נשא Naso Parashá: Números 4:21- 7: 89

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    sofer
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    נשא
    Naso (Fasei uma contagem)
    Parashá: Números 4:21- 7: 89
    Haftará: Juizes 13:2-25
    Brit Hadashá: João 12:20-36
    יברכך יהוה
    וישמרך׃
    יאר יהוה פניו
    אליך ויחנך׃
    ישא יהוה פניו
    אליך וישם לך
    שלום׃
    Disse Adonay a Moisés: Fala a Aarão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo-lhes:
    Yevarechechá Adonay veyishmerechá.
    Ya’ir Adonay panav eleichá vichuneka
    Isa adonay panav eleichá veiashem lechá shalom.
    Adonay te abençoe e te guarde;
    Adonay faça resplandecer o rosto sobre ti
    e seja gracioso contigo; Adonay sobre ti levante o rosto e te dê a paz.
    Assim, porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei. Números 6:22-27

    Um pergaminho de prata datado de 600 A/C tem exatamente estas inscrições acima, provando que esta passagem existe bem antes da data dada pelos críticos da bíblia, Também arqueólogos acharam duas Segulot (amuletos) de prata em Jerusalém datados do 7° século também com inscrições da benção Aarônica.

    A Brachá (‘Benção’) é um verbo, que envolve ação. O sentimento amoroso de D-us em relação a nós não é exatamente o que significa benção. Da mesma maneira ‘Amor’ que é um verbo e está ligado à ação, e esta é uma das palavras mais erroneamente compreendidas, e também mal usadas da bíblia.

    No hebraico ou no pensamento judaico, o Amor não é uma emoção ou um “sentimento” por si só, no pensamento bíblico o ‘Amor’ é uma ação. Somente no mundo ocidental cristão e no pensamento Greco-romano o ‘Amor’ se tornou essencialmente sentimentos, emoções, romantismo e etc. Sim, o amor tem componentes emocionais, mas o amor não é isto.

    E como o Sh’liach Ya’akov ach Yeshua (Apostolo Tiago irmão de Jesus) disse:
    Fé sem obras (ação tangível) não é fé, assim amor sem ação tangível não é amor, e isto é um fato incontestável.
    Amar é fazer o que e correto dentro das circunstâncias em que nós estamos inseridos, exatamente como Yeshua (Jesus) ensinou na parábola do samaritano, sua atitude ao judeu que estava extremamente machucado a beira da estrada, embora os samaritanos não se dessem bem com os judeus e vice versa na época, ele fez o que era correto e justo em relação ao seu próximo,
    Amar nosso inimigo não significa “dormir debaixo do mesmo teto com ele” ou deixá-lo te ferir ou magoá-lo ou ser “um com ele”, ou ser “bonzinho” com ele.
    As ações na vida têm suas conseqüências boas ou más. Amar também, acima de tudo, é aplicar a justiça.
    Não somos obrigados a gostar de todas as pessoas, mas somos obrigados a amar todas as pessoas, ou seja, fazer o que é correto em relação ao próximo dentro da relatividade das circunstâncias que você se encontra.

    O que você pensaria se D-us se sentisse emocionalmente enamorado com você e não tivesse nenhuma ação visível e tangível deste amor?
    A ação da Benção e uma ação de dádiva, na benção Aarônica, ela nos da proteção, graça e plenitude.
    Quando os Cohanim (sacerdotes) israelitas e hoje quando os judeus abençoam usando esta benção dada diretamente por D-us, eles levantam suas mãos (ou colocam sobre a cabeça dos filhos) em forma da letra hebraica Shin, que é a primeira letra do nome Shaday, um atributo dado a D-us que significa Todo Poderoso
    O Nesiat Kapayim (levantar das mãos) em forma da letra hebraica Shin

    * Levantam as mãos era para mostrar que não tinham nenhuma arma. Lembre se os sacerdotes pelo comando de D-us mataram 3000 de seus irmãos por causa do pecado do bezerro de ouro!
    * Para mostrar a letra hebraica “SHIN”. A letra que representa o atributo de D-us El Shaday (D-us todo poderoso).
    Esta letra hebraica se encontra em cada Mezuzah afixada nos umbrais das portas e portões das casas onde os judeus moram. (Deuteronômio 6:4-9)
    A Mezuzah é um mandamento de D-us para o seu povo.

