YOM KIPUR

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    sofer
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    שמר מצוה שמר נפשו
    Shomer Mitzvá Shomer Nafshô.
    Quem observa ‘os mandamentos’ guarda sua alma.
    Provérbios 19:16
     

    No pensamento bíblico os mandamentos (Mitzvot) não são algo como uma carga pesada pra se carregar, mas são atos de gratidão pela vida que D-us nos deu.

    As Mitzvot (mandamentos) são como vestes que nos acompanham pela vida toda.
    Aquele que guarda (Shomer) os mandamentos (Mitzvot) guarda sua própria vida, aquele que observa os mandamentos revigora sua própria alma. Shomer Mitzvá Shomer Nafshô. Porem aquele que descarta seu caminho (Derech) está alma morrerá (Provérbios 19:16)
     
    YOM KIPUR
    Dia 26/09/12
    Jejum ao por do sol da terça 25/09
     ao por do sol do quarta 26/09/12
     
    Disse Adonay; no 10º dia do 7º mês será o Yom Kipur (dia da expiação); tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas (Jejum)… Nesse dia não trabalharás de forma alguma;… Pois toda pessoa que não se afligir (fizer jejum) nesse dia, será extirpada do povo. Também toda a pessoa que nesse dia fizer algum tipo de trabalho, EU a destruirei do meio do povo. Não fareis nele trabalho algum; isso será estatuto perpétuo pelas vossas gerações a onde vocês viverem. Levítico 23:26-32  
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    Teshuvá (Arrependimento)
    Como apressadamente os dias passam; como rapidamente alternam as estações do ano! … Talvez seja parte da razão porque a tradição judaica reserve um mês inteiro para ajudar-nos a ficarmos prontos para os dias entre Rosh Hashaná 17/09/12 e Yom Kipur. 26/09/12

    “Precisamos” do mês (bíblico) de Elul para ajudarmos a desacelerar e darmos mais atenção e re-conectarmos com o que importa acima de tudo – nosso relacionamento com D-us, com nós mesmos e com o próximo.

    Mas talvez nós já perdermos tempo neste mês passado, desperdiçamos a oportunidade de passar por uma Heshbon ha’nefesh (auto-exame) e dar conta de nossas vidas perante o S-nhor?

    Porem nunca é demasiado tarde, para fazer isto, pois, os ‘portões do arrependimento’ estão sempre abertos; Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração (Salmo 95:7-8, Hebreus 3:15).

    Embora seja um processo difícil e quase sempre doloroso, o principal objetivo da Teshuvá (arrependimento sincero) é a cura da opressão de nossos erros e a
    recuperação de nossos relacionamentos.

    Alguém disse uma vez que; grandes pecados são como grandes posses – ambos são difíceis de desfazer deles. Temos que estar dispostos a ‘desistir de nossos pecados’ para encontrarmos a cura interior.

    E também ‘desistir de nossos pecados’ pode significar quebrar o ciclo de ‘orgulho-vergonha’.

    Muitas vezes nós só podemos chegar a este ponto quando nós estamos aflitos e cansado das doenças da nossa alma.

    Olhe desta outra forma; Às vezes nossas aflições podem ser realmente um “dom” de D-us para nos ajudarmos a sermos transformarmos e nos entregarmos a ELE. Como escreveu o salmista ‘Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus estatutos/chukim (Salmo 119:71).

     

    É importante lembrar que uma das principais metas das ‘Trevas’ é induzir uma sensação de esquecimento e apatia.

    As ‘Trevas’ querem que nós nos esqueçamos de que somos filhos e filhas do Rei do Universo – O Todo Poderoso. Pois, todo o empreendimento da Teshuvá pressupõe que somos criados btzelem Elohimà imagem de D-us – e assim, nós temos um valor infinito e dignidade. Isto é muito mais evidente através do resgate impressionante que o Messias nosso Senhor pagou a fim de conciliar todo o nosso ser com D-us.

     

    Qual é o maior pecado que nós podemos confirmar em nossa vida? É esquecer o que D-us fez por nós… Permanecendo adormecidos e topados… Alienados da nossa verdadeira identidade, isto é uma das coisas mais trágicas da vida…

     

    Por conseguinte, Rosh Hashaná é por vezes chamado Yom HaZikarono dia da lembrança (Deut 23: 24). O som do Shofar destina-se a nos acordar do nosso sono… Lembrar de quem realmente somos – e lembrar que D-us é nosso Rei.

    Segundo alguns dos Sábios Rabinos da antiguidade; eventos passados não são fixos em pedra…  Sim! ‘A nossa relação com eles – podem alterar’.

    Não temos que viver com traumas de infância ou amarguras do passado. Teshuvá também significa se livrar das infantilidades’ e crescer (1°Corintos 13:11).

     

    Somente nosso futuro pessoal é desconhecido e, portanto, aparentemente
    ‘estático’. O perdão dado através Do Messias nos redime de todas as nossas as nossas transgressões – incluindo aquelas que talvez ainda nos assombrem deste o nosso passado distante.

