EMOR Levítico 21:1 à 24:23

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    sofer
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    Entre outras coisas, nossa porção de leitura publica semanal da Torá nesta semana (Levítico 21:1 à 24:23) lista as oito principais festas bíblicas, ou melhor ‘Tempos Apontados’ (i.e., mo’edim: מוֹעֲדִים), reveladas nas Escrituras Sagradas.
    Esses Tempos especiais são chamados de Mikra’ei Kodesh (מִקְרָאֵי קדֶשׁ), ‘Proclamação da Santidade’ (Levitico 23:2).

    Note que esta é a primeira vez que a Torá revela uma descrição abrangente das festas do ano, que incluem:

    O Shabat (7º dia – Sábado) – observância semanal do Shabat que comemora a D-us como o criador do Universo, libertador da Escravidão e etc. De acordo com os nossos Sábios, o Shabat (7º dia) é o mais importante dos ‘Tempos Apontados’ por D-us, ainda mais importante do que o Yom Kipur.
    Existem 54 sábados semanais (ano bissexto) e 50 sábados semanais em anos regulares…

    Pessach (15 de Nisan), também chamada de Páscoa (bíblica).
    Pães Sem Fermento (Nisan 15 a 22); Note que a contagem do Omer é mencionada pela primeira vez nesta seção da Torá (Levitico 23:9-16).

    Reishit Katzir (Nisan 17), também chamada de Primícias. Ou Primeiros Frutos

    Shavuot (6 de Sivan), também chamada de Pentecostes. Comemora a dádiva da Torá no Monte Sinai (e o nascimento da Congregação do Messias em Jerusalém – Atos)

    Yom Teru’ah – Dia do Toque de Shofar (1º de Tishri), também chamada de Rosh Hashaná (Ano Novo Judaico – civil) (note que esta é a primeira vez que ela é revelada na Torá).

    Yom Kipur (10 de Tishri) também chamado de dia da expiação. (ou dia do Jejum, Atos 27:9)

    Sukot (15 a 22 de Tishri) também chamada de Tabernáculos (note que esta é a primeira vez que os mandamentos para habitar em uma Suká (cabana) e o balançar as Arba Minim (quatro espécies) são mencionados na Torá por D-us).

    Note que há uma reafirmação do mandamento de D-us para deixar comida para os pobres e os necessitados (Peah, leket, etc.) que aparece direito no meio da lista das Festas de Adonay (veja; Levitico 23:22), os nossos antigos sábios nos ensinavam que estes mandamentos junto aos das Festas destinavam-se a lembrar-nos para ajudar aqueles em necessidade, especialmente durante estes Tempos Apontados (Moedim).

    Por isto a doação de Tzedaká (“caridade”- fazer justiça aos pobres) é uma parte regular das festas judaicas (p. ex., dando ma’ot hittim [מַעוֹת חִטִּים] ‘dinheiro para comprar Matzá – pão sem fermento’ durante a Páscoa, as doações Matanot la’evionim [מַתָּנוֹת לָאֶבְיוֹנִים] na festa de Purim e assim por diante).

    Os nossos sábios ensinavam: ‘por que a Torá coloca a Mitzvá (mandamento) de ajudar os pobres ao falar sobre as Festas e os sacrifícios particulares?
    Para nos ensinar a grandeza da Tzedaká (fazer justiça aos pobres “caridade”): D-us dá credito a quem faz Tzedaká (dá a caridade, faz justiça) para os pobres e necessitados como se tivesse construído o Templo sagrado e apresentado ofertas ali a D-us. Fazer Tzedaká (ajudar) os pobres e necessitados é como dar um presente ao próprio D-us! (Talmud)

    O anjo respondeu: ‘Suas orações e Tzedaká (caridades) subiram como oferta memorial diante de D-us.’ Atos 10:4

    Desde há pelo menos 50 sábados semanais em um ano judaico além das 7 Festas prescritas (sem mencionar Rosh Hodesh e outros feriados como Purim, Hanuká, e etc.), não é nenhuma novidade que as Escrituras declaram: ‘uma pessoa com um coração alegre tem uma celebração contínua’ (Provérbios 15:15).
    Os Moedim são estações de alegremente dar graças ao S-nhor por tudo que ele tem feito…

    A este propósito, observe que o calendário é dividido em duas partes iguais de exatamente seis meses lunares cada, ambos centram em rituais de redenção e terminam com colheitas.

    O primeiro semestre do calendário divino começa em Rosh Hodashim (i.e., 1º de Nisan; Êxodo 12:2), que é seguido pelas instruções para selecionar o Cordeiro pascal em 10 de Nisan (Êxodo. 12:3), para abatê-lo no final da tarde do dia 14 de Nisan (Êxodo. 12:6-7) e comê-lo no dia 15 de Nisan (Êxodo. 12:8).
    A Páscoa se inicia e o período de sete dias de pão ázimos (a partir de 15 a 22 de Nisan) – (Êxodo 12:15-20).

    A nível agrícola, Pessach representa O Primeiro Semestre, a estação das colheitas dos primeiros frutos da colheita (ou seja, hag hakatzir: חַג הַקָּצִיר), e assim por diante.

    O “outro lado do calendário,” Yom Teruah (ou Rosh Hashaná) marca o início da segunda metade do ano (Êxodo 23:16, Levitico 23:24), que é seguido com o sacrifício de Yom Kipur dez dias depois, em 10 de Tishri (Levitico 23:27), seguido pela semana da Festa de Sukot (“Tabernáculos”) que ocorre em 15 a 22 de Tishri (Levitico 23:34-36).

