Sukot e as águas da salvação-Mayim haYeshuah

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    sofer
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    Celebrareis esta como festa de Adonay, por sete dias a cada ano;… EU sou Adonay, vosso Elohim (D-us). Levítico 23:41-43

    As palavras: “Eu sou Adonay vosso Deus” só é mencionada em duas Festas –
    Shavuot e Sukot.

    Sukot Tabernaculos pertence as festas onde temos que peregrinar a Jerusalém.
    Os homens levavam ramos e cidrões (Lulav) e balançavam diante do templo e se alegravam diante de Adonay. [Levítico 23:40]

    Sukot é comemorado com grande alegria, e tem duas vertentes:
    1) a bondade de D-us durante o tempo no deserto
    2) com a conclusão da colheita. No último dia, o grande dia da festa (Sukot), levantou-se Yeshua e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba.
    João 7:37

    Cada manhã, era oferecida ao S-nhor para que ELE os abençoa se os com chuvas. Após cada amanhecer, enquanto os sacrifícios eram preparados, o Sumo Sacerdote (Cohen HaGadol), com música e adoradores, descia para o tanque de Siloé. Ele levava um jarro dourado que detinha mais de um quarto de água.

    Ele mergulhava a jarra no tanque e trazia de volta ao Monte do Templo.
    Outra cerimônia ocorria ao mesmo tempo, outra procissão descia para um local ao sul de Jerusalém [Motza] onde salgueiros do riacho cresciam em abundância.

    Eles levariam ramos de Salgueiros e traziam os ao templo. Teriam que colocá-los nas laterais do Altar formando troncos de ramos ao longo do Altar.

     

    O Sumo Sacerdote (Cohen HaGadol) iria entrar no Portão sul , chamado de portal da Águas. 3 ‘shofars’ de Prata eram tocados no Templo. O Sumo Sacerdote recitava Isaías 12:3
    ושׂאבתם מים בשׁשׁון ממעיני הישׂועה
    Cheios de alegria, todos irão até as fontes e tirarão das águas da salvação.
    (Mayim haYeshuaháguas da salvação)

    O Sumo Sacerdote subia até o alto da rampa do Altar, derramava a água perante Adonay, na bacia de prata e nesta mesma hora , derramava um copo de vinho na outra bacia. Três toques das trombetas de prata se seguiam dai começava o louvor com os Salmos 113-118.
    Oh! Salva -nos, Adonay, nós te pedimos; oh! Adonay concede-nos prosperidade! Bendito o que vem em nome de Adonay.

    A vós outros da Casa de Adonay, nós vos abençoamos.
    Salmos 118:25-26

     

    Messias Rei, que veio para libertar – salvar! –  hoshia na! Israel, em cumprimento do Salmo 118.

    Essa mesma idéia é vista em Apocalipse onde o povo redimido de D-us, com Palmas (Lulav) balançam em redor do trono.

    Depois destas coisas, vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas (Lulav) nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Elohim, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação. Apocalipse 7:9-10

    Os riachos ou rios são alimentados por nascentes, e são chamados de “Águas Vivas“, que significa água corrente. Era a mais pura, mais valorizadas das águas, nunca seca.

    No último dia da festa, Yeshua fez esta declaração.
    em João 7:38; Aquele que crê em Mim, como a escritura afirmou, de Seu ventre sairão rios de água viva

    Na tradição talmúdica rabínica liga a Cerimônia da Água com a Ruach HaKodesh (Espírito santo – Inspiração Divina).

    É ensinado em Gênesis Rabbah 70:1,
    Porque é que eles chamam assim: ‘A Casa de derramar’?
    Porque lá se derrama a
    Ruach Hakodesh (Espírito Santo – Inspiração Divina).
    E porque o nome se chama de ‘derramar a água’?
    Por causa do derramar do Espírito Santo, de acordo com aquilo que é dito:
    Com alegria que você tirará água dos poços da SalvaçãoTalmud [citação Midrash Ruth Rabbah 4:7].

