O movimento reformista judáico

O Movimento judaico da Haskalá na Alemanha começou em meados do século XIX e o objetivo deste movimento foi presumivelmente para “intelectualizar” os judeus e ajudá-los a assimilar na cultura alemã.

A estrutura do serviço religioso na Sinagoga foi alterado para parecer com o culto Luterano (com musica de órgão, homens e mulheres sentados lado a lado e etc.) e o Alemão se tornou a língua usada na liturgia judaica e não o hebraico.

Além disso, o estudo secular e uma “maior crítica” foram incentivados na compreensão das Escrituras, e aos judeus foram instruídos para parar de viver isolado dentro de “guetos” judaicos, mas sim para integrar como membros plenos da sociedade alemã.

Esta abordagem mais tarde culminou com o “carro chefe” o movimento de reformista judaico: “Berlim é Jerusalém” (diziam eles).

Em outras palavras, Berlim era tão bom quanto a Jerusalém e o ideal da terra prometida, a Torá, e o destino final do povo judeu tornaram-se ‘espiritualizados’ e alegóricos (e, portanto, de importância meramente simbólica).

Tragicamente, foram os horrores da Segunda Guerra Mundial e a ascensão do partido nazista para desenganar a comunidade judaica alemã, que eles não eram considerados como verdadeiros “cidadãos” da Alemanha.

Os judeus reformistas da Alemanha concentraram-se tanto em serem “residentes” da Alemanha que tinham se esquecido que eles, em primeiro lugar e acima de tudo, eram Ger veToshav – “Estranhos e peregrinos na terra” (Hebreus 11:13).

O Movimento Judaico Reformista sobreviveu nos EUA onde há uma enorme comunidade judaica gerando também o ‘Judaísmo Liberal’ com os mesmos ideais “seculares” onde a liturgia é modificada aos moldes das novas ondas da modernidade, descartando o hebraico, as profundas verdades proféticas e etc.

O chamado movimento ‘Judaísmo Messiânico’ oriundo de muitos judeus advindos de movimentos liberais e do secularismo e a maioria trás estes mesmos ideais de serviços religiosos nas sinagogas aos moldes dos cultos cristãos protestantes e uma perda das futuras gerações com sua herança judaica, uma “cristianização” de seus membros, a aversão à milenar tradição rabínica por interpretações e linha de raciocínio protestante moderna e suas teologias, sem falar de grandes grupos missionários por trás de tal Movimento Messiânico ávidos em converter judeus ao cristianismo.

Com poucos judeus sérios e “verdadeiros” o Movimento Judaico Messiânico atraca-se na falta de credibilidade judaica e identidade judaica não passando, para muitos, mais do que um movimento missionário cristão protestante.

Mas nem tudo está perdido! Com raríssimas exceções Judeus Discípulos de Yeshua (Jesus) tem tentado e caminhado por um caminho diferente, onde uma nova geração de judeus discípulos de Yeshua (Jesus) continuará levando o legado judáico ao longo da historia.

Por Beny Zelts

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