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai (D-us), que está nos céus.

    A Torá tem um papel vital em nossas vidas como está escrito em Jeremias 31;
    Eis que os dias vêm, diz Adonay, em que farei uma nova aliança (Brit Hadashá) com a casa de Israel e com a casa de Judá,…. Mas este é a (Brit) aliança que farei com a casa de Israel… Porei a minha lei (Torá) no seu interior, e a escreverei no seu coração….

    A Torá é oferecida às nações do mundo
    Há um Midrash Rabínico muito antigo (A/C) que nos ensina que: Antes de dar a Torá a Seu povo, D-us desceu às nações que viviam naqueles tempos, perguntando-lhes se estavam dispostas a aceitá-la, para que mais tarde não pudessem dizer que ela não lhes tinha sido oferecida e que por isso tinham permanecido sem conhecer ao verdadeiro D-us.
    Os primeiros a serem procurados foram os filhos de Esaú. E eles perguntaram “O que está escrito na Torá?” “Não assassinarás”, respondeu D-us. Então eles responderam “Se é assim, não podemos aceitar a Torá e cumprir o que nela está escrito, porque vivemos pela espada” (Genesis 27:40).
    D-us então em seguida foi aos Ismaelitas: “Vocês aceitam a Torá?” eles perguntaram “O que está escrito nela?”. “Não roubarás”, disse D-us. Então eles responderam “Então não podemos aceitar a Torá, porque não seremos capazes de cumprir esse mandamento, pois vivemos de roubos e trapaças.”
    D-us dirigiu-se então as outras “70” nações da época, oferecendo-lhes a Torá. Cada uma perguntou primeiro o que estava escrito nela. Ao ouvirem que ela continha leis, mandamentos e práticas de todo tipo, de acordo com as quais elas teriam de viver pacificamente umas com as outras, julgando com justiça e abstendo-se de comportamentos abomináveis, todas as rejeitavam. Por fim D-us foi aos israelitas e perguntou-lhes se queriam a sagrada Torá. Eles imediatamente se puseram em pé e declararam simultaneamente: “kol asher diber Adonay na’aser” – ‘Tudo que Adonay dizer faremos’ sem hesitar.
    Talvez alguém possa perguntar se este Midrash – Parábola foi contada para defender contra varias alegações anti-semitas. Bom, mas de alguma forma, de um ponto de vista ‘igualitário’ seria escandaloso dizer que D-us escolhei um grupo de pessoas em detrimento de outros e talvez pudesse ser ate ofensivo, tais como os elitistas e aristocratas que vivem com um sentimento de direito de nascença. Os escolhidos e acreditam que sãos os tais para engrandecimento deles mesmos.
    Porem é claro que não é isto que significa ‘povo escolhido’ no judaísmo e nem e ensinado desta forma.
    Ser um Judeu ou Israelita significa que você é ‘escolhido’ para levar responsabilidades adicionais para viver em santidade para a gloria de D-us e para o bem estar da humanidade. Assim, pois o Judeu leva pra si ser um sacerdote e um embaixador de D-us neste mundo. Praticar vários mandamentos (Mitzvot) tem o grande propósito do Tikum Olam (restauração de todas as coisas). E de qualquer forma Israel sempre deve o chamado para ser luz para as nações. O grande plano é para que todas as famílias e nações da terra venham a conhecer ao verdadeiro D-us e lhe dêem gloria. Então, pois, a Judaicidade ou ser judeu não é um fim em si, mas um meio para trazer a cura verdadeira para as nações, e na verdade a historia toda da redenção da humanidade nas escrituras é sobre o conflito cósmico para tirar a humanidade da maldição através da “semente da mulher” (Messias) que deveria vir. Qualquer coisa tais como a escolha de Set e Noé depois Shem e Abraão e Jacó, por fim os filhos de Israel, Judeus e assim por diante é simplesmente um meio para um fim, a grande redenção da humanidade.
    E de fato uma ‘pessoa ou povo escolhido’ não é escolhida com base no seu sangue ou linhagem cultural familiar, mas sim do solene chamado eletivo de D-us. ‘De fato, nem todos israelitas são israelitas. E nem todos são descendentes de Abraão o são por causa de descendência consangüínea; “Por meio de Isaque é que você terá os descendentes que eu lhe prometi.” Isso quer dizer que os que são considerados como os verdadeiros descendentes de Abraão são aqueles que nasceram como resultado da promessa de D-us, e não só por conseqüência genética ou de linhagem cultural religiosa familiar. (Romanos 9:6-8). Então a idéia de “escolhido” é independente da genética ou linhagem cultural religiosa familiar, e está diretamente ligada a nossa resposta e atitude as promessas feitas por D-us. Isto foi e é verdade em Israel como um todo quando vemos o chamado ‘she’arit Israel’ –‘o remanescente fiel’. Por isto o Sh’liach Kefah (apostolo Pedro) chama os filhos de Israel de “raça” escolhida, nação santa, Am Segulá – jóia de D-us – Povo escolhido (1° Pedro 2:9 e Êxodo 19:6 Deuteronômio 7:6) Está claro que isto também se refere ao gentio que se converteu ao D-us de Israel e ao seu Messias (o verdadeiro Cristão).