    A nível agrícola, Sukot representa a colheita do Segundo semestre (ou seja, hag ha’asif: חַג הָאָסִף) no “final do ano” – A Ultima colheita (Êxodo 23:16).

    Em outras palavras, em alguns aspectos as Festas do Segundo semestre “espelham” as Festas do Segundo Semestre no calendário Divino, e na verdade, ambos os lados do calendário representam diferentes aspectos do plano Redentor de D-us para o mundo.

    As Festas do Primeiro Semestre representam o primeiro advento do Messias (ou seja, Yeshua como servo sofredor, Cordeiro de D-us, Messias ben Yosef), Considerando que as Festas do Segundo semestre representam seu segundo advento (Yeshua como Senhor conquistador, Leão da tribo de Judá, Messias ben David).

    Ciclos de tempo…

    No Pensamento judaico (deste Adão, Abraão, Moises e etc.) em vez de pensar no tempo como uma seqüência linear de eventos (ou seja, a medição do movimento linear, progressivo), tende a considerá-la em termos de uma espiral ou ‘orbita’, com uma progressão direta delimitada por um padrão abrangente (e Divino) que se repete ciclicamente durante as semanas, meses e anos de vida.

    Isso pode ser visto na própria língua hebraica. Alguns dos Sábios viam que a palavra Hebraica para ‘Ano’ – Shanah (שָׁנָה)-compartilha a mesma raiz da palavra ‘Repetir’ – Shanah (שָׁנָה) e é também raiz para palavra para ‘Mudança’ (שִׁנָּה).

    Em outras palavras, a idéia do “ano judaico” implica em curso de ‘repetição’ – Mishná (מִשְׁנָה)- ou uma continua ‘revisão’ dos principais eventos proféticos da história da redenção com eles revividos em nossas experiências presentes…
    (A idéia de que os eventos dos Pais eram “parábolas/contos” para nós é expresso na máxima: מַעֲשֵׂה אֲבוֹת סִימָן לַבָּנִים/ ma’aseh avot siman la’banim: ou seja, ‘as atitudes dos pais são exemplos para os filhos.)

    O ano judaico, em seguida, repete-se tematicamente, mas há nele também mudanças de ano para ano à medida que progredimos mais próximo para o dia da redenção total… Vemos esta tensão (ou seja, constância/mudança) muita clara nas Escrituras e em nossas vidas, por exemplo, o ‘duplo aspecto’ no oficio de Yeshua, nosso Messias.

    No seu primeiro advento Yeshua (Jesus) veio como nosso servo sofredor e assim cumpriu o significado latente das Festas do Primeiro Semestre e no seu segundo advento Ele cumprirá o significado latente das Festas do Segundo Semestre.

    No entanto, nós ainda comemoramos (constância) tanto o “tipo e seu cumprimento” todos os anos durante a Páscoa, estendendo o ritual do Seder para expressar a realidade do Messias como “Cordeiro de D-us,” do mundo assim como nós comemoramos (mudança) as Festas do Segundo Semestre na expectativa de seu Governo e Reino Messiânico…

    Nada disto pretende sugerir, aliás, que não há um “ponto final” no processo… No entanto, a idéia de ciclos do Tempo, ou ‘intemporais padrões no Tempo’, sugere que a ‘semente’ para a nossa vida eterna com D-us já foi semeada – e foi, de fato, renascida mesmo a partir do jardim do Éden, apesar do fato de que temos presentemente dores enquanto se aguarda a Glória dos Céus.

    Na tradição judaica e bíblica, o Sábado (7º dia) é considerado como o primeiro e o mais importante dos dias sagrados, uma vez que é tanto um memorial da obra de D-us da criação (Êxodo 20:11; 31) e da redenção do Egito pelo sangue do Cordeiro (Deuteronômio 5:15).

    Na nossa porção da Torá nesta semana (Emor) podemos ler que o sétimo dia é ‘um sábado de descanso solene’, ‘uma Santa convocação (מִקְרָא־קדֶשׁ). Você não deve Trabalhar. É um Feriado ao S-nhor em todos os lugares onde viverem’ (Levitico 23:3).

    Observe que a gematria da frase hebraica; ‘não devem Trabalhar’ (ou seja, כָּל־מְלָאכָה לא תַעֲשׂוּ) é 953, o mesmo valor numérico que o verso: ‘Entrega seu caminho ao S-nhor; confia Nele, e ELE agirá’ (Salmo 37:5).

    Se confiarmos em Hashem (S-nhor) por abstendo-se de nossos próprios dispositivos de ‘ganha pão’ – Trabalho neste dia, ELE vai trabalhar para nós, atuando em nosso nome, para que nós encontramos descanso para nossas almas.
    (Note: salvo profissões que lidam direto com a vida das pessoas, tais como; Área Medica, Segurança… Policia, Forcas Aramadas e etc.)

    Este é o verdadeiro princípio do Shabat – descansando na provisão do D-us da graça.

    Use o olho bom…

    A regra central da Torá é; ‘você deve amar o próximo como a mesmo’ (Levitico 19:18).
    Amar outros exige ter um Ayin Tová – ‘olho bom’, ao contrário de um ‘olho sínico’ que mira na crítica.

    Em Hebraico, ter um “olho leproso” (Ayin Tzará) significa literalmente estar ‘usando uma viseira’, ou seja, recusando-se a ver toda a paisagem (todos os lados).
    Como podemos escolher ver os outros é muitas vezes ‘profético’ e é um exercício de fé.
    Escolhendo ver o potencial de bom nos outros cria a oportunidade para o bem vir à tona na vida.
    וְאָהַבְתָּ לְרֵעֲךָ כָּמוֹךָ
    Ve’ahavta Le’reachá Kamochá
    Ame o próximo como a você mesmo
    (Levitico 19:18).
    A natureza de ‘comparação’ do amor significa que é recíproca. “Se eu morar na Tua presença, irei morar lá todos os dias. Como que pode ser não sei, mas o que pode ser é a minha esperança.”

