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  • em resposta a: חקת Chukat – Estatutos – Decretos #24592

    sofer
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    מצוות תרי”ג
    Taryag Mitzvot
    613: Mandamentos Divinos da Torá

    Em hebraico a palavra Mitzvá significa mandamento de D-us, contido nas escrituras sagradas e Mitzvôt é o seu plural.

    Embora esta palavra seja largamente usada pra referir também aos mandamentos das interpretações rabínicas tais como no Talmud,
    Ex: ‘é uma Mitzvá visitar um ente querido doente.’
    Mas em seu termo restrito ‘Mitzvá’ refere se aos mandamentos divinos dados por Adonay na sua Torá.

    Tipos de Mitzvôt (mandamentos) de D-us na Torá

    Na Torá está cheio de Mitzvôt (mandamentos) de um tipo ou de outro, o termo Mitzvôt é um termo geral usado para referir a todo tipo de mandamento dado por D-us na sua Torá.

    As Mitzvôt (mandamentos) na Torá são claramente divididas em subcategorias por D-us.
    Estas subcategorias são: Chukim e Mishpatim (Deut. 4:5) e Eidot.

    (No 2°século a igreja cristã e ate os dias de hoje dividem erroneamente os mandamentos em ‘mandamentos morais’ e ‘mandamentos cerimoniais’ dos quais segundo a doutrina cristã os ‘mandamentos cerimoniais’ não são mais validos)

    Bom, segundo a bíblia vemos as subcategorias dos mandamentos em:
    *Chukim (singular; Chuk):
    São estatutos e decretos divinos dados sem nenhuma razão aparente. Tais como um exemplo clássico o da ‘vaca vermelha’ no qual segundo a tradição nem mesmo o Rei Salomão entendeu o porquê. Outro exemplo são as leis dietéticas tais como não comer carne de porco, camarão e etc. outro exemplo são as leis de nidá (da pureza familiar), outro seria as leis de não ter roupa misturada com linho e algodão e etc.

    Zot Chukat haTorá…‘ estes são os decretos da torá…’ Dos quais nós assim aceitamos como mandamentos que transcendem nossa habilidade de entender racionalmente o porque deles. E por isto que quando nos perguntam qual a razão de obedecermos estes mandamentos, respondemos que obedecemos simplesmente porque D-us disse para obedecemos, não precisamos de uma razão para isto. São perpétuos segundo a Torá

    *Mishpatim (singular; Mishpat):
    São leis (ou juízos) dadas por uma razão lógica com especificações claras. Um bom exemplo são os mandamentos de não assassinar, roubar, adulterar e etc. Estas Mitzvôt são inteiramente racionais e apelam para uma unidade ética (civil e moral) dentro de uma comunidade. São perpétuos segundo a Torá

    *Eidot (singular Ed):
    São mandamentos (Mitzvôt) relacionados a comemorações, cerimoniais, rituais ou representações de alguma coisa (são testemunhos); tais como as festas, colocar os Tefilim (filacterios), o Tzitzi (as franjas nas bordas das roupas), comer matzá (pão sem fermento) na páscoa, tocar o shofar, Mezuzá (as palavras no umbral das portas) e etc. Estas Mitzvôt dão testemunho ou mostram para o mundo o que somos.

    Deste que as Eidot são cerimoniais, rituais, testemunhos ou simbolicamente representam alguma coisa, elas transitam entre os Chukim e Mishpatim. (os estatutos e juízos). São perpétuos segundo a Torá.

    O termo Mitzvôt engloba todos os Chukim (decretos) Mishpatim (juízos) e Eidot (testemunhos), e todos são de procedência divina dados por D-us através de sua palavra.

    Alguns sábios rabinos judeus tentaram e copilaram todos os mandamentos contidos na Torá. Um destes rabinos que obteve o sucesso de descrever e contar todos os mandamentos (Mitzvôt) contidos na Torá foi Maimônides (Moshe ben Maimon) da Espanha, ele listou 613 mandamentos que está no seu trabalho conhecido como Mishnê Torá (pode ser encontrado nas livrarias) e ele dividiu estes 613 Mitzvôt(mandamentos) em 2 grupos básicos:
    *248 Mitzvá Aseh – mandamentos positivos (você deve…)
    *365 Mitzvá lô ta’aseh – mandamentos negativos (você não deve…)

    Com a destruição do Beit HaMikadesh (Templo) no ano 70 D/C, muitas destas 613 Mitzvôt (mandamentos) dadas por D-us, não podem ser mais observadas tais como: os sacrifícios, os dízimos, os rituais sacerdotais ou seja todo mandamento relacionado com o Templo e os sacerdotes não são mais observados porque o Templo não existe ou não foi reerguido (ainda). Destes 613 mandamentos alguns só se aplicam para os homens outros só para as mulheres, outros só para os sacerdotes, outros só podem ser cumpridos na terra de Israel e etc. Nem todos 613 mandamentos divinos dados por D-us se aplicam a todo mundo como podemos ver. Todos eles estão validos ainda nos dias de hoje, embora muitos deles não se possa cumprir por uma razão ou outra tais como as leis do Templo.

    A HALACHÁ
    A “lei Rabínica” ou as interpretações rabínicas da Torá (613 Miztvot)

    Como um aditivo as Taryag Mitzvôt (613 mandamentos divinos), as interpretações e acréscimos rabínicos adicionaram inúmeras leis e regras e interpretações em cima das 613 Mitzvôt divinas. Isto não significa necessariamente que foi algo ruim, tudo vai depender de como está halachá é aplicada pelo individuo.
    Halachá vem da raiz hebraica Halach que significa ‘andar’ ou ‘caminhar’.
    Mostra como o judeu deve ‘andar’ em sua vida aqui na terra.
    A Halachá é subdividida em 3 grupos: Gezeirá, Takaná e Minhag.

    *Gezeirá: Cerca
    É uma lei ou regra rabínica instituída para prevenir um individuo de transgredir a lei, e uma cerca envolta do mandamento para que o proteja de ser transgredido.
    Um exemplo clássico: Na Torá há um mandamento em que se diz; não cozinhará o cabrito no leite da mãe, os rabinos estenderam este mandamento com ‘não comer nenhum tipo de carne misturado com laticínios’. Outro exemplo é: na Torá há a proibição de se trabalhar no shabat, os rabinos estenderam com a lei de ‘não se pode carregar nenhum instrumento de trabalho no shabat’ tal como não se pode usar uma caneta para escrever no shabat. E há muitas outras destas ‘cercas’ na Halachá (leis rabínicas). .

    *Takaná: Plural Takanot – leis derivadas de interpretações.
    São leis e regras instituídas pelos rabinos que não derivam diretamente da Torá, mas vem às vezes da interpretação das mesmas. Um exemplo seria o “mandamento” de acender as velas ou luzes para o recebimento do Shabat.
    Ou a leitura publica na sinagoga da Torá (parashá e haftará) em cada segunda e quinta (alem do sábado), esta Takaná foi instituída por Ezra o Escriba.
    Ou as mulheres casadas esconderem seus cabelos ou o homem usar a kipá e etc.
    As Takanot podem ser variadas dependendo da região baseada na autoridade rabínica daquela região. Judeus Askenazitas tem Takanot que os Judeus Sefaraditas não aceitam e não sequem e vice versa. Existem muitas destas Takanot (leis).
    *Minhag: Plural Minhagim- Tradição, costumes.
    São costumes e tradições aprovadas “rabinicamente” para a comunidade.
    Um bom exemplo é comer maçã com mel na festa de Rosh Hashaná, ritos de luto e etc. Os Minhagim podem ser variados, e são provenientes da onde a comunidade judaica pertence, tais como judeus de países árabes, judeus europeus alemães, italianos espanhóis, portugueses, russos ou da índia e etc. .

    em resposta a: נשא Naso Parashá: Números 4:21- 7: 89 #24542

    sofer
    Participante

    ברכת כהנים
    Birkat Cohanim
    A benção sacerdotal

    Fala a Aarão e seus filhos: desta forma vocês devem abençoar
    Os filhos de Israel. Números 6:23

    A bênção sacerdotal é encontrada em Números 6:23-27. Tradicionalmente, os sacerdotes abençoavam o povo todas as manhãs após o sacrifício no Templo.
    Hoje, muitas sinagogas terminam seu serviço religioso (culto) com esta bênção.

    Na Torá prescreve que apenas os descendentes de Aarão (isto é, os Cohanim) transmitiam esta bênção sobre o povo de Israel, e, de fato, esta prática continua nos serviços religiosos nas sinagogas (principalmente Sefaraditas) até os dias de hoje.

    Durante um serviço religioso (ortodoxo, ou ultra-ortodoxos), por exemplo, as pessoas que têm o sobrenome ‘Cohen’ (Sacerdotes) primeiro removem seus sapatos e tem as mãos ritualmente lavadas por pessoas que têm o sobrenome Levy (levitas) (se algum estiver presente). Este costume é aparentemente baseado no verso, ‘Levantem as mãos na direção do santuário e bendigam o S-nhor!’ (Salmo 134:2).
    Eles, então, sobem na Bimá (púlpito) diante do Aron Hakodesh (Armário onde está os rolos de Torá) e cada um cobre sua cabeça e braços com um Talit (xale de oração) e recitam a bênção sobre a congregação.:

    Cada sacerdote, em seguida, levanta as mãos, com as palmas das mãos em forma da letra hebraica Shin (שׁ), um emblema para Shaday.
    Como os antigos Sacerdotes eles cantam a melodia da bênção, e recitam cada palavra. Esta cerimônia é às vezes chamada Nesiat Kapayim.

