נצבים – וילך Nitzavim (Diante)

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    sofer
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    נצביםוילך
    Nitzavim (Diante)

     
    Parashá: Deuteronômio 29:9 á 31:1-30
    Haftará: Juízes 2:15-27
    Brit Hadashá: Romanos 10:1-17

    E falou ADONAY a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, dizendo:
    No Mês, no dia do mês, tereis descanso (Shabat), ritual com som de Shofar, santa convocação é. Nenhum tipo de trabalho fará… (Levitico 23.23-25)

    ראש השנה
    Rosh Hashaná DIA (16/09 ao entardecer) 17/09/12
    Leitura; Gêneses 21;1-34 Números 29:1-6 1°Samuel 1:1-2:-10
     

     

    Guardai, pois, as palavras desta aliança e cumpri-as, para que prospereis em tudo quanto fizerdes. Deuteronômio 29:9

     

    Este dia – Hoje” é uma referência para Rosh Hashaná, o dia em que todos nós nos encontramos em julgamento perante D-us. (Rabi Israel Ba’al Shem Tov – 1698-1760 Ucrânia)

     

    A propósito a leitura da porção ‘Nitzavim-Vaielech’ é sempre lida no Shabat antes de Rosh Hashaná antes de completarmos os dias de reflexão para fazermos Teshuvá do mês de Elul e nos prepararmos para a grande Teshuvá de Rosh Hashaná e Yom Kipur, D-us nos ordena escolher a vida.

    A escolha da vida é a essência da Torá, que é toda a vida. O fato de D-us nos ter ordenado escolhê-la também indica que nós realmente temos o poder da livre escolha.

    Todo dia de nossas vidas é uma série de escolhas: entre bem e mal, benção e maldição, vida e morte.

    Superficialmente, a escolha não é sempre clara. Freqüentemente, devemos retirar a casca externa da realidade para descobrir o “oculto” nas escolhas que fazemos.

     

    D-us prepara três escolhas perante nós. A própria leitura começa com a palavra Reeh (“veja”), indicando que todas as escolhas a seguir têm a ver como vemos – como discernimos a realidade. Podemos escolher entre vida e morte, bem e mal, benção e maldição. Todas as três escolhas estão incorporadas na exortação final neste conjunto de versículos: … ‘E você deverá escolher a vida

    Quando escolhemos a vida, D-us também nos dá o poder de superar a Ietzer haRá (má inclinação, obras da carne) que nos encoraja a escolher a morte.

     

     

    Toda “partícula elementar da criação” tem uma ‘faísca de Divindade’ e está viva.

    A capacidade de vermos que toda a realidade está viva com a centelha Divina de D-us é a percepção mais profunda do Ayin Továolho bom (como vemos as realidades).

    Quando focalizamos na vida em toda a sua realidade, D-us nos dá o poder de “atualizá-la”, escolher a vida e ser “criativos” em cada ponto de nossa existência. (Sefer Tânia)

    – Somos “criativos” quando: ‘Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem’ Romanos 12:21 – A pessoa sensata controla o seu gênio, e a sua grandeza é perdoar quem a ofende. (provérbios 19:11)

    Tem estado

    Atem Hayom Nitzavim… Considere Deuteronômio 29:9-15 Vocês ‘tem estado’, hoje, todos perante Adonay D-us de vocês… Todos os homens, meninos, mulheres e o estrangeiro para que entre na aliança de Adonay teu Deus, e no juramento que, hoje, Adonay teu Deus faz contigo; para que, hoje, te estabeleça por seu povo, e ELE te seja por Deus, como te tem prometido, como jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.

    Não é somente convosco que faço esta aliança e este juramento, porém com aquele que, hoje, aqui, está conosco perante Adonay nosso Deus, e também com aquele que não está aqui, hoje, conosco.

     

    Em Deuteronômio 29:9-20 nós temos a cerimônia da ratificação da Aliança.

