Parashá Vayetzê (וַיֵּצֵא) Gênesis 28:10 -32:3

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    sofer
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    Parashá Vayetzê (וַיֵּצֵא) (Gênesis 28:10 -32:3)
    Haftará (Oséias 11:7-14:10)

    A nossa porção de leitura publica da Torá desta semana (Vayetzê) inclui famoso sonho de Jacó de uma escada (סֻלָּם) em espiral estendendo-se da terra aos Céus, com os anjos de D-us subindo e descendo, e o próprio S-nhor está acima assegurando Ya’akov (Jacó) de seu retorno seguro para a terra que ele tinha fugido.

    A escada (סֻלָּם) também simbolizava a revelação no Sinai, e o fato de que a Torá escrita seria trazida dos Céus. O valor numérico da palavra hebraica para “escada” – Sulam (סֻלָם), é de 130 – o mesmo que para a palavra Sinai (סִינַי). Os “anjos” aludem a “Moshe (Torá) e Aharon (Sacerdócio)”, que subiam para os Céus e desciam. São aludidos assim como “anjos de D-us”, já que os profetas são também chamados de anjos (מַלְאָךְ). A palavra hebraica para anjo, Malach (מַלְאָךְ) significa ‘mensageiro’.

    Jacó acordou e exclamou sobre o sonho (חולם) com esmagadora admiração: “Certamente Adonay está neste lugar (בַּמָּקוֹם הַזֶּה), e eu não sabia disso.” E ele ficou com apreensivo e disse: “Quão maravilhoso é este lugar! Este não é outro senão a casa de D-us, e esta é a porta dos Céus.” E chamou o nome daquele lugar Beit El (בֵּית אֵל), ou seja, “a casa de D-us.” O local onde no futuro seria construído o ‘Templo Sagrado’ em Moriá, isto é onde Jerusalém está.

    A palavra hebraica para “lugar” é Makom (מקום), da raiz hebraica (קום) significando a ‘levantar-se’ (קום).
    Este Makom (מקום) em particular foi de fato o local onde a chamada de Jacó ‘levantar-se’ estava começando a ressoar!
    Podemos aludir a primeira letra de Ya’akov (Jacó) e “Makom” (Lugar), significando “Ya’kum” (יקום), que é traduzido como “todas as coisas vivas” (כל היקום), e é encontrado em Gênesis 7:4, Genesis7:23. O adentrar de Jacó ao Lugar (HaMakom) é o levantar/ressuscitar (קום) de todas as coisas vivas (כל היקום). Lembrando que HaMakom (המקום) é um dos nomes de D-us.

    “Certamente Adonay está neste lugar (אָכֵן יֵשׁ יְהוָה בַּמָּקוֹם הַזֶּה), mas eu não sabia” (Gn 28:16). Este evento marcou um despertar mais profundo em Ya’akov (Jacó) quando sentiu a ‘Presença de D-us’, mesmo em seu sono, mesmo no exílio, e até mesmo em sua ignorância… “Quão espetacular é este lugar” (מַה נּוֹרָא הַמָּקוֹם הַזֶּה), significando o “lugar da revelação”.
    Doravante Jacó começou a entender que o mundo inteiro está preenchido com a glória de D-us (Isaias 6:3), e que a mensagem da Torá está centrada em conhecê-Lo em todos os nossos caminhos (Provérbios 3:6)… “Quando Ya’akov (Jacó) recebeu a Ruach HaKodesh (Espirito santo – inspiração Divina) e viu o fim do exílio imediatamente fez a oração da noite (Ma’ariv)” (Sêfer Yalkut Reuvêni Pág. 241) A Ruach HaKodesh (Presença Divina) também é chamada de ‘oração/reza’ uma vez que todo o propósito de uma oração é se conectar a D-us (Zohar; bereshit vayteze).
    Os portões dos Céus estão abertos para aceitar a oração. Este é o significado do verso, “este é a porta dos Céus”. (וזה שׂער השׂמים)

    A visão de Ya’akov (Jacó) também ensina que o mundo é como uma escada, onde algumas pessoas “ascendem”, enquanto outros “descendem”. Algumas pessoas se tornam prosperas e alcançar status, enquanto outras se tornam pobres e necessitadas.