    Mesmo em nossos piores momentos D-us usa o ‘Ayin Tov – olho bom’ para nos ver, e, portanto, podemos afirmar: ‘TU és comigo, e seu cajado confortar-me’.
    Como o Rei David disse; ‘Pra onde posso correr do Teu Espírito? Ou pra onde eu possa fugir de Sua Presença? Se eu subir aos Céus, Você está lá! Se eu descer ao Sheol, Você está lá’ (Salmo 139:8-9).

    O mandamento central da Torá é; ‘você deve amar’ (amar na visão bíblica é atitude, ação e não um mero sentimento), mas tal amor exige que nós acreditemos na vindicação do bem. Por conseguinte, se recusam a aceitar a propaganda e dialética deste mundo obscuro; repudiar a tentação de abraçar o cinismo ou o desespero.

    A Parashá Emor começa com o mandamento a Moises: ‘Emor El cohenim benei Aharon’ – ‘Diz aos sacerdotes filhos de Aarão’… E depois listas certas Mitzvot (mandamentos) em relação ao serviço no Mishkan (Tabernaculo), restrições em tocar um cadáver, proibições em relações aos costumes pagãos das nações, e regras em relação ao casamento dos sacerdotes.
    Os mandamentos dados aos sacerdotes são de duas mãos; uma prá promover a Santidade e a outra para impedir de profanar o nome de D-us.

    Considere o que está em Levitico 22:31-33
    “Guardareis os meus mandamentos (mitzvot), e os cumprireis. Eu sou יְהוָה (Adonay). Não profanareis o meu santo nome, e EU serei santificado no meio dos filhos de Israel. Eu sou o יְהוָה que vos santifico… Eu sou יְהוָה”

    Estas palavras são extremamente poderosas! Este é um chamado para aqueles que estão no Caminho do S-nhor D-us. Este é o desafio dos crentes da congregação do Messias Yeshua (Jesus) e dos filhos de Israel como um todo.

    Em uma indicação arrebatadora, Adonai define para seu povo a finalidade divina deles, e também o seu chamado, ao que simultaneamente nos dá uma definição inegável de Sua identidade e processo que devemos seguir: Os filhos de Israel podem orgulhosamente proclamar, ‘NÓS somos Kadosh (separados, santos) porque ELE nos fez kadosh (separados, santos)’ Esta indicação estende se para nós hoje porque nós como Hassidim (‘fieis’) do Sumo Sacerdote Yeshua o Messias fazemos parte das alianças e promessas dadas á Israel. Na verdade a congregação do Messias está contida em Israel.

    Aqui nós vemos três exemplos onde Adonai é revelado entre seus filhos, sugerindo sua natureza Única. Do presente verso: ‘Eu sou o יְהוָה seu Elohim (D-us) Eu sou יְהוָה ‘

    Embora os versos 31-33 sumarizem a admoestação preliminar aos Sacerdotes, o Talmude no tratado de Yôma comenta estes versos nesta maneira (reconhece que a nação inteira foi escolhida certamente como “Reino de Cohanim – Sacerdotes”):

    ‘O privilégio preliminar e a responsabilidade de cada Judeu é santificar o nome de D-us (Kidush HASHEM) com seu comportamento, de modo que os povos digam dele, ‘afortunados são os pais e os professores que ensinaram tal pessoa. ’ Inversamente, não há degradação maior para um Judeu do que para agir de uma maneira que faça os povos disserem o oposto. ’
    Talmud: Tratado Yoma 86a.

    Que responsabilidade enorme os sacerdotes carregaram entre os filhos de Israel.
    Que responsabilidade igualmente enorme e importante que a nação Judaica carrega entre os vários povos do mundo.

    Um ponto a mais: Como os “gentios” crentes (cristãos) e nós judeus crentes em Yeshua o Messias e Filho do D-us Vivo, carregamos também esta enorme responsabilidade entre as nações e povos ainda pagãos na Terra.

    Nesta Parashá (porção semanal da Torá) inclui os princípios da integridade, da santidade, e da consistência de testemunho.
    Kidush HASHEM é o termo Hebraico e rabínico para ‘Santificar o Nome de D-us’. Já o termo H’illul HASHEM significa o oposto ‘profanar ou banalizar o nome de D-us.’

    As ações de cada pessoa que reivindica ‘seguir’ a Bíblia ou andar nos caminhos do
    S-nhor terão duas situações; uma é Kidush HaShem e a outra ch’illul HaShem.

    Veja o que temos escrito na Brit Hadashá em Atos 1:8, ‘Mas recebereis poder, ao descer sobre vocês a Ruach Hakodesh, e serão minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra’

    Quando Yeshua disse isto, disse que você seria sua testemunha!
    Suas ações provam quem você é realmente e quem você adora realmente.

    Em épocas Bíblicas e na cultura Bíblica um nome é mais do que apenas um nome.
    De acordo com a tradição Bíblica e judaica, um nome comunica o poder, a reputação, o caráter, e a autoridade.
    Um nome não é somente algo que você chama alguém, ele é algo que você vê sobre alguém. Os nomes têm seus significados e os nomes dão a definição.

