Tzedaká – Terumah – Êxodo 25:1 a 27:1

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    sofer
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    Tzedaká
    Nesta semana da leitura da porção (ou seja, Terumah – Êxodo 25:1 a 27:19), Hashem (D-us) pediu a Moisés para pedir aos israelitas para fornecer materiais necessários para representar o Trono celestial sob a forma de uma estrutura de tenda chamada Mishkan (i.e., Tabernáculo). Ouro, prata, latão, fios vermelhos e roxos, linhos finos, óleos, especiarias, pedras preciosas, etc., eram necessários.

    Nenhum presente, doação, oferta foi considerado muito pequeno, e quem se sentia tocado pelo S-nhor deveria fazer isto livremente, sem compulsão, sem imposição (a “casa de D-us” é sempre construída pelo amor dado livremente, sem coerção, sem manipulação).

    Adonay disse a Moisés; ‘façam-me um santuário (Mik’dash) para que EU possa habitar no meio deles. Exatamente como o modelo que EU mostrar-lhe do Tabernáculo e de todos os seus móveis, assim que você deve fazê-lo. ’
    O restante da porção de leitura começa descrevendo a visão que D-us deu a Moisés sobre o modelo segundo o qual o Tabernáculo e seus diversos mobiliários deviam ser feitos…

    Observe que a Parashá (porção de leitura semanal) começa com; ‘tragam-me uma oferta’ (וְיִקְחוּ־לִי) em vez de; ‘me dêem uma oferta’. (Êxodo 25:1-2).
    Os antigos sábios rabinos ensinavam que quando damos Tzedaká (“caridade” – justiça social), pode parecer que estamos dando algo da nossa própria substância por amor ao outro, mas na verdade estamos realmente recebendo ou tomando, uma vez que estamos “espiritualmente” recebendo de volta muito mais do que nós damos (tanto nesta vida e especialmente no mundo por vir).

    A recompensa em troca pelo que damos, sempre é muito maior do que tudo o que nós originalmente demos. Assim, o texto implica que dando realmente é uma espécie de ‘receber de volta… ’
    Isto vai de encontro com as palavras do Messias que quando damos a outras pessoas é quando realmente recebemos de D-us; ‘Dêem, e lhes será dado: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois à medida que usarem também será usado para medir vocês’. (Lucas 6:38).

    Essa linha de pensamento vai de acordo com um antiguíssimo pensamento judaico descrito no Talmud.
    Veja…

    ‘O Rabino Assi ensinou; ‘A Tzedaká (Caridade) é de igual importância para todas as outras Mitzvot (mandamentos) combinadas’, e o Rabino Yehudah ensinou da mesma forma; ‘dez coisas duras foram criadas no mundo. – A rocha é dura, mas ferro a corta. Ferro é duro, mas fogo suavizá-lo. O fogo é poderoso, mas água extingue-o. A água é pesada, mas nuvens transportam-na.
    As nuvens são espessas, mas vento as espalha. O vento é forte, mas um corpo resiste a ele.
    O corpo é forte, mas medo o esmaga. O medo é poderoso, mas vinho (álcool) o espanta. O vinho (álcool) é forte, mas sono o toma.
    A morte é mais forte do que tudo, ainda assim a Tzedaká (“caridade”) desvia-nos da morte. Pois está escrito; ‘A Tzedaká (caridade) livra da morte’ (Provérbios 10:2). (Talmud -Baba Batra 9ª e etc.)
    צדקה תציל ממות
    A Tzedaká (caridade) livra da morte.
    (Provérbios 10:2).

    Com efeito, o Novo Testamento da força ao significado interno da revelação da Torá que somos abençoados quando damos Terumah (Ofertas, doações, presentes) para aqueles em necessidade. ‘D-us ama quem doa de coração’.

    Os Hassidim (Seguidores) de Mashiach Yeshua devem ser marcados pela bondade (טוֹבָה) expressa na generosidade (נְדִיבוּת).
    Os frutos do Espírito (פְּרִי הָרוּחַ) constituem a conseqüência sobrenatural da graça e do amor de D-us no coração de quem confia no Messias (ver João 15:1-8).