    As primeiras palavras nesta cerimônia são; ‘….. Neste dia, vocês estão todos diante de Adonay… ’ No Hebraico A palavra de “estão diante” – Nitsav que está no uso ‘perfeito’ que no português significaria ‘vocês tem estado ou tem se apresentando ao S-nhor’.

     

    Cada grupo social foi aceito. Cada pessoa que estava viajando com e entre Israel – líderes, homens e mulheres, crianças, até mesmo estrangeiros – estão presentes na cerimônia de ratificação da Aliança.

    Todos tiveram a oportunidade de serem membros da Aliança e da Comunidade chamada ‘Israel’.

     

    Coisas intangíveis e desconhecidas são coisas que nos tem dividido profundamente uns aos outros no corpo do Messias.

    Diferenças de opinião e interpretações sobre questões ‘teológicas’ definem as fronteiras entre as denominações, seitas, congregações e irmãos.

    Estas diferenças são muitas vezes sobre varias coisas nas Escrituras Sagradas, mas que as Escrituras Sagradas deixaram sem resposta. Não há nenhuma força para a unidade do corpo do Messias quando a unidade depende de definir o que é indefinido.

     

    Moisés deu uma dica diferente de unidade para a congregação dos filhos de Israel e que serve para Todos os crentes.

     

     

    Ele disse: “o segredo de; Há coisas que são segredos ocultos, e elas pertencem a Adonay, nosso Deus; mas o que ele revelou, isto é, a sua Torá, é para nós e para os nossos descendentes, para sempre. Ele fez isso a fim de que obedecêssemos a todas as palavras da Sua Torá” (Deuteronômio 29:29)

     

    Somos responsáveis por aquilo que D-us nos revela, e Isto é ‘todas as palavras da Torá.

    Há diferentes teorias sobre “Teologia” e Escatologia bíblica, mas temos a obrigação de dar ouvidos aos Mandamentos (Mitzvot) de D-us. Aprenda a deixar as coisas secretas e ocultas na palavra para D-us e gaste sua energia realizando aquilo que D-us revelou na Sua Torá para que você as siga e procure cumpri-las e guardá-las.

     

    Do Sinai para o Messias, D-us continuamente tem chamado a Israel para observar a Torá. ELE os puniu com o exílioGalut, destruição e etc. Depois de 70 anos de exílio, ELE traz o resto de Judá à terra de Israel com admoestações e avisos para manter sua Torá e fielmente e andar em Sua Aliança.

     

    Mesmo quando o Messias Yeshua (Jesus) veio, ele não veio para dar cabo da Lei ou ser o fim dela, mas sim o objetivo dela, sem Torá (lei) não há Messias e sem Messias não há Torá (lei)… Por isto Yeshua (Jesus) disse: Não pensem que vim dar fim a Lei (Torá) ou os Profetas; não vim para dar fim nela, vim para cumprir-la. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei (Torá) – nem a menor letra, nem qualquer Kotz – acento (Mateus 5:17–18)

     

    O Kotz – “acento” são três “acentos” que se projetam sobre certas letras hebraicas que são escritas em um rolo de Torá. Estes “acentos” vêem de tradições dos Soferim (Escribas) que perduram ate hoje. Assim Yeshua (Jesus) afirma que nem está tradição dos Soferim (Escribas) acabariam. Bem, como todos sabemos o céu e a terra ainda não passaram.

     

    Se você já ouviu isso? “que ninguém pode guardar “toda” a Lei (Torá). Ninguém é perfeito. Portanto, não devemos guardar a Lei (Torá) porque é muito difícil.” ou “não podemos seguir a lei. É sobre amar a D-us e a só intenção do coração”.

    Moisés previa esta lógica errada é. Respondeu, “Porque os mandamentos que hoje estou dando a vocês não são tão difíceis de entender, nem de cumprir.” (Deuteronômio 30:11). O Shliach Yohanan (Apóstolo João) cita a Torá concordando com Moises dizendo:Pois amar a D-us é obedecer aos seus mandamentos (Mitzvot). E os seus mandamentos não são difíceis de obedecer” (1 João 5:3).

