Parashá Bo (בא) (Êxodo 10:1-13:16)

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    sofer
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    porção da semana: Parashá Bo (Êxodo 10:1-13:16)
    Haftará (Jeremias 46:13-46:28)

    Em nossa leitura pública da Torá desta semana (Parashat Bô) somos ordenados a recontar “aos filhos e netos como D-us ‘tratou duramente’ (הִתְעַלַּלְתִּי) aos egípcios” “e realizou grandes maravilhas para nos resgatar, de modo para que saibamos que Hashem (יהוה) é Deus” (Êxodo 10:2).
    Esse mandamento é à base do Hagadá da Páscoa (ou seja, הַגָּדָה, “Contar uma historia”), e a “tradição oral” da nossa fé, quando nós pessoalmente recontamos a história de geração em geração durante a festa de Pessach (Páscoa), para que o espírito da mensagem não esteja perdido.

    Participamos do Seder (ceia de páscoa) para torná-lo “a nossa própria história”, uma parte do que somos. Portanto be’chol dor va’dor (de geração em geração): “Todo judeu deve considerar-se ter sido pessoalmente resgatado do Egito”. Recontando a história do êxodo nos permite “saber que Eu sou Adonay” (וִידַעְתֶּם כִּי אֲנִי יְהוָה).

    Recordamos as palavras, Bishvili ha’olam nivra – “Por minha causa foi criado este mundo”, enquanto nós também recordarmos as palavras, Anochi afar ve’efer – “Eu sou pó e cinza.” Quando nós recontamos a história da grande redenção do Egito, então fortalecemos nossa fé e conheceremos melhor a D-us.
    Na porção da Torá desta semana (Bô), a batalha contra o Faraó chega a uma conclusão dramática. As últimas três das dez pragas são lançadas sobre o Egito: um enxame de gafanhotos devorando todas as culturas e hortaliças; uma escuridão palpável envolvia a terra por três dias e noites; e todos os primogênitos do Egito onde não havia a marca de sangue foram mortos precisamente no golpe no ‘meio da noite’ do dia 15 do mês bíblico de Nisan, que se tornaria o 1º mês do ano bíblico…

    A porção de leitura centra-se na libertação de Israel do Egito, e a saída a partir dos “espaços estreitos de “Mitzraim” (isto é; o Egito) para o reino da liberdade (חירות). A este respeito, notamos que a liberdade não significa meramente “liberdade de” opressão, servidão, e assim por diante, mas “liberdade para responsabilidade” e servir a D-us com dignidade e propósito… Salvação leva diretamente para a revelação da Torá, onde aprendemos que a verdadeira liberdade é o poder de escolher o caminho justo… quanto mais andamos no caminha da justiça da Torá, mas livres somos.

    De acordo com um Midrash (‘alegoria/comentário’ rabínico), assim como o Faraó durante a época de José foi perturbado por seus sonhos (Gn 41:1-7), assim foi com o “novo faraó” que surgiu durante o tempo de Moisés… “No sonho do novo Faraó, um velho estava em pé diante dele quando ele se sentou no seu trono, segurando uma balança na mão. O velho colocou todos os nobres e governadores do Egito em um lado da balança, e, por outro lado, ele colocou um pequeno cordeiro (שה). Para grande espanto do Faraó, no entanto, o cordeiro sobrepunha todos os líderes do Egito no outro lado da balança…” (Shemot Rabá).

    Os nossos sábios às vezes usam de “alegoria” sobre o Êxodo em uma parábola sobre a jornada de fé (Emuná). Moisés representa o nosso coração chamado por D-us, enquanto Faraó representa a nossa natureza pecaminosa da tirania do ego… Como Moisés, somos chamados a “ir ao Faraó”, isto é, para enfrentar o que nos impede de viver a nossa liberdade (חירות). O “coração de Faraó” representa o nosso auto cinismo e insensibilidade – o ego defensivo que está com medo e marcado pelas dores não cicatrizadas.
    Temos de enfrentar este “Faraó” e corajosamente exigir ser libertados para a liberdade (cheirut) que é esculpida (charut) pelo dedo de D-us nas letras da Sua Torá (Talmud: Eruvin Gemara 54ª).

    O poder do Faraó representa a “superfície” das coisas – o mundo e seus encargos, as suas vaidades fugazes, a sua “necessidade” em curso para controlar os outros, e assim por diante.