    A nossa ‘presente resposta’ à D-us têm o potencial para transformar tudo em nossas vidas – tanto o nosso passado, presente e futuro… (é atemporal).

     

    Os sábios assinalam que a Gematria da palavra hebraica Elul é igual da palavra hebraica Biná (discernimento) sugerindo que Teshuvá é uma questão do
    coração discernir a si mesmo. Obviamente isso não é sugerir que devemos fazer Teshuvá (arrependimento sincero) somente durante os 40 dias antes de Yom
    Kipur
    . Pelo contrário, Teshuvá (arrependimento sincero) é um processo contínuo ao longo da vida uma luta diária para manter nosso foco e fé.

    O arrependimento é muitas vezeslento’, que envolve muitas pequenas decisões que fazemos durante os dias da nossa vida… Porque a Teshuvá (arrependimento sincero) requer esforço, algumas vezes um custo financeiro, requer muitas vezes algumas perdas, requer coragem, às vezes suor e lagrimas, requer uma vida inteira e um estilo de vida… Este é o curso normal de uma verdadeira transformação (ou ‘santificação’) de um verdadeiro arrependimento. É um processo continuo.

     

    A essência da Torá é amar ao próximo como a nós mesmos. Teshuvá (arrependimento sincero) significa, entre outras coisas, compreender o quanto nós estamos longe deste ideal e como nós podemos corrigir esta violação. Isto é uma tarefa diária, uma obrigação continua… Mas não podemos dar o que nós não
    temos, por isso, se nós estamos deficientes em amor-próprio, não seremos capazes de realmente amar aos outros, também.

     

    Uma mudança real é realmente muito difícil – alguns diriam até; impossível – embora com D-us todas as coisas são possíveis – incluindo um milagre de um “coração de pedra” voltar a ser um “coração de carne”.

    Perdoar é uma forma de estar livre da pressão sobre nós. É deixar de lado a dor do passado e encontrar a coragem e avançar na esperança.

    Alguns dos Sábios rabinos na antiguidade ensinaram uma oração para à hora de dormir que começa com; ‘eu perdôo todos aqueles que magoaram… Neste dia, e no passado… ’. (oração encontrada no Sidur – Kriat Shemá She al’Hamita).

    Pois é, só quando nós desistirmos da nossa mágoa e rancor é que somos capazes de avançar no domínio da Fé.

    Fé e perdão e confiança, portanto, estão intimamente ligados. (Mateus 6:12)

     

    Possa D-us aumentar nossos atos de justiça, ou seja, praticar seus mandamentos (Mitzvot) como as sementes de uma Romã;

     

    Se sabemos que ele é O Tzadik (justo), reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. 1° João 2:29
    A palavra hebraica Teshuvá implica um retorno ao Criador (e para o próximo), assim radicalmente mudando a ‘direção’ e o foco de nossas vidas.
    Segundo o pensamento judaico, isso é feito através de prática das etapas a seguir.
    Passos de Teshuvá:

    *Temos de reconhecer nossos pecados como um pecado (hakarat hataah). Isto vem de esforços honestos e de autoexame (Heshbon ha’nefesh) na luz da verdade revelada de D-us e pela voz da nossa própria consciência (Atos 24:16, Romanos 2: 5).

     

    *Reconhecendo a verdade sobre nosso pecado leva a confissão (Vidui) – a primeira vez interiormente a nós mesmos e, em seguida, diretamente a D-us.
    Se nós cometemos um pecado contra outra pessoa, nós devemos confessar nossos
    pecados para essa pessoa e lhe pedir perdão.

     

    No pensamento judaico e bíblico somente a parte ofendida pode definir o mal causado e somente a parte ofendida pode renunciar a “dívida do pecado (isto é chamado Mechilahliberar perdão), mas não dar Melichá se o pedido de perdão for insincero, (veja; Mateus 18:15-22) – Isto significa, entre outras coisas, que nosso pecado contra outro deve ser tratado “independente” dos nossos pecados contra D-us (veja; Mateus 5:23-24).

    *Nós devemos cessar o pecado (azivat hachet). É claro, aqueles que continuam cometendo o mesmo pecado não estão sendo sinceros na sua expressão de Teshuvá. Naturalmente, nós estaremos lutando contra vícios e comportamentos compulsivos, e é nossa responsabilidade obter ajuda com estas questões de cura no decurso de nossa vida.

    Se uma pessoa, no entanto, sinceramente nos pede Mechilá (perdão) – nós somos, no entanto, obrigados a dar Mechilá (liberar perdão) (veja Mateus 18:21- 22).

