Parashá Vaieshev (וַיֵּשֶׁב) Gênesis 37:1-40:23

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    sofer
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    Parashá Vaieshev (וַיֵּשֶׁב) (Gênesis 37:1-40:23)- Haftará (Amos 2:6-3:8)

    Em nossa porção de leitura publica da Torá desta semana (ou seja, Parashat Vaieshev), lemos como os irmãos invejosos de Yosef (José) despojaram-no de sua “túnica de várias cores” e jogaram-no em uma cisterna – um acontecimento providencial que eventualmente levou à libertação dos israelitas pela mão de um “salvador disfarçado” (Isto é; José).
    Na verdade, a vida do filho escolhido de Israel, José, prenuncia os dois adventos de Yeshua nosso Messias: primeiro como Servo Sofredor de Israel, e segundo como o libertador nacional do povo judeu durante os tempos difíceis a vir… Quando o pré-adolescente, Yosef (José) foi adornado com um “casaco de muitas cores” (כְּתנֶת פַּסִּים) e viveu na glória da casa de seu pai como o filho predileto, Ele era um sonhador inocente ao qual foi dada visões de grandeza pelo próprio D-us.

    O enviou do Vale de Hebron? Espere! Hebron está em uma colina.
    É metafórico, Israel está enviando José em uma missão para cumprir uma profecia. D-us está profundamente ligado neste processo.

    Segundo o comentário de Rabi Rashi; (1040-1105 França)- Mas não está Hebron em uma montanha? Afirmou está: “E subiram e chegaram até Hebron” (Números 13:22). Mas isto deve ser entendido que ele enviou Jose a partir do profundo conselho do homem justo que está enterrado em Hebron (ou seja, Avraham), para cumprir o que foi dito a Abraão entre as partes (Gênesis 15:13). [Midrash Rabá 84:13]

    Apesar de ser desprezado e rejeitado por seus irmãos, no entanto, seu pai “o enviou da profundidade de Hebron” (“וַיִּשְׁלָחֵהוּ מֵעֵמֶק חֶבְרוֹן”) para ver como estava seus ‘bens’ (Genesis 37:14).
    Observe que a palavra Hebron (חֶבְרוֹן) vem de uma raiz hebraica que significa “união” ou “comunhão”, sugerindo que Jacó enviou seu amado filho “da profundidade de sua comunhão ou união” para procurar seus filhos “desaparecidos”… Da mesma forma, podemos aludir que o Messias, o Sar HaPanim / Sar Metatron (O Príncipe da Face/Aquele a Direita do Trono) existia na glória com o Pai, o Ein Sof (Eterno) foi enviado (השליח) de seu esplendor para chegar aos seus irmãos. Sua encarnação foi uma descida infinita da “profundidade de Hebron (מֵעֵמֶק חֶבְרוֹן)” (ou seja, a comunhão/ união com o Ein Sof) para o reino “esvaziado” (isto é; kenosis, “esvaziando”) (Filipenses 2:6-7).

    Note que; Mais capítulos da Torá são dedicados à vida de Yosef (José) do que da criação, a história de Adão e Eva, o dilúvio de Noé, o chamado de Abraão para a terra prometida, o nascimento milagroso e (o quase) sacrifício de Isaque, a vida de Jacó, e assim por diante. Sem dúvida a José é dado tanta proeminência nas Escrituras porque sua vida retratada tanto o Servo Sofredor e Aquele que reina à direita do Altíssimo e salva Israel. A vida de Yosef (José) fornece um “esboço profético” do Messias, Aquele que é tanto Mashiach ben Yosef (מָשִׁיחַ בֶּן-יוֹסֵף), “o Messias, filho de José” (O Servo Sofredor), bem como Mashiach ben David (מָשִׁיחַ בֶּן-דָוִד) “, o Messias, o Filho de Davi” (O Rei Vitorioso).

    “Um homem (אישׂ) o encontrou vagueando pelos campos e lhe perguntou: “Que é que você está procurando”?” (Genesis 37:15-17)

    Um homem o encontrou… Talvez por acaso? Ou outro ponto de intervenção Divina? Segundo um Midrash (Comentário Rabínico), três anjos aparecendo como um homem (Midrash Rabá 84:14), porque nestes versos, “homem” é mencionado três vezes. Anjos (Malachim) muitas vezes são chamados, identificados ou tem fora humana. “E o homem Gabriel [והאישׂ גבריאל]” (Daniel 9:21). Segundo o rabino medieval Rashi este homem era o Arcanjo Gabriel [Tanchuma Vaieshev 2]

    “Respondeu o homem: “Eles já partiram daqui. Eu os ouvi dizer: “Vamos para Dotan”. Assim José foi em busca dos seus irmãos e os encontrou perto de Dotan.” (Genesis 37:17)
    ‘Vamos a Dotan’ (דֹתָינָה נֵלְכָה), isto é; a procurar pretextos legais (דָתוֹת נִכְלֵי), pelo qual eles poderiam colocá-lo à morte. De acordo com o seu significado simples, no entanto, é nome de um lugar, porem sabemos que um verso bíblico nunca perde seu sentido mais profundo. Literalmente, “eles viajaram disso” (מִזֶּה נָסְעוּ) os irmãos de José estão no caminho errado, mas eles estão cumprindo plenamente o decreto de D-us.
    “Eles viajaram para longe daqui: “Retiraram-se da fraternidade”. (Rashi). Dotan era uma cidade, e não uma área de pastagem, o que sugere que os irmãos estavam na cidade para se divertir e satisfazer seus prazeres, e estavam negligenciando os rebanhos (o “o bem estar da família).