    ‘H’illul Hashem’ é deturpar D-us, banalizar D-us, deturpar sua reputação, e escurecer sua luz no mundo.
    Isto é similar quando um filho é desobediente aos ensinamentos dos pais, quando falam que um filho fez algo ruim ou danoso temos o ditado “sujou o nome de família.”
    Por isto há uma penalidade tão severa para o pecado de blasfêmia.
    Amaldiçoar ou banalizar o nome de D-us, é negar que D-us é o único D-us verdadeiro. Seu nome está para seu caráter. Seu nome é Kadosh (especial, separado, santo) porque é Kadosh, e representa seu “ser inteiro”.

    Devemos sempre lembrar nossos atos em relação a isto, a Santidade de D-us, sempre estarão entre Kidush Hashem ou H’illul HASHEM. (santificar o Nome de D-us ou Banalizar, profanar o nome de D-us)

    Quando uma pessoa banaliza colocando o nome de D-us (na maioria dos casos seus atributos, tais como Shechiná, Adonay, El Shaday, e etc.) em lojas, padarias, borracharias e etc. Ou como vemos freqüentemente em tolos jargões religiosos ou não, se esquecem que D-us é Santo e não vai tomar por inocente aquele que tomar o seu Santo Nome em vão.

    EMOR
    A Parashá Emor, a qual é sempre lida durante o período da contagem do Omer. Começa.
    E disse (va’iomer) Adonay a Moisés: Fala (Emor) aos sacerdotes, filhos de Aarão, e dize-lhes (v’amarta):… levitico 21:1

    Alguns de nossos sábios da antiguidade se perguntavam; ‘por que o mesmo verbo é usado três vezes no verso de abertura deste capítulo?’

    O Rabino Rashi (1040-1105 “França”) ensinava que o verbo ‘Emor’ (dizer) era de “um tom mais suave” do que o verbo ‘Daver’ (falar), sugerindo assim quase um “pedido de favor”; ‘falando suave de novo e de novo… ’ Varias explicações para esta redundância foram dados, usualmente focados na filosofia educacional e as coisas concernentes a ela.
    De acordo com o Rabino Samson Raphael Hirsch (1808-1888 Alemanha), a palavra Cohen é ligada a palavra Kivun significando ‘direção’.
    Em outras palavras D-us queria que os Sacerdotes fossem como um modelo a ser seguido pelo resto dos filhos de Israel. A intenção nunca foi usá-los para revogar a responsabilidade de cada filho de Israel em andar nos mandamentos de D-us, em verdade os sacerdotes (e levitas) foram chamados a serem professores da Torá para os filhos de Israel (deuteronômio 33:10), mas o zelo era para inspirar a buscar uma santidade pessoal e a disseminação de Chinuch (ensinamentos da Torá) entre o povo judeu (levitico 22:32).
    Então a repetição 3 vezes do verbo Emor então sugere que os ‘professores de Torá’ não deveriam somente ensinar ao povo ‘o que fazer e acreditar’, melhor do que isto eles deveriam falar e viver a verdade da Torá de D-us.

    Quando ensinar, fale duas vezes; a primeira vez para explicar as Mitzvot (mandamentos) e a segunda vez para acender uma paixão para viver de acordo com a verdade da Torá… Isto se aplicava especialmente diferente aos sacerdotes, no qual seus filhos eram forçados a agir diferente em relação aos seus amigos.

    Este é o dever dos pais; ensinar a vida de acordo com a Torá, indiferente às pressões contrarias do sistema do mundo e a assimilação.

    A palavra hebraica Chinuch – Educação compartilha da mesma raiz da palavra Chanuká. Diferente da mente ‘Greco-Romana’ que considera a Educação (Ensino) como um processo pragmático para melhorar o poder e a felicidade de uma pessoa, a idéia judaica implica em ‘dedicação’ – direção à D-us e seu propósito concreto na Terra.

    Os discípulos de Yeshua (Jesus) da mesma forma são chamados de Talmidim, (alunos, estudantes, pupilos) uma palavra hebraica que vem da palavra Lamad que significa ‘aprender’, a palavra hebraica para professor é Melamad, que compartilha a mesma raiz da palavra.
    A palavra grega ‘discípulo’ significa ‘aluno’ ou ‘pupilo’ de um professor ou mestre.
    Educação (Ensino) é fundamental para ser um discípulo do Messias Yeshua.
    Seguir Yeshua (Jesus), então, primeiro acima de tudo significa submeter-se a Sua Autoridade e aprender com ele (Mateus 23:8) submeter-se a Sua autoridade significa obedecer aos mandamentos do Pai de Yeshua, que é D-us, guardar a sua Torá. (João 14:21, João 15:10 e etc.)
    Só depois disto você está comissionado a ir “a todas as nações” para ensinar o evangelho do Reino (Mateus 24:14), ensinar o evangelho do Reino e mostrar a todas as pessoas que o Reino de D-us está disponível para todos aqueles que se submeterem a este Reino.
    E ensinar a Torá e ensinar as pessoas cumprirem os mandamentos de D-us. (Mateus 5:19) e isto é feito não somente por explicar mandamentos, mas sim por Kidush Hashem (santificação do Nome de D-us) em nossa vida… Assim vivendo como uma ‘carta viva’ enviada ao mundo para ser lida (2°Corintos 3:23)… Quando alguém nos perguntar da onde vem esta ‘esperança’ dentro de nós, então podemos falar ‘suavemente de novo e de novo… ’ (1°Pedro 3:15)
    Nós estamos sempre falando ‘duas’ vezes, Chaverim – Amigos, e os nossos filhos estão intuitivamente preparados para discernir, quando nós dizemos uma coisa e fazemos outra.
    Compreenda: Conhecer e Praticar a verdade estão intimamente ligados, desde que ‘fé sem obras é algo morto’ (Tiago 2:26)
    A verdadeira ‘pregação’ do evangelho do Reino é a pratica e o ensino dos mandamentos de D-us. o resto só é blábláblá…

