O Mês da esperança

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    sofer
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    O Mês da esperança
    Rosh Hodesh Kislev –
    Note: O novo mês (bíblico) de Kislev começa sábado, 26 de novembro (2011) ao entardecer…

    Rosh Chodesh (Lua Nova) marca o início de um novo mês do calendário judaico e bíblico.
    Os antigos sábios Rabinos metaforicamente consideravam o ciclo lunar por ser uma imagem de contínuo “sacrifício e restauração”.
    A Lua nova (ou seja, o primeiro crescente) é considerada como uma espécie de “renascimento” Moled – nascer de Novo.

    No calendário bíblico o mês de Kislev (כִּסְלֵו) é o 9º mês do ano, contando a partir do 1º mês chamado Nisan.
    O mês de Kislev (a partir de 26/11/11) é um dos mais “escuros” do ano, com os dias ficando progressivamente mais curtos e as noites aumentando (isto no hemisfério norte – Israel).

    Na verdade, o solstício de inverno no hemisfério norte ocorre geralmente durante a última semana do mês de Kislev e, por conseguinte, a semana de Hanuká (que atravessa os meses de Kislev e Tevet) contém muitas vezes a noite mais longa do ano (e até mesmo durante os “anos bissextos,” quando o solstício ocorre um pouco mais tarde, há sempre uma lua nova durante a época de Hanuká).
    Não admira que, entre outras coisas, que Hanuká representa um momento oportuno para ascender as luzes da fé… (João 10:22)

    Um mês de sonhos

    O mês bíblico de Kislev, por vezes, é chamado o “mês de sonhos” porque as porções de leitura semanal da Torá para este mês contem mais sonhos do que quaisquer outras.
    Não menos do que nove sonhos (dos dez na Torá) aparecem nas partes de Vayetzei, Vayeshev e Miketz – as quais todas são lidas durante o mês de Kislev.
    Na Torá, a figura principal conectada com sonhos é o filho de Jacó Jose, que foi apelidado por seus irmãos de ‘Sonhador’ e que mais tarde foi nomeado ‘Decifrador de Segredos’ (Tzafnat Paneach) pelo faraó (Genesis 41:45).
    Jose foi capaz de mediar os reinos físicos através da Ruach HaKodesh – Espírito de D-us dentro de si (Genesis 41:38) e o reino “espiritual”.
    Profeticamente Jose prefigura Yeshua ‘o judeu escondido entre os gentios’ da mesma forma que foi rejeitado e odiado por seus irmãos – mas que mais tarde se tornou Salvador tanto dos gentios como também para os da sua própria casa.

    Um mês de esperança

    Alguns dos comentaristas judeus ensinam que o nome Kislev vem da raiz hebraica (כּסל) que significa ‘confiança’ ou ‘esperança’.

    Nas Escrituras Sagradas esta raiz aparece em vários lugares, incluindo: ‘E eles colocaram em D-us sua esperança – kiselam (כִּסְלָם)’ (Salmo 78:7); e, ‘coloco minha confiança – Kiseli (כִּסְלִי) em ouro?’ (Jó 31:24).
    Curiosamente, a raiz também pode se referir à loucura, sugerindo que a sabedoria de D-us (ou seja, o “sonho” para salvar a humanidade através do sacrifício do Seu filho, o Messias) muitas vezes aparece como loucura para as pessoas (1º Coríntios 3:19).

    Se Yeshua (Nasceu) nasceu durante Sukot (ou seja, Tabernáculos), é provável que ele foi concebido durante a Festa de Hanuká – talvez perto o solstício de Inverno.
    A verdadeira luz – que ilumina todos – iria brilhar na noite mais escura deste mundo (Genesis 1:3, João 1:9; 1º João 2:8).

    Devemos lembrar que a Luz Divina brilha como um fogo e ainda não destrói ou consume (para alguns).
    A luz de D-us necessariamente não tira a escuridão, mas sempre a supera e brilha dentro dela, considere: ‘a luz e a escuridão são ambos iguais para TU’ (Salmo 139:12; João 1:5).

    Note: Este ano 2011 – a Festa de Hanuká (Dedicação, chamada também Festas das Luzes) começa na terça-feira, 20 de Dezembro, ao por do Sol e vai até quarta-feira, 28 de Dezembro ao por do Sol.
    Hanuká e a batalha “espiritual”
    Chanukah (Hanuká) é uma história sobre o remanescente comprometido com a verdade em um mundo sem D-us e, portanto, um mundo insano.

