Rosh Hashaná (ראש השנה)

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Parashat Nitzavim (Deuteronômio 29:9 – 30:20) é sempre lida nas Sinagogas no Shabat antes de Rosh Hashaná (14/set/15), e, portanto, esta é a última parte lida antes do ‘ano novo (civil) judaico’. Em muitas sinagogas, os parágrafos de abertura de Nitzavim e a conclusão também são lidos durante o Serviço (culto) da manhã de Yom Kipur (23/set/15).

O Pasuk (versículo) começa assim: ‘Hoje todos vocês estão na presença de Adonay… (אַתֶּם נִצָּבִים הַיּוֹם כֻּלְּכֶם לִפְנֵי יְהוָה אֱלהֵיכֶם)… (Deuteronômio 29:10-13). Após isto Moisés passou a rever a história de Israel e o futuro profético – ou seja, a grande profecia da Diáspora e do retorno do povo judeu – (Deut. 30:19)

 O caminho de retorno, arrependimento, (Teshuvá) é sempre uma questão do coração e da vontade: barchata ba’chayim: ‘Escolha a Vida’… No final das Eras, ou Fim dos Dias (acharit hayamim), D-us irá remover o “endurecimento parcial” do povo judeu, a fim de trazê-los de volta para Ele com todo o seu coração e alma (Dt 30:6, Rom. 11:25-26 ).

Mas por que este processo aparentemente às avessas de Teshuvá? Por que os Filhos de Israel tem que passar por este longo período de sofrimento, tribulação e dispersão, inquisição, pogroms, holocausto nazista apenas para ser finalmente reunido um dia no futuro?

 O próprio Moisés nos dá a resposta: ‘As coisas encobertas (haNistarot) pertencem a Adonay nosso Deus (הַנִּסְתָּרת לַיהוָה אֱלהֵינוּ), mas as coisas que são reveladas (haNiglot) pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta Torá(Deuteronômio 29:29).

Parte das ‘coisas ocultas’ (הנסתרת) referem-se ao mistério do sofrimento do povo judeu, pois é claro que D-us corrige particularmente aqueles a quem Ele ama, através de testes, e de fato parte do significado de ser Am segulá (um “povo escolhido”) implica lidar com D-us – por meio de bênção ou de maldição (Hb 10:31).

No final, no entanto, o plano de D-us para Israel e para o povo judeu será decisivo para demonstrar Sua sabedoria, poder e glória, tanto que o Emissário Paulo (שליח פאולוס) comentou sobre o futuro do Israel étnico, exclamando: ‘Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria (חכמה) e do conhecimento (דעת) de D-us! Quão insondáveis ​​são os seus juízos, e quão inescrutáveis ​​os seus caminhos(Romanos 11:33).

Talvez possamos agora compreender o Salmos 19:7; ‘A Torá de Adonay é perfeita, ‘retornando a alma’. ’ O texto hebraico lê, תּוֹרַת יְהוָה תְּמִימָה מְשִׁיבַת נָפֶשׁ, e pode ser mais bem traduzido como; ‘Dando ouvidos à Torá faz com que nossas almas se submetam a Teshuvá (arrependimento, retorno a D-us), que é o próprio tema de Rosh Hashaná e das Grandes Festas (tempos apontados por D-us – os Moedim)…

No dia do 7º mês vocês terão um dia de descanso (ou seja shabat), uma reunião sagrada, celebrada com alaridos (toques de Shofar). Levítico 23:23-25

 

Rosh Hashaná(Lev 23:23-25; Num 29:1-6) o Ano Novo civil judaico (ראש השנה – השנה יהודית)

No judaísmo, Rosh Hashaná (Yom Teruá) é celebrado como Dia de Ano Novo (civil) judaico. A Festa é observada nos dois primeiros dias do 7º mês bíblico de Tishrei (ou seja, a sétima ‘Lua Nova’ do ano), que geralmente cai em setembro ou outubro, e marca o início de um período de dez dias de oração, autoexame e arrependimento (Aseret Yemei teshuvá), que culmina no dia do jejum – Yom Kipur (Atos 27:9).