    Por que a Tribo de Levi?
    Em uma palavra: Por causa da lealdade a D-us. A shevat (tribo) de Levi foi escolhida para servirem no Tabernaculo (Templo) por causa da sua lealdade a D-us durante tempos de perigo nacional. Ex: Eles se recusaram a oferecer seu ouro para a construção do bezerro de ouro, e foram tão zelosos ao S-nhor que mataram 3000 dos que participaram da rebelião. Ainda mais nossos antigos Sábios nos ensinaram que; durante a escravidão no Egito a tribo de Levi continuava a praticar a circuncisão, mesmo quando as outras Tribos tinham parado a pratica.

    Os tempos apontados pelo S-nhor (leia Levitico 23)
    Considere Levitico 23:2, Depois disse Adonay Moisés: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Moadim Adonay (tempos fixos do S-nhor), que proclamareis como Mikraei Kadosh (santas convocações), são estas:…

    Á Israel é dada a guarda, mas Israel não é o proprietário dos Moadim (estações fixas – Festas).
    D-us declara aos Israelitas que determinados dias são para serem Moadim; isto é, ‘Temos fixos ou estações conhecidas como ‘festas’. ’
    O que isto significa? Em Levitico 23 está como ‘uma reunião marcada por D-us’

    Estes Moadim (tempos fixos, ou seja, não podem ser mudados) Incluem o Shabat semanal (7° dia), Pesach (páscoa, festas dos pães sem fermento), Shavuot (Pentecoste), Rosh Hashanah (a festa do toque Shofar), Yom Kipur (o dia do “perdão” da expiação), e a festa de Sucot (Tabernaculos)…

    Considere Colossenses 2:17, Estas são copias das coisas que estão vindo…
    O Sh’liach Shaul – Apóstolo Paulo ensina que os Moadim são como uma sombra uma copia, para ser mais exato, das reais que estão por vir e moldadas pelo Messias, significando que cada um dos Moadim – tempos apontados de D-us devem lhe ensinar algo sobre o seu D-us, Seu Reino e o Seu Messias.

    Como freqüentemente você ouve muitas pessoas chamam os tempos apontados como festas judaicas ou festas dos judeus, mas não é isto que as escrituras dizem, embora os judeus sejam os guardiões do calendário de D-us. Estes Moadim ou festas fixas são direcionadas nas escrituras como ‘estas são MINHAS festas fixas’ isto é: São as festas de D-us, e não como festas judaicas.

    Então cada crente e seguidor do Messias Yeshua (Jesus) e convidado a se santificar se envolvendo com estes tempos apontados por D-us.
    São dias santificados por D-us e não pela tradição dos povos.
    Considere Romanos 3:29, Paulo faz esta pergunta e responde-lhe : ‘É porventura D-us somente dos judeus? Não é também dos gentios? Claro que é Também dos gentios!’

    As escrituras nunca disseram que os Gentios (cristãos) poderiam apontar outros tempos sobre aqueles que D-us já havia apontado e nem mudá-los.

    Na época dos Sh’lichim (Apóstolos) a congregação do 1° século, os gentios crentes (cristãos) celebravam as Festas do S-nhor junto com os judeus.
    Encontravam-se nas sinagogas para leitura da Torá no Sábado e no Templo em Jerusalém nos dias de Shabat e das outras Festas do S-nhor para observar e comemorar (leia o livro de Atos).

    Desde a destruição do Segundo Templo, o lugar apontado para os sacrifícios que envolviam estas festas foi removido, mas os tempos apontados continuam.
    D-us explica que os Moadim (tempos apontados) serão: Estatuto para sempre ‘é estatuto perpétuo pelas suas gerações… ’ (Levitico 23:14). Isso significa que; nunca devem ser rejeitados, cancelado, feito obsoleto, ou ser eliminados. Devem ser comemorados, e observados onde quer que você viva.

    Bom, mais há uma diferença entre os ‘tempos apontados’ de D-us, que ele deseja, e ‘os tempos apontados (Seculares) devotados aos prazeres transitórios dos homens. ’
    ‘os tempos apontados de D-us devem ser proclamados como santas convocações, dias especiais separados para D-us e que incluem a hora de serem usados para o estudo e leitura das escrituras e a adoração a alegria, a paz e família, caridades e etc.
    Considere o que está escrito em Isaias 1:14, ‘As suas luas novas, e as seus moadim (festas fixas), a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer…’
    D-us não chama estes tempos e festas de ‘Dele’, mas ‘seus’. Que isso significa?
    Que as pessoas estavam celebrando de maneira errada, com seus próprios interesses e de suas próprias maneirais, fazendo das festas algo profano e não Sagrado.

    Deste verso, você aprende duas coisas:
    * As festas do S-nhor são de um significado maior do que aqueles chamados pelos homens, e
    * A Festa deve ser separada ou dedicada a D-us. Isso significa que seu coração deve estar voltado para D-us, e não aos seus próprios interesses, deve estar buscando a cumprir a palavra de D-us todos os dias de sua vida.

    O Ciclo indicado por D-us:
    ‘MOADIM’ Os tempos – Estações apontadas por Adonay formam um ciclo. A cada ano vêm e vão. Uma festa conduz á outra, é construído em cima do precedente, e prepara-nos para a seguinte.
    Se você olhar o ciclo dos Moadim de acima, olharia como um círculo.