     

    Como está escrito em Isaias:
    Vou fazer com que caia chuva no deserto e com que em terras secas corram rios. Assim também derramarei minha Ruach (Espírito – Sopro) sobre os seus descendentes e lhes darei as minhas bênçãos.
    Isaias 44:3

    Os antigos sábios Judeus acreditavam que a Ruach HaKodesh (espírito santo) de D-us veio sobre eles e manifesta-se através de uma grande alegria.
    O derramar do Espírito de D-us é uma relação à salvação, e pode ser encontrado em Isaías 32:15; 59:21; Ezequiel 11:19, 36:27, 37:14, 39:29; e Joel 2:28-29

    #24713

    sofer
    Participante

    Sukot e A Transfiguração – Moises e Elias.
    סוכות והשתנות – משה ואליהו.
    Fazendo uma analogia entre a Festa das Cabanas (Sukot) ou comumente conhecida como Tabernaculos e a transfiguração… Moisés e Elias, os representantes da Torá e dos Profetas, apareceram e conversaram com Yeshua (Jesus). E um dos Talmidim תלמידים (discípulos), Sh’mon Kefah- שמעון כיפא (Pedro), sugeriu a construção de três Sukot’- סוכות (cabanas), sendo uma para Yeshua O Messias, Moisés e Elias, ‘porque era necessário para a festa’, mas ele não entendeu que os três estavam cumprindo o que a estação festiva simbolizava: eles estavam morando em suas ‘Sukot’ (tendas) temporárias, esperando suas ‘Sukoteternas, a ressurreição para a vida Eterna.

    Moisés e Elias – משה ואליהו
    Os três Talmidim- תלמידים (discípulos) viram Yeshua na glória de seu PAI, que é D-us. O texto de Marcos 9:2 diz literalmente: ‘Ele foi transfigurado diante deles

    A metamorfose é o processo de mudança substancial (ou transfigurando) de um estado físico para outro. Eles o viram em uma forma e um estado em que nunca tinham visto antes. Seus olhos se abriram para a Sua glória. Está escrito em Marcos 9:03, ‘Suas vestes tornaram-se radiante e extremamente brancas

    Moisés e Elias apareceram a Yeshua (Jesus) como duas testemunhas. Eles são uma linguagem figurativa da Torá e os Profetas. Moisés referente à Torah, e Elias representa o resto das Escrituras Hebraicas. Nesse sentido, Moisés e Elias podem ser entendidos pela representação do testemunho do Tanach- תנ”ך (Escrituras) inteiro. Yeshua referia a este testemunho com freqüência.

    Um comentário Rabínico da antiguidade o Midrash Rabbah antecipava Moisés e Elias, para anunciar o advento do Messias: ‘O Santo, bendito seja Ele, disse a Moisés: ‘Moisés, pela sua vida, assim como você tem dado sua alma por Israel neste mundo, portanto, no futuro por vir, quando eu trazer o profeta Elias, o dois de vocês virão como um… Nesta hora que virão e confortarão Israel …’ (Devarim Midrash Rabbah 3:17)

    Em termos de vida e morte, Moisés e Elias formam um par interessante. Moisés morreu Elias não. Em 2°Reis 2, ele foi levado aos Céus num redemoinho. Porque ele nunca morreu, ele frequentemente faz aparições nas literaturas e contos judaicos. Ninguém sabe quando Elias pode aparecer. Um lugar é guardado para ele na mesa da Páscoa, e uma cadeira é geralmente guardada para ele no ritual da circuncisão. Elias não provou a morte.

    A presença de Moisés (que morreu) e Elias (que não morreu) no alto do Monte, com o testemunho de Yeshua constitui os vivos e os mortos. O Messias é, de acordo com Romanos 14:9, ‘Senhor tanto dos mortos como dos vivos.

    As Três Sukot
    Shmon Kefah- שמעון כיפא (Pedro) desajeitadamente sugere que eles devem construir Sukot, para os três. Em Marcos 9:6, os comentários sobre a sugestão estranha de Shmon Kefah (Pedro), dizendo: ‘Ele não sabia o que falar, porque ficaram aterrorizados’.