    De acordo com a tradição judaica, a Presença Divina (Ruach HaKodesh – Espírito Santo) era vista através do brilho nos dedos dos sacerdotes quando eles abençoavam o povo, e ninguém era autorizado a olhar fitamente, por respeito a D-us.
    Observe que D-us não ordenou os Cohanim (sacerdotes) abençoar as pessoas usando suas próprias palavras, mas sim forneceu a composição exata para a bênção com as palavras: ‘Assim, vocês devem abençoar’.
    Isto revela que a bênção vem do próprio D-us e os sacerdotes são meros transmissores para isto.
    Isso é ainda mais indicado pelo verso que segue imediatamente a birkat kohanim (Bênção Sacerdotal); ‘portanto, assim eles colocarão MEU NOME sobre os filhos de Israel, e EU vou abençoá-los’ (números 6:27).

    Os Judeus ortodoxos, ultra-ortodoxos ou tradicionais não olham para os Cohanim (sacerdotes, as pessoas que estão abençoando) enquanto eles estão dizendo a bênção, por duas razões:

    Um; não é digno olhar para ele durante a bênção. Em vez disso olha-se para o chão e concentra-se na bênção.
    Quando o Primeiro Templo existia em Jerusalém, a Presença Divina (espírito Santo) brilhava nos dedos dos Cohanim (Sacerdotes) quando eles abençoavam os hebreus, e ninguém era autorizado a olhar em respeito por D-us.
    Hoje os judeus ortodoxos, ultra-ordotoxos e Tradicionais continuam com esta prática como um lembrete do que acontecia no passado.

    Observe que esta bênção é também usada para abençoar a membros de sua Família, por exemplo, durante o Kidush (santificação) de Shabat, abençoam-se os Filhos a Esposa e etc., bem como em outras ocasiões.

    Tradicionalmente, os sacerdotes abençoavam o povo todas as manhãs após o sacrifício do Mishkan – Tabernaculo (e mais tarde no Templo).
    Hoje, sinagogas Sefaraditas terminam seu serviço religioso com esta bênção. (já as Sinagogas Ashkenazitas apenas recitam-na em Pessach, Shavuot, Rosh Hashaná, Yom Kipur e Sukot).

    No Talmude (tratado sotá 39a) os nossos sábios ensinam que antes de abençoar a Congregação deve-se fazer uma bênção que dá louvor ao S-nhor por ter a honra de abençoar a Congregação. A bênção é chamada ‘l’varech et amo Israel b’ahava’ (Abençoar a seu povo Israel com amor):
    A frase ‘Be’Ahavah’ –‘Com Amor’ é parte integrante e destina-se para representar o amor de Hashem (S-nhor) para seu povo.
    Assim como D-us abençoa-nos como uma expressão de sua bondade, assim também o Cohen (Sacerdote) deve procurar mostrar o amor de D-us dessa maneira.
    A bênção preparatória destina-se a induzir um estado de kavanah no coração daquele que executa o mandamento.

    Em conformidade com os sábios, a obrigação de abençoar o povo ‘com amor’ vem das próprias Escrituras.
    O verso que precede imediatamente o mandamento para abençoar o povo diz; ‘assim, vocês devem abençoar o povo de Israel: vocês devem dizer a eles… ’ A palavra ‘dizer’ aqui é a palavra hebraica Amor אמר e é escrita com um erroneamente com uma letra extra o Vav, ou seja, אמור.
    Este “ortográfica completa” do verbo é para indicar que o ato de abençoar a congregação, os filhos, a família e etc… não deve ser feito de forma fria ou apática, mas sim com a plenitude do coração e sinceridade.
    O desejo do ‘Abençoador’ para ver a congregação, os Filhos a Família e etc… abençoados é considerado vital – assim como o desejo do ouvinte deve ser sincero para receber a própria bênção.

    Quando o sacerdote (aquele que abençoa) levanta as mãos durante a recitação (‘que Adonay te abençoe e guarde…’), é uma alusão a ‘Semichah’ (ordenação, dar autoridade, dar legalidade), algo que os sábios consideram como parte integrante de cada bênção.

    Adonay te abençoe e te guarde;
    Adonay faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti;
    Adonay levante sobre ti o seu rosto, e te dê a Shalom.

    Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei.

    em resposta a: הושע הנביא O profeta Oséias – #24537

    sofer
    Participante

    O Messias nós ensinou a não ter medo de pessoas, que só são capazes de matar o corpo, mas não a alma (Mateus 10:28). No entanto, ainda há o grande perigo que a própria alma pode ser destruída pelo meio de nossa própria apatia.

    Neste mundo, podemos ser mortos pela mão de outros, mas em um sentido “espiritual”, nós apenas podemos ser mortos se nós voluntariamente nos destruirmos a nós mesmos.

    Por conseguinte, nossa oração deve ser, muitas vezes, “S-nhor, salvar-nos de nós mesmos – do nosso próprio desespero, de nossos próprios impulsos autodestrutivos; ajude-nos afirmar a sua promessa de vida dada a nós todos os dias. Amém.”

    ‘Nós encontramos o inimigo, e ele está conosco, somos nós mesmos’, mas se é assim, como é que vamos ser capazes de superar a enganação de nossos corações?

    Como podemos derrotar nossa própria maldade interna (o Yetzer Hará), nosso subconsciente “autodestrutivo”? Como podemos transcender a inclinação para o mal (Yetzer Hará) e nosso próprio desejo natural de dualidades?

    O Messias nos dá a resposta: ‘santifica-os na verdade; TUA palavra é a verdade’ (João 17:17).

    Nós somos capazes de superar nossa tendência natural para a maldade (Yetzer Hará) ao ficarmos aterrado na palavra da verdade, ou seja, na Torá e nas kitvei HaKodesh, as Sagradas Escrituras (2 Timóteo 2:15).

    ‘Pois tudo o que foi escrito, foi escrito para nossa instrução,… ’ (Romanos 15:4). É a Torá (Escrituras) que; ‘são capazes de torná-lo sábio para a salvação através da fé em Yeshua o Messias’ (2º Timóteo 3:15).

    Note que: quando o Emissário Paulo afirmou estas coisas não havia o chamado ‘novo testamento’.

    Naturalmente, a Torá (e as Escrituras), elas próprias são os meios para o fim de encontrar o próprio D-us e participar do poder do Espírito Santo de D-us, mas elas são fundamentais para toda a experiência e toda a experiência “espiritual”, que deve ser aterrada na SUA verdade… Vaidaber Hashem el… E disse D-us á… (Gen. Êxodo… e etc.) – (veja: Isaias 8:20).

    As promessas de D-us nos dão vida (Salmo 119:50).

    A descrição dada pelo Emissário Paulo sobre a Torá de D-us e as Escrituras são chamadas de “espada do Espírito” (Efésios 6:10-18, Hebreus 4:12).

    Estudar a Torá (e Escrituras) de D-us é o meio divinamente estabelecido para obter discernimento e perseverança para a guerra “espiritual” deste mundo.

    Observe a conexão entre a palavra e o espírito nesses versículos… ‘O caminho dos justos (Derech Tzadikim – דֶּרֶךְ צַדִּיקִים), é marcado pelos frutos do espírito. Portanto o livro de Salmos começa; ‘Bendito é a pessoa que não segue o conselho dos maléficos (רְשָׁעִים), não imita a conduta dos pecadores (חַטָּאִים), nem se senta junto com debochadores; mas seu desejo é a Torá de Adonay, e em sua Torá ele medita dia e noite’ (Salmo 1:1-2).

    כִּי אִם בְּתוֹרַת יְהוָה חֶפְצוֹ וּבְתוֹרָתוֹ יֶהְגֶּה יוֹמָם וָלָיְלָה

    Esta pessoa será (é) abençoada porque aquele que deseja a verdade de Hashem encontrou um grande tesouro, e tudo o que ele coloca a mão para fazer deve prosperar (Salmo 1:3).

    Observe que a palavra ‘desejo’ (ou seja, chafetz: חָפֵץ) expressa o desejo mais profundo do coração ou alma (Mateus 15:19; Lucas 6:45).

    Forte desejo – paixão – é vital para a apreensão da verdade, e é um grande dom de D-us para ser livre da escravidão do vicio e da irrefletida e visceral escravidão da cobiça humana.

    Como David disse; ‘minha alma é consumida com anseios por seus chukim (decretos) em todos os momentos’ (Salmo 119:20).

    Chukim (singular; Chuk):

    São estatutos e decretos divinos dados sem nenhuma razão aparente. Tais como um exemplo clássico o da ‘vaca vermelha’ no qual segundo a tradição nem mesmo o Rei Salomão entendeu o porquê. Outro exemplo são as leis dietéticas tais como não comer carne de porco, camarão e etc. outro exemplo são as leis de nidá (da pureza familiar), outro seria as leis de não ter roupa misturada com linho e algodão e etc.