    Quando esta benção foi ensinada para Aarão? Nos livros de Êxodo, levitico e números esta passagem esta conectada á um dia, este dia pode ser encontrado no Êxodo 40:1-35, levitco 9:1-10:7 e números 7:1-89.
    Êxodo 40:1-35 lida com a assembléia do tabernaculo. Levitico 9:1-10:7, ensina acerca dos detalhes das ofertas, e números 7:1-89 fala sobre os dons dados aos lideres de Israel. Êxodo 40:36-38 conecta a números 9:15-23, e êxodo 40:32-35 aponta para o livro de levitico.
    Agora leia Levitico 9:22-23: Depois, Aarão levantou as mãos para o povo e o abençoou; e desceu, havendo feito a oferta pelo pecado, e o holocausto, e a oferta pacífica. Então, entraram Moisés e Aarão na tenda da congregação; e, saindo, abençoaram o povo; e a glória do S-NHOR apareceu a todo o povo.
    A palavra ‘bendição’ (bênção ou benzer) literalmente significa bem dizer (ou um “bom agouro”.

    A palavra hebraica Brachá (benção) não é uma suplica para D-us fazer algo em nosso favor, mas sim um ato de obediência à D-us no seu desejo de abençoar seu povo. O Cohen (sacerdote) simbolicamente colocava o nome de D-us sobre o povo. Quando era feito com fé, D-us os abençoava.
    Considere Marcos 10:13-16,… Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava. As mães judias trouxeram as crianças para serem abençoadas pelo Rabi Yeshua (Jesus), sabendo que Ele era um homem vindo da parte de D-us, elas estavam procurando pelas bênçãos vindas pela parte de D-us através de Yeshua (Jesus).

    De uma olhada em Levitico 9:22, Depois, Aarão levantou as mãos para o povo e o abençoou; e desceu, havendo feito a oferta pelo pecado, e o holocausto, e a oferta pacífica.
    Agora considere o que está escrito em Lucas 24:50-51 Então, os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia-se retirando deles, sendo elevado aos Céus. Isto mostra um pouquinho do “amor” de D-us. O poder atrás das benções não é do homem, mas de D-us.
    É um mandamento (Mitzvá) para os judeus (e todos os crentes) fazerem esta benção sacerdotal. Esta benção é absoluta e incondicional concedendo os benefícios de Adonay para seu povo. Não há um “se”!

    Há três partes nesta benção.
    Em cada uma destas três partes, a Aliança, o NOME pessoal de D-us [יהוה] é usado. E é para ser usado como se fosse um noivo colocando uma benção em sua Amanda, a noiva.
    Em muitas casas de judeus observantes, o pai faz a benção levantando as mãos – (Kesiat Kapayim) sobre a cabeça de seus filhos e filhas e também sobre sua esposa no Kabalat Shabat – Recebimento do Shabat na sexta à noite.
    Quando os filhos ou as filhas vêem o pai colocando as mãos sobre a cabeça de sua esposa, isto traz psicologicamente segurança e regozijo a suas vidas.

    A Brachá – Benção é considerada como um agente de prosperidade tanto “espiritual” como material.
    Considere;
    ‘Se não há farinha, não há Torá’ – Talmud Pirkei Avot 3:15. Isto nos ensina a idéia de que a prosperidade material destina-se para ajudar-nos a prosseguir o Estudo da Torá (da Palavra de D-us) e buscar cumprir os mandamentos de D-us.

    A primeira ocorrência da palavra ‘Abençoar’ nas escrituras pertence a ‘Pru urvu’ – ‘Seja frutífero e Multiplique’ (gêneses 1:22).

    Os cinco elementos da benção
    * Autoridade Divina;
    * A benção é verbalizada- falada – proferida. (Tornou-se parte da halachá – lei judaica).
    * A Benção é proferida por fé (fidelidade).
    * A benção é irrevogável. Uma vez proferida, não podia ser retirada, desfeita ou apagada.
    * A Bênção é redentora. Ela beneficia a vida daquele que a recebe. Ela traz o desejo de D-us para Israel, para as nações (sua congregação, igreja) para que sejamos remidos, prósperos vitoriosos, ativos e etc.

    Quando o povo respondia ‘AMEN’, era a assinatura de aceitação, da validade da benção proferida sobre eles e sobre suas vidas.
    Significando a aceitação dos benefícios, das responsabilidades e também das obrigações e conseqüências.

    Os passos da Benção
    O primeiro passo da Benção:
    A “benção Aarônica” é uma benção em triplo. A primeira é – ‘Adonay abençoe você e te guarde’ – mostrando o poder de D-us em prosperar e proteger você. Esta primeira parte fala em ‘ prosperidade material’ e ‘proteção sobre você’. Então já da pra você perceber seu potencial, como é mostrado em Deuteronômio 28:1-14.