    Aqueles que são Tzadik (justos) andarão em Tzedaká, (Caridade – justiça social) assemelhando-se o caráter do próprio Messias
    (1º João 2:29)
    Note que; no pensamento bíblico fazer caridade (Tzedaká) e trazer justiça ‘social’ (Tzedaká). Quando doamos, contribuímos e etc… para o próximo e o nosso semelhante estamos trazendo justiça ‘social’ ao mundo também.
    Um dos pilares do Judaísmo é a Tzedaká que pode ser traduzida como Justiça Social e que se compõem de múltiplas Mitzvot – Mandamentos. A prática de Tzedaká é milenar e está inserida em todas as instituições judaicas, religiosas ou não.

    #24262

    sofer
    Participante

    תרומה
    Terumá (oferenda de elevação)
    Leitura publica para Sábado 5/02/11
    Parashá: Êxodo 25:1 a 27:19
    Haftará: 1°Reis 5:26 a 6-13
    Brit Hadashá: 2°Corintos 9:1-15

    Começo esta Parashá (Porção) com perguntas profundas:
    *Para que eram os sacrifícios de animais?
    *Por que os Apóstolos continuavam a oferecer sacrifícios mais de 30 anos após a morte e ressurreição de Yeshua (Jesus)? (Atos 21:17-26)
    *Por que os Profetas anunciaram a volta dos sacrifícios nos tempos futuros?
    *Por que nós não oferecemos sacrifícios nos dias de hoje?
    *Yeshua (Jesus) foi um sacrifico humano?
    Para parar e pensar.

    Muitas vezes lemos a Torá como se fosse um simples livro de histórias que nos transmite alguns ensinamentos morais. Mas isso é um grande erro, a Torá é chamada de “Torat Chayim” (Instruções de Vida) justamente porque em cada versículo e em cada palavra estão contidos muitos ensinamentos de como viver da maneira correta. Um bom exemplo é o início desta Parashá.
    Em Êxodos 25:1-2:
    Então disse Adonay a Moisés:
    Fala aos filhos de Israel que me tragam uma contribuição; e toda pessoa cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a contribuição.

    De acordo com nossos sábios, a palavra Hebraica, “Terumah” é “um termo técnico que significa especificamente àquilo que é reservado por seu proprietário para um uso especial”. “O efeito destas contribuições era elevar o doador em seu conceito de prosperidade na qual o Eterno tinha o abençoado”. Ou seja, é uma palavra que significa ‘contribuição’ ou ‘oferta ou presente de coração’.

    A porção desta semana começa com D-us pedindo presentes daqueles que de coração quisessem dar, tudo isto para prover os materiais para a construção do Mishkan Kodesh – O Santo Tabernaculo, uma estrutura onde representaria a Presença de D-us entre os Israelitas durante sua jornada ate a Eretz Israel – Terra de Israel, a terra prometida.

    Adonay diz a Moshé nesta Parashá para arrecadar contribuições para a construção do Tabernaculo móvel o Mishkan. Era para os filhos de Israel construir “um lugar de habitação” para o Eterno na terra, e estas contribuições eram para serem voluntarias e de coração.

    A palavra Mishkan vem da raiz hebraica shchan que significa ‘habitar’.
    Este Tabernaculo santo foi feito com a intenção para prover um lugar para os sacrifícios e confraternização com Adonay o D-us de Israel. Desde que sabemos que o Tabernaculo representava um lugar da habitação da Presença de D-us entre os filhos de Israel e a humanidade. Que mais tarde ficou associada a Shechiná ou seja a manifestação da Presença de D-us entre os filhos de Israel.

    Toda a oferta voluntaria deviam ser usadas para fazer os “céus na terra.” Era a primeira vez que o Remidor pedia algo para si mesmo do seu povo remido.

    A intenção de Adonay era ELE mesmo trazer a gloria para si mesmo através da beleza do Tabernaculo com as ações que ocorreriam lá, e através de seu povo, os quais dariam livremente as contribuições, Ele tinha-lhes demonstrado inteiramente que eles eram dignos de tudo que possuem.