    A palavra ‘Torá’ aqui se refere também a “sabedoria” de D-us, sua vontade, O caminho – não exclusivamente aos mandamentos – Mitzvot (ou seja, Mishpatim, Chukim, Eidot) descritas na Bíblia.

    A pessoa que “reflete” ou medita sobre a Torá de D-us vai deixar a verdade capacitar suas decisões neste mundo. A palavra hebraica Yehegeh (יֶהְגֶּה) significa que a pessoa justa é tão preenchida com a verdade da Torá (e Escrituras) que as palavras da Torá saem da sua boca como se por conta própria.

    Esta pessoa irá agarrar e tomar da árvore da vida (Salmo 1:3).

    Quem realmente deseja a Torá de D-us e medita sobre ela “dia e noite” será salvo do julgamento que vai acontecer aos Reshayim-Maléficos (Salmo 1:5-6).

    Estudar e viver a verdade de D-us são, portanto, os meios de sua preservação e perseverança neste mundo. Vivendo a verdade das Escrituras nos levará através do corredor deste mundo ileso pelo juízo que cai sobre ele (João 13:17).

    ‘Tu, que me fizeste passar por penosas Tzuris (tribulações, dores, problemas e etc.), de novo me restituirás a vida, e me tirarás dos abismos da terra. ’ (Salmo 71:6-20).

    Baruch ATA Adonay Eloheinu haNoten laiaef ko’ach – ‘Bendito sejas TU Adonay nosso D-us, que dá força aos cansados’

    em resposta a: EMOR Levítico 21:1 à 24:23 #24494

    sofer
    Participante

    Na nossa porção de leitura publica (Levítico 21:1 à 24:23) nesta semana narra a perturbadora historia de um homem que foi executado por blasfêmia (veja Levitico 24:10-16).

    A Parashá (porção) fala sobre duas pessoas, um dos quais foi descrito simplesmente como ‘um homem israelita’ e outro ‘filho de uma mulher israelita’ chamada Shelomit (שְׁלמִית), e que tiveram uma briga no meio do acampamento.
    Durante a luta, o filho da mulher israelita blasfemou contra o nome de D-us e o amaldiçoou. Como resultado, o homem filho da mulher Israelita foi levado a Moisés que, em seguida, consultou a D-us sobre o que deveria ser feito.
    Hashem (D-us) respondeu que aqueles que ouviram o homem blasfemar pessoalmente deviam colocar suas mãos sobre sua cabeça e, em seguida, toda a Comunidade devia apedrejá-lo ate morte…

    Os nossos sábios se puseram, a saber, o que pode ter levado este homem a blasfemar e amaldiçoar o nome de D-us, e eles primeiro notaram que desde que ele era um filho de um homem egípcio e de uma mulher israelita (“judia”), ele era essencialmente um homem sem uma tribo. (pois não era filho de Pai Hebreu/Judeu)

    Além disso, uma vez que o direito a herança tribal e sacerdotal e levitica derivam do pai, este homem não teria tido nenhuma esperança de herança na terra prometida, nenhum “lugar” entre o povo de D-us… Shelomit era da tribo de Dan, e um Midrash (comentário rabínico) ensina que seu filho tinha apelado os líderes tribais para fornecer-lhe um sentido de identidade e pertencimento.
    Infelizmente, foi recusado, e sua mágoa e a raiva de ter sido colocado de fora e tratado como um ‘estranho’, pois ele foi tratado como um ‘intruso/um de fora’, eventualmente levou à briga ‘no meio do acampamento’.

    Alguns dos Nossos antigos Sábios colocaram a culpa pela morte do homem em quem se recusou a ajudá-lo, uma vez que eles se recusaram a fazê-lo sentir como um ‘membro da tribo’ (de Dan).

    Essas pessoas deveriam tê-lo como um irmão e deveriam ter lembrado ‘de suas mazelas’ quando eram escravos e estranhos no Egito.
    Por causa de sua dureza de coração, no entanto, o homem foi abandonado e isso levou a suas ações autodestrutivas.
    Os nossos sábios ensinavam que; Adonay requereu que os acusadores fossem os primeiros colocar as mãos sobre este ‘homem sem nome’ para mostrá-los e também enfrentar o fato de que eles também eram responsáveis por sua morte.

    Você sabia que um dos mandamentos que ocorre com mais freqüência na Torah para o judeu a amar o estranho/estrangeiro/não judeu?
    O mandamento é repetido em várias formas mais de 30 vezes nas escrituras judaicas, por exemplo; ‘você deve amar seu próximo como a mesmo: Eu sou Adonay’ (Levitico 19:18); ‘Você deve tratar o desconhecido que andar com vocês como o nativo entre vós, e você deve amá-lo como a si mesmo…’ (Levitico 19:34); … e (Deuteronômio 10:19);… (Êxodo 22:21); (Levitico 19:33); ‘Não oprimir a um estranho/estrangeiro/não hebreu/judeu’ (Zecarias 7:10); … (Deuteronômio 24:19);… ‘O estrangeiro será como filho nativo nascido de Israel entre vós’ (Ezequiel 47:22), e assim por diante.

    Claramente Hashem (D-us) não quer que as pessoas se sintam condenado ao ostracismo, excluído, fora do lugar… Na verdade, a mensagem do amor universal de D-us é o cerne das Boas Novas propriamente dita, e restaurar o paraíso perdido. “Religião,” “tribalismos”, os preconceitos, orgulho étnico, pedigree e assim por diante, são anátema para o Reino de D-us.

    A Tradição judaica ensinam que rei Davi nasceu em Shavuot (pentecostes), a festa dos Shtei haLechem, os ‘dois pães levedados’ que profeticamente aludem ao advento do ‘novo Ser Humano’ (Efésios 2:14-22) e da misteriosa inclusão dos gentios (estrangeiros /não hebreus/judeus) nas promessas das Alianças de D-us (Efésios 3:6).
    D-us tem uma grande compaixão para com forasteiro, para os perdidos e para aqueles que estão sem alianças e uma herança neste mundo.
    Durante Shavuot (pentecostes) é costume de ler o livro de Ruth, que conta a história sobre como ser resgatado pelo amor e o advento do rei Davi.
    Lembre-se de que o rei Davi era um descendente direto de Ruth, e que, como uma Moabita ela era uma ‘de fora’ e estranha as Alianças e promessas de D-us (Rute 4:17).
    Apesar de fazer parte de um grupo de pessoas (ver Deuteronômio 23:3) desprezada e rejeitada, Ruth superou a demanda da lei crendo no amor e aceitação de um Redentor de Israel (Ruth 3:9).
    O Bisneto de Ruth foi chamado David (דָוִד), que significa ‘amado’, que tem o mesmo valor numérico que a palavra Yad – ‘mão’ (יָד). Por conseguinte não é nenhuma coisa espantosa que Adonay escolheu David para representar a mão estendida de D-us, do amor para o estrangeiro, para converter, para o estranho, o não judeu, o leproso e os perdidos, desde seu descendente Yeshua (Jesus) o Messias veio para amar e resgatar todo o mundo por meio de sua mão estendida. (Mateus 1:1) – Baruch Shemó – ‘Bendito sejas seu nome’.

    Tem sido dito que um “estranho” é um amigo cujo nome ainda não se sabe.
    Assim como nós somos comandados va’ahavta le’reacha kamocha (וְאָהַבְתָּ לְרֵעֲךָ כָּמוֹךָ), amar nosso próximo como a mesmos (Levitico 19:18), assim nós somos comandados ve’ahavta lo kamocha (וְאָהַבְתָּ לוֹ כָּמוֹךָ), amar o estranho/estrangeiro como nos mesmos (Levitico 19:34), e isso significa de início abrir nossos corações em relação aos outros para fazê-los sentir bem-vindos em nossa presença.

    Obs: A Halachá (lei judaica) define como Judeu (diretamente) aqueles nascidos de mãe judia, aqueles que não são nascidos de mãe judia devem passar por uma conversão para serem considerados judeus pela Halachá (lei judaica).
    Em Todas as Escrituras Sagradas vemos que a paternidade judaica definia a Tribo, levirato ou o Sacerdócio e ate mesmo a transmissão das Alianças.

    Note que: o Inimigo, e os inimigos de Israel e do Povo judeu não usam estas regras, a Inquisição levou milhares de Famílias para fogueira após décadas de gerações afastadas do judaísmo, bastava ter uma “gota de sangue” judeu para ir para a fogueira da santa inquisição.
    Os Nazistas consideravam ‘judeu’ quem tivesse pelo menos um bisavô ou bisavó judeu… estes já eram enviados aos campos de concentração para a morte.
    Uma ‘gotinha de sangue’ se quer já é o bastante pra o Inimigo odiar e perseguir você.

    No Hebraico a palavra para ‘fé’ (Fidelidade) é Emunah (אֱמוּנָה), que vem do verbo hebraico Aman (אָמַן), que significa manter, apoiar, para tornar estável e seguro.
    A palavra hebraica para ‘verdade’ – Emet (אֱמֶת) que vem da mesma raiz, assim como a palavra hebraica Amén (אָמֵן), o que implica que a realidade é confirmada e é confinada pelo poder da palavra de D-us (Hebreus 1:3; Colosensses 1:17).