    Em outras palavras, nós somos responsáveis pelos nossos próprios pecados – e ainda somos responsáveis para estender o perdão (Melichá) para aqueles que pecam repetidamente (de diferentes formas) contra nós. (Se eles se arrependerem sinceramente, nunca se esqueça do SE)

    *Temos de mostrar pesar e lamento pelo pecado (Haratah). Esta é uma resposta emocional na luz dos danos que nossas ações causaram em nós e nos outros. (veja Lucas 19:8-9). Isto é uma questão inteiramente subjetiva entre o seu coração e

    D-us, embora genuinamente expressar pesar e lamento pode ajudar no processo de reconciliação com os outros.

    *Temos de resolver a viver de uma maneira nova (kabalah al haatid). Mudar a maneira de pensar e abster-se da ação pecaminosa ‘futuras’. Mais uma vez, isso envolve a intenção do coração e resolução interna – e, por conseguinte, é uma questão somente entre você e D-us.

    Prometer aos outros que você vai mudar é uma ‘prática duvidosa’.
    Todas essas etapas são necessárias e inter-relacionadas. Nós não podemos somente “confessar” nossos pecados a D-us e esperar para sermos perdoados enquanto estamos conscientes de que podemos ter magoado e ferido profundamente alguém devido ao nosso pecado ou ações impensadas e irresponsáveis. Devemos procurar perdão a quem ofendemos…

     

    Afinal, nós somos parte de um ‘Corpo’ maior (ou seja, a Comunidade) e quando um membro é ferido, toda a Congregação é afetada (1° Coríntios 12:26). Temos de estar prontos para reconhecer as feridas que podemos ter causado nos outros e procurar seu perdão; devemos da mesma forma, estarmos prontos para perdoar quem tem nos ofendido, e nos buscam com sinceridade de coração o perdão. Só desta forma podem nossos relacionamentos ser restaurados e o amor prevalecer em nosso meio… ‘O amor é o perfeito vínculo de unidade’ (Colossenses 3:14).

     

    Confessando nossos pecados é admitir para a outra pessoa que sabemos que nós o ferimos ou o prejudicamos. Assim uma reconciliação começa a ter um lugar…

     

    Meditação pra o dia de Yom Kipur

    O espírito (Ruach) está pronto, mas a carne (alma + corpo) é fraca. (Mateus 26;41).

    Na Cabalá judaica há um ensinamento para o entendimento entre o corpo, a alma e o espírito, muito interessante. Que usa a figura simbólica da carruagem e seus cavalos, o cocheiro e o passageiro.

     

    A alegoria é assim;

    ‘Nós temos uma carroça aparelhada com seus cavalos, o cocheiro e o passageiro em um caminho adiante a seguir.

    A carruagem representa o nosso corpo (o Guf) e os cavalos nossas emoções e desejos e junto com o cocheiro formam a nossa Alma (Nefesh).

    O passageiro representa o nosso espírito (Ruach) e finalmente o caminho alude à vida.

     

    O caminho a ser seguido pela carruagem (nosso corpo e alma) tem que ser direcionado pelo ‘passageiro’ (o espíritoRuach), pois é o passageiro que sabe qual direção tomar no caminho e o destino que quer chegar, o passageiro (espíritoRuach) sabe da onde veio e para onde vai e todo o caminho a seguir.

     

    Desta forma o cocheiro (almaNefesh) que conduz a carruagem (corpoGuf) levada pelos cavalos (emoções e desejos) tem que ouvir as instruções do passageiro (espíritoRuach).

     

    Se o Cocheiro (alma) que direciona os cavalos (emoções e desejos) não ouvir o passageiro (espírito) então errará o caminho e não chegará ao destino correto e poderá entrar em estradas perigosas e muitas vezes afastando se demais do ponto de destino.

    Por outro lado se os cavalos (emoções e desejos) não forem controlados pelo cocheiro (alma) sairão desenfreados e sem destino algum, podendo colocar toda a carruagem (corpo) em perigo. (Romanos 8:13, Romanos 8:6,Romanos 8:16)

     

    Os cavalos aqui são representações das emoções e desejos, porque as emoções e desejos não possuem direção ou limites, necessitam serem impostos pela alma, representada aqui pelo cocheiro que por sua vez se não for direcionado pelo espírito, que por sua vez é representado aqui pelo passageiro, não saberá se conduzir pelo caminho, a vida.

    O passageiro alude ao Ruach (espírito), pois o espírito vem de D-us, a inspiração que vem do alto, por isto é que a Ruach (espírito) sabe todo o caminho, como agir e como chegar ao destino final. (1°Coríntios 6:17, Hebreus 6:4, 1°Tessalonicenses 5:19,Gálatas 5:16)

    Se vivermos no Espírito, andemos também no Espírito. Gálatas 5:25

    Todo Ser Vivo louve a YAH – Louve a YAH
    Kôl HaNeshmá Têhalêl YAH – Halelu’YAH
    – כֹּל הַנְּשָׁמָה, תְּהַלֵּל יָהּ  הַלְלוּ-יָהּ..
    (Salmo 150:6)
     


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