    ‘Abençoar’
    Há o costume judaico e bíblico de abençoar ou proferir sempre bênçãos nas ações cotidianas, como mesmo o Apostolo Paulo disse: em tudo fazei Brachá (daí Graças – proferir bênçãos).
    Quando estamos no Shabat nas 3 refeições que envolvem o Shabat ou em dias de festas fazemos as bênçãos sobre o vinho e o pão, onde também partilhamos com os convidados. Podemos ver a alegria desta benção no salmo 126, que também alude ao que esta em 1°Corintos 10:16, e é chamado “O copo da benção.” (também o copo da benção da comunhão da congregação do Messias)

    “que Adonay te abençoe” [Barech – “Joelho”]. Abençoar – barach vem da raiz barech – joelho ou ajoelhar, isto representa a idéia de ajoelhar, dar honras e reverencia a uma grande autoridade ou pessoa honrosa, ser abençoado também é nos fazer honrosos, ou dignos de sermos respeitados de sermos visto como prósperos ou dar-nos o poder de sermos bem sucedidos.
    Também significa D-us fazendo-nos honrá-lo, pelas maravilhas que tem feito por nós.
    Tipo, qual é o propósito por detrás de ‘ser abençoado’? É que D-us fez algo honroso e maravilhoso por nós que nos faz ajoelhar e prestar gratidão e honrá-lo.

    Cada uma destas 3 partes da bênção vem com ‘seguimento’ de proteção, que é
    ‘e te guarde’ ou ‘te proteja. ’
    A raiz da palavra hebraica, SHIN, MEM, RESH, produz a palavra, Shomer, significando ‘guardar.’ Isto traz a idéia de proteção e segurança.

    Há dois aspectos no ‘Shomer. ’ ‘guardar’ de D-us.
    * Pastor – D-us guarda suas ovelhas. ELE dá às suas ovelhas o que elas necessitam para sobreviver. Somente o pastor poderia ficar na porta do estábulo das ovelhas para checá-las cada uma delas, se estão feridas ou machucadas. Colocaria óleo para curá-las e para protegê-las [salmo 23; salmo 80:1-3].
    Eu sou o bom pastor… Tenho autoridade para dá-la, e tenho autoridade para retomá-la. Esta Mitzvá (mandamento) eu recebi de meu Pai. João 11-18
    * Soldado – D-us defende o que é dele. Salmo 121 nos da à figura de D-us como um Soldado. Verso 4:‘O Guarda [SHOMER] de Israel não cochila nem dorme, ’ mostrando que ELE da proteção, e segurança constante.
    Considere o que D-us é capaz, veja Judas 1:24-25 Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único D-us, nosso Salvador, por meio de Yeshua O Messias, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!

    João 10:27-29 conecta Yeshua com esta primeira benção, considere; As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.

    A Segunda parte da benção
    A benção é lida com a graça abundante de D-us. lê-se, ‘Adonay faça resplandecer o Rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti’, e fala da bênção celestial, que consiste em conhecimento e inspiração, para integrar com êxito a Torá na sua vida exigirá clareza, foco e visão. Conhecimento da Torá dá clareza de propósito. ‘D-us nos mostrando favor’ dá a nós a capacidade de aplicar sabiamente esta compreensão nas circunstâncias de nossas vidas.
    a primeira parte desta bênção lê-se,‘Adonay faça resplandecer o rosto sobre ti’

    Panim – ‘Face ou Rosto’
    O que isso significa quando ele diz, a ‘Face – Panim de D-us?’
    Panim também significa Presença. Considere Êxodo 25:30 ‘Porás sobre a mesa os pães da Presença diante de mim perpetuamente.’ O Pão da Preposição é chamado de o pão da face – Lechem HaPanim que significa, Pão que situava-se diante a face [presença] de Adonay .”

    A Face da pessoa “identifica” quem esta pessoa é. Ela reflete a pessoa. Ela revela suas emoções, humor, disposições e é reflexo do que está acontecendo dentro de você (provérbios 15: 13).
    * “Ocultar seu rosto – Face” – virar as costas para alguém, seja por vergonha [pecado] ou desgosto (Salmo 13:1, 27:9).
    * “Endurecer seu rosto – Face” – representa que não há nenhuma possível apelação ao seu caso [provérbios 21:29].
    * “Voltar seu rosto – Face” – mostra determinação [Levítico 17:10; Levítico 20:2-3; Lucas 9:51; Jeremias 44:11].
    * “Levantar seu rosto – Face” indica que não há nada a esconder, e nele não há nenhuma vergonha [Jó 11:15].

    Brilhar – Iluminar tem a ver com tornar-se luz. A palavra Iluminar nesta bênção tem a ver com a luminescência e sabedoria, a Face de D-us que brilha sobre nós torna-nos um Iluminado.

    Nas escrituras, a ‘luz’ é a essência da Presença de D-us [1°João 1:5]. Sem Trevas, o Guardião de Israel nunca dormita [121:3 Salmo].
    Foi necessário que Moisés cobrisse seu rosto, pois a Presença estava tão forte que nele fortemente refletia a luz de D-us, Moises se tornou um Iluminado (Êxodo 34:29-35). Essa idéia de ‘Brilhar’ também tem a ver com aprovação Divina.
    Considere Daniel 9, que Daniel implora a D-us para que vire Sua Face, a qual brilha em seu Santuário, em direção ao Seu povo e inverta a condição de Jerusalém.
    Em Daniel 9:16 está escrito, Ó S-nhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte, porquanto, por causa dos nossos pecados e por causa das iniqüidades de nossos pais, se tornaram Jerusalém e o teu povo opróbrio para todos os que estão em redor de nós.