    As palavras “de todos” parecem na primeira vista serem supérfluas, mas na realidade contêm uma lição profunda. Benditos são aqueles justos que direcionam todos seus pensamentos e desejos no Rei celestial, e cujas aspirações são dirigidas, não para as coisas fúteis e tolas deste mundo e de suas luxurias, mas sim a unir-se ele mesmo de coração inteiro ao mundo “acima” a fim extrair no mundo ‘abaixo’ o favor do S-nhor dos céus à terra. (Zohar soncino Itália – shemot)

    Considere Êxodos 25:8 – 9:
    Me farão um santuário, para que eu habite no meio deles.
    Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.

    A única construção que foi construída na terra com total perfeição deste o começo ate o fim e em cada detalhe deste o mínimo ao maior foi o Tabernaculo móvel o Mishkan construído por Moises no deserto e que durou ate a época do rei Salomão e foi o modelo para o Templo – Beit HaMikadesh.

    Moisés recebe minuciosas instruções sobre a construção da Arca e da Menorah, assim como todos os detalhes para erguer o Tabernáculo, um templo que possa ser transportado através do deserto.
    Habilidade, kavaná (intenção do coração) generosidade, o desapego das doações em ouro, pedras preciosas, madeira e incenso: tudo isso entra na construção do Tabernáculo, que será o ponto focal da comunidade no Sinai, o lugar de conexão, o lugar que antecede o Templo de Jerusalém, mais tarde o centro irradiador da identidade nacional e da Fé.

    E porque o Tabernaculo foi construído? Para que o Eterno pudesse habitar no meio ao seu povo os filhos de Israel aqui na Terra. O povo não precisaria subir a montanha como Moises, mas o próprio D-us desceria ao encontro do seu povo.
    E ao mesmo tempo não comprometeria sua santidade o Tabernaculo onde a própria Shechiná era visível e também era o lugar desta separação entre o sagrado e o secular.

    No Midrash, Talmude e a Igeret Ivrim (carta aos hebreus) todos concordam que o Tabernaculo foi feito de acordo com o padrão celestial do lugar da moradia de D-us nos reinos celestiais.

    Atenta, pois, que os faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte. Êxodo 25:40
    As descrições detalhadas estão descrevendo cópias modelos do Tabernaculo Celestial.
    Isaías 66:1 – 2 lêem:

    Assim diz Adonay: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés.
    Que casa me edificaria vós? E que lugar seria o do meu descanso?
    A minha mão fez todas essas coisas, e assim todas elas vieram a existir, diz Adonay; mas eis para quem olharei: para o humilde e contrito de espírito, que treme diante da minha palavra.

    Sua “preparação de seu Tabernaculo”, ou seja, ‘você’, consiste em duas características: “um espírito” e esse humilde e contrito coração e quem treme diante da palavra de D-us. Contrição é o arrependimento sincero, Isto força a pergunta – é este você?

    Mikadash e Mishkan
    Duas palavras Hebraicas são usadas descrever o Tabernaculo as quais são:
    Mikadash e Mishkan.

    1° *Mikadash
    Está em Êxodos 25:8:
    E me farão um santuário (Mikadash), para que eu habite no meio deles.
    A palavra Hebraica, Mikadash, significa lugar separado, lugar especial, ou seja, santo vem da raiz Kodesh que significa separado, especial, santo. Esta palavra mostra que Moises devia construir um lugar especial, tudo devia ser especial para o lugar. Quando o povo viesse a este lugar, teriam que passar determinados rituais em ordem a ser separado de seu mundo rotineiro e participar em “outro mundo”.

    2° *Mishkan
    A palavra “mishkan” carrega uma outra idéia envolvida nela. É projetada para revelar verdades sobre quem “residiria” lá.
    Esta idéia é conectada pela palavra Hebraica “mar’ah”, que poderia ser traduzida como “uma visão.” Adonay mostrou a Moises uma visão deste lugar no Monte Sinai.

    Em Êxodos 25:9:
    Conforme a tudo o que Eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim desta forma você fará.