     

     

     

     

     

     

     

    O Universo por testemunha

    Considere Deuteronômio 30:19-20 ‘Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência,…’

     

    D-us coloca diante de Seu povo uma escolha – obediência ou desobediência.

    A primeira leva a vida, a outra a morte. D-us diz ao Seu povo ‘escolher a vida’,… isto é uma escolha real, com consequências reais.

    A Liberdade de a pessoa escolher, aceitar ou rejeitar a D-us, é um princípio fundamental da Torá.

     

    A escolha é nossa… ‘Podemos escolher o Messias, ou rejeitá-lo’. Podemos escolher ouvir os mandamentos de D-us e obedecê-los ou dar ouvidos aos teólogos e teologias que nos dão exoneração da obediência deles.

    Nós podemos optar por dar ouvidos aos mandamentos do Rei, ou se distanciar deles e andar após a nossa própria vaidade. Podemos escolher aceitar Seu sacrifico no Messias ou dependem de nossa própria Justiça.

     

     

    Desbloqueio

    A fé está incorporada na confiança. Essa é a chave. A lei (Torá) não foi dada para Israel porque eles estavam procurando ou eram fiéis, mas porque D-us é fiel.

     

    A concessão da lei (Torá) no Monte Sinai não aliviou automaticamente os hebreus de sua cegueira espiritual. Somente os hebreus que tinham a fé e a confiança em Adonay receberam o “código de desbloqueio” para a Palavra de D-us.

    Apenas as pessoas que amavam a D-us e quiseram ser obedientes tinham mentes determinadas para compreender, olhos para ver e ouvidos para ouvir.

     

    É esse padrão que é a base para a Brit Hadashah (NT) e para a nossa vida moderna. Receber a Lei (Torá) é uma questão distinta de receber a capacidade de compreender a Lei (Torá).

    D-us dá o dom da lei (Torá), mas o dom da compreensão da Lei (Torá) é pretendido apenas para àqueles que pessoalmente procuram-NO e tem vontade de serem obedientes a ELE.

    Considere Gálatas 3:2; Quero apenas saber isto de vocês: vocês receberam o Espírito de D-us pela observância legalista da Torá ou pelo que ouviram e foram fieis a ela?

    Paulo diz precisamente a mesma coisa. Quando nós determinamos a buscar a D-us, e somos obedientes a ELE e aceitamos o sacrifício do Messias como necessário, e recebemos a Ruach Hakodesh (Santo Espírito de D-us). O Espírito de D-us “desbloqueia o código” para a palavra DELE.

    Praticar a lei (Torá) sem confiar em D-us é um ‘esforço oco’, sem sentido, e não agrada a D-us. isto é praticar os mandamentos de D-us sem Kavaná (intenção correta do coração, com amor e alegria, sem serem meros atos religiosos) é uma abominação para D-us (Isaías 58:5-6, Amós 5:21 e etc.)

     

    Por outro lado, através de falsas doutrinas e dogmas religiosos tem-se a idéia de ‘graça versus lei’… Ensinam que praticar os mandamentos de D-us é legalismo, é tentar obter ‘salvação’ através de obras.

    Sabemos que biblicamente esta doutrina é falsa e diabólica, pois não há embasamento bíblico para ela. (Mateus 7:22-23, Romanos 11:19-22 vide Tiago e etc.)

     

    Permita que ouçam
    Moshe Rabeinu (Moisés) deu a Torá para os sacerdotes, os Levitas que levavam a Arca da Aliança e aos líderes de Israel porque estas eram suas tarefas; a de transmitir fielmente a Torá de D-us para as gerações seguintes.

     

    Em seguida, ele deu uma instrução muito interessante: Todo o Livro de Deuteronômio era para ser lido publicamente para todo o Israel a cada 7 anos durante a festa de Sukot (Tabernaculo também chamado festa das Cabanas).

