Va'yechi – "Jacó pensava estar morto,porem está vivo."

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    sofer
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    Parashá Va’yechi (Gênesis 47:28-50:26 )

    Este Parashá no final do livro de Gêneses é chamada de ‘E ele viveu’, pertencente à Yaakov (Jacó). No entanto, o que temos é um relato dos acontecimentos que antecederam a sua morte. A razão para isso é que Jacó (יעקב) é considerado um homem especialmente Tzadik (justo), e nos é dito o seguinte: Os Tzadikim (justos), mesmo na morte, são chamados de ‘Vivos’, enquanto que os maléficos (הרשעים), mesmo enquanto vivos são chamados de ‘mortos’.

    Considere; É interessante notar que o “caminho espiritual” de Jacó (יעקב) começa com um juramento em Gênesis 25:33 e termina com um juramento em Gênesis 47:31.

    É ensinado que “quando Yaakov (Jacó) reuniu seus filhos em torno dele e quando começou a dizer-lhes sobre o ‘fim dos dias/Eras’ (Acharit Hayamim), D-us o impediu de continuar. Isso fez com que Jacó ficasse preocupado de haver pecado entre um ou mais de seus filhos – especialmente o pecado de idolatria (acreditando em algo acima do único D-us). Por isso seus filhos recitaram: ‘Shemá Israel (ie, ‘Jacó’) Adonay Eloheinu Adonay Echad’ (Ouve, ó Israel, Adonay é o nosso Deus é Adonay é Um), tranquilizando Jacó sobre a fé de seus filhos”.
    Em resposta, Jacó disse-lhes: ‘Baruch Shem K’vod Malchuto, L’ Olam Vaed’ (Bendito é o Seu glorioso Nome cujo Reino é eterno). Estas duas frases são combinadas hoje para formar a oração devocional “Shemá” recitada por judeus observantes em todo o mundo .

    O Enterro de Rachel fora da terra em um “lugar específico” ordenado por D-us, tem um significado oculto. Em níveis mais profundos do estudo da Torá (Cabalá). Rachel é alegoricamente comparada com a Shechiná (a Presença de D-us, a manifestação de D-us no mundo físico).
    A Shechiná acompanha Israel, e quando Israel está no exílio, assim lá está a Shechiná. Assim, como a Shechiná está “no exílio, no mundo dos gentios”, Rachel permanece fora da terra de Israel. Na vinda do Messias, tanto a Shechiná (Presença de D-us) e Rachel serão devidamente estabelecidas em Israel. (Zohar Shemot)

    Em Genesis 48:19, Jacó (יעקב) quando abençoou Efraim (אפרים) usa o termo ‘Me’lô haGoyim’ ou ‘plenitude dos gentios’. O Emissário Paulo (פאולוס השליח) usa este mesmo termo em Romanos 11:25, quando ele fala da redenção (גאולה) final de Israel. Para muitos estudiosos o Emissário Paulo (שאול השליח) não está falando de “gentios” em si, quando ele usa este termo, ao contrário, ele está se referindo ao retorno das tribos exiladas de Israel.

    Ao abençoar Efraim (אפרים) com a ‘mão direita’, nisto Jacó está dando a maior força para o filho que vai precisar mais dela, como descendentes de Efraim serão mais numerosos e misturados.

    Ate os dias de hoje tornou-se um costume de abençoar os nossos meninos (judeus) com as palavras: ‘Que você seja como Efraim e Menashe’, baseado na bênção que Jacó dá aos filhos de José (Genesis 48:20).

    Mas considere; Por que meninos (judeus) são abençoados desta forma e não com os nomes dos patriarcas mais “famosos”?

    Uma das razões é porque Efraim e Menashe (אפרים ומנשה) foram os primeiros irmãos judeus que não brigaram entre si. Eles quebraram o padrão de disputa encontrada entre Isaque e Ismael, Jacó e Esaú, assim como José e seus outros irmãos. Nada agrada mais a D-us do que a paz ‘entre os irmãos’, como nos é dito no Salmo 133:1: ‘Como é bom e agradável os irmãos juntos se sentarem pacificamente’. Outra razão para o uso de Efraim e Menashe é que, apesar de crescer no próspero mundo idolatra do Egito, eles mantiveram os valores da Torá e a verdade de um D-us único e indivisível.

    Considere o seguinte: No nível mais profundo de estudo da Torá, a Cabalá, Yosef (José) está associado à sefirá / emanação de D-us chamada Yesod, que significa ‘fundação’. Existem vários conceitos bem estabelecidos associados com a Sefirá Yesod que se encontram neste parashá (Porção) os quais alguns são;

    Um ‘Juramento’ (Genesis 47:31 ; 50:25 ) O ‘lugar da circuncisão’ (Genesis 47:29),
    O atributo de D-us ‘El Shaday’ (ie, ‘Provedor’- Genesis 48:3,15; 49:25 ; 50:21), Termos de procriação/aumento (Genesis 48:4,16 ; 49:22), O Anjo Redentor – HaMalach Hagoel (Genesis 48:16 { המלאך הגואל }), O ‘Tzadik’ (Justo) – o nome Parashá ‘E ele viveu’, isto é, “Jacó pensava estar morto,porem está vivo.”

    #24885

    sofer
    Participante

    Geralmente pensamos que a opressão do povo judeu no Egito antigo começou um dia após a morte de José, quando o novo Faraó levantou-se, embora há indícios que estava presente até mesmo durante o reinado de José (מותו של יוסף) como vice-regente da terra Egito.

    Considere; Lembre-se que quando o seu pai Jacob morreu, Joseph pediu Faraó permissão para sair do Egito para enterrá-lo na terra de Canaã (Gn 50:5). O Faraó (פרעה) concordou, embora na Torá declara-se: “só os seus filhos, seus rebanhos e seus rebanhos foram deixados no Egito” (Gênesis 50:8), talvez como “fiança” garantindo que o povo hebreu retornaria (cf. Êx 10:24). Os nossos sábios consideram isto como um presságio da escravidão por vir de acordo com a terrível visão de Abraão {על פי החזון הנורא של אברהם} – (Gênesis 15:12-13). Isso explica ainda declaração profética de José aos seus irmãos de que “D-us certamente irá leva-los de lá (פָּקד יִפְקד) e irá trazê-los até a terra que prometeu” (Gênesis 50:24), mesmo que naquela época em que as famílias dos filhos de Israel vivia e prosperavam na terra de Goshen … (בארץ גושן …)

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