    Quando é recitada esta segunda parte da benção, pedimos a D-us que venha trazer sua própria Presença. A Luz simboliza a vida e a prosperidade, acima de tudo Sabedoria. Para ver a luz – a luz da vida.
    ‘Brilhar’ ou ‘Iluminarmos’ é para nós no acendermos, trazer-nos compreensão e discernimento. É associado com a vida, salvação, com a Sabedoria e o discernimento.
    D-us dá a luz, mostrando seu rosto para Israel. Se a face de D-us não brilhar, estaremos na escuridão e nas trevas da ignorância.

    Esta segunda parte da bênção também poderia ser compreendida como “D-us pode dar-lhe luz mostrando sua Presença, no Messias”

    A continuação é um ‘salvaguarda’, lê-se: ‘e seja gracioso contigo. ’ D-us dá atenção para as suplicas. Ele presta atenção às suas orações e faz alguma coisa sobre a sua suplica. A oração opera através da fé. Quando feito desta forma, então se aplica a misericórdia e a graça de D-us.

    *Misericórdia é ligada a “bondade judicial.”
    *Graça é ligada ‘com mostrando favor imerecido com alguém que está carente deste favor’.

    *Misericórdia; significa que D-us não nos dará aquilo que nós merecemos – A morte- por ter quebrado sua Torá [lei].
    *Graça; significa que D-us está dando a nós algo que não merecemos – A vida!
    Esta segunda parte da bênção poderia ser também compreendida como “… e lhe mostre graça e misericórdia em abundância.”

    A terceira parte da bênção
    A terceira parte da benção fala da paz – Shalom completa de D-us, lê-se, ‘Adonay sobre ti levante o rosto e te dê a paz. ’
    A compaixão de D-us está acima e além do que qualquer pessoa merece. É expressa no perdão dos pecados e na Sua Paz.
    As palavras ‘sobre ti levante o rosto’ nos fazem reconhecer que nós somos separados por uma razão e devemos aceitar a responsabilidade de fazer parte de Seu povo escolhido.
    “sobre ti levante”
    Isto lhe dá a imagem dELE erguendo Seu Rosto [Presença] e dando-lhe Sua Paz.

    No idioma bíblico o Hebraico, a frase ‘buscar a face’ dá a idéia de buscar uma audiência com ágüem [Salmo 105:4].

    ‘Um Exemplo: No antigo Egito, quando alguém ia à audiência com o Faraó, esta pessoa jamais poderia olhar a face do Faraó se não lhe fosse permitido verbalmente para fazê-lo. Mesmo assim, o faraó que estava em seu trono ficava olhando para baixo a seus súditos que o procuravam para tal audiência, não o inverso. ’

    Isso mostra uma imagem do soberano estendendo sua amizade para nós. É uma poderosa imagem de fundo psicológico, imaginar o nosso D-us “sorridente olhando” para nós aqui em baixo para nos conceder favores e benevolência. O ‘sorriso de D-us’ está na face do Messias.

    Considere João 1:18, Ninguém jamais viu D-us face a face, O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.
    D-us é visto na face de Yeshua o Messias
    Considere 2°Coríntios 4:6… Para iluminação do conhecimento da glória de D-us, na face do Messias.

    A palavra Shechiná vem da raiz hebraica para ‘habitação’ ou ‘repousar em algo’ É uma palavra que “não é” encontrada no Novo Testamento.
    Os antigos rabinos usavam este termo para se referir à Presença de D-us, de como D-us está entre nós, assim como a palavra Ruach HaKodesh (Espírito Santo)
    A Shechiná é a personificação da Presença de D-us. É associada com a glória e Majestade de D-us. Ela também se refere ao Seu conforto, presença de sustentação. Ela representa a paz, a proteção e a proximidade de D-us – uma intimidade Divina – Ruach HaKodesh (Espírito Santo)
    Considere 1°Coríntios 3:16, Não sabeis que sois santuário de D-us e que o Espírito de D-us habita em vós?

    Na Mishná, no Tratado Pirkei Avot – Talmud. há uma declaração ‘Pois quando duas ou três pessoas se sentarem à mesa para estudar a Torá, a Shechiná habita no meio deles.’
    Assim como também está o Messias.
    Está escrito em Mateus 18:20, Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.

    Você pode perder muitas bênçãos de D-us, porque você está fora do relacionamento com o Reino, sem comunhão. É na presença de D-us que você está seguro. Considere Tiago 4:7-8, Sujeitai-vos, portanto, a D-us; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a D-us, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.
    Na terceira parte desta Benção poderia também ser compreendida como “Possa D-us prestar atenção à sua situação sempre.”