    Aseret Hadiberot – As 10 Palavras Êxodo 20:1-17
    Então falou D-us todas estas palavras, dizendo:
    *1° Anochi Adonay Elocheichá – Eu sou Adonay teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
    *2° Lô yehé lechá elohim achêrim al panai – Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, Adonay teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.
    *3° Lô Tisá et Shem Adonay – Não tomarás o nome de Adonay teu Deus em vão; porque Adonay não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
    O Povo Judeu levou este mandamento tão a serio que o nome de D-us não foi mais pronunciado após a destruição do Templo. Conseqüentemente “perdeu-se” a pronuncia do Nome. No mundo hoje em alguns meios religiosos eles não levam isto tão a serio, colocam nomes (atributos – títulos de D-us) em padarias, borracharias e etc. trouxeram as coisas sagradas à banalidade deste mundo onde as pessoas são tão imediatistas e as coisas tão descartáveis.
    *4° Zachor et yom haShabat le’kadshó – Lembra-te do dia do sábado, para santificar-lo. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o feriado de Adonay teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez Adonay o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Adonay abençoou o dia do sábado, e o santificou. (Êxodo.31: 13- 16 )
    Isaías 56:4-7 declara: “Porque assim diz Adonay a respeito dos eunucos, que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo que me agrada, e abraçam a minha aliança. Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas: um nome eterno darei a cada um deles que nunca se apagará. E aos filhos dos estrangeiros, que se chegarem a D-us, para o servir, e para amar o nome de Adonay… todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu pacto, também os levarei ao meu santo monte, e os festejarei na minha casa de oração;… porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”.
    “Se desviares do Sábado o teu pé, e deixares de prosseguir nas tuas empresas no Meu santo dia; se ao sábado chamares deleitoso, ao santo dia De Adonay, digno de honra; e o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem te ocupando nas tuas empresas, nem falando palavras vãs; então te deleitarás em Adonay, e eu te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca de Adonay o disse”. (Isaías 58:13,14)
    *5° Kabed et avichá v’et imechá – Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que Adonay teu Deus te dá. ”
    A palavra hebraica usada aqui para honrar é Kaved que tem a conotação aqui de sustentar ou assistir nas dificuldades nossos pais.
    *6°Lô Tirsach – Não Assassinaras.
    O verbo aqui está ligado ao assassinato, tais como latrocínios, crimes brutais, homicídio. Quem derramar o sangue do ser humano, pelo ser humano o seu sangue será derramado; porque D-us fez o ser humano conforme a sua imagem. Gênesis 9:6. E quem assassinar a alguém certamente morrerá. Levíticos 24:17 – Se alguém assassinar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos. Apocalipse 13:10
    A essência da lei judaica é preventiva. Estas ordens são colocadas “perante eles” porque visam lidar com o crime “antes” e não após o ato. A lei bíblica foi feita para ser estudada por todos, não somente advogados. O judaísmo afirma que quando uma criança é criada com o conhecimento da lei de D-us e com amor pela Sua Torá, esta criança provavelmente não transgredirá. A declaração de que um malfeitor “certamente deve ser condenado à morte,” não significa necessariamente uma punição a ser posta em prática depois que o crime foi cometido, mas uma doutrina educacional, a ser estudada por todos, de que aos olhos de D-us isso é um crime hediondo. Mas devemos entender que o latrocínio, assassinatos brutais devem ser julgados severamente, pois a vida é sagrada. (êxodo 21:16 – Mateus 15:19)
    *7° Lô Tinaf – Não adulterarás.
    (Levíticos, 20:10 – Levíticos, 19: 20 – Mateus 5:27-28 ).
    *8° Lô Tignof – Não furtarás.
    (Levitico 6:2-4 – Atos 17:28) o verbo ‘Tignof’ – ‘Seqüestrar’ é usado aqui para roubo, pois envolvia uma pena capital para aquele que cometesse seqüestro em função de um roubo.
    *9° Lô Taané v’reachá shaker – Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
    *10° Lô Tachmod – Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. (Deuteronômio 22:13-19, Mateus 5:27-28)
    “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a esposa do teu próximo, e seu escravo e a sua escrava, e o seu touro, e o seu jumento, e tudo o que é do seu próximo”. Entendemos por que a Torá proíbe o adultério, o assassinato e o roubo, que são crimes graves. Mas por que D-us se importa com a inveja e cobiça algo aparentemente tão natural e inerente ao ser humano? E por que a Torá deixou justamente este mandamento por último, como um fechamento dos outros anteriores?
    Existem muitas “forças espirituais” que nós não sabemos o quanto influenciam em nossa vida cotidiana. Um exemplo é a inveja, em hebraico “Ayn Hará” (Olho mau) – Lucas 11:34. No livro “Siftei Chaim” do rabino Fridlander ele fala que; “para D’us a vontade já é uma realidade, isto é, basta ELE querer para que a coisa exista. Já para os seres humanos existe uma diferença entre a vontade e a realidade, existe uma distância entre querer algo e isto se realizar na prática. Mas D-us nos criou à Sua imagem e semelhança, e colocou nos seres humanos uma força que, dentro de certas condições, também pode se transformar em realidade apenas através da vontade e do desejo, e uma conhecida destas forças é a inveja. Por isso, quando alguém inveja algo de outra pessoa, pode causar muitos estragos e danos ao outro apenas com a força dos seus desejos. Mas nem sempre esta força consegue funcionar na prática, pois contra o desejo da pessoa que sente inveja estão os “méritos” da outra pessoa, que a protegem. Portanto, todas as vezes que uma pessoa inveja algo de outra, começa uma “batalha espiritual”. Caso o invejoso vença, ele consegue realmente prejudicar a outra pessoa. Mas se invejoso perde esta “batalha espiritual”, a força com que ele intencionou prejudicar o outro volta, com a mesma intensidade, contra ele mesmo. Como nos ensina o rei Salomão: ‘A inveja apodrece os ossos’. (Provérbios)” –
    “Toda pessoa consegue sentir o gosto doce de sua comida, menos o invejoso. Pois, ele não consegue sentir o gosto bom da sua comida até que retire o que o seu companheiro tem de bom (Orchot Tzadikim).”

