Parashá Emor – Mo'edim (מוֹעֲדִים)

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Este tópico contém 0 resposta, possui 1 voz e foi atualizado pela última vez por  sofer 4 anos, 11 meses atrás.

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    sofer
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    A nossa porção da Torá desta semana (Levíticos 21:1-24:23) D-us lista as oito principais Festas. Na Torá, esses ‘feriados’ (shabats) são chamados de ‘tempos designados’, ou seja, Mo’edim (מוֹעֲדִים), uma palavra que vem de uma raiz hebraica que significa testemunha, ou seja, Ed (עֵד).

    Outras palavras formadas a partir desta raiz hebraica incluem Edá (עֵדָה) – congregação, Edut (עֵדוּת) – testemunho, e assim por diante. O verbo relacionado Ya’ad (יָעַד) significa atender, montar, ou até mesmo desposar. O significado das festas (מוֹעֲדִים), então, é para o Povo da Aliança para dar testemunho do amor e da fidelidade de D-us. Os Mo’edim (מוֹעֲדִים) são uma forma de darmos testemunho diante de todas as nações, as quais também são a santificação do tempo e nos santifiquemos nele.

    É essa ‘separação’, ou ‘distinção’, que é fundamental para o conceito de Kedushá (קְדֻשָּׁה), ou seja; ‘Santidade’ que também se expressa na distinção entre ‘tempo (dia) comum’ e o ‘tempo (dia) sagrado’…

    “D-us abençoou o sétimo dia e o santificou (יְקַדֵּשׁ) {separou, distinguiu, tornou especial}…” (Gênesis 2:3).

    Por isso nos é dito repetidamente para “distinguir, separar entre o santo (especial) e o comum e entre o improprio para algo e o próprio para algo” (Levítico 10:10).

    Note que a palavra traduzida como ‘distinguir’ (וּלֲהַבְדִּיל) vem do mesmo verbo usado para descrever como D-us separou a luz das trevas. E a fim de fazer isso, precisamos de entendimento, discernimento (ie; Biná: בִּינָה), para ter a capacidade de distinguir entre (בֵּין) as dimensões da realidade. Como está escrito: “Sereis separados para mim, porque Eu, Adonay, Sou Kadosh, e Eu vos separei (וָאַבְדִּל) de entre as nações para que sejam Meus” (Levítico 20:26).

    Por isto ritos e rituais são partes importantes na vida cotidiana judaica, além de ser a parte prática da santificação, são extremamente pedagógicos.

    “Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia é o Shabat Shabaton – שׂבת שׂבתון (um sábado de descanso).” (levítico 23:3).

    Os seis dias de trabalho são uma preparação para o sétimo. Nossos sábios compararam os seis primeiros milênios de existência da nossa sociedade aos seis dias úteis de cada semana, pois eles servem como preparação para o sétimo milênio – o último estágio da Era messiânica é referido como “o dia que é inteiramente Shabat de preparação para a vida eterna”.

    No Shabat há dois níveis de santidade: a cessação do trabalho, e um nível adicional, mais sublime de descanso que transcende a mera cessação do trabalho. Este nível, também, é derivado dos seis dias de trabalho, por isso é um resultado direto das boas ações que se tem realizado ao longo da semana.

    Da mesma forma, os seis milênios de serviço são para preparar o mundo, não só para a primeira fase da Era messiânica quando o mal vai ser subjugado, mas também a sua fase final, quando o “espírito de impureza será removido da terra para sempre”.

    ‘Quando nascer um bezerro, um cordeiro ou um cabrito, ficará sete dias aos cuidados de sua mãe. Do oitavo dia em diante será aceito como Korban (sacrificio) a Adonay preparada no fogo’ (Levítico 22:27)

    O significado místico desta instrução é a seguinte: “Mãe” significa o intelecto, uma vez que o intelecto “dá à luz” às emoções. Quando o intelecto reconhece a virtude de algo, ele “dá à luz” para uma emoção de amor por ele; quando se reconhece a inconveniência da nocividade de algo, o intelecto “dá à luz” a uma emoção de ódio ou o medo por ele; e assim por diante.

    O “animal” significa as emoções, já que os animais são movidos por suas emoções instintivas e não pelo intelecto. O aspecto “animal” do ser humano é, portanto, a sua gama de emoções.

    Quando uma emoção “nasce”, deve ser “incubada”, ou seja, amadurecida, pelo intelecto, pela razão. Este é o processo de sete “dias”, ou seja, sete vezes de um processo para cada uma das sete emoções básicas. Somente após as emoções serem, portanto, amadurecidas é que elas se encaixam para ser “uma oferta para D-us queimada no fogo”, isto é, elas tornam-se parte da psique de um ser humano dedicado ao serviço a D-us. (Sichot Kodesh, vol.1, p. 25).

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