    Á Moises foi mostrado um modelo ou uma cópia, e dado as instruções detalhadas, que de forma nenhuma poderia ser mudada. Isso é o que no livro de Hebreus explicava a respeito da natureza do Tabernaculo. O Messias entrou em um lugar santo nos reinos celestiais e fez então a expiação para os pecados ou continua. Este lugar santo nos reinos celestiais foi retratado na terra com uma cópia.
    Vemos em Hebreus 9:23 – 24:

    Era necessário, portanto, que as copias das coisas que estão nos céus fossem purificadas com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes. Pois O Messias não entrou num santuário feito por mãos, copia do celestial, mas no próprio céus, para agora comparecer por nós perante a face de D-us; …pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” (Heb. 9:11, 12)
    O simbolismo rico é revelado no Tabernaculo, mas é também importante o que significado simbólico possui, nós não devemos afrouxar o fato que D-us instruiu Moises a construir um Tabernaculo real.

    Esta “cópia” real era um lugar onde o povo poderia começar a participar no “mundo” de D-us.
    Quando Moises fez o Tabernaculo no deserto, um outro tal foi levantado nas esferas celestiais, como nós aprendemos das palavras: “E veio passar… que o Tabernaculo foi erguido”, a referência que é ao outro Tabernaculo, àquela que estava acima, a saber o Tabernaculo “do novo homem ”, Metatron (O Messias), em grandiosidade. (Soncino Itália: Zohar)

    No Talmud nossos rabinos ensinaram.
    Disse o filho de Kapara: maiores são os atos dos justos que a obra dos céus e terra. Pois a respeito da obra do Criador está escrito: “Também Minha mão fundou a terra, e Minha mão direita construiu os céus” mas sobre a obra dos justos está escrito:”O Santuário de D-us que Suas mãos fundaram. Talmud, Ketuvot 5a :”
    D-us transforma o “espiritual” num mundo físico, e o justo transforma a fisicalidade do mundo em “espiritualidade”. Rabi Baal Shem Tov (1698 -1760)

    A segunda palavra Hebraica, Mishkan, vem da raiz “eu residirei.” Ou Residir como já vimos.
    D-us instruía a Moshé construir uma “moradia” que separada de tudo, onde D-us poderia descer e estar no meio do seu povo.

    Em João podemos encontrar a palavra grega skenê que não faria sentido nenhum se a pessoa não entender a cultura judaica da época de Yeshua (Jesus), pois a palavra em grego ‘skenê’ retratada no evangelho segundo João era pra se referir a Yeshua (Jesus) que habitou entre nós. Skenê literalmente significa ‘tabernaculou’ entre nós, fazendo alusão ao Tabernaculo de D-us no deserto.

    E o Verbo se fez carne, e tabernaculou entre nós, cheio de chesed (graça) e de emet (verdade); e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.
    João 1;14
    Quando João usa a palavra tabernaculou entre nós, ele quer dizer que o Messias o Noivo veio ao encontro da sua noiva, o povo da aliança ele entrou no santos dos santos onde ali ficavam as tabuas da Lei a aliança que D-us tinha feito com os filhos de Israel no monte Sinai, representando a Ketubá (o contrato de casamento).

    Uma curiosidade é que quando o Tabernáculo era montado, a cada vez que o povo de Israel parava no deserto, ele era montado de dentro para fora, ou seja, do Santo dos Santos até o pátio!
    A porta do Tabernáculo ficava virada para o leste, o lado onde nasce o sol. Quando o dia nascia a primeira coisa que viam era o nascimento do Sol. (Malaquias 4.2.). Os pães eram colocados em duas fileiras de seis, perfazendo um total de doze pães. Já isso nos fala das doze tribos de Israel.

    Considere João 1:17-18: Porque a Tora foi dada por intermédio de Moises; e a Chesed (graça) e a Emet (verdade) por intermédio de Yeshua HaMashiach. Ninguém jamais viu a Elohim (D-us). O seu unigênito (ben Yachid), que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.
    Matan Torah (a dádiva da Torá). A Torá foi dada por D-us através de Moises como podemos ver em êxodos 31:18 , 34:28 e Deuteronômio 32:46.
    A Chesed e Emet (graça e verdade).