Estes 10 dias são conhecidos como Yamim Norai’m (יָמִים נוֹרָאִים), os “Dias de Reverência”. Rosh Hashaná (ראש השנה) também está ligado à criação do Universo (בְּרִיאַת הָעוֹלָם) por D-us, e tempos mais tarde na mesma época os seres humanos no sexto dia.

Rosh Hashaná é também conhecido como Yom Teru’ah (יוֹם תְּרוּעָה), a “festa do Alarido”. A nossa tradição ao longo destes três mil anos ensina que o Universo foi criado por Adonay no 1º dia do 7º mêsRosh Hashaná (e que milhares de anos depois no mesmo dia foi criado Adam, de modo que Rosh Hashaná marca também o sexto dia da criação, quando Adonay criou os seres humanos). Rosh Hashaná então remete tanto ao Inicio do Universo como também ao Sexto dia da criação.

Note-se que Rosh Hashaná é também chamado de ‘Yom haZikaron’, o “Dia da Lembrança” (Lev. 23:24), em referência ao mandamento de se lembrar de tocar o Shofar (Teruá). O Toque do Shofar serve para nos sacudir de nossa alienação neste Sistema caído. Temos que lembrar-nos de quem realmente somos lembrando que Adonay (יהוה) é o nosso Rei. Que Ele é o Rei do Rei dos reis – Melech Malchei hamelachim (מלך מלכי מלכים)

 

Segundo a antiga tradição judaica, em Rosh Hashaná o destino dos justos, os Tzadikim, está sendo escrito no Livro da Vida (סֵפֶר הַחַיִּים), e o destino dos Maléficos, os Resha’im, estão sendo escritos no Livro da Morte (סֶפֶר הַמָּוֵת). Daí o termo Aseret Yemei Teshuvá (עֲשֶׂרֶת יְמֵי תְּשׁוּבָה) – os Dez Dias de Arrependimento. Em Yom Kipur, então, os nomes de todos são selados em um dos livros, por um ano.

Consequentemente, muitas orações nas sinagogas são chamadas ao arrependimento para sermos feitos dignos de ser escrito no Livro da Vida. Sermões sobre a necessidade de arrependimento e os temas do juízo de D-us são frequentemente discutidos durante este tempo. A realeza de D-us é enfatizada em todos os serviços (cultos) nas sinagogas também.

A porção da Torá para o primeiro dia de Rosh Hashaná é sobre o nascimento de Isaque, e a parte para o segundo dia é sobre a Akeidá, (sacrifício de Isaque). O Musaf (serviço adicional) inclui bênçãos extras adicionados a ‘Amidá normal’ (devocional), enfatizando o Reinado de D-us, a lembrança dos nossos dias, e a chamada do Shofar para inaugurar o Reino messiânico no fim dos Dias.

 O Shofar (o chifre de carneiro) é o instrumento musical mais mencionado nas Escrituras. Ele é soprado pelo menos 100 vezes durante um serviço típico de Rosh Hashaná, cumprindo assim, assim, a Mitzvá (mandamento) de fazer Teru’ah (“alarido”) neste dia. O som do Shofar, então, serve para agitar o coração e inspirar Teshuvá (arrependimento) (Amós 3:6).

Os Aseret Yemei Teshuvá ou ‘Dez Dias de Arrependimento’, proporcionam um momento para nos arrependermos e voltarmos de todo o coração a D-us, a fim de ser selado no Livro da Vida. Esses dias dão o tom para o próximo dia mais sagrado o Yom Kipur (23/set/15).

Teshuvá, Tefilá e Tzedakáarrependimento, oração e justiça (caridade, justiça social) – estas são as virtudes morais das Grandes Festas e do judaísmo.

