Nazireu (נזיר)

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    sofer
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    Parashá Nasso (Números 4:21 – 7:89)

    As seguintes palavras: “Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.” (Números 6:27)

    Nome de D-us IHVH (יהוה) era publicamente falado e todos o ouviam; a tradição mais tarde levou à somente ao Sumo Sacerdote era permitido pronunciar o Nome (יהוה) de D-us, no Yom Kipur, escondido atrás da cortina sagrada que separava a Arca da Aliança, e era só audível para seus ouvidos. Por que da mudança?

    ‘Quando reverência era prevalente entre as pessoas, o Nome Inefável era abertamente enunciado na audiência publica, mas depois a irreverencia (banalização) tornou-se generalizada, então a pronuncia do Nome (יהוה) ficou oculta… ’ (Zohar {Naso} 146b)

    No Pasuk acima (versículo) nos lembra, que Hashem (D-us) é a fonte de todas as bênçãos e de todas as coisas. É também um lembrete para qualquer um que assume uma função sacerdotal.

    Crer que D-us é a fonte de todas as coisas visíveis ou não, não é o mesmo que agir e se comportar como se D-us é a fonte de todas as coisas visíveis ou não.
    A fim de agir de acordo com essa crença, é preciso apresentar um profundo sentido de humildade dando crédito por tudo que é bom em nossas vidas. Precisamos estar conscientes de que nós não merecemos tudo o que é nosso. Precisamos perceber que não estamos em pleno controle de nosso destino. Precisamos perceber que só D-us pode abençoar.
    Os nossos ‘por quês’ não nos abalarão ou nos inquietarão mais, pois teremos a certeza do que não sabemos é sabido por Aquele que é a fonte de todas as coisas. ‘Hashem (D-us) é a causa de todas as causas e a razão de todas as razões’. A única certeza além de todos os nossos ‘por quês’, a resposta primal, e esta certeza é o que trás shalom.

    Na Haftará (porção dos profetas) Juízes 13: 2-25 desta semana, temos a historia de Shimshon (שמשון). Provavelmente, uma das figuras mais famosas do livro de Juízes é Sansão. A Haftará conta a história de seu nascimento e as instruções para ele ser um Nazireu desde o nascimento. Esta é a conexão com a porção da Torá que detalha a proibição de consumir ou beber produtos como uvas, passas e não cortar o cabelo durante o período do voto.

    Também descreve o anúncio de seu nascimento, com paralelos tais como dos patriarcas. Mais tarde na história, Sansão (שמשון) se apega a Dalila (דלילה). Os nomes têm um significado: o nome hebraico de Sansão ‘Shimshon ‘ é derivado da palavra para’ Shemesh’ (שמש), que significa ‘Sol’, enquanto Dalila pode derivar da palavra hebraica ‘Laila’ que significa ‘Noite’ (לילה). O nome Dalila (דלילה) se tornou sinônimo de uma mulher traiçoeira e astúcia. Para reforçar ainda mais a idéia do poder de Dalila (דלילה) para persuadir Sansão (שמשון), ela é do vale de Sorek, que refere-se a uma videira.

    Na Torá descrevem-se indivíduos que fazem um ‘voto’ para ser um Nazireu (נזיר), por isto a conexão óbvia a Haftará, porem também destaca uma diferença importante, pois Sansão (שמשון) não optou por ser um Nazireu (נזיר). De fato, Sansão é o único Nazireu (נזיר) desde o nascimento, ou seja, por imposição.

    Nazireu (נזיר) segundo os preceitos descritos por D-us na Torá é um indivíduo que escolhe deliberadamente para servir D-us, por um período limitado de tempo, de uma forma especifica.

    A luz de tudo isto; vemos que maiorias das pessoas, principalmente judias, tomam o seu direito de primogenitura por garantia plena. Quantos de nós iríamos “escolher” ser judeus, se nós não nascêssemos assim? Nossa Parashá (pela segunda vez) registra um censo: levantar-se e serão contados. Talvez muitos hoje não escolheriam serem contados. Não temos de escolher ser Nazireu (נזיר), mas devemos demonstrar que escolhemos a Torá.

    Sim, Sansão tinha um proposito poderoso de seu direito de primogenitura, mas é a pessoa que escolhe o seu próprio destino que tem a verdadeira força e significado. Nós somos todos “judeus por opção.” Todos nós temos a escolha (ao contrário de nossos ancestrais) para viver um estilo de vida ativamente atento ou não.

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