    Podemos ver a graça e a verdade sendo pronunciadas no monte Sinai ao mesmo tempo em que a Torá (lei) estava sendo oficializada ao povo de Israel, Vemos que a presença Divina do Filho que detém o nome IHVH (Adonay), passa por Moises declamando a chesed (graça) e a Emet (verdade). Como podemos ver claramente em Êxodos 34:5-6:
    Adonay desceu numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou em nome de Adonay. Tendo Adonay passado perante Moisés, proclamou: Adonay, Adonay, Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em Chesed (Graça) e Emet (verdade);
    וירד יהוה בענן ויתיצב עמו שם ויקרא בשם יהוה
    ויעבר יהוה עלפניו ויקרא יהוה יהוה אל רחום וחנון
    ארך אפים ורב חסד ואמת
    Adonay (O filho a imagem do Pai) desceu numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou o nome Adonay. (o Nome do Pai, o qual ele detém). Tendo Adonay (o filho, que é a imagem do Pai) passado perante Moisés, proclamou: Adonay, Adonay, Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em Chesed (חסד Graça) e Emet (אמתverdade);
    ADONAY, ADONAY, EL Rachum v’Chanún Érech Apaiym ve’rav Chêsed v’Émet
    Podemos ver também está comparação de Graça e verdade nos salmos 25:10: Todas as veredas de Adonay são (Graça) Chesed e (verdade) Emet para aqueles que guardam o sua Aliança e os seus testemunhos. Ou Salmos 40:11: não escondi da kahal rav – grande congregação a tua Graça (sua Chesed) e a tua verdade (sua Emet). Ou Salmos 85:11. A Graça (chesed) e a verdade (Emet) se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.
    Temos também que levar em conta o que está escrito em Provérbios 30:4: Quem subiu aos céus e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Mas amarrou as águas no seu manto? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu FILHO? Certamente o sabes!

    Lãs e linho
    Considere Levitico 19:19:
    Guardareis os meus estatutos. Não permitirás que se cruze o teu gado com o de espécie diversa; não semearás o teu campo com semente diversa; nem vestirás roupa tecida de materiais diversos.
    E em Deuteronômio 22:11:
    Não farás roupas de lã e linho juntamente.
    Os materiais de construção usados para o Tabernaculo são agrupados em sete categorias:
    *metais
    *fios tingidos
    *telas (peles de carneiro tingidas de vermelho, peles de ‘Tachash’)
    *madeira
    *óleo
    *especiarias
    *pedras preciosas.
    Uma característica interessante sobre algumas das telas que estão sendo usadas é que às vezes estas telas consistem em uma mistura das lãs e do linho. Tal mistura de lãs e linho é proibido. No Hebraico ou no dito judaico popular esse tipo de uma mistura de dois tipos do material para fazer uma parte do pano é chamado sha’atnez.

    A roupa não deve geralmente ser feita do material deste tipo de fibras misturadas.
    Contudo todo o véu que separa o Kadosh haKedoshim (Santos dos Santos) do santuário, a cortina na entrada no Santuário, da tenda e ate mesmo peças da roupa ritual do Cohen haGadol (Sumo Sacerdote), é ordenado para ser feito desta mesma mistura (sha’atnez) que é proibida aos filhos de Israel.

    Adonay designou determinadas coisas reservadas para o mais “Santo”. Seu uso fora desse contexto não é permitido. Não há nada inerente de impuro ou não santo sobre panos misturados.
    Esta compreensão é uma chave para corretamente compreender os princípios atrás de tudo que é Kosher (limpo – permitido) e Trefá (impuro), Tudo isto tem a ver com D-us de como ELE quer que o sirvamos ou o adoremos.

    Entre todos estes materiais, um deles intrigou os nossos antigos rabinos: O Tachash. Que animal seria este, o Tachash? A interpretação mais conhecida é que se tratava de um golfinho. Segundo Onkelos, o tradutor clássico da Torá para o aramaico o Targum (35 a 125 A/C).
    Onkelos entendia que o termo tachash derivava do aramaico Sas Gavnah. Por sua vez, no Talmud no tratado de Shabat, nossos sábios dizem que Sas é alegria em hebraico, Gavnah é cores em aramaico, portanto, parece que este golfinho tinha uma pele alegremente multicolorida.