    Afinal de contas, desde que a realidade final é a ‘obra’ (ou seja, um projeto consciente) de um único, Todo-Poderoso, onisciente, gracioso, “moralmente perfeito”… ‘Agente Espiritual’ que foi revelado nas Escrituras judaicas, então aqueles que negam essa realidade final estão vivendo em um estado de ilusão, ou seja, em uma prolongada ‘alucinação’ que indica uma mudança radical do que é realmente real.

    Em certo sentido, a história da humanidade – especialmente como ela se expressa filosoficamente e do ponto de vista político – tem sido nada menos que a convivência consciente para redefinir a realidade como algo ela que não é.
    Considere:
    ‘Os reis da terra e os governantes (רוֹזְנִים) conspiram juntos contra Adonay e seu Mashiach (Ungido)’ Salmo 2:1-3.

    A Guerra “espiritual” é, portanto, a luta pela sanidade e verdade em um mundo que prefere a loucura e auto-engano.

    Um grande anti-semita, o Cristão Tertuliano pai da Igreja primitiva (160-220 D/C.) uma vez fez uma pergunta: “o que Atenas tem a ver com Jerusalém?” (desprezando Jerusalém e os judeus). Ele, porém erradamente, com uma idéia grega espiritualista da ‘teologia da substituição’, para categoricamente caluniar o povo judeu (ver Adversus Iudaeos, c. 200 AD).

    Historicamente falando, os judeus fiéis sempre amaram a Torá e tem resistido a ir em direção a assimilação… Na verdade, qual outra nação que sobreviveu ao longo dos milênios como têm sido os judeus (mesmo espalhados em vários países e culturas diferentes) como povo distinto?

    Infelizmente, é um pecado contínuo de muitas das “Igrejas” cristãs atuais e seus líderes desconhecerem a existência milagrosa de Israel como povo – incluindo o moderno Estado de Israel, recusando-se a dar ao S-nhor D-us de Israel (que é o D-us de Jesus e dos apóstolos) a glória por sua fidelidade…

    Olha… se D-us não é fiel as promessas feitas ao Israel étnico, o que faz estas pessoas pensarem que ELE não mudaria sua mente sobre a Igreja, também? Mas estou só divagando aqui…

    Historicamente, Hanuká lembra-se da resistência dos Macabeus a uma ‘Helenização’ forçada (ou seja, a propagação da cultura pagã gentílica) sobre os filhos de Israel, embora em geral represente ate hoje a luta contra a assimilação prevalecente, ao “sistema de mundo” pelos filhos da aliança.

    No mundo moderno, por exemplo, a pressão para assimilar leva a forma do ‘politicamente correto’ e a aceitação da propaganda oficial que o pluralismo multicultural e o relativismo cultural são a verdade.

    Para aqueles de nós, ‘filhos da aliança’, e que seguem Yeshua o Messias, Hanuká é a ousadia da proclamação que a Luz do mundo chegou, apesar de encarar que as pessoas amam mais o politicamente correto, as trevas, a religiosidade vazia politicamente correta ou por etnia cultural do que a Luz (considere João 3:19).

    A história de Hanuká remonta à Grécia antiga e a visão pagã do mundo.

    Em 175 A/C. um novo rei, Antíoco IV (também chamado de “Epifânio”, que significa deus encarnado) ascendeu ao trono.
    Sob a “égide” do seu regime, Jerusalém começou a parecer mais como uma cidade grega quando oficialmente foi promovida a cultura helênica.

    Mais tarde, quando Antíoco retornou de uma bem-sucedida campanha militar contra o Egito, ele decidiu reprimir o levante judaico e matou cerca de 40 mil pessoas em Jerusalém.

    Após isso, ele decretou que os judeus deveriam abandonar sua fé, o judaísmo, a Torá, as práticas religiosas as festas, deixar de oferecer sacrifícios no Templo.
    (sempre vão aparecer pessoas promulgando isto, o abandono da Torá, do Sábado, das Festas do S-nhor, das leis dietéticas bíblicas e etc., e ate usando as escrituras sagradas pra isto)

    O Santo Templo propriamente dito foi profanado e imagens do deus de Zeus foram colocadas no altar e no Santuário. Altares pagãos foram erguidos em toda a Judéia e porcos foram regularmente sacrificados sobre eles.
    O estudo da Torá foi proibido, bem como foi proibido à observância do Shabat, Moadim – festas e a Brit Milá – circuncisão, e a penalidade por desobediência destes decretos era a morte. (bem como aconteceu após a morte dos apóstolos, e com as idéias dos pais da igreja fundando o cristianismo em meados do século 2)

    Muitos judeus fugiram e esconderam-se no deserto e cavernas e muitos morreram
    Kidush HaShem – Santificando o Nome de D-us – como mártires (considere Hebreus 11:36-39).