    Sukot é uma dos três Moadim (festas) de peregrinação prescritas por D-us que exigia que toda Congregação de Israel fosse ao Templo.

    No entanto “toda Congregação” geralmente só significava os homens adultos (no caso, acima de 13 anos, talvez). No entanto, no sétimo ano, conhecido como o ano de Shemitah, todos os filhos de Israel independentemente da idade ou sexo eram ordenados para irem ao Templo na festa de Sukot (Tabernaculo).

    Existe duas vezes este fato registrado; quando a leitura da Torá no ano Sabático na Festa de Sukot foi lida. Uma delas foi quando o Rei Josias (2°Reis 23) e outra foi com Ezra, no regresso do exílio Babilônico (Neemias 7, 8 e 9).

    Moisés expôs sobre os mandamentos dados no Sinai, com sua ênfase no ‘espírito da lei’, sendo necessário para a correta realização destes mesmos mandamentos. Isso torna a importância de Deuteronômio.

    E o ‘Sermão da montanha’ de Yeshua é visto da mesma forma. O Messias está dando o ‘espírito da lei’, mas por qual razão? As lideranças religiosas da época tinham transformado a Torá em um sistema religioso mecânico de regras sobre regras, regulamentos sobre regulamentos… e um fardo religioso.

    Os ensinamentos do Messias são a essência de todas as palavras da Torá e o livro de Deuteronômio é a essência da Torá como um todo.

    Um ensino interessante vem de Gálatas 3 quando o Rabino Paulo de Tarso ensina que; ‘não há homem ou mulher, mais todos os discípulos do Messias são uma nova criatura’.

    Paulo está lidando com o princípio estabelecido em Deuteronômio 31: que ensina que; ‘Todos do povo de D-us, incluindo as mulheres e crianças, estão em igualdade de acesso à Sua Palavra. Os Homens e as mulheres são ambos capazes das Noções básicas sobre a Torá e a sua adequada realização das funções definidas pela Torá’.

     

     

    Posicionamento da Torá
    Considere Deuteronômio 31:24-26, Tendo Moisés acabado de escrever, integralmente, as palavras desta Torá em um pergaminho, deu ordem aos levitas que levavam a arca da Aliança de Adonay, dizendo: Tomai este pergaminho da Torá e ponde-o ao lado da arca da Aliança de Adonay, vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti.

    Na Torá temos esse aviso interessante: “Assim Moisés escreveu esta Torá e deu para os sacerdotes, os filhos de Levi que carregavam a Arca da Aliança de Adonay e para todos os anciãos de Israel.” Aqui é a chave: a própria revelação de D-us e o registro de sua Aliança com Israel é escrito para o povo e para os dirigentes responsáveis perante eles para ensiná-los.
    Em Sukot, o final do ciclo dos Moedim (tempos apontados por D-us – Festas), constitui a ocasião para a leitura da Torá. Aqui as pessoas são reunidas em conjunto, um simbolismo do reinado de futuro, o Milênio do Messias, quando Ele, que é O Profeta e O Sacerdote, irá ensinar a Torá a todos os povos: ‘pois a Torá sairá de Tzion (Sião) e a palavra de Adonay de Jerusalém. ’

    As escrituras da Brit Hadashá (Novo Testamento) nunca foram escritas para anular a Torá, mas o Novo Testamento está submisso a Torá. A Torá é o alicerce da nossa fé, onde todos os outros escritos da bíblia estão fundados.
    Yeshua é o Messias e é Divino, mas ele também é subordinado ao Pai que é O D-us. Yeshua constantemente rezou a D-us, pedido que vontade de D-us fosse feita. Sua famosa oração, chamada o ‘Pai Nosso’, ratifica este princípio. O Messias está agora nas esferas Celestiais junto a D-us, na sua direita, mostrando que ele é subserviente e subordinado ao Pai – O D-us.

    Esta misteriosa relação de unicidade de D-us e Seu Filho O Messias define o padrão visto em Deuteronômio.