    A palavra hebraica para Tenta ou cabana (ou Tabernaculo), como indicado nas bíblias em Português é ‘Sukah’ Considere isto: É uma tradição judaica convidar pessoas para serem hóspedes na Suká durante a festa de Sukot. Como deve ter sido interessante para Pedro se encontrar nesta tradição, oferecendo para construir Sukot para Moisés e Elias.

    Agora considere Marcos 9:7: ‘Então, uma nuvem apareceu e os envolveu, e uma bat kol- בּת קול (voz Celestial, manifestação Divina) saiu da nuvem: ‘Este é o meu Filho amado. Ouça-o!’ A Bat Kol- בּת קול (voz Celestial, manifestação Divina) que veio da nuvem é para o benefício de Pedro, Jacó (Tiago) e João (e todos nós que lemos a sua história).

    A Voz ( manifestação Divina) dirigiu-se diretamente e explicitamente declarando Yeshua (Jesus) como o Messias, Filho de D-us, o Filho-Amado – O profeta como Moisés, cujas palavras devem ser ouvidas. Suas esperanças não foram em vão. Eles estavam seguindo o homem certo, mesmo que isso significasse que o seguir para Jerusalém, para a prisão, o sofrimento e a morte Dele.

    A Festa das Nuvens
    Surpreendentemente, a nuvem da glória também está associada com a Festa de Sukot (Tabernaculos- cabanas). Baseado na versão de tradução aramaica da Torá, alguns dos Sábios refere à festa de Sukot como a “Festa das Nuvens”, especificamente a Nuvem da glória que protegeu os Filhos de Israel no deserto.

    No Talmud há o registro de uma opinião que a Suká na qual os filhos de Israel estavam debaixo na época do deserto, era ninguém menos que a Nuvem da Glória (Shechinah, Manifestação Divina) que passou diante do exército de Israel.

    Rabi Eliezer disse: ‘Tem sido ensinado: ‘EU tive os israelitas sobre Sukot (cabanas)’. ‘Essas Sukot (cabanas) eram a Nuvem da Glória’. (Talmud Sukah 11b)

    Essa associação se baseia nas traduções aramaico da Torá. O ‘Targum’ traduz a palavra Suká com uma palavra hebraica que pode significar “nuvens” – que é Metalaya. O duplo sentido da palavra aramaica levou os Sábios Rabinos da antiguidade a interpretar as estruturas da Festa dos Tabernáculos como símbolos para a Nuvem da Glória (isto é, a Presença Divina) – Shechiná-, השכינה que cobria Israel no deserto.

    Na narrativa da Transfiguração, a Nuvem da GlóriaShechiná aparece imediatamente depois de Sh’mon Kefah- שמעון פטרוס (Pedro) se oferecer para construir três ‘Sukot(Cabanas). A conexão entre o Sukot, a festa de Sukot, e a Nuvem da GlóriaShechiná – השכינה é óbvia por este ponto de vista.

    Além disso, a interpretação que liga a Festa de Sukot (Tabernaculos) e a Nuvem da Glória pode vir, em parte, de Isaías 4, onde o profeta Isaías chama a imagens de Sukot quando ele fala da Jerusalém da Era Messiânica.

    Então Adonay irá criar em toda a área do Monte Sião (הר ציון -Har Tzion) e sobre as suas assembléias uma nuvem durante o dia, e o brilho de um fogo flamejante de noite… Haverá uma Suká- סוכה para dar sombra contra o calor durante o dia, e refúgio e proteção contra a tempestade e a chuva. Isaias 4:5-6

    As narrativas de Isaías sobre a Jerusalém são, obviamente, emprestadas das narrativas encontradas na Torá na época do êxodo no deserto. Ele a chama de uma ‘Sukah’. Assim, como no deserto a Nuvem da GlóriaShechiná (Presença Divina – Espírito Santo) que conduziu Israel através do deserto e descansou sobre o Monte Sinai, e encheu o Mishkan- משכן (Tabernáculo), isto é especificamente relacionado com a Festa de Sukot e a Era Messiânica por vir (o milênio).