    Jacó chamou o lugar de Beit El (בֵּית אֵל) ou “Casa de D-us”, porque ele tinha visto a ‘Presença Divina’ (Memra) ali. O nome original da cidade era ‘Luz’ (לוז). A palavra ‘Luz’ (לוז) denota uma amendoeira, e para a cidade tinha sido dado esse nome por causa da árvore espessa que cobria sua entrada.
    No Zohar sabemos que o osso donde iniciará a ressurreição está na espinha do ser humano e também é chamado de ‘Luz’ (לוז). Este osso é indestrutível e permanente. Esta cidade na região de Moriá era chamada ‘Luz’ (לוז), porque se acreditava que o ‘anjo da morte’ não tinha poder naquela cidade. Ou ali era ‘O Lugar’ (HaMakom) do ‘levantar-se (Kum) sobre a morte’.

    D-us falou a Ya’akov (Jacó) num sonho: “E os seus descendentes serão como o pó da Terra (Gn 28:16)”. Mas; Que tipo de benção é essa? Sabemos que todos pisam sobre o pó da Terra!
    Provavelmente, D-us estava prevendo os muitos testes e provações que o Povo Judeu iria enfrentar ao longo da sua história: os exílios, as perseguições, o confiscar de bens, a pressão para se assimilar e negar a sua herança espiritual. Entretanto, D-us também estava comunicando um importante ponto de consolo e conforto: no futuro, nos dias finais da grande redenção, na época do Mashíach (Messias), o Povo Judeu superará aqueles que o perseguiram e sairá vitorioso, da mesma forma que no fim da sua vida, o perseguidor, de Jacó, é enterrado e coberto pelo pó da terra. (Rabino Zelig Pliskin).

    E esta pedra que hoje coloquei como coluna servirá de Casa de D-us; e de tudo o que me deres certamente te darei o dízimo. (Genesis 28:22)

    Esta pedra ficou conhecida como a ‘Pedra Fundamental’ (Even Shetiyá) sobre a qual o Templo Sagrado foi construído. A pedra estava no Santo dos Santos, e sobre ela a Arca Sagrada foi colocado.
    Jacó prometido para separar o dízimo de tudo o que ele ganharia a D-us. Este foi um décimo de toda a sua produção.

    Muitos anos mais tarde, quando o idoso Ya’akov (Jacó) pronunciou bênçãos sobre seus filhos em seu leito de morte, deu ao seu favorito, Yosef (José), a mais longa e mais complexa das bênçãos. No curso de seu pronunciamento, Jacó fez menção do ‘Poderoso de Jacó’ (אביר יעקב), ‘Pastor, a Pedra de Israel’ (רעה אבן ישׁראל) (Gênesis 49:24).

    Este é o único momento em que é feita menção específica da “Pedra de Israel” (Even Israel) em toda a Sagrada Escritura, e não surpreendentemente, foi proferida pela boca de quem trilhou um caminho feito de muitos degraus.
    Mais tarde, nas Escrituras, mais pedras estão a serem descobertas: “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular (ראשׂ פנה).” (Salmo 118:22), bem como a “pedra (Even) de tropeço, uma rocha (Tzur) que faz cair (ולאבן נגף ולצור) para as duas casas de Israel.” (Isaías 8:14).
    “Por isso diz Adonay Hashem: Eis que ponho em Zion uma pedra (אבן), uma pedra já experimentada, uma preciosa pedra angular para alicerce seguro; aquele que confia, jamais será abalado.” (Isaías 28:16).
    Finalmente, há a pedra que atingiu a estátua gigante de Nabucodonosor e quebrando-a em pedaços, enquanto a pedra (Even) “se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra” (Daniel 2:31-35).
    Curiosamente, a palavra Even (אבן) pode ser dividida em duas palavras: “Av” (אב) e “Ben” (בן), isto é: “Pai e filho”.