    A Fé permite que a alma perceba o ‘eterno ou real’ dentro o transitório, o ‘invisível/real’ dentro do visível e a Presença Divina no meio do turbilhão.
    Quando aplicada ao coração, A Fé é mais bem compreendida como fidelidade, desde que implica integridade e confiabilidade e assim por diante.
    A Fidelidade de D-us é conectada com a sua Graça – Hesed (חֶסֶד), que significa que ELE pode confiável para nós ajudar enquanto passamos por este mundo.

    O Rizhiner Rebbe (1796–1850 Ucrânia) uma vez ensinou; ‘deixe Sua luz penetrar as trevas até que a escuridão se torna uma luz e não haverá uma divisão entre as duas. Como está escrito: ‘E houve tarde e houve manhã, Dia Um. ’ – Sim, a escuridão e a luz são ambas iguais para TI, Ó S-nhor, como está escrito: ‘se eu disser; certamente a escuridão me cobrirá e a luz sobre mim virará trevas, mesmo a escuridão não é escura para TI; a noite é brilhante como o dia, pois escuridão é como uma luz contigo’ (Salmo 139:11-12).

    ‘Ter fé é perceber a maravilha que está aqui e ficar agitado pelo desejo de integrar o seu ‘ser’ na ‘sagrada ordem’ de ser. A Fé não nasce do nada. Ele vem com a descoberta da dimensão sagrada da nossa existência. Fé significa receber pequenas coisas como grandes, levar pequenas coisas com seriedade, a distinção entre o comum e o passageiro do aspecto do duradouro. É da fé que podemos recorrer à doçura da vida, o sabor do Sagrado, a alegria do imperecível. É a fé que nos oferece um pedacinho da eternidade. ’- Rabino Abraham Heschel (1907-1972 EUA)

    Nós andamos pela fé, não pela visão – pelo ouvir da palavra de D-us, atendendo o que o Espírito de D-us está dizendo para o coração… Pois agora nós “vemos através de um espelho”, que significa literalmente ‘um enigma’ (ἐν αἰνίγματι).
    Um enigma é uma analogia dada através de alguma semelhança com a verdade, embora, muitas vezes as correspondências são enigmáticas e obscuras.
    Assim, ‘vendo através de um enigma’ significa perceber obscuramente ou imperfeitamente, olhando ‘através de’ outra coisa em vez de diretamente compreender a realidade.
    Isto é contrastado com a visão e clareza do ‘face a face’ (פָּנִים אֶל־פָּנִים) dada no Mundo Vindouro, quando o nosso conhecimento será claro e distinto, e a verdade de D-us não mais ficará oculta.

    Na luz da obscuridade da vida nesta Era temporária, somos encorajados a não perder o coração, pois apesar de nosso eu exterior estar envelhecendo, nosso interior está sendo gerado ‘novo’ (ἀνακαινόω) dia-a-dia (2º Coríntios 4:16-17).

    em resposta a: Acharei Mot & Kedoshim #24326

    sofer
    Participante

    Obrigado e amen ..Van

    em resposta a: Acharei Mot & Kedoshim #24325

    sofer
    Participante

    קדושה מעשית

    Santidade prática
    A seguir se explora alguns temas encontrados na leitura da Torá desta semana (Kedoshim) Levítico 16:1 à 20:27.

    Em uma das Porções de leitura publica da Torá nesta semana (Kedoshim) revela que os ‘Tempos apontados’ (i.e; Moedim: מוֹעֲדִים) foram dadas por D-us também para ajudar a desviar dos impulsos onipresentes dentro do coração humano de abraçar as vaidades: ‘cada um de vocês devem honrar sua mãe e seu pai e devem guardar (שָׁמַר) os Meus sábados (שַׁבְּתתַי)… (plural indica o 7º dia e as Festas fixas Levitico 23:4-44). Não se virem para a inutilidade/vaidades (i.e; אֱלִיל) ou façam para si mesmos qualquer deuses fundidos/ídolos’ (Levitico 19:3-4).

    Em outras palavras, os feriados bíblicos – incluindo o Shabat, Rosh Hodesh, Pessach, Yom Kipur e assim por diante – foram destinados a ajudar-nos a nos santificar (separados, sermos santo) Estes tempos e as estações do ano nos lembram da Presença de D-us (Salmo 104:19).
    Assim, por isto eles são chamados de Mikra’ei Kodesh (מִקְרָאֵי קדֶשׁ) Proclamadores de Santidade. ‘os tempos em que a santidade é proclamada’ (Levitico 23:2).

    A Declaração de D-us na Torá que estes dias são Santos implica que eles são definidos como Especiais /Separados, colocados a parte para atividades especiais, tais como a comemoração de D-us como nosso criador e do Universo (Shabat), nosso Redentor (Páscoa), nossa ressurreição (primícias), nosso doador da Torá e do Seu Espírito Santo (Shavuot), nosso Rei e do Julgamento (Rosh Hashaná), nosso sumo sacerdote e nossa Expiação (Yom Kipur), e assim por diante.
    A este propósito refira-se que é um erro supor que o calendário Divino de alguma forma foi revogado na Cruz, pois todas as Festas judaicas Centralizam-se Nele (No Messias) e, de fato, o advento da Ruach HaKodesh (Espírito Santo) de D-us ocorreu justamente após a prescrita contagem de 49 dias para Shavuot / Pentecostes (Atos 1:8; 2:1-4).

    Um aspecto da santidade é uma sensação de ‘separação’ da cultura predominante. (não uma auto segregação da cultura predominante)

    No ‘Midrash Vaykra Rabá’ ensina que D-us disse a Moisés; ‘fala aos Filhos de Israel que assim como eu sou separado, assim vocês devem ser separados; assim como eu sou Especial (Santo), portanto é preciso ser Especial (Santo). ’
    Da mesma forma, o Emissário Paulo ensinou que somos chamados a sermos “formados” (σύμμορφος) com o Messias, mas não “formados” (συσχηματίζω) pelo padrão deste Sistema… συσχηματίζω Significa assemelhar-se ou ser feitos semelhantes na forma (μορφή), enquanto o último é um verbo passivo que significa aceitar o regime/Moda do Sistema desta Presente Era (σχῆμα) de ver e agir nas coisas.

    Por outro lado, o direito de andar em santidade pessoal não é sair da vida neste sistema / Mundo, tal como vivendo como um monge ou se retirando dos outros como um asceta, praticando o auto retiro, clausura pela vida toda ou muito menos tendo uma atitude de ‘mais santo que todo mundo’ que se orgulha e tem base na escrupulosidade religiosa…
    Yeshua (Jesus) rotineiramente admoestava certos fariseus que assumiam este tipo de escrupulosidade religiosa, que se sustentavam nas praticas meticulosas das ‘leis de pureza’, que eram destinadas apenas para os Sacerdotes durante seu serviço sacrificial no Templo, aplicado para eles mesmos em sua vida diária (por exemplo; algumas dessas facções de fariseus formavam “linhas de pensamento” cujos membros se comprometeriam a comer comida apenas enquanto estivessem em estado de pureza ritual, ritualmente lavar as mãos, e assim por diante).
    Yeshua (Jesus) chamou isso de ‘fermento dos fariseus’ do qual Ele disse ser hipocrisia (Lucas 12:1).

    Pelo contrário, D-us na Torá revela que a santidade é para ser vivida em experiências cotidianas da vida, no contexto da Comunidade. Sem humildade e amor, a prática da santidade é fica completamente sem sentido…
    Obs: Ser santo não é como você vê na cultura ocidental, uma pessoa boazinha, ou que nunca peca ou que não tem erros ou pecados ou defeitos e assim por diante.

    Verdadeiramente, nossas vidas são ‘suspendidas’ entre dois mundos, neste mundo fenomenal com suas ilusões e desilusões (deste Sistema) e o mundo real da substância e significado (Reino de D-us)…
    Nós existimos em um estado de ‘já – mas não ainda’, de expectativa e anseio onde podemos conscientemente mediar à verdade dos Céus (Reino de D-us) para trazê-la para a Terra. Esta é guerra da Verdade.

    Porque assim diz Adonay a respeito dos eunucos, que guardam os meus sábados (plural indica o 7º dia e as Festas fixas Levitico 23:4-44), e escolhem aquilo que me agrada, e abraçam a minha Aliança (Brit). Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas: um nome eterno darei a cada um deles que nunca se apagará.

    E aos filhos dos estrangeiros (não judeus), que se achegarem a D-us, para o servirem, e para amarem o nome de Adonay, sendo deste modo seus servos, todos os que guardarem o sábado (7º dia) não o profanando (fazer dele dia comum), e os que abraçarem a minha Aliança (Brit), também os levarei ao meu Santo Monte, e os festejarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha Casa será chamada casa de oração para todos os povos.
    Isaías 56:4-7

    em resposta a: Tzedaká – Terumah – Êxodo 25:1 a 27:1 #24262

    sofer
    Participante

    תרומה
    Terumá (oferenda de elevação)
    Leitura publica para Sábado 5/02/11
    Parashá: Êxodo 25:1 a 27:19
    Haftará: 1°Reis 5:26 a 6-13
    Brit Hadashá: 2°Corintos 9:1-15

    Começo esta Parashá (Porção) com perguntas profundas:
    *Para que eram os sacrifícios de animais?
    *Por que os Apóstolos continuavam a oferecer sacrifícios mais de 30 anos após a morte e ressurreição de Yeshua (Jesus)? (Atos 21:17-26)
    *Por que os Profetas anunciaram a volta dos sacrifícios nos tempos futuros?
    *Por que nós não oferecemos sacrifícios nos dias de hoje?
    *Yeshua (Jesus) foi um sacrifico humano?
    Para parar e pensar.