    Há dois tipos ciclos.
    *São os “sóbrios” e os de
    *regozijo.
    Quando você entra no “sóbrio” você está adorando a D-us, esta adoração, chamada também a “dança de Kadosh”, estão nas festas da Páscoa, Pães sem fermento, Yom Kipur (o dia da expiação), e Rosh Hashanah (festa do toque do Shofar).

    Quando você entra no ciclo do “Regozijo”, você está regozijando com D-us.
    O regozijo, chamado também a “dança da Bat Tzion – Filha de Sião”, estão nas festas de Shavuot (Pentecostes), e Sucot (festa de Tabernaculos).

    Não importa qual estamos dançando, há uma finalidade, um ritmo, um projeto, e um significado.
    Mais os que dançam este ciclo, crescem a cada ciclo em sua compreensão dos ‘tempos apontados’
    No centro da dança está o Senhor da dança – Yeshua o messias como um noivo sendo cortejado por sua noiva que esta dançando em torno dele – e Ele está dançando com ela.
    Desde que é um círculo, uma pessoa pode juntar a dança (Moadim – festas) em qualquer ponto que quiser, pois ela sempre estará em um círculo e as festas (MOADIM) vêm e vão, sempre está pessoa voltará ao ponto que entrou na ‘dança’.

    APROVAÇÃO de Pedro sobre Paulo
    Considere o que se escreve em 2°Pedro 3:15-16, ‘e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; como faz também em todas as suas cartas, nelas falando acerca destas coisas, mas quais há pontos difíceis de entender, que os incultos e inconstantes torcem, como o fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição.’

    Os cristãos em suas doutrinas e teologias têm discutido durante tempos consideráveis sobre a opinião de Paulo em relação à Torah (lei) de D-us. E em todos os seus ensinos tem sido; que Paulo era contra a lei (Torá) e os seus ensinamentos idem. Paulo e os outros apóstolos se tornaram cristãos e já não eram mais judeus e já não participavam mais das coisas da Lei – Torá. É isto que vem sido ensinado há séculos.

    Mas o bem da verdade é que, o apostolo Paulo não rejeitou a Torah (lei). Para ele a Torah era Santa e seus mandamentos (Mitzvot) santos, justos, e bons. (vide Romanos 7:12).
    Isto se aplica também as obras feitas por obediência a Torá dada por D-us; e isto não tem nada a ver e nunca terá com o legalismo religioso. Legalismo é afirmar que você pode ser justificado (salvo) pelas suas boas obras, porque você faz isto ou aquilo tem o mérito, o direito legal de ser salvo.

    A Vida de Paulo
    Um dos maiores problemas para o cristão é como compreender as cartas de Paulo dentro da estrutura do Judaísmo ou da cultura judaica. Para entendermos realmente as cartas de Paulo, requer procurar saber o que Paulo diz sobre si mesmo:

    * Em Atos 23:6 Paulo declara que é um Parush (Fariseu). Isto significa que Paulo praticava ainda o “Judaísmo farisaico” tinha a mente de um Fariseu mesmo após sua fé no Messias Yeshua (Jesus). Ele pensava como um Fariseu de sua época, e como os muitos outros Fariseus que vieram a obter a Fé na Messianidade de Yeshua.
    * Em Atos 26:5 Paulo declara que tem vivido como um fariseu desde sua infância. Isto significa que Paulo interpretou e Torá aplicado em cada aspecto de sua vida com uma visão farisaica.
    * Em Atos 21:17 Paulo foi acusado de ensinar os judeus para não observar Torá. Paulo faz um voto de Nazireu para desmentir estas acusações. Isto significa que Paulo ensinava e vivia ainda a Torá. Fazendo um voto de Nazireu, Paulo mostra ainda está praticando ativamente o Judaísmo no seu contexto geral, e a Torah no específico.
    * Em Atos 17:2 e 18:4 Paulo iria sempre primeiramente as sinagogas em cada área que visitou. Isto significa que Paulo nunca rejeitou a Torá, os Judeus ou o Judaísmo e suas tradições, e Paulo nunca parou de ir a uma sinagoga.
    * Em Atos 20:7 Paulo observava a Havdalá (cerimônia de enceramento do Shabat) com os crentes judeus e gentios (Cristãos) no fim do Sábado. Isto significa Paulo continuado observando as tradições de Shabat e seus rituais. Este verso mostra também que Paulo tratou “domingo” (primeiro dia) como um dia normal de trabalho [contabilidade viajando, financeira], mostrando que Paulo não fez nenhuma distinção entre o “domingo” (primeiro dia) e os outros dias normais de trabalho da semana.
    * Em Atos 18:21 Paulo continuou a observar os Moadim (festas do S-nhor). Isto significa que os Moadim (festas do S-nhor) eram bem validas ainda para Paulo, mesmo depois que o Messias veio.
    * Em Atos 17:11 – 12 Os judeus de Bereia não aceitaram as palavras de Paulo sem primeiramente avaliar sua exatidão com a Torá. Isto significa que as palavras de Paulo tiveram que concordar com a Torá e as escrituras, caso o contrario, os judeus de Bereia não acreditariam. As palavras de Paulo concordaram com o Torá e assim sua mensagem foi aceita por eles.

    Estas passagens nos mostram que:
    * Nenhumas das CARTAS de Paulo podem ser usadas para ensinar que ele rejeitou a lei (Torá) ficou longe do Judaísmo,… ou ensinar isto.
    * Nenhumas de cartas de Paulo podem ser usadas para ensinar ou compreender o Messias Yeshua fora do contexto do Judaísmo em geral.
    * Nenhumas de cartas de Paulo podem ser usadas para violar/anular/banir a Torá da vida dos crentes sejam eles cristãos ou judeus.
    * Nenhumas das cartas de Paulo podem ser usadas para ensinamentos contra a Torá (lei).