    Segundo a tradição rabínica e judaica os dez “mandamentos”, ou seja, as dez palavras são a base para todos os outros mandamentos (Mitzvot) na Torá.
    E as dez palavras e todos os mandamentos na Torá dependem estritamente de duas raízes que são:
    *1° Escuta ó Israel Adonay é nosso D-us e Adonay é Um. Amarás a Adonay seu D-us de todo seu coração de toda sua alma e de toda sua força.
    *2° E amaras ao teu próximo como a ti mesmo. Trate as pessoas como você gostaria de ser tratado (Mateus 7:12 – Lucas 10:26-26). Lembrando que o valor numérico da palavra Torá em hebraico é 611 indicando que todos os mandamentos dependem de 2 que são justamente os mencionados acima. (existem 613 mandamentos na Torá)
    “Enquanto os primeiros cinco Mandamentos mencionam o Nome de D-us, este é omitido dos cinco últimos. D’us disse: “Que Meu Nome não seja associado a assassinos, adúlteros, ladrões, testemunhas falsas e pessoas invejosas e cobiçosas.”
    Interessante notar que os Sábios Judeus da antiguidade, isto é muito antes da ‘era da Mishná’ nos ensinaram que os dez “mandamentos” não foram dados como sendo cinco em uma tabua de pedra e os outros 5 em outra tabua de pedra, mas sim os dez escritos nas duas tabuas de pedra. Significando um contrato como nós temos nos dias de hoje onde ambas as partes tem a sua copia do contrato.
    A Torá foi dada aos filhos de Israel no deserto, num lugar amplo e aberto, que não pertence a nenhuma nação, de modo que qualquer um que desejasse aceitar a Torá e seus ensinamentos e mandamentos (Mitzvot) possa fazê-lo livremente.
    De acordo com um antigo Midrash rabínico as tabuas de pedra eram de Safira Azul escritas pelo “dedo de D-us” (êxodo 31:18). E segundo os rabinos no Talmud afirmam que ambos as lados das tabuas de pedra eram idênticos (Talmud trad. Shabat 104ª). Uma antiga tradição judaica ensina que as letras hebraicas usadas nas primeiras tabuas de pedra eram o ‘ketav ashurit’ (As letras hebraicas usadas nos dias de hoje deste Esdras) já as segundas tabuas feitas após Moises quebrar as primeiras por causa do pecado do bezerro de ouro, foram escritas em ‘ketav ivri’ ( antiga letra hebraica que durou ate Esdras)
    Após o pecado do bezerro de ouro Moises deve talhar as tabuas de pedra como um sinal de expiação pelo pecado do povo de Israel. E de acordo com os rabinos no Talmud D-us escreveu nas segundas tabuas de pedra o ‘ketav ivri’ (as letras hebraicas antigas) em vez do ‘ketav ashurit’ as letras divinas que mais tarde seriam restabelecidas por Esdras na reconstrução do Templo e de Jerusalém.