    Já José: na sua resposta à pergunta do homem, “o que você está procurando?”, e respondeu “Estou procurando meus irmãos.”… e não poder, fama, riqueza, inveja, ódio, ou de aprovação; só os meus irmãos.
    Além disso, Jose prontamente concordou com o pedido do pai para ir a seus irmãos, apesar do perigo potencial dos “do ódio, inveja e ciúmes dos irmãos. Sua resposta incluiu a palavra ‘Hineni’ (הִנֵּנִי), ‘aqui estou eu’, honrando assim Jacó e sugerindo humildade e entusiasmo [Midrash Rabá 84:13].
    Podemos ver na historia de José as manifestações do livro arbítrio, destino, intervenção Divina, vontade de D-us. Uma pessoa justa nunca é “resolvida”. Em vez disso, a vida é uma série de desafios a serem tratados.

    Em Gênesis no ‘Pasuk’ (capítulo) 38, lemos sobre Judá e três filhos de Judá – Er (ער) Onan (אונן), Selach (שׂלה).

    Er (ער), o filho mais velho teve uma conduta maléfica (רע) e por isto D-us lhe tirou a vida (Note que; Er (ער) fazia o que era Rá (רע) – ‘Maléfico’, as letras hebraicas que compõem o nome de Er são as mesmas para maléfico, mal [רע])…
    Sendo assim Tamar (תמך) passou a ser esposa do irmão intermediário Onan, este derramava o sêmen no chão para evitar que seu irmão tivesse descendência, D-us reprovou o que ele fazia, e por isso lhe tirou a vida também.

    Já neste ponto, Judá teme pela vida de seu filho caçula ainda um bem jovem, e instrui Tamar para retornar à casa de seu pai e esperar o caçula ter idade para casar-se.

    Depois de algum tempo, Tamar percebe que Judá não pretende cumprir a sua obrigação e dar Selach (שׂלה) a ela em casamento ela toma a situação em suas próprias mãos, ela se disfarça como uma prostituta (זונה), e recebe Judá para ter relações sexuais com ela.

    Tamar é uma heroína fascinante. Ela é uma viúva (prometida como noiva) em uma cultura estritamente patriarcal, com suas opções limitadas e seu poder inexistente. No entanto, dentro dos limites de seu papel social, ela consegue tomar o assunto em suas próprias mãos, a fim de ganhar o que é dela por direito – um filho da família de Judá. Ela também é retratada como uma mulher de honra e discrição. Note que ela não expõe publicamente Judá, mas ela envia seus objetos pessoais em particular como uma espécie de código, confiando que ele vai fazer o que é justo. Ele poderia ter mantido o segredo para si mesmo e matado ela publicamente. Mas no final Judá aprende a lição, admite abertamente que ele tinha errado com ela, e permite que Tamar colha o fruto legítimo de suas ações.

    ‘Mas quando ele recolheu a mão, seu irmão saiu e ela disse: “Então você conseguiu uma brecha (פרצת) para sair!” E deu-lhe o nome de Peretz. Depois saiu seu irmão que estava com o fio vermelho no pulso, e foi-lhe dado o nome de Zerach.’ (Genesis 38:29-30)
    Os nomes dos gêmeos são; Peretz (פרץ) que significa “abrir uma brecha”, já o nome Zerach (זרח) que significa “brilhante, radiante”.

    Podemos sugerir sobre os nomes Peretz (פרץ) e Zerach (זרח): optar por usar nossa inteligência para reconhecer isso, e se conectar a D-us através da ruptura (paratz) na barreira que o nossa falta de fé cria e uma vez que esta barreira é quebrada, D-us vai radiar (zarach) uma luz eterna (האור נצחי) sobre nós.

    É notável que na Torá levante-se uma viúva injustiçada, travestida de prostituta (זונה) de uma só vez, como a ancestral da casa messiânica de David. Ela representa os impotentes, os oprimidos, a mulher sem voz, toma a situação em suas próprias mãos em um sistema injusto para ela, arrisca sua reputação e sua vida para se fazer ouvir, e, portanto, merece tornar-se mãe da linhagem messiânica da casa de David.

    Que a luz do amor de D-us resplandeça em nós brilhantemente. Como nos foi ensinado: “Quem guarda e pratica as Mitzvot (mandamentos) este é aquele que ama e será amado, e nele se manifestará o Messias.” (João 14:21).
    Nota-se que a palavra grega para “manifestar” significa “brilhar de dentro” (ou seja, ἐμφανίζω, “de” ἐν, “dentro” e φαίνω, “brilhar”), indicando que a revelação seria a luz da Presença Divina partindo de dentro de nós.
    “Pois a Mitzvá (mandamento) é lâmpada (נר), a Torá é luz (אור)…” (Provérbios 6:23)

    A palavra hebraica para “louvor” (isto é; Tehilá: תְּהִלָּה), assim como a palavra “Salmos” (Tehilim:תהילים) vem de um verbo que significa “Iluminar-se, brilhar, resplandecer” (ie; Halal: הָלַל). Por isto recitamos os Salmos para muitas ocasiões das nossas vidas, tais como doenças, situações perigosas e assim por diante.

    A palavra “Auréola”, do qual deriva a mesma palavra que forma a palavra “Aura”, vem a partir da palavra hebraica “Ohr” (אוֹר), que significa “luz”.
    “Assim resplandeça a luz em vocês diante das pessoas, para que vejam as suas ‘boas obras’ (מַעֲשִׂים טוֹבִים) e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos Céus.” (Mateus 5:16). “A Alma (נשׂמת) de uma pessoa é a Ner (lâmpada, vela) de Hashem e vasculha cada parte do seu ser” (Provérbios 20:27)

    Shabat Shalom

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