    Muitas vezes lemos a Torá como se fosse um simples livro de histórias que nos transmite alguns ensinamentos morais. Mas isso é um grande erro, a Torá é chamada de “Torat Chayim” (Instruções de Vida) justamente porque em cada versículo e em cada palavra estão contidos muitos ensinamentos de como viver da maneira correta. Um bom exemplo é o início desta Parashá.
    Em Êxodos 25:1-2:
    Então disse Adonay a Moisés:
    Fala aos filhos de Israel que me tragam uma contribuição; e toda pessoa cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a contribuição.

    De acordo com nossos sábios, a palavra Hebraica, “Terumah” é “um termo técnico que significa especificamente àquilo que é reservado por seu proprietário para um uso especial”. “O efeito destas contribuições era elevar o doador em seu conceito de prosperidade na qual o Eterno tinha o abençoado”. Ou seja, é uma palavra que significa ‘contribuição’ ou ‘oferta ou presente de coração’.

    A porção desta semana começa com D-us pedindo presentes daqueles que de coração quisessem dar, tudo isto para prover os materiais para a construção do Mishkan Kodesh – O Santo Tabernaculo, uma estrutura onde representaria a Presença de D-us entre os Israelitas durante sua jornada ate a Eretz Israel – Terra de Israel, a terra prometida.

    Adonay diz a Moshé nesta Parashá para arrecadar contribuições para a construção do Tabernaculo móvel o Mishkan. Era para os filhos de Israel construir “um lugar de habitação” para o Eterno na terra, e estas contribuições eram para serem voluntarias e de coração.

    A palavra Mishkan vem da raiz hebraica shchan que significa ‘habitar’.
    Este Tabernaculo santo foi feito com a intenção para prover um lugar para os sacrifícios e confraternização com Adonay o D-us de Israel. Desde que sabemos que o Tabernaculo representava um lugar da habitação da Presença de D-us entre os filhos de Israel e a humanidade. Que mais tarde ficou associada a Shechiná ou seja a manifestação da Presença de D-us entre os filhos de Israel.

    Toda a oferta voluntaria deviam ser usadas para fazer os “céus na terra.” Era a primeira vez que o Remidor pedia algo para si mesmo do seu povo remido.

    A intenção de Adonay era ELE mesmo trazer a gloria para si mesmo através da beleza do Tabernaculo com as ações que ocorreriam lá, e através de seu povo, os quais dariam livremente as contribuições, Ele tinha-lhes demonstrado inteiramente que eles eram dignos de tudo que possuem.

    As palavras “de todos” parecem na primeira vista serem supérfluas, mas na realidade contêm uma lição profunda. Benditos são aqueles justos que direcionam todos seus pensamentos e desejos no Rei celestial, e cujas aspirações são dirigidas, não para as coisas fúteis e tolas deste mundo e de suas luxurias, mas sim a unir-se ele mesmo de coração inteiro ao mundo “acima” a fim extrair no mundo ‘abaixo’ o favor do S-nhor dos céus à terra. (Zohar soncino Itália – shemot)

    Considere Êxodos 25:8 – 9:
    Me farão um santuário, para que eu habite no meio deles.
    Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.

    A única construção que foi construída na terra com total perfeição deste o começo ate o fim e em cada detalhe deste o mínimo ao maior foi o Tabernaculo móvel o Mishkan construído por Moises no deserto e que durou ate a época do rei Salomão e foi o modelo para o Templo – Beit HaMikadesh.

    Moisés recebe minuciosas instruções sobre a construção da Arca e da Menorah, assim como todos os detalhes para erguer o Tabernáculo, um templo que possa ser transportado através do deserto.
    Habilidade, kavaná (intenção do coração) generosidade, o desapego das doações em ouro, pedras preciosas, madeira e incenso: tudo isso entra na construção do Tabernáculo, que será o ponto focal da comunidade no Sinai, o lugar de conexão, o lugar que antecede o Templo de Jerusalém, mais tarde o centro irradiador da identidade nacional e da Fé.

    E porque o Tabernaculo foi construído? Para que o Eterno pudesse habitar no meio ao seu povo os filhos de Israel aqui na Terra. O povo não precisaria subir a montanha como Moises, mas o próprio D-us desceria ao encontro do seu povo.
    E ao mesmo tempo não comprometeria sua santidade o Tabernaculo onde a própria Shechiná era visível e também era o lugar desta separação entre o sagrado e o secular.

    No Midrash, Talmude e a Igeret Ivrim (carta aos hebreus) todos concordam que o Tabernaculo foi feito de acordo com o padrão celestial do lugar da moradia de D-us nos reinos celestiais.

    Atenta, pois, que os faças conforme o seu modelo, que te foi mostrado no monte. Êxodo 25:40
    As descrições detalhadas estão descrevendo cópias modelos do Tabernaculo Celestial.
    Isaías 66:1 – 2 lêem:

    Assim diz Adonay: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés.
    Que casa me edificaria vós? E que lugar seria o do meu descanso?
    A minha mão fez todas essas coisas, e assim todas elas vieram a existir, diz Adonay; mas eis para quem olharei: para o humilde e contrito de espírito, que treme diante da minha palavra.

    Sua “preparação de seu Tabernaculo”, ou seja, ‘você’, consiste em duas características: “um espírito” e esse humilde e contrito coração e quem treme diante da palavra de D-us. Contrição é o arrependimento sincero, Isto força a pergunta – é este você?

    Mikadash e Mishkan
    Duas palavras Hebraicas são usadas descrever o Tabernaculo as quais são:
    Mikadash e Mishkan.

    1° *Mikadash
    Está em Êxodos 25:8:
    E me farão um santuário (Mikadash), para que eu habite no meio deles.
    A palavra Hebraica, Mikadash, significa lugar separado, lugar especial, ou seja, santo vem da raiz Kodesh que significa separado, especial, santo. Esta palavra mostra que Moises devia construir um lugar especial, tudo devia ser especial para o lugar. Quando o povo viesse a este lugar, teriam que passar determinados rituais em ordem a ser separado de seu mundo rotineiro e participar em “outro mundo”.

    2° *Mishkan
    A palavra “mishkan” carrega uma outra idéia envolvida nela. É projetada para revelar verdades sobre quem “residiria” lá.
    Esta idéia é conectada pela palavra Hebraica “mar’ah”, que poderia ser traduzida como “uma visão.” Adonay mostrou a Moises uma visão deste lugar no Monte Sinai.

    Em Êxodos 25:9:
    Conforme a tudo o que Eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim desta forma você fará.

    Á Moises foi mostrado um modelo ou uma cópia, e dado as instruções detalhadas, que de forma nenhuma poderia ser mudada. Isso é o que no livro de Hebreus explicava a respeito da natureza do Tabernaculo. O Messias entrou em um lugar santo nos reinos celestiais e fez então a expiação para os pecados ou continua. Este lugar santo nos reinos celestiais foi retratado na terra com uma cópia.
    Vemos em Hebreus 9:23 – 24:

    Era necessário, portanto, que as copias das coisas que estão nos céus fossem purificadas com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios melhores do que estes. Pois O Messias não entrou num santuário feito por mãos, copia do celestial, mas no próprio céus, para agora comparecer por nós perante a face de D-us; …pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” (Heb. 9:11, 12)
    O simbolismo rico é revelado no Tabernaculo, mas é também importante o que significado simbólico possui, nós não devemos afrouxar o fato que D-us instruiu Moises a construir um Tabernaculo real.

    Esta “cópia” real era um lugar onde o povo poderia começar a participar no “mundo” de D-us.
    Quando Moises fez o Tabernaculo no deserto, um outro tal foi levantado nas esferas celestiais, como nós aprendemos das palavras: “E veio passar… que o Tabernaculo foi erguido”, a referência que é ao outro Tabernaculo, àquela que estava acima, a saber o Tabernaculo “do novo homem ”, Metatron (O Messias), em grandiosidade. (Soncino Itália: Zohar)

    No Talmud nossos rabinos ensinaram.
    Disse o filho de Kapara: maiores são os atos dos justos que a obra dos céus e terra. Pois a respeito da obra do Criador está escrito: “Também Minha mão fundou a terra, e Minha mão direita construiu os céus” mas sobre a obra dos justos está escrito:”O Santuário de D-us que Suas mãos fundaram. Talmud, Ketuvot 5a :”
    D-us transforma o “espiritual” num mundo físico, e o justo transforma a fisicalidade do mundo em “espiritualidade”. Rabi Baal Shem Tov (1698 -1760)

    A segunda palavra Hebraica, Mishkan, vem da raiz “eu residirei.” Ou Residir como já vimos.
    D-us instruía a Moshé construir uma “moradia” que separada de tudo, onde D-us poderia descer e estar no meio do seu povo.