    * Tudo, incluindo a Brit Hadasha (novo testamento), devem ser avaliados e compreendidos dentro contexto da Torá.

    Não construímos uma casa pelo telhado, assim também não construímos nossa Fé pelo telhado e sim pela base que é a Torá.

    #24494

    sofer
    Participante

    Na nossa porção de leitura publica (Levítico 21:1 à 24:23) nesta semana narra a perturbadora historia de um homem que foi executado por blasfêmia (veja Levitico 24:10-16).

    A Parashá (porção) fala sobre duas pessoas, um dos quais foi descrito simplesmente como ‘um homem israelita’ e outro ‘filho de uma mulher israelita’ chamada Shelomit (שְׁלמִית), e que tiveram uma briga no meio do acampamento.
    Durante a luta, o filho da mulher israelita blasfemou contra o nome de D-us e o amaldiçoou. Como resultado, o homem filho da mulher Israelita foi levado a Moisés que, em seguida, consultou a D-us sobre o que deveria ser feito.
    Hashem (D-us) respondeu que aqueles que ouviram o homem blasfemar pessoalmente deviam colocar suas mãos sobre sua cabeça e, em seguida, toda a Comunidade devia apedrejá-lo ate morte…

    Os nossos sábios se puseram, a saber, o que pode ter levado este homem a blasfemar e amaldiçoar o nome de D-us, e eles primeiro notaram que desde que ele era um filho de um homem egípcio e de uma mulher israelita (“judia”), ele era essencialmente um homem sem uma tribo. (pois não era filho de Pai Hebreu/Judeu)

    Além disso, uma vez que o direito a herança tribal e sacerdotal e levitica derivam do pai, este homem não teria tido nenhuma esperança de herança na terra prometida, nenhum “lugar” entre o povo de D-us… Shelomit era da tribo de Dan, e um Midrash (comentário rabínico) ensina que seu filho tinha apelado os líderes tribais para fornecer-lhe um sentido de identidade e pertencimento.
    Infelizmente, foi recusado, e sua mágoa e a raiva de ter sido colocado de fora e tratado como um ‘estranho’, pois ele foi tratado como um ‘intruso/um de fora’, eventualmente levou à briga ‘no meio do acampamento’.

    Alguns dos Nossos antigos Sábios colocaram a culpa pela morte do homem em quem se recusou a ajudá-lo, uma vez que eles se recusaram a fazê-lo sentir como um ‘membro da tribo’ (de Dan).

    Essas pessoas deveriam tê-lo como um irmão e deveriam ter lembrado ‘de suas mazelas’ quando eram escravos e estranhos no Egito.
    Por causa de sua dureza de coração, no entanto, o homem foi abandonado e isso levou a suas ações autodestrutivas.
    Os nossos sábios ensinavam que; Adonay requereu que os acusadores fossem os primeiros colocar as mãos sobre este ‘homem sem nome’ para mostrá-los e também enfrentar o fato de que eles também eram responsáveis por sua morte.

    Você sabia que um dos mandamentos que ocorre com mais freqüência na Torah para o judeu a amar o estranho/estrangeiro/não judeu?
    O mandamento é repetido em várias formas mais de 30 vezes nas escrituras judaicas, por exemplo; ‘você deve amar seu próximo como a mesmo: Eu sou Adonay’ (Levitico 19:18); ‘Você deve tratar o desconhecido que andar com vocês como o nativo entre vós, e você deve amá-lo como a si mesmo…’ (Levitico 19:34); … e (Deuteronômio 10:19);… (Êxodo 22:21); (Levitico 19:33); ‘Não oprimir a um estranho/estrangeiro/não hebreu/judeu’ (Zecarias 7:10); … (Deuteronômio 24:19);… ‘O estrangeiro será como filho nativo nascido de Israel entre vós’ (Ezequiel 47:22), e assim por diante.

    Claramente Hashem (D-us) não quer que as pessoas se sintam condenado ao ostracismo, excluído, fora do lugar… Na verdade, a mensagem do amor universal de D-us é o cerne das Boas Novas propriamente dita, e restaurar o paraíso perdido. “Religião,” “tribalismos”, os preconceitos, orgulho étnico, pedigree e assim por diante, são anátema para o Reino de D-us.

    A Tradição judaica ensinam que rei Davi nasceu em Shavuot (pentecostes), a festa dos Shtei haLechem, os ‘dois pães levedados’ que profeticamente aludem ao advento do ‘novo Ser Humano’ (Efésios 2:14-22) e da misteriosa inclusão dos gentios (estrangeiros /não hebreus/judeus) nas promessas das Alianças de D-us (Efésios 3:6).
    D-us tem uma grande compaixão para com forasteiro, para os perdidos e para aqueles que estão sem alianças e uma herança neste mundo.
    Durante Shavuot (pentecostes) é costume de ler o livro de Ruth, que conta a história sobre como ser resgatado pelo amor e o advento do rei Davi.
    Lembre-se de que o rei Davi era um descendente direto de Ruth, e que, como uma Moabita ela era uma ‘de fora’ e estranha as Alianças e promessas de D-us (Rute 4:17).
    Apesar de fazer parte de um grupo de pessoas (ver Deuteronômio 23:3) desprezada e rejeitada, Ruth superou a demanda da lei crendo no amor e aceitação de um Redentor de Israel (Ruth 3:9).
    O Bisneto de Ruth foi chamado David (דָוִד), que significa ‘amado’, que tem o mesmo valor numérico que a palavra Yad – ‘mão’ (יָד). Por conseguinte não é nenhuma coisa espantosa que Adonay escolheu David para representar a mão estendida de D-us, do amor para o estrangeiro, para converter, para o estranho, o não judeu, o leproso e os perdidos, desde seu descendente Yeshua (Jesus) o Messias veio para amar e resgatar todo o mundo por meio de sua mão estendida. (Mateus 1:1) – Baruch Shemó – ‘Bendito sejas seu nome’.