    Mas no Midrash Tanchuma (antigos comentários rabínicos) o Rabino Yehudah dizia que “o Tachash não era um golfinho, mas sim um animal do deserto com um chifre na testa e a pele mesclada com seis cores diferentes. Um unicórnio! Segundo o Rabi Yehudah, este ser maravilhoso teria existido para que da sua pele fossem feitas as cortinas do Tabernaculo – Mishkan. Depois disso – entrou em extinção.”
    Uma tradicional canção de celebração de Shabat diz assim:
    ‘Ismechu be’malchutechá, shomrê Shabat ve’corê óneg, óneg Shabat.’ ‘Alegremo-nos com o Shabat – suas cores, cheiros, sabores e sons.’

    Estaremos assim compartilhando das mesmas sensações que nossos antepassados tiveram no deserto, no Tabernaculo, perto de D-us, como tudo o que há de mais maravilhoso em Seu Reino.

    De acordo com o padrão
    Êxodos 25:9:
    “você deve o fazer de acordo com tudo que EU te mostro…. o projeto do Tabernaculo e o projeto dos moveis….”
    Adonay está falando a Moises durante os quarenta dias que ele ficou no alto do Mt. Sinai. De tudo como eu te mostro disse Adonay, isto é Moises viu o Tabernaculo celestial e anotava tudo.

    Considere Hebreus 8:5:
    Os quais servem àquilo que é copia e sombra das coisas celestiais, como Moisés foi divinamente avisado, quando estava para construir o tabernáculo; porque lhe foi dito: Olha, faze conforme o modelo que no monte se te mostrou.

    ‘Onde está D-us?`, pergunta o Kotzker Rebbe (1787-1859), e ele mesmo responde: ‘Em todos os lugares em que O deixemos entrar`.

    O caminho da conexão “espiritual” tem contornos fugidios e insondáveis, mas aqueles que vivenciaram momentos de interação com o Divino afirmam que isso só pode ocorrer a partir de corações que estejam receptivos e abertos. Aqueles que trazem suas oferendas para a construção do Tabernáculo (externo e interno) abrem-se à presença da Shechinah.

    Podemos dizer que o Tabernáculo, internamente, é como que um alicerce fundamental na construção de nós mesmos, um espaço onde podemos acessar talentos e competências essenciais, para que sejam cultivados com carinho e dedicação e para que possamos estar presentes, por inteiro, em cada momento de nossas vidas.

    O santuário tinha um pátio exterior, onde se encontravam o altar para queimar as ofertas, a vasilha usada pelos Cohanim (Sacerdotes) para a lavagem das mãos e o Tabernáculo que estava dividido em duas câmaras, por uma cortina.

    A câmara exterior chamava-se Kodesh (lugar sagrado), onde estavam o candelabro de puro ouro, lavrado, com seis braços, três de cada lado. E o Mizbeach Haktoret (altar do incenso).

    A câmara interior, chamada Kodesh Hakodashim (Santo dos Santos) era um espaço onde apenas podia entrar o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) e unicamente em Yom Kipur. (Dia da Expiação – Perdão) No seu interior encontrava-se o Arón (arca), que continha as duas tábuas de pedra nas quais estavam gravadas as Dez Palavras (Mandamentos.)

    A arca era de madeira de acácia revestido de ouro puro com dois querubins de ouro nos extremos do propiciatório. Também existia uma mesa de madeira de acácia ravestida com ouro com molduras, para colocar o pão da proposição (Lechem Panim).
    Mas do Filho (Yeshua) diz: O teu trono, ó D-us, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Hebreus 1:8

    O Altar do Tabernaculo
    Apesar de estar localizado no pátio do Tabernáculo, a céu aberto, a chuva nunca extinguiu seu fogo. Além disso, a coluna de fumaça que se desprendia dele subia aos Céus na forma de uma coluna perfeitamente ereta e não era dispersa pelo vento.
    A palavra hebraica para ‘altar’ é ‘Mizbeach’ e as letras hebraicas que formam a palavra Altar indicam quatro coisas que eram providas pelo Altar.
    *Mechilah – perdão
    *Zechut – mérito
    *Brachah – bênção
    *Chayim – vida
    O Templo Sagrado em Jerusalém ficava no Monte Moriá. D-us fez com que o Altar de Cobre, ficasse num local muito especial sobre aquela montanha. Foi construído exatamente no mesmo local do qual D-us pegou terra com a qual criou o primeiro homem, Adão; onde a humanidade ofereceu seus primeiros sacrifícios através de Caim e Abel (filhos de Adão); onde Noé construiu um altar após o Dilúvio; e onde Abraão atou Isaque com intenção de sacrificar seu filho a D-us.