    Salvação (יְשׁוּעָה) por outro lado é comparada ao renascimento que nos livra dos “lugares estreitos da nossa alma” (Egito, ou seja, a partir de Mitzrayim: מ, “a partir de”, e צַר, “estreito, apertado”) já salvação (יְשׁוּעָה) vem da raiz hebraica (Yasha) que significa alargar, ter espaço, tornar suficiente e assim por diante… A ideia do significado fundamental da “salvação” (יְשׁוּעָה) significa “sendo colocado em um amplo espaço aberto e suficiente”.

    Em tempos em que as pessoas estão passando por terríveis tribulações a maioria das vezes elas não precisam de sermões e um monte de clichês de conselhos, mas sim “persistência e tenacidade”, ou o que os Emissários (השליחים המשיח) ensinavam (ὑπομονή), uma palavra de perseverança enquanto está sendo testado (Nisaion) ou em tribulações (Tsuris). As pessoas não precisam chavões morais de outras pessoas, mas apenas a vontade de acreditar e confiar, a resolução de permanecer constante, e a capacidade sussurrar orações simples pedindo pela a ajuda a Hashem (D-us)… E não com ladainhas repetitivas e comoções teatrais pentecostais e etc, não precisamos aprender a viver com auto vitimização, e sofrer sem precisar transferir todas estas coisas a D-us ou ao o próximo, e nem pra ninguém,… Pois tais, só acreditam na idéia de D-us, e não no próprio D-us.

    O principio bíblico e judaico busca a vida em todos os seus aspectos sejam “matérias ou espirituais”, um Rabino cabalista chamado Nahmanides de Gerona (1194- 1270 Espanha). Via a humanidade, o ser unido arquetípico Adam (Adão) como toda a humanidade em geral (machos e fêmeas) e cada órgão deste ser (Adão) eram povos e cada célula deste ser (Adão) eram seres, indivíduos, e quando cada célula trabalha pra si mesmo e não para o bem do corpo como um todo, isto se chama câncer, da mesma fora o egoísmo e o egocentrismo é o “câncer espiritual” do ser humano. Então quando as pessoas se comportam com seus egoísmos e egocentrismos individualistas desconectando do corpo em que pertencem (família, cidade, nação, comunidades e assim por diante) traz-se o ‘câncer social’ o caos a disruptura social‘.

    Então muito antes antes de falar-se de ecologia ambiental, Ele falava de Ecologia Social (Espiritual) onde os nossas ações e atos, pois assim como precisamos de um planeta saudável, também precisamos no cotidiano de nossa vida ‘atos de bondade’, altruístas e de justiça (Gamilut Hassadim).
    Temos que ter diferentes formas de perceber a vida, pois em ultima instancia se a vida é a resposta, qual é a pergunta?

    A criação é o potencial humano, não importa se cremos ou não cremos como denominamos ou não denominamos, a criação é o potencial humano, a uma força que é o desejo move a pessoa, e no principio bíblico judaico o desejo é algo bom e não mal, o desafio é utilizar o desejo de forma correta.
    Ensinavam os cabalistas como Nahmanides que o desejo é a fonte de energia, prazer, a grande questão é como usa-lo, tudo com que nos conectamos com a vida, a segunda coisa é o tempo, e o tempo no principio bíblico judaico é como nós administramos nossas vidas, pois mesmo o tempo é parte da criação.
    O tempo é integrado na nossa vida. E como ele pode ser utilizado e desenvolvido!
    E finalmente o mistério de vida que em hebraico é Chayim (חיים) que é uma palavra no plural, indicando que ela é multe dimensional, e para o mistério da vida há um livro chamdo Torá e que sabemos começa com a letra hebraica Beit (ב) que numericamente é o numero ‘dois’ (2), que significa também dualidade, que significa que para que se sustente ou comesse ter uma vida teve haver um dialogo, uma dualidade, dois, se estivermos sugados no egoísmo e egocentrismo não poderá haver o outro em nossas vidas… O Beit (ב) começa na Tora para nos ensinar que devemos ver o outro, a nossa comunidade, a cidade e assim por diante.

    A letra hebraica Beit (ב) é a letra de Brachá { ברכה } (benções, bendições) aquilo que parte de um para o outro individuo

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