Na Torá, o 1º dia do 7º mês é para ser comemorado como Yom Teruá (יוֹם תְּרוּעָה), às vezes traduzido como a “festa das trombetas(Nm 29:1, Lv. 23:24).

A palavra Teruá significa “um alto som” ou “alarido“, e, portanto, este dia era para ser marcado, fazendo um som alto com o shofar a Hashem (Salmos 81:1-4). De todos os Moedim (festas do S-nhor, tempos apontados), Yom Teruá é único, porque, é a única festa que começa em uma Lua Nova (1º dia do mês), não há nenhuma razão explícita dada na Torá para a sua observância além de ‘tocar um Shofar’…e  ‘não trabalhar’… (Nm 29:1, Lv. 23:24).

Depois que o Segundo Templo (בית המקדש) foi destruído no ano 70 DC, no entanto, os sábios da Mishná redefiniram o ‘judaísmo pós Templo’ e associaram o Yom Teruá com o início do ano civil, judaico. Yom Teruá, em seguida, também se tornou conhecido como Rosh Hashaná. Porem continuou a ser o 7º mês, e Nisan o 1º mês (o ano novo litúrgico, religioso… e etc.).

 As Trombetas de prata (חֲצוֹצְרת, Hatzotzrot) eram originalmente usadas ​​para sinalizar os movimentos do acampamento durante a viagem para a terra prometida (Nm 10:1-2). Mais tarde, elas foram usadas ​​pelos levitas (לויים) durante vários rituais do Templo (בית המקדש), especialmente durante a oferenda de sacrifícios de animais (Nm 10:10). Elas também foram usadas ​​às vezes em tempos de guerra (Nm 10:09, 31:6;. 2 Cr 13:12-14).

Essas trombetas de prata (חֲצוֹצְרת) devem ser distinguidas dos berrantes de chifres de carneiro (שׁוֹפָר, Shofar), que eram explicitamente ordenados a serem soados durante o Yom Kipur (Levítico 25:9) e durante o Yovel (jubileu). O consenso comum entre os sábios é que o Shofar, junto com as duas Trombetas de prata, também eram usadas para Yom Teruá, ou seja, Rosh Hashaná (Mishná: Rosh Hashaná 16a, 3:3).

 

O Shofar também é um lembrete da troca do carneiro divinamente providenciado como resgate pela vida de Isaque (a Akeidá) e da entrega da Torá a Israel no Sinai, e das “trombetas” em apocalipse (Êxodo 19:16).

As festas do primeiro semestre (ou seja, a Pessach, dias os pães sem fermento, Primícias e Shavuot) indicavam também perfeitamente a primeira vinda de Yeshua como Mashiach ben Yosef, e as Festas do segundo semestre (ou seja, Yom Teruá {Rosh HaShaná}, Yom Kipur e Sukot) indicam também a sua segunda vinda como Mashiach ben David, para inaugurar o Reino milenar desde Zion (Sião), os Mo’edim (Festas, Tempos apontados) desenvolvem papeis proféticos tanto no passado quanto para o futuro.

Rosh Hashaná (ou melhor, Yom Teruá) é, portanto, um tempo sagrado que tem significado profético para todos nós, uma vez que comemora a criação do Universo por Adonay, bem como a criação do Ser Humano no sexto dia, um dia que clama uma Nova Criação, a mando do Messias, quando o som do Shofar celestial inaugurar o Reino em Jerusalém, e a Gloria do Eterno será vista em Zion, através de seu Filho, O Grande Rei dos reis (1 Coríntios 15:51-54, 1 Tessalonicenses 4:15-18). Rosh Hashaná também prefigura o futuro Dia do S-nhor, o grande Dia, que marca o julgamento de D-us sobre todos os seres humanos que um dia passaram sobre esta terra…

Por mais que nossa cultura Ocidental e principalmente a brasileira e varias teologias por ai digam ao contrario, um dia haverá uma prestação de contas

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