    O Espírito Santo de D-us
    Considere.
    ‘… A quem eu tenha enchido do Espírito de sabedoria…’ Êxodo 28:3.
    O Espírito Santo de D-us, também é conhecido como o Espírito de sabedoria
    (Efésios 1:15-18)
    רוח הקודש
    Ruach Hakodesh
    (sopro Santo- espírito santo – inspiração Divina)
    Introdução:
    Ruach HaKodesh: Tradução literal Sopro ou vento separado, especial, santo. É uma palavra hebraica feminina.
    Não me lances fora da tua face, e não retires de mim a tua Ruach HaKodesh (espírito Santo- inspiração Divina) Salmo 51:11
    O Ruach El (Espírito ou inspiração de D-us) me fez; e a neshmat Shaday (respiração do Todo-Poderoso) me deu vida. Jó 33:4
    Deste o tempo da criação, constantes referencias foram feitas nas santas escrituras ao Messias e a esperança messiânica de Israel. O Ruach Elohim (espírito de D-us) movia-se sobre a face das águas: O espírito de D-us alude ao Messias. (Midrash Bereshit Rabbah 2; Midrash Vayikrá Rabbah 14)
    O Espírito Santo é o próprio D-us em si…

    No Tanach (sagradas escrituras) a palavra ruach geralmente sempre significa sopro, vento, inspirar (no latim espíritus e no grego pneuma) seja de animais ou de seres humanos (Genesis 7:15. Salmos 104:25-29 e Isaias 42:5. Ezequiel 37:5).

    D-us é o EL Elohei haRuchot (D-us dos espíritos – sopros da vida) números 16:22, D-us é o provedor de todos os sopros de vida (espíritos). Que, enquanto em mim houver Neshmat (alma, alento de vida), e o Ruach (sopro – espírito) que vem de D-us está nas minhas narinas, (Jó 27:3). Nas mãos de D-us está a alma de todo ser vivo, e o Ruach (espírito – sopro de vida) de toda a humanidade. (Jó 12:10. Isaias 42:5) Atribuído na humanidade o Ruach (espírito) denota um principio de vida ou algo que da vida a Nefesh (alma) o seu ser.

    O Ruach mostra a imagem divina do ser humano. Espírito não é uma entidade como podemos verificar através das escrituras sagradas. E o espírito vem de D-us para que o homem se torne uma alma vivente.

    Agora quando atribuído a D-us (Ruach HaKodesh , Espírito Santo e etc.) a palavra Ruach (sopro –espírito) indica atividade criativa, energia (Genesis 1:2) poder ativo , energia (Isaias 40:13).

    O Espírito de D-us também indica providencia (Jô 33:4. Salmos 104:30) redenção (Ezequiel 11:19. Ageu 2:5) e dando poder ao Messias (Isaias 11:2. 42:1. 61:1).

    O Espírito Santo é o próprio D-us, não uma terceira entidade separada de D-us. Embora toda a humanidade participe do espírito de D-us o qual nos fez almas viventes. O espírito separado, especial, santo de D-us só alguns o recebe, aqueles a quem D-us os aprove dar.

    Podemos identificar através das escrituras;
    רוח אלוהים
    Espírito de D-us. Ruach Elohim (referencias: Genesis 1:2. 41:38. Êxodo 31:3. 35:31 Números 24:2. 1° Samuel 10:10. 11:6 16:15 -23. 2° Crônicas 15:1 . 24:20)
    Em muitos casos das referencias acima o espírito de D-us veio sobre cada individuo e capacitou-os a falar e agir em nome de Adonay Deus.
    רוח יהוה
    Espírito de Adonay (יהוה). Ruach Adonay (referencias: juízes 3:10. 6:34. 11:29. 13:5. 14:6.19 . 15:14. 1° Samuel 10:6 16:13 19:9
    2° Samuel 23:2. 1°Reis 18:12. 22:24 2°Reis 2:16 2° Crônicas 18:23 20:14 Isaias 11:2 40:7 59:19 63:14. Ezequiel 11:5 Ósseas 13:15 Miquéias 2:7 e 3:8)
    רוח הקודש
    Espírito Santo. Ruach HaKodesh (referencias: Salmo 51:11 e todo novo testamento, aparecendo já em Mateus 1:18 e Lucas 1:41 Lucas 2:25-27)
    Nota: no período do segundo templo e na época de Yeshua (Jesus) o termo Ruach HaKodesh era muito usado pra se referir a Adonay יהוה, para evitar de escrever o nome sagrado de D-us e não profaná-lo.