    ‘Naquele dia, quando todas as nações da terra estiverem reunidas para atacá-la, farei de Jerusalém uma pedra pesada (אבן מעמסה) para todas as nações. Todos os que tentarem levantá-la se machucarão muito’. (Zacarias 12:3)

    Sendo uma membra da família de BeTu’el e Lavan (Labão), o nome de Rachel (Raquel), não é muito diferente de sua tia Rivka (Rebeca), que está associada também com os negócios da família, assim como “Rachel” (רָחֵל) significa ‘ovelha’.
    Jacó menciona as ovelhas de Lavan (Labão) e seus caprinos em Gênesis 31:38, quando ele apresentou sua denúncia sobre o estilo de vida e as condições que foram impostas a ele.
    ‘Vinte anos eu estive com você. Suas ovelhas e cabras nunca abortaram, e jamais comi um só carneiro do seu rebanho. ’

    A palavra hebraica “Rachel” (רָחֵל) e no plural “Rechelim” são mencionadas relativamente raras na Tanach (Escrituras), um dos poucos casos sendo Isaías 53:7, onde o Messias é descrito como; “e como uma ovelha – “Rachel”- perante os seus tosquiadores”. (וכרחל לפני גזזיה)

    Considerando que a mãe de Jacó, Rebeca (Rivka) deu de beber aos camelos da comitiva do cervo de Abraão, no presente episódio pelo bem, seu filho é aquele que da agua aos rebanhos de seu tio (Gênesis 29:10). Então Jacó prossegue para beijar sua prima Raquel (רחל בת לבן אחי אמו).

    Em hebraico, essas duas ações são descritas assim: [va’yashek et tzon (וַיַּ֕שְׁקְ את צאן)] – e deu de beber ao rebanho; [Va’yishak Ya’akov le’Rachel (וַיִּשַּׁ֥ק יעקב לרחל)]” – e Jacó beijou Rachel ….
    Note a aliteração empregada aqui, insinuando o que em breve ia acontecer na vida de Jacó – “dar de beber” (trabalho) em troca de “beijar” (se casar com quem ele amava).

    Não podemos deixar de examinar o verbo “roubar”, que repete oito vezes no capítulo 31, e é usado em hebraico de uma série de maneiras.
    Aprendemos que Raquel roubou os ‘Terafim’ – ‘ídolos familiares’ – (התרפים), e imediatamente no verso seguinte diz literalmente que: “Jacó roubou, roubou o coração de Labão” (ויגנב יעקב את לב לבן) (Genesis 31:19-20).
    Este último acusou seu sobrinho de ter “roubado”, mais uma vez a tradução literal é “roubar meu coração”, seguida de “roubar” – literalmente “me roubar”, (demostrando a demagogia e hipocrisia de Labão) e além do mais, de “roubar” os ‘Terafim’ (ídolos familiares, da proteção da família).

    Em réplica contra essas acusações, Jacó disse, entre outras coisas: “Vinte anos estive com você. Suas ovelhas e cabras nunca abortaram, e jamais comi um só carneiro do seu rebanho. Eu nunca levava a você os animais despedaçados por feras; eu mesmo assumia o prejuízo. E você pedia contas de todo animal roubado de dia ou de noite”. (Gênesis 31:38-39).

    No entanto, a última expressão em hebraico é: “Eu fui roubado por dia e furtado de noite” – “Ganov e Gunaviti” (גנבתי יום וגנבתי לילה), descrevendo estado de vulnerabilidade de Jacó. Muitos anos mais tarde, seu filho favorito, Yosef (José), vai repetir essas mesmas palavras, enquanto na prisão egípcia: “Porque, na verdade, fui roubado – Ganov Gunaviti (גנב גנבתי)- da terra dos hebreus” (Gênesis 40:15).

    A ‘Aliança Abramica’ foi passada para Isaque, e não para Ismael. A visão da escada também aplica a passagem da ‘Aliança Abramica’ através Isaque e indo para Ya’akov (Jacó), não para Esaú. D-us declara que aqueles que abençoarem Abraão e seus descendentes da aliança seriam abençoados e os que os amaldiçoarem seriam amaldiçoados (Genesis 12:3 e 26:3-4 e 27:29 e 28:13-15). Considere isto: a natureza da aliança feita com Abraão é uma Brit Olam – Uma Aliança eterna, por isto o sinal desta aliança é a circuncisão (Brit Milá), pois passaria de geração em geração, pois cada semente de Abraão passaria por este sinal antes de fecundar o ovulo. (Jeremias 31:35-37)

    Shabat Shalom

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