    Foi Esdras quem restabeleceu as letras hebraicas que usamos ate os dias de hoje.
    O famoso Rabino Rashi (1040-1105 “frança”) nos detalha os eventos: No mês bíblico Sivan no dia 6, Moises subiu ao topo do Monte Sinai… No dia 17 do mês bíblico Tamuz, ele quebrou as primeiras tabuas de pedra. No 18° dia ele derreteu o bezerro de ouro e julgou os transgressores. No 19° dia ele subiu novamente ao topo do Monte Sinai e intercedeu por todo o povo de Israel. No dia 1 do mês bíblico de Elul ele subiu novamente para receber as segundas tabuas de pedras com as dez palavras e ficou lá novamente por 40 dias. No dia 10 do mês bíblico de Tishrei D-us restaurou sua graça sobre o povo de Israel e disse a Moises: ‘Eu tenho perdoado como você pediu’ e então deu a Moises as segundas tabuas de pedra.
    Este entendimento dos eventos são muito importantes pois nos dizem algo valioso em relação as festas do S-nhor.
    • A festa de Shavuot (Pentecostes) é a celebração Z’man Torateinu (dádiva da Torá) quando a Torá nos foi entregue e os eventos deste capitulo de êxodo ocorreram. E mais tarde quando o espírito de D-us sobreveio sobre os apóstolos.
    • 17 do mês bíblico de Tamuz é conhecido como um dia da tragédia nacional. Quando o povo de Israel foi julgado pelo pecado do bezerro de ouro.
    • O mês bíblico de Elul é conhecido como Mês de focar firmemente no arrependimento. O mês da Shelichot
    • O dia 10 do mês bíblico Tishri é o dia do Yom Kipur – o dia da expiação.

    Shavuot (pentecostes) era a festa tanto da celebração da dádiva da Torá recordando o dia em que D-us anunciou as dez palavras no Monte Sinai como também a festa da colheita. Historicamente e biblicamente é uma das três festas da peregrinação, judeus de todo o mundo deveriam ir a Jerusalém para celebrar e reafirmar seu comprometimento com D-us. Daí na época de shavuot – pentecostes quando haviam judeus de todas as partes do mundo em Jerusalém, foi quando os apóstolos foram cheios do espírito de D-us e puderam falar línguas estrangeiras de todos os países dos quais aqueles judeus eram de origem. (atos 2:1-42)
    Nós podemos ver através dos versos em Êxodo 20:18-21 ‘O povo estava de longe, em pé; Moisés, porém, se chegou à escuridão onde D-us estava.
    Moises ali pelo medo do Povo estava atuando diretamente como um mediador entre o povo de Israel e D-us. Isto é interessante que adiante nas escrituras a terminologia para as tabuas de pedra é trocada. As tabuas de pedra eram denominadas como ‘luchot habrit’ –‘as tabuas da aliança’ (deuteronômio 9:9-15) mas quando era colocada na Arca da Aliança era chamada de ‘Edut’ – ‘Testemunho’, elas eram denominadas assim porque elas testificam a Revelação de D-us. Elas eram o testemunho da revelação que cada um dos filhos de Israel teve. Sabemos também que há duas versões ‘das dez palavras’ na Torá uma em Êxodo 20:2-14 e Deuteronômio 5:6-18.