    O salvaguarda, ou “seguimento” para esta terceira parte da bênção lê-se; ‘e te dê a Paz. ’ Paz em português dá uma idéia de ‘livre de lutas e batalhas, estar sem aborrecimentos; harmonia; estar tranqüilo’.
    Em Hebraico Paz – Shalom significa muito mais do que isto. Shalom vem da raiz Sh’lem, que da a idéia de estar Pleno, Inteiro, Plenitude.

    Este Shalom tem quatro idéias adicionais que podemos extrair.
    1-Amizade
    O Shalom entre amigos tem a ver com confiança [Jeremias 38:22], familiaridade [Jeremias 20:10] e uma relação de “entendimento Pacífico” [Zacarias 13:6]. Quando Yeshua usa a expressão אִישׁ שָׁלוֹם – Ish Shalom “Pessoa de Paz” em Lucas 10:6, ele não referia a uma pessoa que ama a paz, mas em uma pessoa amigável, hospitaleira, amável.

    2-Bem-Estar
    Isso tem a ver com saúde total da pessoa e da prosperidade dela.
    Em Hebraico, a pergunta simples para um ‘como vai você?’ é um ‘como vai sua paz?’
    Em Israel, você diria um ‘Mah sh’lomchah?’ que significa literalmente, ‘como está sua shalom [“paz”]?’
    Considere o Salmo 38:3, Não há parte sã na minha carne, por causa da tua indignação; não há saúde (Shalom) nos meus ossos, por causa do meu pecado.
    Neste verso, ‘Shalom’ não é traduzido como ‘paz’ mas sim com a idéia de ‘saúde. Ou Bem Estar’

    3-Segurança
    A seguinte parte nas Escrituras mostra ‘Shalom’ sendo usado como ‘segurança’,
    Escrito em juízes 11:31, quem primeiro da porta da minha casa me sair ao encontro, voltando eu em Shalom (Segurança) dos filhos de Amom…
    Considerando também Isaías 41:3; Persegue-os e passa adiante em Shalom (segurança), por uma vereda que seus pés jamais trilharam.
    Isaías coloca uma conexão entre uma vida de retidão diante de D-us, trazendo shalom, isto é segurança e tranquilidade [Isaías 32:17-18].

    4-Salvação
    Considere Isaías 52:7, Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a Shalom (paz), que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu D-us reina!

    Esta passagem de Isaías adiciona significado especial guando você percebe que as palavras ‘paz e coisas boas,’ destinavam-se como sinônimos para salvação. Considere Efésios 2:13-18, Paulo usando a palavra shalom (Paz), aludindo a Isaías 57:19 como uma referência à salvação, não apenas como Paz somente.

    Até mesmo o verso conhecido no salmo 122:6 – ‘ Ore pela Shalom de Jerusalém’ – poderia ser entendido pela plenitute de Jerusalem em vez de uma paz.
    Profeticamente, ‘Shalom’ é uma parte importante da promessa Messiânica de futuras bênçãos em todos os níveis da nossa existencia.
    E o ‘shalom’ prometido a Israel se estenderá o resto do mundo. Os profetas escreveram uma vinda de ‘shalom’ que é representada por um Tikun Olam – restauração de todas as coisas.

    Yeshua oferta sua paz.
    Considere João 14:27 Deixo com vocês Shalom. É o meu Shalom que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Para que não fiquem aflitos, nem tenham medo
    Ele não prometeu a ‘paz do mundo’ (‘Pax romana’). Ele prometeu a ‘ Shalom -Paz de D-us.’

    Esta bênção Aarônica poderia ser também entendida como:

    “Que Adonay possa dar-lhe uma razão para dobrar o joelho e adorá-lo
    Que Adonay possa ser o seu Pastor e o seu Guardião. Possa Adonay lhe iluminar mostrando Sua presença e tornando você em um Iluminado… Mostrando-lhe a graça e a misericórdia em abundancia
    Possa Adonay prestar atenção à situação da sua vida sempre. E faça com que você seja uma pessoa inteira e completa, e viva em plenitude”
    A vinculação do Nome
    A Benção Aarônica termina com estas palavras poderosas: está escrito em números 6:27, Assim, porão o meu Nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.
    Isso também se aplica os gentios (Cristãos) que se conectam aos filhos de Israel (a Oliveira – Romanos 11) e mostram o amor de D-us diariamente na a Comunidade dos Crentes do corpo do Messias.

    Como colocar Hashem – O Nome nas pessoas?
    Esta bênção é exclusiva e diariamente impõe o fato de que D-us é o D-us de Israel. Dessa forma, colocam o nome de D-us sobre as pessoas através desta Benção.

