"Mei ha'chatat" (מֵי חַטָּאת) – Os levitas

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    sofer
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    Parashá Beha’alotechá (Números 8:1-12:16)

    A nossa porção da Torá de leitura publica desta semana (Números 8:1-12:16) começa com D-us dando instruções sobre como Aaron devia acender as lâmpadas da Menorá dentro do lugar santo do tabernáculo (Num. 8:1-4). Cada dia Aaron devia limpar cada um das sete lâmpadas e reabastece-las com o azeite de oliva muito puro. As mechas em seguida dobradas, de modo que as seis lâmpadas exteriores brilhassem para a sétima (e central) do eixo. As lâmpadas deviam ser acesas diariamente, ‘desde a tarde até a manhã’ (Gêneses 1:5), em uma sequência específica – a partir da lâmpada central (o Shamash) e, em seguida, movendo da direita para a esquerda (Êxodo 27:21).

    De acordo com o Talmud (Tratado; Shabat 22b), enquanto todas as lâmpadas receberam a mesma quantidade de azeite, a lâmpada central, milagrosamente nunca acabava o óleo. Este milagre também é relatado ter ocorrido durante todo o período do Templo, embora parou de acontecer abruptamente cerca de 40 anos antes da destruição do Segundo Templo (c. 30 dC).
    Como é atestado no Talmud: “Nossos rabinos ensinaram: Durante os últimos quarenta anos antes da destruição do Templo as sortes não caiam na mão certa; nem a fita vermelha se tornava branca, nem a luz central brilhava mais (tratado; Yoma 39a)”.

    Em Beha’alotechá descreve como os levitas deviam ser separados para o serviço no Mishkan, ou seja, “Tabernáculo” (Num. 8:5-12). Em uma cerimônia que significava uma espécie de “renascimento”, neles eram aspergidos primeiramente “Mei ha’chatat” (מֵי חַטָּאת), literalmente, “as águas do pecado” (Num. 8:7), isto é, a água santificada que foi misturada com as cinzas da novilha vermelha para ser purificado da contaminação com a morte (Num. 19:13).

    Em seguida, eles raspavam todo o cabelo e eram completamente imersos em uma Mikvê (tanque batismal contendo água corrente). As etapas de ser aspergido com água purificadora, raspar todo o cabelo, e ser completamente imerso em uma Mikvê são semelhantes ao ritual para a purificação do Metzorá, ou seja, o “leproso” (Lev. 14:2-32). Rashi (1040 –1105 França) indicava que cada membro da comunidade era obrigado a colocar suas mãos sobre as cabeças dos levitas, assim como as mãos eram colocadas sobre a cabeça de um animal sacrificial antes de ser abatido no altar (Nm 8:10;.. Lev 1:4, 3:2). O “acenar” dos levitas pelo Sumo Sacerdote do mesmo modo simula o ritual de “tenufá” (תְּנוּפָה), isto é, a ondulação do sacrifício de culpa (asham) oferecido pelo leproso depois da sua purificação (Lev. 14:12). Finalmente, os próprios levitas colocavam suas mãos sobre o pecado e holocaustos, para fazer expiação perante Adonay (Num. 8:12).

    D-us não é o “autor de confusão”, e isso significa que a inteligibilidade racional é fundamental para a revelação Divina. A Torá (ou a bíblia) foi escrita na linguagem dos seres humanos, o que quer dizer, ela exprime idéias que as pessoas possam entender em qualquer época.
    As Escrituras declaram: ‘Feliz a pessoa que… tem prazer na Torá de Adonay (בְּתוֹרַת יְהוָה); tudo o que ela faz será bem sucedido’ (Salmo 1:1-3). Afinal, a Torá “escrita no coração (emoção, pensamento e sentimentos)” é uma marca da Nova Aliança (veja Jeremias 31:31-33). Como está escrito em Provérbios: “Se você a procurar [isto é, a sabedoria revelada na Torá] como a prata e o procurares como a tesouros escondidos, então você vai entender o temor do Adonay e acharás o conhecimento de D-us” (Provérbios 2:4-5). Se as pessoas procuram dinheiro e riquezas para a vida neste mundo, devemos ser menos sérios em nossa busca das verdadeiras e eternas riquezas?

    Onde está escrito: “toda a Escritura é inspirada por D-us (θεόπνευστος) e é útil para o ensino, para a correção, para a mudança, para a educação na justiça, para sermos habilitados em nossas coisas cotidianas” (2 Timóteo 3:16-17), é evidente que as Escrituras referidas aqui são as Escrituras judaicas (ou seja, a Torá, os Profetas e os Escritos), uma vez que são a fundação, o contexto, e a matriz global de tudo… Em outras palavras, a Torá tem tanto uma lógica, uma linguística, e uma prioridade teológica e espiritual sobre nossa compreensão da chamada ‘Escrituras do Novo Testamento’, e a incapacidade de ler no contexto invariavelmente leva a interpretações erradas e erros doutrinais de vários tipos, como de fato ocorre. “Primeiro do judeu, e [então] do grego” (Romanos 1:16) é um princípio de como a mensagem das boas novas (הבשורה טובה) transcenderia o Israel étnico sendo oferecida a todas as nações (fazendo com que os gentios voltassem para o único D-us através de seu Messias enviado abandonando as praticas idolatras, se um gentio continua em suas praticas idolatras, nada entendeu do que significa evangelho, o seu cristo não passa de mais um ídolo), mas também sobre como devemos abordar o tema da hermenêutica bíblica …. D-us “soprou” (θεόπνευστος) sua revelação em ordem, e a mensagem em si deve ser entendida à luz dessa ordem, pois adoramos o que conhecemos (João 4:22).

    Na luz deste contexto aprendemos no Salmo 19:7; ‘A Torá (instrução – lei) de Adonay é perfeita, * regressa a alma.” Esta é uma mensagem de Teshuvá (תְּשׁוּבָה) de retorno, regresso, ou seja, “arrependimento”.
    Teshuvá (תְּשׁוּבָה) é, portanto, antes de tudo, uma questão de fé, de confiar em D-us e da Torá, embora passemos pela “porta estreita” de humildade, confessando a verdade sobre quem somos.

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