    A Torá (Lei) da liberdade.
    Em Êxodos 32:15 – 16:
    E virou-se Moisés, e desceu do monte com as duas tábuas do testemunho na mão, tábuas escritas de ambos os lados; de um e de outro lado estavam escritas.
    E aquelas tábuas eram obra de D-us; também a escrita era a mesma escrita de D-us, esculpida nas tábuas. Não pode haver nem um pouco de dúvida a respeito de onde estes mandamentos originaram. Não eram as imaginações de Moises, ou algum comitê estabelecido para reforçar a autoridade dele. Eram o trabalho de D-us e do escrita por D-us.
    O que é interessante sobre este verso é as implicações teológicas da palavra “esculpida.” Esta é a palavra Hebraica, “Charut”, que é muito original. Sua raiz é “Het, Rash, Tav.
    Na Mishná (Talmud tratado prikei Avot 6:2) Mostra um jogo com as palavras liberdade e esculpida, a palavra para Liberdade que é “CHERUT” – que é a mesma palavra da raiz Charut – esculpida:
    “Nenhuma pessoa está livre exceto aquela estuda a Torah.”
    (lembre-se na escrita hebraica não há vogais, então podemos ler tanto cherut – liverdade quanto charut – esculpida).
    Esta citação é do 2o século, é uma reflexão do pensamento judaico durante a época do Messias Yeshua e os apóstolos. Considere o que outro escritor desse mesmo período escreveu: ‘Entretanto aquele que atenta bem para a lei (Torá) perfeita, a da liberdade, e nela persevera, não sendo só ouvinte, mas executor (shomer) desta obra, este será bem-aventurado no que fizer.’ Ya’akov [Tiago 1;25], Irmão de Yeshua (Jesus), escreveu este verso.
    A Torá no pensamento judaico principalmente na época de Yeshua era a Torá da Liberdade (charut), pois foi esculpida (cherut) pelo dedo de D-us.
    A porção é concluída com várias Mitzvot referentes à construção do Altar no Templo

    Shabat Shalom

    Nossos Sábios rabinos da antiguidade nos ensinaram que deve haver respeito e obrigações mutuas entre uma pessoa e seu companheiro antes de haver uma obrigação entre a pessoa e D-us. (veja Mateus 5:23-24). Está idéia pode ter originado a concepção judaica de ‘Derech aretz kadima le’Torá’ – “o respeito precede a Torá”. Pois desde que sem nenhuma forma de fraternidade, unidade ou civilidade genuína e leis, o que eu nos resta e anarquia, anomia, desesperança, caos e etc…
    Quanto mais nós adentramos nos ‘Acharit haYamin’ – ‘Fim dos Tempos’ mais o mundo entra em anomia, futilidades e frivolidades, ganância, corrupção e etc. As leis civis flutuam ao bem querer ou são ignoradas. As nuvens de tempestade já estão se ajuntando amigos…
    Mas de qualquer forma as escrituras nos advertem; Não a medo no amor, pois o amor lança fora todo o medo. O Medo e a Fé são antitéticos, mas o perfeito amor lança fora todo o medo, pois o medo está enraizado na idéia de punição e também nos da a noção de que quem continua no medo ainda não amadureceu em relação ao amor. (1°João 4:18).
    Muito dos nossos medos são a respeito do futuro, finanças, emprego, violência urbana e etc. Algumas vezes somos pego sentido medo sem nenhuma razão aparente a tal chamada ansiedade quando é muito difícil discernir as mensagens da nossa alma. Em tempos como estes há uma coisa que devemos fazer para nos proteger que é “renovar” a nossa fé e fidelidade a D-us e permanecer firmes com nossas convicções. Se você se sente tentado em ir fundo nesta desesperança mundana, redobre seus esforços para estudar as escrituras e fique firme na verdade que o liberta. Estude a Torá e as palavras de Yeshua o Messias.
    אל תירא כי עמך אני
    Al tirah imechá Ani
    Não temas, porque EU estou com você.
    Isaias 41:10