    Para que você entenda este principio, considere este exemplo:
    – você tem um livro que deseja manter, então você coloca seu nome nele. Se você emprestá-lo, poderá ser retornado para seu o proprietário, no caso você.
    Outro Exemplo:
    Nas forças armadas, coloca-se o nome nos uniformes e nas ‘Placas de identificação’ pendurada no pescoço dos soldados, assim mostrando a quem eles pertencem no caso de uma batalha por exemplo.

    Então D-us coloca o Nome DEle em seu povo. Fazendo esta bênção, D-us coloca Seu ‘selo de propriedade’ sobre Israel e consequentemente sobre a Congregação do Messias.
    Pelo que também D-us o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Yeshua se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Yeshua HaMashiach hu HaAdon, para glória de D-us O PAI. Filipenses 2:9-11

    Yeshua HaMashiach hu HaAdon l’kevod Elohim HaAv
    יֵשׁוּעַ הַמָּשִׁיחַ הוּא הָאָדוֹן לִכְבוֹד אֱהִים הָאָב׃
    Yeshua é o Senhor, para glória de D-us O Pai.

    Arrependimento & restituição

    Viduy (Confissão) e restituição
    Novamente nesta porção vemos o principio Divino de arrependimento ligado a restituição, (Levítico 24:20, Lucas 19:8-10).
    D-us ordena Moises para informar aos filhos de Israel que; se alguém cometer um pecado (contra seu próximo), ele ou ela deve confessá-lo (a D-us) e fazer a restituição total do que foi danoso ao próximo ou o que lhe prejudicou, com uma adição de 20% para os danos feitos para o com próximo.

    Embora isto parecesse estar ligado apenas ao o pecado de roubo, temos que entender que podemos levar danos aos outros através da nossa língua, e egoísmo. Também é entendido que o pecado como um todo é uma espécie de roubo, uma vez que a vida foi nos dada para nós pudéssemos fazer a vontade de D-us e a transgressão disto é o que “rouba a gloria do Nome de D-us”.

    Vemos também nesta Parashá que as Terumot (contribuições) para os Cohanim (sacerdotes) eram obrigatórias.
    Há uma estranha declaração em Números 5:10: ‘E as coisas santificadas de cada um serão suas;…’ Paradoxalmente, a oferta que alguém dava por causas santas, ficava permanentemente assegurada, considerando que a oferta de ativos pessoais é temporária.
    A atribuição de Tzedaká (“caridade”) livra a alma de problemas. Quem dá aos pobres não passará necessidade, mas quem faz de conta que os pobres não existem será muito amaldiçoado. Provérbios 28:27.

    O direito do Sotah
    Um antigo Midrash Rabínico (comentário) ensina que, quando Israel estava no Egito, as mulheres hebréias mantiveram fieis aos seus maridos e evitavam casamentos mistos (com não hebreus) e especialmente das uniões ilícitas com os homens egípcios. Segundo ensinado no Talmud, ‘foi por conta da zechut (mérito) das hebréias que D-us colocou limites para os filhos de Israel para que as 10 pragas enviadas aos egípcios não os afligisse. ’

    Apesar deste grande Zechut – mérito, no entanto, D-us na Torá deu um meio pelo qual a fidelidade de uma mulher para com seu marido, em casos onde havia qualquer dúvida razoável, poderia ser testada.
    Isso é chamado de ‘a lei de Sotah’, ou a esposa suspeita de infidelidade pelo marido (número 5:12-31).
    Em um ritual bastante estranho e incomum, um marido levaria sua esposa para os Cohanim (Sacerdotes) e apresentava uma ‘oferta de ciúme’ (na verdade, uma oferta de cevada em vez de trigo, sem adição de óleo e de especiarias, como era habitual para a oferta de Minchah).
    Um Cohen (Sacerdote) então colocaria a oferta na mão da mulher suspeita e era necessário que a mulher suspeita fizesse um juramento de sua inocência diante de D-us. Após isto, o Sacerdote prepararia a ‘água amarga’ que a mulher suspeita deveria beber.
    O processo disto era assim;
    O sacerdote tomaria um vaso de barro e encheria com a água retirada do Ki’ior Nechoshet (bacia de bronze), misturava um pouco de pó proveniente do Mishkan (Tabernaculo) e agitava-o na água.
    O Sacerdote depois escreveria um pequeno pergaminho com uma maldição que descrevia o castigo da mulher suspeita, escritos com o nome sagrado de D-us e então mergulhava na água para que as palavras dissolvessem na água.
    Finalmente após isto, a mulher suspeita era obrigada a beber das ‘águas amargas’. Se ela não tivesse falado a verdade, e realmente fosse culpada de adultério, então ela morreria de uma morte extremamente dolorosa: seu corpo incharia, e seu rosto tornaria cinzento e seus membros enfraqueceriam.
    Mas se ela tivesse falado a verdade, seria vindicada, a água não a prejudicaria e à ela seria dada uma benção especial na qual ela já não teria mais dores durante o parto de seus filhos.
    Observe que os rabinos no Talmud ensinaram; ‘A sentença de Morte dolorida que era dada a mulher que tivesse mentido, após beber das ‘águas amargas’, também era dada ao homem que tivesse adulterado com ela. Talmud Sotah 27b. ’

    O direito de Nazir – Nazirato
    O direito de Nazir (“Nazireu” – Nazirato) ou uma pessoa que toma um voto de consagração por um determinado período de tempo em dedicação ao S-nhor. Este período não pode ser menos que 30 dias.
    A palavra Nazir indica estar ‘consagrado’ ou ‘separado’.
    Para se tornar um Nazir, uma pessoa (homem ou mulher) deve fazer um voto de Nezirut (Voto de Nazireu ou Nazirato).