    (O Messias está à direita do Pai – Lembre-se são 2 Tronos e não 3, ou seja não existe trindade)

     

    (Ele o Messias Yeshua) nos constituiu reino, sacerdotes para o seu D-us e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém! Apocalipse 1:6

     

    Quando, pois, todas estas coisas vierem… D-us, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência (deuteronômio 30:1-10)

    Melech  HaMashiach (O Rei Ungido) é destinado a levantar e restaurar o reino de David, à sua verdadeira glória, a sua soberania original. Ele vai construir o 3° Templo Sagrado e reunir os dispersos dos filhos Israel. Em seu tempo, todas as coisas serão restauradas como antes.

    Quem não acredita nele ou não esperar pro – ativamente a sua vinda ou não acredita nisto, não só nega os profetas, mas também a Torá. Pois a Torá testemunha a respeito Dele:

    então, Adonay, teu Deus, mudará a tua sorte, e se compadecerá de ti, e te ajuntará, de novo, de todos os povos entre os quais te havia espalhado Adonay, teu Deus.’ Estas palavras explícitas da Torá embebem tudo o que foi dito [sobre O Mashiach] pelos profetas … (Mishnê Torá, Leis dos Reis 11:1)

     

    Os eventos profetizados neste capítulo ainda são destinados a serem cumpridos, uma vez que ainda não ocorreram em plenitude, e não ocorreram no dia do Primeiro Templo, nem nos dias do Segundo Templo, e este evento é a soma de nosso conforto e da nossa esperança, e da cura para todos os nossos males.

    (Rabi Isaque Abravanel 1437-1508 Portugal)

     

    É uma bondade que D-us fez com Israel, que Ele os espalhou entre as nações… Pois é como um semeador que semeia uma medida de grão, e na colheita colhe muitas medidas? Assim, também, os filhos de Israel foram espalhados entre muitas nações para que fossem adicionados conversos entre as nações a eles… (Talmud, Pesachim 87b)

    Os ‘convertidos’ dos quais os rabinos do Talmud falam não se referem apenas aos não-judeus que se unem ao povo judeu no decorrer do seu exílio, mas também para as ‘faíscas de desejo de santidade’ contidas dentro de cada pessoa que busca ao D-us único e verdadeiro, que são elevadas quando a palavra de D-us entra em contato com estas pessoas em toda parte do mundo.

     

     

     

    E D-us irá circuncidar seu coração… (30:6)

    A partir do momento da criação do universo, o ser humano tinha a opção de ser justo ou perverso. Assim foi durante todo o período da Torá, a fim de que haja mérito para nós, na escolha do bem e punição por desejar fazer o mal. Mas nos dias de Mashiach (Messias) a escolha de fazer o que é bom estará em nossa natureza, e o nosso coração não terá desejo para o que não é bom.

     

    Esta é a ‘circuncisão do coração’ falada aqui, pois o desejo para o pecado é um prepúcio bloqueando o nosso coração, e a ‘circuncisão do coração’ é a remoção deste desejo. Naqueles tempos o ser humano vai voltar ao que era antes do pecado de Adão, quando o ser humano fazia o que era naturalmente bom para fazer, e não havia conflitos e contradições na sua vontade…

    Este é o significado do que os nossos sábios disseram, interpretando o versículo (Eclesiastes 12:1), ‘Não tenho neles prazer’. Estes são os dias de Mashiach, no qual não há nenhum mérito nem culpa “(Talmud Shabat 151b). Porque já nos dias de Mashiach não haverá desejo para o mal. (Nachmânides 1194-1270 Espanha)

     

     

    Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? (deuteronômio 30:12)

     

    Nós não precisamos de anjos, espíritos ou de qualquer outra entidade sobrenatural para nós ensinar a Torá de D-us ou as Escrituras, nós somos capazes de aprender através do estudo e dedicação diária a palavra de D-us.

