‘Em tudo dai graças;…

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Este tópico contém 0 resposta, possui 1 voz e foi atualizado pela última vez por  sofer 4 anos, 11 meses atrás.

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    sofer
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    Uma semana é chamada de Shavu’a (שָׁבוּעַ) em hebraico, que vem da uma raiz hebraica Sheva (שֶׁבַע), que significa Sete, (“descansar, acomodar-se”).
    Sete alude à separação e à conclusão, e o primeiro versículo da Torá tem sete palavras em hebraico (בְּרֵאשִׁית בָּרָא אֱלהִים אֵת הַשָּׁמַיִם וְאֵת הָאָרֶץ).
    Além disso, em seis dias, D-us criou os céus e a terra, mas no sétimo dia descansou e separou como dia especial (Genesis 2:3).

    O feriado de Shavuot (שָׁבוּעוֹת), ou seja ‘Semanas’, marca o ‘50º’ dia após a Pessach (Páscoa), que ocorre após contamos 7×7 (49) dias a partir do dia seguinte de Pessach até chegarmos em 6 de Sivan (que este ano 2015 começa sábado, 23 maio no pôr do sol).

    Desde Shavuot ocorre no 50º dia após a Pessach (Páscoa), os tradutores gregos da Torá chamaram-na de ‘Pentecostes’ (πεντηκοστή). Shavuot marca o gol ou clímax da época de libertação, que comemora ambos o dia da entrega da Torá no Monte Sinai, bem como o encher da Ruach HaKodesh (Espírito Santo, Sopro Divino…) tanto no Monte Sinai como em Jerusalém para os seguidores de Yeshua Mashiach Ben HaMevorach – (המשיח בן המבורך) (Atos 1:8; – 2:1-4).

    Qualquer um que tenha estado em uma sinagoga e recebeu uma aliá à Torá (ir para a leitura do Rolo de Torá na Bimá) ou tenha visto outros que não subiram, deve ter notado que aqueles que fazem a Brachá (benção) começa com as palavras “Barechu et Adonay hamevorach” (המבורך), ou seja “Abençoe Hashem, que é Bendito”.

    Mas como pode uma pessoa abençoar o D-us Infinito e indivisível? Uma pessoa pode ser capaz de abençoar Hashem, que está fora do tempo – espaço, onde todo o Universo está dentro dele, o Indivisível? Como é possível?

    Olhando no Tanach (Bíblia Hebraica), descobriremos que a palavra Barechu (abençoar), aparece raramente, apenas 16 vezes em todo o Tanach.
    É importante notar também de como a palavra Barechu (ברכו) é mais frequentemente escrita sem a conjunção “et” (אח), e não como na Brachá (benção) já referido acima, em que dizemos Barechu et Adonay (ברכו את ה). Por exemplo, quando D’vora e Barack cantam um hino ao S-nhor e dizem duas vezes Barechu Adonay (Juízes 5). Barechu et Adonay aparece em Salmos 135, onde há 4 vezes esta combinação. Então, qual é a diferença entre Barechu Adonay e Barechu et Adonay?

    Para a resposta, temos de compreender o sentido profundo da palavra Barechu (ברכו) – “abençoar”. Para este fim, vejamos na mais antiga fonte escrita da tradição da Torá Oral, que é o Targum Yonatan.

    Targum Yonatan é a tradução do Livro dos Profetas em aramaico, escrito pelo rabino Yonatan ben Uziel, o aluno mais brilhante de Hillel, que viveu cerca de 2000 anos atrás, 200 anos antes da publicação da Mishná do Rabino Judá HaNassi. Yonatan ben Uziel não só traduziu do hebraico para o aramaico os livros dos profetas, mas também interpretou as palavras para esclarecer os conceitos.

    Em sua tradução interpretativa do Livro dos Profetas para o aramaico, Yonatan ben Uziel acrescenta a palavra ‘Modu’ (אודו), o que significa agradecer, reconhecer e admitir.
    Observe então que é aí que reside a chave para entender toda a questão. Obrigado e reconhecer em hebraico é a mesma palavra que lhe agradecer, basicamente, reconhecemos que temos gratidão a alguém. Assim como para Adonay, abençoá-lo, basicamente, significa que reconhecemos que temos com ele uma dívida de gratidão por tudo o que temos, incluindo nossas vidas.

    Nós, então, compreendemos o conceito de “Abençoar D-us”, devemos entender a diferença entre agora entre Barechu Adonay e Barechu et Adonay.

    Nós vamos encontrar a resposta, comparando a expressão Barechu et Adonay com a frase, que está localizada em um dos mais famosos versos da Torá; ‘kaved et Avicha ve’et imecha’ – Honra a teu pai e a tua mãe.
    Neste versículo os sábios no Talmud assinalam a aparentemente supérfluas colocações das palavras “et” (אח). O Talmud nos ensina que essas conjunções “et” (אח) desnecessárias atuam como nossos indicadores, que nos lembram de outras instruções da Tradição Oral.
    A Torá Oral ensina-nos que a obrigação de honrar pai e mãe também se aplica a respeito da madrasta ou padrasto. As conjunções “et” (אח) nos lembram que devemos respeitar a madrasta por causa de seu pai, e seu padrasto para o bem da sua mãe.

    Nisto, vamos aplicar as mesmas regras para a expressão Barechu et Adonay. Temos a obrigação de reconhecer que Hashem (D-us) é a Fonte de tudo, inclusive de nossas vidas. E termina aqui? Absolutamente não. Devemos gratidão a quem unificou (Alef e Tav – אח) a D-us, dando-nos o conhecimento sobre o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis em todos os mundos e universos possíveis.

    A partir disso, pode-se deduzir que a expressão Barechu et Adonay (ברכו את ה) e a expressão Barechu Adonay (ברכו ה), significa que reconhecemos estar em dívida de gratidão, não só com D-us, mas também para com Mashiach Ben HaMevorach, que nos une a D-us. (e com o próximo também).

    Eis que o Emissário Paulo (השליח פאולו) ensinou; ‘Em tudo sejam gratos; porque esta é a vontade de D-us em Mashiach Yeshua’ – 1º Tessalonicenses 5:18

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