    יהוה אדני רוח
    Espírito do Senhor Adonay יהוה . Ruach Adonay Adonay יהוה. (Referencia: Isaias 61:1)

    אל רוח
    Espírito de D-us. Ruach El. (referencias: Jó 33:4)

    Tzuvui HaMishkan

    O resto da Parashá é algumas vezes chamado de Tzuvui HaMishkan que são os mandamentos dados a Moises para construir o Tabernaculo de acordo com o modelo que ele tinha visto nas esferas celestiais. Cada componente e peças do Tabernaculo devem ser construídas nos mínimos detalhes.

    De acordo com o Midrash Rabah (antigos comentários rabínicos) o Tabernaculo está associado com a criação do Universo.
    *Em relação ao dia Um da criação, ele diz: e te cobres de luz. Estendes os céus como se fosse uma cortina (salmo 104:2).
    Em relação à construção do Tabernaculo, ele diz: Farás também de pêlos de cabra cortinas para servirem de tenda sobre o Tabernáculo; onze cortinas farás. (êxodo 26:7)
    Obs: Engraçado os cientistas hoje através da Teoria ‘M’ que o universo flui através de 11 dimensões.
    Einstein dizia O melhor jeito de imaginar a gravidade em largas escalas é pensar num pano ou cortina esticado em todo o universo.
    • Em Relação ao segundo dia da criação, ele diz: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. (Genesis 1:6). Em relação à construção do Tabernaculo, ele diz: o véu vos fará separação entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos. (Êxodo 26:33)
    • Em relação ao terceiro dia da criação, ele diz: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar. (Genesis 1:9). Em relação a construção do Tabernaculo, ele diz: Colocará entre a tenda da congregação e o altar e deitarás água nela. (êxodo 30:18)
    • Em relação ao quarto dia da criação, ele diz: Haja luminares no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.. (Genesis 1:14). Em relação a construção do Tabernaculo, ele diz: Farás também um candelabro (Menorah) de ouro puro;. (êxodo 25:31)
    • Em relação ao quinto dia da criação, ele diz: e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus. (Genesis 1:20). Em relação à construção do Tabernaculo, ele diz: Os querubins estenderão as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório. (êxodo 25:20)
    • Em relação ao sexto dia da criação a criação dos seres humanos para cultivar e cuidar da Terra. Em relação à construção do Tabernaculo, ele diz: Faze também vir para junto de ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para me oficiarem como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. (êxodo 28:01).
    • Em relação ao sétimo dia está escrito: Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo mais… descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito… E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou… (Genesis 2:1-3). Em relação à construção do Tabernaculo, ele diz: Assim se concluiu toda a obra do tabernáculo da tenda da congregação… assim a fizeram, e Moisés os abençoou… Moisés acabou de levantar o Tabernáculo, e o ungiu, e o santificou (êxodo 39:32-43 e números 7:1)

    Mais tarde como sabemos o Tabernaculo se tornou o Beit HaMikadesh (Templo) em Jerusalém no monte Moriá. Como diz um Midrash: A terra de Israel é situada é o centro do mundo e Jerusalém é o centro de Israel e o Templo é o centro de Jerusalém e o Santo dos santos é o Centro do Templo e a pedra fundamental da onde o mundo é fundamentado está em frente a Arca da Aliança (midrash tehilim terumah kedoshim)
    שבת שלום

    shabat shalom

    כִּי-חֶדְוַת יְהוָה הִיא מָעֻזְּכֶם

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