    Isso envolvia abster-se de três coisas:
    * consumir quaisquer produtos da videira e da uva (por exemplo, Vinho, uvas, Vinagre suco de uvas, passas, chá de folha de videira…).
    Aparentemente não há nenhuma proibição para os Nazireus de beber bebidas alcoólicas não provenientes de uvas, (exemplo, fermentado ‘cevada’, cidra de maçã, porém a proibição contra ‘bebida forte’ (shechar) é claramente indicada, ex: vodka e etc.
    *Cortar os cabelos ‘por um período específico de tempo’.
    *O contato com um cadáver inclusive da própria família, ‘ir ao cemitério’.

    Note que; se algumas dessas condições não são mantidas enquanto a pessoa está sob o voto de Nezirut (Nazirato), O Nazir (Nazireu) deve recomeçar todo seu tempo de consagração novamente.
    Por exemplo, se um Nazireu acidentalmente torna-se Tamei (‘impuro’) durante um período de Nezirut de 30 dias, ele deve esperar 7 dias para que seja necessário que ele se torne Tahor (‘Limpo’- puro) novamente, e oferecerá korbonot (Sacrifícios) no 8° dia e então recomeçar os dias 30 de voto mais uma vez, desde o início.
    Depois de terminado o período do voto, o Nazireu deveria fazer a barba e raspar sua cabeça e queimar seu cabelo cortado sobre o fogo de um dos korbonot (uma sala especial no Templo, Lishkat Nezirim era dedicada ao corte da barba e do cabelo do Nazireu). Um número de ofertas adicionais, incluindo um Chatat (oferta pelo pecado), era ofertado em seguida (números 6:10-21).

    Enquanto a maioria dos votos de Nazirato era temporária. (Normalmente de 30 a 100 dias), em alguns raros casos, pessoas foram Nazir – Nazireus do nascimento ate à morte, por exemplo;
    *Shimshon – Sansão (13: 7 juízes) (Sansão significa “Do Sol”)
    *Yohanan HaMatbil – João Batista (Lucas 1: 15-17).

    Curiosamente, o próprio Apóstolo Paulo também fez um voto de Nazireu (Atos 18: 18-21: 22-26), assim demonstrando sua lealdade à observância da Torá e com o Judaísmo como um seguidor de Yeshua o Messias.

    Shimshon (Sansão) foi o Nazir mais famoso do Tanach (bíblia), portanto a Parashá desta semana, que descreve as leis do Nazir – Nazirato é complementada com a história do nascimento de Sansão.
    Shimshon, que provém da palavra hebraica Shemesh, que significa Sol, pois ele “traria” luz e salvação para seu povo.
    O Nazirato de Sansão não foi por opção, mas sim pela Graça de D-us que Sansão foi separado para O servir. O seu voto era de uma consagração total, para toda a vida, Juízes 13:5: ‘…porque o menino será Nazireu de D-us desde o ventre…’

    Shabat Shalom

    #24542

    sofer
    Participante

    ברכת כהנים
    Birkat Cohanim
    A benção sacerdotal

    Fala a Aarão e seus filhos: desta forma vocês devem abençoar
    Os filhos de Israel. Números 6:23

    A bênção sacerdotal é encontrada em Números 6:23-27. Tradicionalmente, os sacerdotes abençoavam o povo todas as manhãs após o sacrifício no Templo.
    Hoje, muitas sinagogas terminam seu serviço religioso (culto) com esta bênção.

    Na Torá prescreve que apenas os descendentes de Aarão (isto é, os Cohanim) transmitiam esta bênção sobre o povo de Israel, e, de fato, esta prática continua nos serviços religiosos nas sinagogas (principalmente Sefaraditas) até os dias de hoje.