    O Messias como a ‘Luz do Mundo’
    De acordo com as Escrituras, a experiência da alegria, que durante Sukot, é apenas uma amostra de uma maior alegria por vir. “Na verdade, todo o simbolismo da festa, que começa com a colheita concluída, para o qual foi uma ‘ação de graças’, aponta para o futuro. Os antigos rabinos admitiam isso.” Edersheim [, Alfred. The Life and times of Yeshua the Messiah. Grand Rapids, Eerdmans, 1976, p. 149.]
    Aqueles que viviam no tempo de Yeshua (Jesus) reconheciam o significado profético da festa de Sukot e assim a cerimônia celebrada nesses dias tem implicações proféticas e escatologias. Um dos maiores desses rituais era a iluminação do Beit HaMikadesh בית המקדש – Templo.

    Ao longo dos anos, o templo tornou-se central para a festa de Sukot. Na verdade, o Rei Salomão escolheu a Festa dos Tabernáculos (Sukot) como o tempo para dedicar o primeiro Beit HaMikadesh בית המקדשTemplo.

    Com as pessoas celebrando, a glória de D-us a Nuvem da GloriaShechiná (Presença Divina – Espírito Santo) enchia o Beit HaMikadeshTemplo. D-us mostrou sua Graça e misericórdia, vindo novamente a habitar entre o SEU povo, assim como havia feito no deserto.
    Muitos Anos mais tarde, a Arca da Aliança foi capturada e a glória do S-nhor se “retirou” do Templo. No entanto, o Templo permaneceu o foco da festa através de cerimônias esplêndidas, como o ‘Ritual da Iluminação’.

    A história registra que 4 Menoras’- מנורות (candelabros) enormes foram construídas, iluminadas, com a participação de jovens subindo as escadas, periodicamente, com jarros de óleo para mantê-las acesas. As luzes dessas lâmpadas iluminavam para a cidade inteira, e em torno deles os homens dançaram com tochas nas mãos, cantando hinos e cânticos de louvor (Salmos). A dança, assim como a música continuava até o amanhecer. Era uma esplêndido.

    Além disso, no centro do Pátio, lá estavam 3 ‘Menoras’ de 75 pés. Suas mechas eram fabricadas a partir das peças desgastadas das roupas dos sacerdotes. Cada Menorá – מנורה tinha quatro longas escadas que conduzem as lâmpadas e eram usadas para encher as lâmpadas com azeite. Contra o pano de fundo a lua cheia, a luz do Templo era de tirar o fôlego. Os membros do Sinédrio realizavam bailes de tochas acesas, enquanto a luz das ‘menoras’ inundavam o Templo e vistas pelas ruas de Jerusalém

    Em seguida, um grupo de levitas reunia-se no Pátio Interior. Uma vez formado, o grupo de levitas seguiam pelo ‘Portão de Nicanor’ para ficar no topo dos 15° degraus que levam até o Pátio das Mulheres. Todas as flautas, trompetes, harpas e outros instrumentos de corda eram usados enquanto os levitas cantavam os 15° salmos dos degraus [Salmos 120-134]. Com cada Salmo, desciam para o próximo degrau. Nada no antigo Israel é comparado em relação como o ‘Ritual da Iluminação’.
    O PONTO: a ‘celebração da Luz’ lembrava os Filhos de Israel da Descida da Nuvem da GloriaShechiná nos dias de Salomão. Nos também aguardamos com expectativa o retorno Nuvem da GloriaShechiná ‘nos dias do Messias’ [Ezequiel 43:1-6]

    HaOhr – האור A Luz
    Quando O Messias declarou-se como A Luz do Universo, Ele refere também à salvação e perdão dos pecados que Ele ofereceu a todos os que confiam Nele. Está escrito em Isaías 49:6: ‘Vou te dar também como a luz para os gentios, para ser a minha salvação até os confins da terra’. (João 8:12).

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