Novilha Vermelha (פָרָה אֲדֻמָּה) e a idolatria

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    sofer
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    Alguns dos nossos sábios, como Rashi (1040-1105 França), ligavam o ritual do sacrifício da Novilha Vermelha (פָרָה אֲדֻמָּה) com o pecado do ‘Bezerro de Ouro’ (Egel haZahav).

    Os Sábios ensinavam que ‘O Bezerro de Ouro’ (עגל זהב) representava buscar “vida e solides” neste sistema de mundo finito, perdendo de vista o Criador (הבורא) e Redentor Invisível, inominável, e indivisível.

    A idolatria expressa o nosso medo de ser abandonado no deserto desde sistema de mundo, e nos impele a procurar por segurança e conforto no imediatismo do momento finito.

    O ritual da Pará Aduma (Novilha Vermelha) traz-nos cara a cara com o nosso contato com a morte e nos oferece purificação e cura.

    O ‘Bezerro de Ouro’ em si simboliza nosso impulso de idolatria, de querer ter um deus visível, carnal, que pode ser tocado; que deve ser queimado inteiramente ate poeira e cinzas no fogo da verdade do D-us Uno e indivisível.

    Pedaços de cedro são adicionados, o que representa o nosso orgulho, e o hissopo, representando a nossa pequenez. Uma tira de carmesim é adicionada e simboliza a nossa conexão de sangue, de natureza inferior (דּם).

    Todos eles são queimados em conjunto e as cinzas misturadas com água corrente (מים חיים) para criar uma mistura sagrada que nos cura da perversidade da morte.

    Note que; ironicamente, somos purificados a partir do “pó e cinza” (עָפָר וָאֵפֶר) da morte ao sermos coberto com o “pó e cinza” (עָפָר וָאֵפֶר) da Pará Aduma (Novilha Vermelha). No principio de que a cura está na própria doença, ou o antidoto no próprio veneno.

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