     

    Uma parábola rabínica nos conta uma historia para nos ensinar isto:

    “Um forno foi cortado em pedaços e areia foi colocada entre as partes dele. o Rabino Eliezer afirmou que ele era Kasher (ou seja, não era suscetível de impureza ritual). Os outros sábios disseram que ele é suscetível a impureza ritual…”

    “Naquele dia, o Rabino Eliezer trouxe todos os tipos de provas, mas todas elas foram rejeitadas.”

    “Disse-lhes: ‘Se é lei o que eu digo que está alfarrobeira seja arrancada do chão’. A alfarrobeira foi arrancada de seu lugar a uma distância de 100 cúbitos. Outros disseram 400 côvados. Então seus alunos disseram-lhe: ‘isto não prova nada, pois não se pode provar qualquer coisa a partir de uma alfarrobeira’.

    Então o rabino Eliezer lhes disse: ‘Se é lei o que digo, que o aqueduto lhes prove. ‘Então a água do aqueduto começou a fluir para trás’. Então seus alunos disseram-lhe: ‘Não se pode provar qualquer coisa de um aqueduto’…

    Então com provas através de milagres não conseguia provar que estava certo’… Então ele disse: ‘Se a lei é o que eu digo; isto será provado do céu!’ Então, em seguida, uma voz do céu proclamou: “O que o rabino Eliezer disse é lei…”

    Então o Rabino Yehoshua que estava lá disse: ‘A Torá não está no céu!’… Nós não devemos tomar conhecimento de supostas “vozes espirituais”, uma vez que, D-us, já, no Sinai, ensinou na Torá que; ‘Não seguirás a multidão’ (Êxodo 23:02). (Talmud Bava Metzia 59ab)”

     

     

     

     

    Desta mesma forma Yeshua (Jesus) o Messias nos ensinou centenas de anos antes,

    Porque todos os Profetas e a Torá profetizaram até Yohanan (João). (Mateus 22:40, e Lucas 16:14)

    Isto significa que tudo já está revelado na palavra de D-us, nós não precisamos e não devemos dar ouvidos a pessoas que recebem revelações de anjos ou entidades celestiais ou espirituais. Tais como vemos em alguns segmentos cristãos (tipo mórmon) ou no islamismo. Qualquer suposta profecia ou vozes espirituais ou seres angelicais que vierem pra nos afastar da Torá e da palavra de D-us devem ser ignoradas.

     

    Para que não haja ninguém entre vocês cujo o coração se desvie de Adonay  nosso Deus (Deuteronômio 29:16-18)  A Torá está ressaltando a grande influência exercida sobre nós pelas coisas que vemos no nosso cotidiano.

    No Talmud nossos Sábios ensinaram; ‘Se afaste de um mal vizinho e não se torne próximo de um perverso’.

    Por que está escrito em relação ao mal vizinho ‘se afaste’, e não ‘não se torne próximo’, como está escrito em relação ao perverso?

    Pois o vizinho é alguém que encontramos sempre, e certamente receberemos dele influências. Por isso, se é um mau vizinho, alguém que não tem uma conduta adequada, a única solução é se afastar. Pois se ficarmos, certamente algo ruim também receberemos para nós.

     

    O ser humano é um ser social, e por isso recebemos uma influência muito forte da sociedade onde vivemos. Assistimos televisão, lemos livros e revistas e achamos que nada disso nos influencia, mas é justamente o contrário. Somos bombardeados por idéias o tempo todo, e mesmo se não concordamos com algo em um primeiro momento, com o tempo começamos a aceitar e a mudar, sem perceber. Portanto, o mal vizinho não é apenas uma pessoa de carne e osso. Pode ser a mídia que permitimos que entre em nossas casas sem nenhum controle. Este pode ser um ‘mal vizinho’ que trazemos para dentro de casa, com quem ficamos e deixamos nossos filhos durante o dia inteiro.

