o sexto ano produzirá o suficiente

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    sofer
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    Reflexões Parashá Behar & Bechukotai – Levíticos 25:1-27:34

    Nossa Parashá (porção – Levíticos 25:1-27:34) da Torá para esta semana inclui duas instruções que foram destinadas a afetar radicalmente o bem-estar social, econômico e espiritual dos judeus no antigo Israel.

    No que diz respeito às leis do Ano Sabático (Shemitá) e o Jubileu (Yovel); ‘A terra não poderá ser vendida definitivamente, porque ela é Minha, e vocês são apenas são estrangeiros (גֵּרִים) e residentes (תּוֹשָׁבִים)…” (Levítico 25:23)

    Esta é uma frase paradoxal, uma vez que um ‘Ger’ (גר) é aquele que está só de passagem, como um visitante ou um turista, enquanto que um ‘Toshav’ é aquele que é residente (תושב), como um colono ou cidadão.
    Mas como alguém pode ser tanto um visitante e um residente de um lugar, ou um estrangeiro e um cidadão, ao mesmo tempo? Como alguém pode “passar por” um lugar no qual é dito que ele habita?

    No que se refere este pasuk (versículo) o Maguid de Dubna (1740-1804) ensinava: “Se nós vemos a nós mesmos neste mundo como estrangeiros e lembrar-nos que estamos aqui apenas para uma visita curta, passando pelo corredor deste mundo, então Hashem (D-us) habitará entre nós. No entanto, se nós vemos a nós mesmos como cidadãos deste mundo, “proprietários” que estamos aqui para ficar, então Hashem (D-us) será apenas um estrangeiro no meio de nós.”

    A palavra hebraica “Zion” (ie, Sião: צִיּוֹן) é mencionada mais de 160 vezes nas Escrituras Sagradas. Isso é mais do que a palavras fé, esperança, amor, e inúmeras outras palavras-chaves da nossa fé … E desde que “Zion” (ie, Sião: צִיּוֹן) é uma forma poética da palavra Jerusalém (יְרוּשָׁלַםִ), o número de ocorrências sobe para quase 1000!

    Desde que é o nome do local que ocorre mais frequentemente em todas as Escrituras, não é nenhum exagero dizer que o próprio D-us e seu Messias são sionistas… “Desde Zion (Sião), perfeita em beleza, D-us resplandece.” (Salmo 50:2) “Adonay ama as portas de Zion mais do que todas as habitações de Jacó, coisas gloriosas são ditas de ti, ó Cidade de D-us (עיר האלהים)” (Salmo 87:2-3).

    De fato, Yeshua (Baruch Shemô) chamou Jerusalém, a ‘Cidade do Grande Rei’ (Salmo 48:2; Mateus 5:35): É ‘O Lugar’ (הַמָּקוֹם) onde Ele foi crucificado, sepultado, ressuscitou e ascendeu as Esferas Celestiais; e, além disso, é ‘O Lugar’ onde Ele voltará à terra (Zacarias 14:1-9. e etc).

    ‘Saibam que eu lhes enviarei a minha bênção no sexto ano, e a terra produzirá o suficiente para três anos.’ (Levítico 25:21)

    Embora as instruções da Shemitá (do ano sabático, este ano set/2014 a set 2015 estamos no ano sabático) aplicam-se apenas na Terra de Israel, suas lições são aplicáveis em nosso dia-a-vidas onde quer que vivamos. Alegoricamente, os seis anos em que é permitido trabalho são comparados com os seis milênios do estado atual deste sistema de mundo e sua existência. O sétimo ano corresponde ao sétimo milênio, quando o mundo vai “descanso” de seu estado atual. Assim, estamos agora na última parte do sexto milênio, ou seja, no final do sexto “ano”.
    Além disso, existem três níveis de redenção (גאולה), a que alude ao pasuk (versículo): “Depois de dois dias Ele nos dará vida novamente; ao terceiro dia nos restaurará, para que vivamos em Sua Presença.” (Oséias 6:2)
    O primeiro nível é o período preparatório antes do advento do Messias ben HaMevorach, no qual experimentaremos um antegozo da realidade messiânica como nós testemunhamos nos últimos dias de Galut (exílio).
    O segundo nível é o período imediatamente após a vinda do Messias ben HaMevorach, em que o mundo mais uma vez vai funcionar como deveria ser, mas ainda dentro das limitações da natureza (Talmud; Berachot 34b). O terceiro nível vai começar com a Ressurreição dos Mortos (תחיית המתים) e é caracterizado por uma inversão completa da natureza existencial, em que o que nós atualmente considerarmos milagroso vai se tornar natural.

    Assim, neste contexto, a promessa de D-us de que o sexto ano produzirá o suficiente para três anos significa que o mérito de nossa dedicação à nossa missão divina em todo o sexto milênio será suficiente para nos levar a todos os três níveis seguintes, o pleno florescimento da Geulá (redenção/salvação) definitiva.

    Você não deve ter interesses escusos (Levítico 25:36-38). Hashem (D-us) criou o mundo de tal maneira que temos de trabalhar por nossas conquistas. Ambas as recompensa “espiritual” e material só são conseguidas através do esforço e estudo. Nas palavras dos nossos sábios (חז”ל): “Se alguém diz a você,” tenho me esforçado, mas não encontrei [resultados], ‘não acredite nele. Se ele diz, “eu não me esforcei, mas mesmo assim encontrei [resultados]’ não acredite nele”. Só se ele disser, “tenho me esforçado e encontrei [resultados], ‘acredite nele.” (Megilá 6b)

    Hashem (D-us) tem entrelaçado um mecanismo no tecido da criação que Ele irá se comportará em relação a nós, da mesma forma que nos comportamos em relação ao próximo. Nesse sentido, o ensino declaração dos nossos sábios (חז”ל); “Saiba o que está acima de você” (Talmud; Avot 2:1) pode ser entendido de acordo com a sua tradução literal, isto é; “Saiba [que] o que está acima [é] de você.”

    Da mesma forma, a frase “Como sua sombra” (Salmos 121:5) é interpretado como significando: “D-us é a sua sombra”, ou seja, Ele “imita” o nosso comportamento para com o próximo no seu comportamento em direção a nós.

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