    Em João podemos encontrar a palavra grega skenê que não faria sentido nenhum se a pessoa não entender a cultura judaica da época de Yeshua (Jesus), pois a palavra em grego ‘skenê’ retratada no evangelho segundo João era pra se referir a Yeshua (Jesus) que habitou entre nós. Skenê literalmente significa ‘tabernaculou’ entre nós, fazendo alusão ao Tabernaculo de D-us no deserto.

    E o Verbo se fez carne, e tabernaculou entre nós, cheio de chesed (graça) e de emet (verdade); e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.
    João 1;14
    Quando João usa a palavra tabernaculou entre nós, ele quer dizer que o Messias o Noivo veio ao encontro da sua noiva, o povo da aliança ele entrou no santos dos santos onde ali ficavam as tabuas da Lei a aliança que D-us tinha feito com os filhos de Israel no monte Sinai, representando a Ketubá (o contrato de casamento).

    Uma curiosidade é que quando o Tabernáculo era montado, a cada vez que o povo de Israel parava no deserto, ele era montado de dentro para fora, ou seja, do Santo dos Santos até o pátio!
    A porta do Tabernáculo ficava virada para o leste, o lado onde nasce o sol. Quando o dia nascia a primeira coisa que viam era o nascimento do Sol. (Malaquias 4.2.). Os pães eram colocados em duas fileiras de seis, perfazendo um total de doze pães. Já isso nos fala das doze tribos de Israel.

    Considere João 1:17-18: Porque a Tora foi dada por intermédio de Moises; e a Chesed (graça) e a Emet (verdade) por intermédio de Yeshua HaMashiach. Ninguém jamais viu a Elohim (D-us). O seu unigênito (ben Yachid), que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.
    Matan Torah (a dádiva da Torá). A Torá foi dada por D-us através de Moises como podemos ver em êxodos 31:18 , 34:28 e Deuteronômio 32:46.
    A Chesed e Emet (graça e verdade).

    Podemos ver a graça e a verdade sendo pronunciadas no monte Sinai ao mesmo tempo em que a Torá (lei) estava sendo oficializada ao povo de Israel, Vemos que a presença Divina do Filho que detém o nome IHVH (Adonay), passa por Moises declamando a chesed (graça) e a Emet (verdade). Como podemos ver claramente em Êxodos 34:5-6:
    Adonay desceu numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou em nome de Adonay. Tendo Adonay passado perante Moisés, proclamou: Adonay, Adonay, Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em Chesed (Graça) e Emet (verdade);
    וירד יהוה בענן ויתיצב עמו שם ויקרא בשם יהוה
    ויעבר יהוה עלפניו ויקרא יהוה יהוה אל רחום וחנון
    ארך אפים ורב חסד ואמת
    Adonay (O filho a imagem do Pai) desceu numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou o nome Adonay. (o Nome do Pai, o qual ele detém). Tendo Adonay (o filho, que é a imagem do Pai) passado perante Moisés, proclamou: Adonay, Adonay, Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em Chesed (חסד Graça) e Emet (אמתverdade);
    ADONAY, ADONAY, EL Rachum v’Chanún Érech Apaiym ve’rav Chêsed v’Émet
    Podemos ver também está comparação de Graça e verdade nos salmos 25:10: Todas as veredas de Adonay são (Graça) Chesed e (verdade) Emet para aqueles que guardam o sua Aliança e os seus testemunhos. Ou Salmos 40:11: não escondi da kahal rav – grande congregação a tua Graça (sua Chesed) e a tua verdade (sua Emet). Ou Salmos 85:11. A Graça (chesed) e a verdade (Emet) se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.
    Temos também que levar em conta o que está escrito em Provérbios 30:4: Quem subiu aos céus e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Mas amarrou as águas no seu manto? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu FILHO? Certamente o sabes!

    Lãs e linho
    Considere Levitico 19:19:
    Guardareis os meus estatutos. Não permitirás que se cruze o teu gado com o de espécie diversa; não semearás o teu campo com semente diversa; nem vestirás roupa tecida de materiais diversos.
    E em Deuteronômio 22:11:
    Não farás roupas de lã e linho juntamente.
    Os materiais de construção usados para o Tabernaculo são agrupados em sete categorias:
    *metais
    *fios tingidos
    *telas (peles de carneiro tingidas de vermelho, peles de ‘Tachash’)
    *madeira
    *óleo
    *especiarias
    *pedras preciosas.
    Uma característica interessante sobre algumas das telas que estão sendo usadas é que às vezes estas telas consistem em uma mistura das lãs e do linho. Tal mistura de lãs e linho é proibido. No Hebraico ou no dito judaico popular esse tipo de uma mistura de dois tipos do material para fazer uma parte do pano é chamado sha’atnez.

    A roupa não deve geralmente ser feita do material deste tipo de fibras misturadas.
    Contudo todo o véu que separa o Kadosh haKedoshim (Santos dos Santos) do santuário, a cortina na entrada no Santuário, da tenda e ate mesmo peças da roupa ritual do Cohen haGadol (Sumo Sacerdote), é ordenado para ser feito desta mesma mistura (sha’atnez) que é proibida aos filhos de Israel.

    Adonay designou determinadas coisas reservadas para o mais “Santo”. Seu uso fora desse contexto não é permitido. Não há nada inerente de impuro ou não santo sobre panos misturados.
    Esta compreensão é uma chave para corretamente compreender os princípios atrás de tudo que é Kosher (limpo – permitido) e Trefá (impuro), Tudo isto tem a ver com D-us de como ELE quer que o sirvamos ou o adoremos.

    Entre todos estes materiais, um deles intrigou os nossos antigos rabinos: O Tachash. Que animal seria este, o Tachash? A interpretação mais conhecida é que se tratava de um golfinho. Segundo Onkelos, o tradutor clássico da Torá para o aramaico o Targum (35 a 125 A/C).
    Onkelos entendia que o termo tachash derivava do aramaico Sas Gavnah. Por sua vez, no Talmud no tratado de Shabat, nossos sábios dizem que Sas é alegria em hebraico, Gavnah é cores em aramaico, portanto, parece que este golfinho tinha uma pele alegremente multicolorida.

    Mas no Midrash Tanchuma (antigos comentários rabínicos) o Rabino Yehudah dizia que “o Tachash não era um golfinho, mas sim um animal do deserto com um chifre na testa e a pele mesclada com seis cores diferentes. Um unicórnio! Segundo o Rabi Yehudah, este ser maravilhoso teria existido para que da sua pele fossem feitas as cortinas do Tabernaculo – Mishkan. Depois disso – entrou em extinção.”
    Uma tradicional canção de celebração de Shabat diz assim:
    ‘Ismechu be’malchutechá, shomrê Shabat ve’corê óneg, óneg Shabat.’ ‘Alegremo-nos com o Shabat – suas cores, cheiros, sabores e sons.’

    Estaremos assim compartilhando das mesmas sensações que nossos antepassados tiveram no deserto, no Tabernaculo, perto de D-us, como tudo o que há de mais maravilhoso em Seu Reino.

    De acordo com o padrão
    Êxodos 25:9:
    “você deve o fazer de acordo com tudo que EU te mostro…. o projeto do Tabernaculo e o projeto dos moveis….”
    Adonay está falando a Moises durante os quarenta dias que ele ficou no alto do Mt. Sinai. De tudo como eu te mostro disse Adonay, isto é Moises viu o Tabernaculo celestial e anotava tudo.

    Considere Hebreus 8:5:
    Os quais servem àquilo que é copia e sombra das coisas celestiais, como Moisés foi divinamente avisado, quando estava para construir o tabernáculo; porque lhe foi dito: Olha, faze conforme o modelo que no monte se te mostrou.

    ‘Onde está D-us?`, pergunta o Kotzker Rebbe (1787-1859), e ele mesmo responde: ‘Em todos os lugares em que O deixemos entrar`.

    O caminho da conexão “espiritual” tem contornos fugidios e insondáveis, mas aqueles que vivenciaram momentos de interação com o Divino afirmam que isso só pode ocorrer a partir de corações que estejam receptivos e abertos. Aqueles que trazem suas oferendas para a construção do Tabernáculo (externo e interno) abrem-se à presença da Shechinah.

    Podemos dizer que o Tabernáculo, internamente, é como que um alicerce fundamental na construção de nós mesmos, um espaço onde podemos acessar talentos e competências essenciais, para que sejam cultivados com carinho e dedicação e para que possamos estar presentes, por inteiro, em cada momento de nossas vidas.

    O santuário tinha um pátio exterior, onde se encontravam o altar para queimar as ofertas, a vasilha usada pelos Cohanim (Sacerdotes) para a lavagem das mãos e o Tabernáculo que estava dividido em duas câmaras, por uma cortina.

    A câmara exterior chamava-se Kodesh (lugar sagrado), onde estavam o candelabro de puro ouro, lavrado, com seis braços, três de cada lado. E o Mizbeach Haktoret (altar do incenso).