    Após a vitoria e a expulsão dos inimigos quando os sacerdotes judeus fiéis procuravam o Azeite especial para ascender à luz da Menorá, no entanto, eles encontraram apenas um frasco que não estava contaminado (ou seja, somente um ainda tinha o selo do Sumo Sacerdote). O óleo neste jarro era suficiente para queimar por apenas um dia e eles necessitavam de oito dias até que novos azeites para a Menorá pudessem ser produzidos.

    Segundo a tradição, a oferta de um dia de óleo de azeite milagrosamente queimou na Menorá durante 8 dias e mais tarde, este período foi comemorado como Chanukah (lê-se rranuká) – Dedicação, também conhecido como o Festa das luzes.

    Curiosamente, Hanuká é mencionada apenas algumas vezes no Talmud (20a Shabat, 21b), talvez porque a Dinastia dos Macabeus, os que lutaram na batalha par expulsar os inimigos (os antepassados dos Saduceus) acabaram por se tornar inteiramente corrompidos (na época Romana) e o Talmud (que foi desenvolveu na tradição dos Fariseus) não quiseram chamar muita atenção aos Macabeus.

    Por conseguinte as declarações dos Rabinos do Talmud (escritos séculos após os Macabeus) falam sobre o milagre do azeite, em vez de mérito da resistência dos Macabeus.
    Esta abordagem foi adotada no judaísmo normativo e hoje Hanuká principalmente centra sobre o milagre das luzes (ou seja, no acender das velas, ou luzes) em vez da revolta militar.

    “Hanuká” é mencionada na Torá propriamente dito.
    Em primeiro lugar, a 25° palavra na Torá, é ‘Luz’, como em “haja luz” (Genesis 1:3), e alguns dos Sábios rabinos da antiguidade dizem que isto alude a 25 de Kislev (quando Hanuká e celebrada, 1°dia dos 8)

    Segundo, imediatamente após As festas do S-nhor (Moedim) do ano judaico enumerados em Levítico 23, há o mandamento ‘trazer óleo puro de azeite para manter a Menorá do Templo acesa constantemente’ é dado (Deuteronômio 24: 1-2) e isso é dito para profetizar o tempo de Hanuká.

    Alguns estudiosos da Bíblia dizem que o profeta Daniel previa os acontecimentos
    Hanuká séculos antes numa visão (Daniel 8:1-12) e aludindo também ao anticristo.

    Anos após, Yeshua (Jesus) celebrou Hanuká no Templo que tinha sido limpo e dedicado apenas algumas gerações anteriores (João 10:22).
    Foi aqui que os Saduceus (administradores do Templo) perguntaram se ele era o Messias.
    Durante esta ‘temporada de milagres (Nisim)’, Yeshua (Jesus) assinalou que as obras que ele fazia atestavam a sua figura tão esperada O Mashiach do povo judeu (João 10:37-38).

    Finalmente, em um sentido escatológico “Epifânio” (deus encarnado) prenuncia o tempo próximo do “Messias do mal” (anti-Cristo – Armilus) que será um dia, mais uma vez em muitas, da tentativa de ‘assimilar’ o Povo Judeu ao sistema do mundo e toda a humanidade em um “novo” sistema mundial (Daniel 9:27, 2°Tessalonicenses 2:3; apocalipse 13:7-9, etc.).

    Na prática, a palavra Chanukah – Hanuká (חֲנֻכָּה) significa ‘Dedicação’, uma palavra que compartilha a mesma raiz hebraica da palavra Chinuch (חִנּוּךְ) que significa ‘educação – estudo’.

    Assim como os Macabeus lutaram e morreram por causa da verdade da Torá, então nós devemos fazer guerra dentro de nós mesmos e quebra a Fortaleza da apatia e da indiferença que é gerada pelo sistema atual desta Era.

    Devemos ter tempo para nos educar através do Talmud Torah – estudo da Torá e do Talmud Brit Hadashá – Novo Testamento, pois assim estaremos ‘dedicados’ ao serviço da verdade e habilitados para resistir à assimilação deste sistema corrupto. (1° João 2:15).
    A “limpeza do templo” acima de tudo é uma questão do coração, Haverim (amigos).
    O inimigo é a apatia e a incredulidade indutora. Somos chamados a “luta”
    e não para estar em conformidade com esta época com suas seduções e seus compromissos (1° Timóteo 6:12, Romanos 12:2).

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