    Tem sido dito que um “estranho” é um amigo cujo nome ainda não se sabe.
    Assim como nós somos comandados va’ahavta le’reacha kamocha (וְאָהַבְתָּ לְרֵעֲךָ כָּמוֹךָ), amar nosso próximo como a mesmos (Levitico 19:18), assim nós somos comandados ve’ahavta lo kamocha (וְאָהַבְתָּ לוֹ כָּמוֹךָ), amar o estranho/estrangeiro como nos mesmos (Levitico 19:34), e isso significa de início abrir nossos corações em relação aos outros para fazê-los sentir bem-vindos em nossa presença.

    Obs: A Halachá (lei judaica) define como Judeu (diretamente) aqueles nascidos de mãe judia, aqueles que não são nascidos de mãe judia devem passar por uma conversão para serem considerados judeus pela Halachá (lei judaica).
    Em Todas as Escrituras Sagradas vemos que a paternidade judaica definia a Tribo, levirato ou o Sacerdócio e ate mesmo a transmissão das Alianças.

    Note que: o Inimigo, e os inimigos de Israel e do Povo judeu não usam estas regras, a Inquisição levou milhares de Famílias para fogueira após décadas de gerações afastadas do judaísmo, bastava ter uma “gota de sangue” judeu para ir para a fogueira da santa inquisição.
    Os Nazistas consideravam ‘judeu’ quem tivesse pelo menos um bisavô ou bisavó judeu… estes já eram enviados aos campos de concentração para a morte.
    Uma ‘gotinha de sangue’ se quer já é o bastante pra o Inimigo odiar e perseguir você.

    No Hebraico a palavra para ‘fé’ (Fidelidade) é Emunah (אֱמוּנָה), que vem do verbo hebraico Aman (אָמַן), que significa manter, apoiar, para tornar estável e seguro.
    A palavra hebraica para ‘verdade’ – Emet (אֱמֶת) que vem da mesma raiz, assim como a palavra hebraica Amén (אָמֵן), o que implica que a realidade é confirmada e é confinada pelo poder da palavra de D-us (Hebreus 1:3; Colosensses 1:17).

    A Fé permite que a alma perceba o ‘eterno ou real’ dentro o transitório, o ‘invisível/real’ dentro do visível e a Presença Divina no meio do turbilhão.
    Quando aplicada ao coração, A Fé é mais bem compreendida como fidelidade, desde que implica integridade e confiabilidade e assim por diante.
    A Fidelidade de D-us é conectada com a sua Graça – Hesed (חֶסֶד), que significa que ELE pode confiável para nós ajudar enquanto passamos por este mundo.

    O Rizhiner Rebbe (1796–1850 Ucrânia) uma vez ensinou; ‘deixe Sua luz penetrar as trevas até que a escuridão se torna uma luz e não haverá uma divisão entre as duas. Como está escrito: ‘E houve tarde e houve manhã, Dia Um. ’ – Sim, a escuridão e a luz são ambas iguais para TI, Ó S-nhor, como está escrito: ‘se eu disser; certamente a escuridão me cobrirá e a luz sobre mim virará trevas, mesmo a escuridão não é escura para TI; a noite é brilhante como o dia, pois escuridão é como uma luz contigo’ (Salmo 139:11-12).

    ‘Ter fé é perceber a maravilha que está aqui e ficar agitado pelo desejo de integrar o seu ‘ser’ na ‘sagrada ordem’ de ser. A Fé não nasce do nada. Ele vem com a descoberta da dimensão sagrada da nossa existência. Fé significa receber pequenas coisas como grandes, levar pequenas coisas com seriedade, a distinção entre o comum e o passageiro do aspecto do duradouro. É da fé que podemos recorrer à doçura da vida, o sabor do Sagrado, a alegria do imperecível. É a fé que nos oferece um pedacinho da eternidade. ’- Rabino Abraham Heschel (1907-1972 EUA)

    Nós andamos pela fé, não pela visão – pelo ouvir da palavra de D-us, atendendo o que o Espírito de D-us está dizendo para o coração… Pois agora nós “vemos através de um espelho”, que significa literalmente ‘um enigma’ (ἐν αἰνίγματι).
    Um enigma é uma analogia dada através de alguma semelhança com a verdade, embora, muitas vezes as correspondências são enigmáticas e obscuras.
    Assim, ‘vendo através de um enigma’ significa perceber obscuramente ou imperfeitamente, olhando ‘através de’ outra coisa em vez de diretamente compreender a realidade.
    Isto é contrastado com a visão e clareza do ‘face a face’ (פָּנִים אֶל־פָּנִים) dada no Mundo Vindouro, quando o nosso conhecimento será claro e distinto, e a verdade de D-us não mais ficará oculta.

    Na luz da obscuridade da vida nesta Era temporária, somos encorajados a não perder o coração, pois apesar de nosso eu exterior estar envelhecendo, nosso interior está sendo gerado ‘novo’ (ἀνακαινόω) dia-a-dia (2º Coríntios 4:16-17).

    #24824

    sofer
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