    A câmara interior, chamada Kodesh Hakodashim (Santo dos Santos) era um espaço onde apenas podia entrar o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) e unicamente em Yom Kipur. (Dia da Expiação – Perdão) No seu interior encontrava-se o Arón (arca), que continha as duas tábuas de pedra nas quais estavam gravadas as Dez Palavras (Mandamentos.)

    A arca era de madeira de acácia revestido de ouro puro com dois querubins de ouro nos extremos do propiciatório. Também existia uma mesa de madeira de acácia ravestida com ouro com molduras, para colocar o pão da proposição (Lechem Panim).
    Mas do Filho (Yeshua) diz: O teu trono, ó D-us, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Hebreus 1:8

    O Altar do Tabernaculo
    Apesar de estar localizado no pátio do Tabernáculo, a céu aberto, a chuva nunca extinguiu seu fogo. Além disso, a coluna de fumaça que se desprendia dele subia aos Céus na forma de uma coluna perfeitamente ereta e não era dispersa pelo vento.
    A palavra hebraica para ‘altar’ é ‘Mizbeach’ e as letras hebraicas que formam a palavra Altar indicam quatro coisas que eram providas pelo Altar.
    *Mechilah – perdão
    *Zechut – mérito
    *Brachah – bênção
    *Chayim – vida
    O Templo Sagrado em Jerusalém ficava no Monte Moriá. D-us fez com que o Altar de Cobre, ficasse num local muito especial sobre aquela montanha. Foi construído exatamente no mesmo local do qual D-us pegou terra com a qual criou o primeiro homem, Adão; onde a humanidade ofereceu seus primeiros sacrifícios através de Caim e Abel (filhos de Adão); onde Noé construiu um altar após o Dilúvio; e onde Abraão atou Isaque com intenção de sacrificar seu filho a D-us.

    O Espírito Santo de D-us
    Considere.
    ‘… A quem eu tenha enchido do Espírito de sabedoria…’ Êxodo 28:3.
    O Espírito Santo de D-us, também é conhecido como o Espírito de sabedoria
    (Efésios 1:15-18)
    רוח הקודש
    Ruach Hakodesh
    (sopro Santo- espírito santo – inspiração Divina)
    Introdução:
    Ruach HaKodesh: Tradução literal Sopro ou vento separado, especial, santo. É uma palavra hebraica feminina.
    Não me lances fora da tua face, e não retires de mim a tua Ruach HaKodesh (espírito Santo- inspiração Divina) Salmo 51:11
    O Ruach El (Espírito ou inspiração de D-us) me fez; e a neshmat Shaday (respiração do Todo-Poderoso) me deu vida. Jó 33:4
    Deste o tempo da criação, constantes referencias foram feitas nas santas escrituras ao Messias e a esperança messiânica de Israel. O Ruach Elohim (espírito de D-us) movia-se sobre a face das águas: O espírito de D-us alude ao Messias. (Midrash Bereshit Rabbah 2; Midrash Vayikrá Rabbah 14)
    O Espírito Santo é o próprio D-us em si…

    No Tanach (sagradas escrituras) a palavra ruach geralmente sempre significa sopro, vento, inspirar (no latim espíritus e no grego pneuma) seja de animais ou de seres humanos (Genesis 7:15. Salmos 104:25-29 e Isaias 42:5. Ezequiel 37:5).

    D-us é o EL Elohei haRuchot (D-us dos espíritos – sopros da vida) números 16:22, D-us é o provedor de todos os sopros de vida (espíritos). Que, enquanto em mim houver Neshmat (alma, alento de vida), e o Ruach (sopro – espírito) que vem de D-us está nas minhas narinas, (Jó 27:3). Nas mãos de D-us está a alma de todo ser vivo, e o Ruach (espírito – sopro de vida) de toda a humanidade. (Jó 12:10. Isaias 42:5) Atribuído na humanidade o Ruach (espírito) denota um principio de vida ou algo que da vida a Nefesh (alma) o seu ser.

    O Ruach mostra a imagem divina do ser humano. Espírito não é uma entidade como podemos verificar através das escrituras sagradas. E o espírito vem de D-us para que o homem se torne uma alma vivente.

    Agora quando atribuído a D-us (Ruach HaKodesh , Espírito Santo e etc.) a palavra Ruach (sopro –espírito) indica atividade criativa, energia (Genesis 1:2) poder ativo , energia (Isaias 40:13).

    O Espírito de D-us também indica providencia (Jô 33:4. Salmos 104:30) redenção (Ezequiel 11:19. Ageu 2:5) e dando poder ao Messias (Isaias 11:2. 42:1. 61:1).

    O Espírito Santo é o próprio D-us, não uma terceira entidade separada de D-us. Embora toda a humanidade participe do espírito de D-us o qual nos fez almas viventes. O espírito separado, especial, santo de D-us só alguns o recebe, aqueles a quem D-us os aprove dar.

    Podemos identificar através das escrituras;
    רוח אלוהים
    Espírito de D-us. Ruach Elohim (referencias: Genesis 1:2. 41:38. Êxodo 31:3. 35:31 Números 24:2. 1° Samuel 10:10. 11:6 16:15 -23. 2° Crônicas 15:1 . 24:20)
    Em muitos casos das referencias acima o espírito de D-us veio sobre cada individuo e capacitou-os a falar e agir em nome de Adonay Deus.
    רוח יהוה
    Espírito de Adonay (יהוה). Ruach Adonay (referencias: juízes 3:10. 6:34. 11:29. 13:5. 14:6.19 . 15:14. 1° Samuel 10:6 16:13 19:9
    2° Samuel 23:2. 1°Reis 18:12. 22:24 2°Reis 2:16 2° Crônicas 18:23 20:14 Isaias 11:2 40:7 59:19 63:14. Ezequiel 11:5 Ósseas 13:15 Miquéias 2:7 e 3:8)
    רוח הקודש
    Espírito Santo. Ruach HaKodesh (referencias: Salmo 51:11 e todo novo testamento, aparecendo já em Mateus 1:18 e Lucas 1:41 Lucas 2:25-27)
    Nota: no período do segundo templo e na época de Yeshua (Jesus) o termo Ruach HaKodesh era muito usado pra se referir a Adonay יהוה, para evitar de escrever o nome sagrado de D-us e não profaná-lo.

    יהוה אדני רוח
    Espírito do Senhor Adonay יהוה . Ruach Adonay Adonay יהוה. (Referencia: Isaias 61:1)

    אל רוח
    Espírito de D-us. Ruach El. (referencias: Jó 33:4)

    Tzuvui HaMishkan

    O resto da Parashá é algumas vezes chamado de Tzuvui HaMishkan que são os mandamentos dados a Moises para construir o Tabernaculo de acordo com o modelo que ele tinha visto nas esferas celestiais. Cada componente e peças do Tabernaculo devem ser construídas nos mínimos detalhes.

    De acordo com o Midrash Rabah (antigos comentários rabínicos) o Tabernaculo está associado com a criação do Universo.
    *Em relação ao dia Um da criação, ele diz: e te cobres de luz. Estendes os céus como se fosse uma cortina (salmo 104:2).
    Em relação à construção do Tabernaculo, ele diz: Farás também de pêlos de cabra cortinas para servirem de tenda sobre o Tabernáculo; onze cortinas farás. (êxodo 26:7)
    Obs: Engraçado os cientistas hoje através da Teoria ‘M’ que o universo flui através de 11 dimensões.
    Einstein dizia O melhor jeito de imaginar a gravidade em largas escalas é pensar num pano ou cortina esticado em todo o universo.
    • Em Relação ao segundo dia da criação, ele diz: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. (Genesis 1:6). Em relação à construção do Tabernaculo, ele diz: o véu vos fará separação entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos. (Êxodo 26:33)
    • Em relação ao terceiro dia da criação, ele diz: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar. (Genesis 1:9). Em relação a construção do Tabernaculo, ele diz: Colocará entre a tenda da congregação e o altar e deitarás água nela. (êxodo 30:18)
    • Em relação ao quarto dia da criação, ele diz: Haja luminares no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.. (Genesis 1:14). Em relação a construção do Tabernaculo, ele diz: Farás também um candelabro (Menorah) de ouro puro;. (êxodo 25:31)
    • Em relação ao quinto dia da criação, ele diz: e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus. (Genesis 1:20). Em relação à construção do Tabernaculo, ele diz: Os querubins estenderão as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estarão eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório. (êxodo 25:20)
    • Em relação ao sexto dia da criação a criação dos seres humanos para cultivar e cuidar da Terra. Em relação à construção do Tabernaculo, ele diz: Faze também vir para junto de ti Arão, teu irmão, e seus filhos com ele, dentre os filhos de Israel, para me oficiarem como sacerdotes, a saber, Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. (êxodo 28:01).
    • Em relação ao sétimo dia está escrito: Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo mais… descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito… E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou… (Genesis 2:1-3). Em relação à construção do Tabernaculo, ele diz: Assim se concluiu toda a obra do tabernáculo da tenda da congregação… assim a fizeram, e Moisés os abençoou… Moisés acabou de levantar o Tabernáculo, e o ungiu, e o santificou (êxodo 39:32-43 e números 7:1)

    Mais tarde como sabemos o Tabernaculo se tornou o Beit HaMikadesh (Templo) em Jerusalém no monte Moriá. Como diz um Midrash: A terra de Israel é situada é o centro do mundo e Jerusalém é o centro de Israel e o Templo é o centro de Jerusalém e o Santo dos santos é o Centro do Templo e a pedra fundamental da onde o mundo é fundamentado está em frente a Arca da Aliança (midrash tehilim terumah kedoshim)
    שבת שלום

    shabat shalom

    כִּי-חֶדְוַת יְהוָה הִיא מָעֻזְּכֶם

    em resposta a: 666, A marca da Besta! #24249

    sofer
    Participante

    não foram forçação de barra….são apenas manuscritos mas antigos… neste caso acho que devemos ser mais ‘estudiosos históricos’ do que um passionalismo religioso …

    em resposta a: 666, A marca da Besta! #24236

    sofer
    Participante

    Vaneide shalom, em alguns manuscritos gregos mais antigos não é 666 e sim 616,


    sofer
    Participante

    נֵס גָדוֹל הָיָה שָׁם
    Nes Gadol Haya Sham
    As 4 letras do Dreidel ou Sevivon (um peãozinho usado na festa de Hanuká para uma brincadeira que é feita pelas crianças) tem um grande significado.