     

    O Ano de Shemitá e o ajuntamento em Sukot

    E todo o povo madrugava para ir ter com ele no templo, a fim de ouvi-lo. Lucas 21:38

     

    Na porção de leitura Vaielech, na Torá há a Mitzvá (mandamento) conhecido como ‘Hakhel’ (ajuntamento assembléia).  A Torá diz que os filhos de Israel tinham que se reunirem no Beit HaMikadesh (Templo) na Festa de Sukot no ano de  Shemitá e ouvir o Rei judeu ler determinadas seções de Sefer Devarim (Deuteronômio) que se relacionam com a Aliança de D-us conosco.

     

    Após uma análise mais atenta encontramos que mesmo as crianças de colo e ate os gentios (que estavam entre eles) estão incluídos neste mandamento (Mitzvá).

    Considere Deuteronômio 31:12: Ajuntai o povo, os homens, as mulheres, as crianças e o estrangeiro… Para que ouçam, e aprendam, e temam Adonay, vosso Deus, e cuidem de cumprir todas as palavras desta Torá;

     

    Após uma análise mais aprofundada, o Rabino Nachmaniades (1194-1270 Espanha), notou que Chazal (Nossos Sábios da antiguidade) acreditam que mesmo uma criança está incluída nesta Mitzvá (Mandamento), pois o seguinte verso diz: ‘para que suas crianças que não a souberem ouçam e aprendam a temer a Adonay vosso Deus

     

    Movido pelo Espírito, foi ao templo; e, quando os pais trouxeram o menino Yeshua para fazerem com ele o que a Torá ordenava,’ Lucas 2:27

     

    Alguém poderia perguntar, ‘Porque as crianças e bebes são incluídos nesta Mitzvá (mandamento)?’ O Rabino Rashi (1040-1105 França) explica que; ‘em ordem para dar “recompensa” para quem trazê-los.  Quando os pais levam uma criança ao ‘Hakhel’ (ajuntamento), eles esperam que seu filho possa aprender com ele.  Isso mostra que os valores da Torá e seus conhecimentos são importantes para os pais desta criança e, portanto, eles devem ser recompensados’.

     

    Agora temos de compreender como uma criança poderia possivelmente obter uma experiência com um ‘Hakhel’ (ajuntamento, assembléia).

     

    Na Torá especificamente fala das crianças como ‘não a souberem’, o que significa que eles não compreendem a maior parte do que se passa à sua volta.  Bebês não aprendem como as crianças aprendem.  O Sfat Emet (1847–1905 Polônia), diz que mesmo que um bebê conscientemente possa não estar ciente do que é um ‘Hakhel’ (ajuntamento), isto vai fazer um impacto em sua Neshama (alma, psique). O Sfat Emet continua a explicar que quando este bebê crescer, ele terá uma maior valorização da Torá e de seus ensinamentos, quando ele se lembrar de que seus pais levaram a cada 7 anos na festa de Sukot ao Templo para participar do ‘Hakhel’ (ajuntamento, assembléia).

     

     

     

     

     

     

     

    Podemos ver uma combinação de todas as três respostas à nossa pergunta em uma história do Talmud. No Talmud os rabinos nos contam uma parábola; ‘que uma mãe trouxe seu bebê para o Beit Midrash (casa de Estudo ou Sinagoga) para que ele pudesse absorver os sons dos rabinos ao estudar a Torá.  Este bebê viria a se tornar um dos rabinos na Mishná (Lei).  O Rabi Rashi (1040-1105 França) diz que a mãe tem demonstrado que o valor do conhecimento da Torá é importante para ela, e ela é, portanto, merecedora de recompensa.  Além disso, Rabi Sfat Emet (1847–1905 Polônia), explica que o bebê não pode compreender o que ele está ouvindo, mas nele estará acontecendo um impacto em sua Alma (psique), pois está sendo incutido nele uma apreciação pela Torá (a Palavra de D-us) devido às muitas viagens que sua mãe fez ao Beit Midrash (Casa de Estudos – Sinagoga).

     

    Então, regressaram para Jerusalém. E, andando ele pelo Templo, vieram ao seu encontro os principais sacerdotes, os escribas e os sábios Marcos 11:27

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