    Durante um serviço religioso (ortodoxo, ou ultra-ortodoxos), por exemplo, as pessoas que têm o sobrenome ‘Cohen’ (Sacerdotes) primeiro removem seus sapatos e tem as mãos ritualmente lavadas por pessoas que têm o sobrenome Levy (levitas) (se algum estiver presente). Este costume é aparentemente baseado no verso, ‘Levantem as mãos na direção do santuário e bendigam o S-nhor!’ (Salmo 134:2).
    Eles, então, sobem na Bimá (púlpito) diante do Aron Hakodesh (Armário onde está os rolos de Torá) e cada um cobre sua cabeça e braços com um Talit (xale de oração) e recitam a bênção sobre a congregação.:

    Cada sacerdote, em seguida, levanta as mãos, com as palmas das mãos em forma da letra hebraica Shin (שׁ), um emblema para Shaday.
    Como os antigos Sacerdotes eles cantam a melodia da bênção, e recitam cada palavra. Esta cerimônia é às vezes chamada Nesiat Kapayim.

    De acordo com a tradição judaica, a Presença Divina (Ruach HaKodesh – Espírito Santo) era vista através do brilho nos dedos dos sacerdotes quando eles abençoavam o povo, e ninguém era autorizado a olhar fitamente, por respeito a D-us.
    Observe que D-us não ordenou os Cohanim (sacerdotes) abençoar as pessoas usando suas próprias palavras, mas sim forneceu a composição exata para a bênção com as palavras: ‘Assim, vocês devem abençoar’.
    Isto revela que a bênção vem do próprio D-us e os sacerdotes são meros transmissores para isto.
    Isso é ainda mais indicado pelo verso que segue imediatamente a birkat kohanim (Bênção Sacerdotal); ‘portanto, assim eles colocarão MEU NOME sobre os filhos de Israel, e EU vou abençoá-los’ (números 6:27).

    Os Judeus ortodoxos, ultra-ortodoxos ou tradicionais não olham para os Cohanim (sacerdotes, as pessoas que estão abençoando) enquanto eles estão dizendo a bênção, por duas razões:

    Um; não é digno olhar para ele durante a bênção. Em vez disso olha-se para o chão e concentra-se na bênção.
    Quando o Primeiro Templo existia em Jerusalém, a Presença Divina (espírito Santo) brilhava nos dedos dos Cohanim (Sacerdotes) quando eles abençoavam os hebreus, e ninguém era autorizado a olhar em respeito por D-us.
    Hoje os judeus ortodoxos, ultra-ordotoxos e Tradicionais continuam com esta prática como um lembrete do que acontecia no passado.

    Observe que esta bênção é também usada para abençoar a membros de sua Família, por exemplo, durante o Kidush (santificação) de Shabat, abençoam-se os Filhos a Esposa e etc., bem como em outras ocasiões.

    Tradicionalmente, os sacerdotes abençoavam o povo todas as manhãs após o sacrifício do Mishkan – Tabernaculo (e mais tarde no Templo).
    Hoje, sinagogas Sefaraditas terminam seu serviço religioso com esta bênção. (já as Sinagogas Ashkenazitas apenas recitam-na em Pessach, Shavuot, Rosh Hashaná, Yom Kipur e Sukot).

    No Talmude (tratado sotá 39a) os nossos sábios ensinam que antes de abençoar a Congregação deve-se fazer uma bênção que dá louvor ao S-nhor por ter a honra de abençoar a Congregação. A bênção é chamada ‘l’varech et amo Israel b’ahava’ (Abençoar a seu povo Israel com amor):
    A frase ‘Be’Ahavah’ –‘Com Amor’ é parte integrante e destina-se para representar o amor de Hashem (S-nhor) para seu povo.
    Assim como D-us abençoa-nos como uma expressão de sua bondade, assim também o Cohen (Sacerdote) deve procurar mostrar o amor de D-us dessa maneira.
    A bênção preparatória destina-se a induzir um estado de kavanah no coração daquele que executa o mandamento.

    Em conformidade com os sábios, a obrigação de abençoar o povo ‘com amor’ vem das próprias Escrituras.
    O verso que precede imediatamente o mandamento para abençoar o povo diz; ‘assim, vocês devem abençoar o povo de Israel: vocês devem dizer a eles… ’ A palavra ‘dizer’ aqui é a palavra hebraica Amor אמר e é escrita com um erroneamente com uma letra extra o Vav, ou seja, אמור.
    Este “ortográfica completa” do verbo é para indicar que o ato de abençoar a congregação, os filhos, a família e etc… não deve ser feito de forma fria ou apática, mas sim com a plenitude do coração e sinceridade.
    O desejo do ‘Abençoador’ para ver a congregação, os Filhos a Família e etc… abençoados é considerado vital – assim como o desejo do ouvinte deve ser sincero para receber a própria bênção.

    Quando o sacerdote (aquele que abençoa) levanta as mãos durante a recitação (‘que Adonay te abençoe e guarde…’), é uma alusão a ‘Semichah’ (ordenação, dar autoridade, dar legalidade), algo que os sábios consideram como parte integrante de cada bênção.

    Adonay te abençoe e te guarde;
    Adonay faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti;
    Adonay levante sobre ti o seu rosto, e te dê a Shalom.

    Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.

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