    Você poderá ficar surpreso em saber que um dos mandamentos mais freqüentes das escrituras é simplesmente ‘al tirá’ que significa ‘Não Tenha medo’ Sempre e sempre nas escrituras sagradas nós podemos ver D-us dizer aos seus servos e para todo Israel: ‘Não temas pois EU estou contigo.’
    É claro, isto não significa que D-us quer que pensemos que o mal não existe ou que não há perigos no mundo ou doenças e etc. Há razão desta afirmação de D-us para não temermos, isto é justamente porque no mundo há vários tipos de perigos e situações que podem nos fazer dano e que o mal existe. Mas D-us é soberano sobre todas estas coisas. Então embora todas estas coisas existam, sobretudo não devemos temer.
    Segundo o Sh’liach v’Talmid Yohanan (Apostolo e discípulo João) em sua carta diz: אֲנַחְנוּ אֹהֲבִים אֹתוֹ כִּי הוּא אָהַב אֹתָנוּ מִקֶּדֶם
    Nós amamos porque D-us nos amou deste a antiguidade 1°João 4:19
    E se nós o amamos porque ELE primeiro nós amou, mostrando isto com a morte de SEU filho na cruz, então nós podemos encontrar coragem para seguir em frente há todas as situações, אֲבָל אַהֲבָה שְׁלֵמָה תְּגָרֵשׁ פָּחַד
    ‘pois o amor lança fora todo o medo’. Como o próprio João sugere em sua carta ‘No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor. 1°João 4:18.
    Está era uma das missões do Messias Yeshua (Jesus) ‘ também para libertar os que foram escravos toda a sua vida por causa do medo da morte’ hebreus 2:15.
    Uma Midrash rabínica nós diz que: ‘As pragas que D-us lançou no Egito não foi para que o faraó soubesse que Adonay é D-us, mas para que os filhos de Israel reconhecessem o amor de D-us.’ Assim também podemos ver que a morte de Yeshua (Jesus) não foi só para pagar pelos nossos pecados e sim para que reconhecêssemos o amor de D-us por nós.
    Às vezes D-us revela seu cuidado por nós através de milagres maravilhosos, mas D-us sempre nos provê “milagres ocultos”, aqueles que não podemos perceber e que nos acontecem dia a dia. D-us simplesmente não criou o universo e se apartou dele, D-us entregou todas as coisas ao seu Messias Yeshua (Jesus) e através deste Tzadik (justo) todas as coisas se sustem. Como Sh’liach Shaul (apostolo Paulo) através da tradição nos informa; וְהוּא קַדְמוֹן לְכָל־דָּבָר וְעַל־פִּיו הֵם עֹמְדִים כֻּלָּם׃
    Ele (o messias) existe antes de todas de tudo, e nele subsistem todas as coisas. Colossenses 1:17
    Nós devemos acreditar e confiar que D-us está fazendo milagres diários em nossas vidas e para o nosso crescimento, de outra forma estaríamos vivendo em uma mentira.
    Um grande e sábio Rabino o Rebe Nachman de Breslov (1772 – 1810) disse uma vez; ‘ o mundo inteiro é uma ponte bem estreita, é o objetivo da vida é não deixar que o medo tome conta de você’. Assim nos entendemos nosso Rebbe e Rei Messias Yeshua sendo o caminho que leva a D-us nesta vida que é uma ponte tão estreita. E Ele nos da à mão neste mundo tempestuoso como ele disse;
    חִזְקוּ אֲנִי הוּא אַל־תִּירָאוּ׃ ‘…Tende coragem! Sou eu. Não temais!’
    Mateus 14:27
    Porém, quando sentiu a força do vento, ficou com medo e começou a afundar. Então gritou: – Adôni hoshia ná! אֲדֹנִי הוֹשִׁיעָה נָּא׃ (Salva-me Senhor!) Mateus 14:30
    וַיֹּאמֶר אֵלָיו קְטֹן אֱמוּנָה לָמָּה־זֶּה פָּסַחְתָּ עַל־שְׁתֵּי סְעִפִּים
    Como é pequena a sua fé! Por que você duvidou?
    (literalmente: por que você pensou duas vezes)

    Shalom !

    #24783

    sofer
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