    A primeira coisa que uma pessoa pode notar é que as 4 faces do Dreidel (peãozinho) tem 4 letras hebraicas uma em cada face do peão. As 4 letras hebraicas são a Nun, Gimel, Hey e Shin.

    As iniciais da frase: ‘Um Grande Milagre Aconteceu lá’ ou em hebraico
    ‘Nes Gadol Hayá Sham’ נֵס גָדוֹל הָיָה שָׁם.

    A primeira coisa a se notar é que o valor numérico destas 4 letras נגהש juntas é 358, igual ao equivalente numérico da palavra Mashiach (Messias).

    Esta mensagem escondida nas letras do Dreidel – Sevivon (peão) nos informa que o grande milagre que aconteceu lá (Jerusalém) foi a Luz do Messias (Yeshua) e sua redenção para assim mudar o mundo para que ele seja a morada da Shechiná (Presença) do nosso D-us.

    Para os judeus que moram em Israel, eles decidiram mudar a ultima palavra que é ‘lá’ em hebraico ‘Sham’, para a palavra ‘aqui’ que em hebraico é ‘Pó’, por uma razão muito obvia.
    Então as letras iniciais do dreidel seriam: ‘Um Grande Milagre Aconteceu Aqui’. Nes Gadol Hayá Pó. Então as letras iniciais seriam נגהפ

    E o valor numérico é 138 que seria o equivalente numérico das palavras Menachem (Consolador) e Tzemach (rebento – renovo) ambos os títulos ou atributos do Messias.

    Assim os nossos sábios Rabinos da antiguidade viam o Messias. (diferente dos Rabinos reformistas de hoje)
    Considere o Midrash Mishlê (comentário rabínico); Rav Huna fala dos sete nomes para o Mashiach, também tirado de Isaias 9:5: Rav Huna disse: ‘o Messias será chamado por sete nomes (atributos) dos quais são; Yinon, Tzadikeinu [‘nossa justiça’], Tzemach [‘rebento’], Menachem [‘Confortador’], {bar} David,{Filho de} David, Shiloh (Enviado) e Eliahu.(meu D-us é Yahu).

    – 3 “O Messias é chamado por oito nomes: Yinon, Tzemach (renovo), Pele [‘Maravilhoso’], Yo’etz [‘Conselheiro’], Mashiach [‘Messias – Ungido’], El [‘D-us – Poder’], Gibor [‘Forte’], e Avi Ad Shalom [‘Pai eterno da Paz’].”4

    1 Shalom, Piska 36, p. 41.
    2 Braude, Piska 36, p.671.
    3 Yehuda ibn-Shmuel, ed., Midr’she G’ula (“Midrashim of Redemption”)

    Hanuká.
    (Dedicação)
    E proferirá palavras contra El Elyon (o Altíssimo), magoará os separados de El Elyon (Altíssimo) e cuidará em mudar os Moadim (tempos apontados por D-us ou seja as festas do S-nhor) e a Torah (Lei). (Daniel 7:25)

    Se você acha que isto acontecerá , eu digo isto já vem acontecendo , olhe ao seu redor. (desde a morte dos Sh’lichim Emissarios – Apóstolos)

    história
    Antíoco IV, Rei dos Selêucidas (‘Grego-sírios’ que ocupavam Israel, antes da invasão romana), objetivando exterminar o “judaísmo”, tomou e profanou o Templo Sagrado de Jerusalém, exigindo que os judeus abandonassem sua fé.
    Entre outras coisas, Antíoco proibiu exatamente os mandamentos da Torá que constituíam o vínculo entre D-us e o povo judeu (Israel), ou seja, se tratava de proibições estritamente relacionadas à FÉ em um D-us único e indivisível e os Seus mandamentos (Mitzvot).
    Os judeus foram proibidos de guardar o Shabat (sábado), de praticar o rito da circuncisão e de proclamar o início do novo mês pelo calendário bíblico (lua nova), o Rosh Hodesh. (assim não poderiam praticar as Festas do S-nhor)
    Além disso, Antíoco forçou os judeus a se curvarem a ídolos, sob pena de morte.
    Os que se recusaram a ceder à idolatria e a se assimilar à cultura greco-síria foram massacrados e, aos sobreviventes, foram impostas severas penas.

    Como esta historia sempre se repete ao longo dos séculos deste que D-us nos deu sua Torah através de Moises.
    Quando os Emissários morreram e os gentios crentes (Cristãos) já eram em bem maior numero que os judeus crentes, e o que eles fizeram?

    *Expulsaram os judeus crentes de sua convivência, pelo edito do rei romano baniram o Shabat (sábado) os Moadim (as festas do S-nhor) tais como Rosh Chodesh – (lua nova), Pesach (Páscoa bíblica), Sukot (Tabernaculos), Shavuot (pentecostes) e a Brit Milá (circuncisão), ao passar dos séculos passaram a perseguir os judeus em seus países, a Inglaterra foi o primeiro país a banir os seus Judeus, as cruzadas massacravam cada vila judaica que encontravam sem piedade, a inquisição ibérica passou a queimar em suas fogueiras os judeus (também os forçados chamados cristãos novos e seus descendentes) milhares de judeus portugueses foram forsados de uma forma ou de outra a serem batizados de pé, na Itália surgiram os primeiros guetos judaicos e seqüestros de crianças judias para serem criadas por cristãos, a queima de livros judaicos eram incentivadas em toda a Europa tais como queima dos Rolos de Torá, Talmud e outros comentários rabínicos e judaicos, os pogroms na Rússia e Ucrânia devastavam vilas judaicas russas.

    Vimos isto ocorrer varias vezes na Época da inquisição hispano-portuguesa, e também nos editos de Martinho Lutero e outros protestantes que mandavam queimar também os livros judaicos tais como rolos de Torá, Talmud isto também ocorreu nos pogroms da Rússia, e tudo isto culminando na época da Alemanha nazista. Hoje este anti-semitismo dirige-se diretamente ao Estado de Israel e ao Sionismo.

    Como podemos ver esta luta para seguir os mandamentos (Mitzvot) de D-us não é fácil ao longo da historia procurar seguir o Seu sábado e Suas festas apontadas e etc. não é nada fácil, é uma luta contra o Sistema do Mundo e contra o sistema religioso perverso que distorcem a palavra de D-us por doutrinas de homens e dogmas que não valem nada.

    Vemos também que Daniel profetizou isto. Vemos que em tempos futuros, já nos dias de hoje toda esta luta contra os mandamentos de D-us, Seus sábados, festas Apontadas, instruções dietéticas está ainda em vigor.

    Está é a mensagem da festa de Hanuká. QUE SEJA SEMPRE D-US VERDADEIRO e os seres humanos mentirosos.
    Que seus mandamentos (Mitzvot) sempre prevaleçam as tradições e doutrinas religiosas anti Torah (anomia – iníquas) e anti bíblicas.

    Mesmo que se levante entre nós um profeta, um pastor, um rabino, um líder religioso ou um anjo e etc. que faça milagres tais que ate ressuscite um morto, dizendo que os mandamentos (Mitzvot), (a Torá) não são mais validos, caducaram, foram anuladas na Cruz (mandamentos tais como tipos festas do S-nhor, sábados, circuncisão e etc) de forma alguma devemos crer em tal profeta, pastor, rabino, líder religioso e etc. Antes confirmamos todas as palavras da tora de D-us.
    Seja este homem mentiroso e D-us verdadeiro.

    O Mundo Judaico é um mundo vivo que continua vivo, não graças à sociedade cristã, mas ao apego dos judeus à Torá, ao seu apego aos quatro mil anos de caminhada, desde Abraham aos dias de hoje.

    Não há comparação NENHUMA entre a Festa de Chanuká (do hebraico: חנוכה) e a Festa de Natal (do latim: natale), pois uma é BIBLICA e a outra é romano – germânica -nórdica!

    em resposta a: O destino judaico e o livro de Ezequiel #24023

    sofer
    Participante

    Não …. valeu!!

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