‘um sacerdócio eterno’ (בְּרִית כְּהֻנַּת עוֹלָם)

vav

Cada letra na Torá é uma lição, seja um ”kots” (”til”) ou uma palavra, frase ou letra, nada deve ser ignorado, mensagens incríveis também foram deixadas “codificadas” no tamanho da inscrita das letras nos rolos de Torá, na Parashá Pinchás (Fineias) temos uma pequena letra Yud (י), um Vav (ו) quebrado e extragrande Nun (נ).

Pinchas (Finéias), o neto de Aarão, o Cohen (sacerdote), a quem Hashem (D-us) premiou com uma Brit kehunat olam (בְּרִית כְּהֻנַּת עוֹלָם), uma ‘aliança de um sacerdócio eterno’, um retrato do sacerdócio segundo a ordem de MalkiTzedek.

O nome “Finéias” (iisto é; Pinchás: פִּינְחָס) compartilha o mesmo valor numérico (gematria) do nome de “Isaque” (ou seja, Yitzchak: יִצְחָק), o que sugere que, assim como Isaque estava disposto a ser sacrificado em obediência a D-us, ou seja, durante a Akeidá no Monte Moriá, de tal modo Pinchás estava disposto a morrer por seu zelo. Note ainda que a atitude de Pinchás ‘desviou o juízo de D-us e o fez estabelecer uma aliança de um sacerdócio eternoKehunat Olam (כְּהֻנַּת עוֹלָם), uma frase que compartilha a gematria da palavra Be’acharit (בְּאַחֲרִית), um termo que significa “Fim dos Dias” (Eras).

Dentro destas perceptivas, podemos fazer uma conexão entre Yitzchak (יִצְחָק) e Pinchás (פינחס), com a imagem de Yeshua (Baruch Shemô) nosso Messias ben HaMevorach (המשיח בן המבורך).

Neste contexto Isaque é uma imagem do ‘Cordeiro de D-us’ (שֵׂה הָאֱלהִים), e é claro, Pinchás (פינחס) retrata o zelo de um rei que enxerta no coração o Shalom do sacerdócio eterno de D-us.

Note que a gematria hebraica revela que a aliança do sacerdócio eterno (Kehunat Olam) traz a aliança eterna de Paz (Brit Shalom) e o “fim dos dias” (אחרית ימים) para a humanidade, e não há outro que o possa fazer.

O ato de Pinchás trouxe shalom e resultou na cessação das mortes dos israelitas. 24000 israelitas haviam morrido como resultado da depravação que ocorreu com as mulheres prostitutas rituais em Ba’al Peor. Adonay honra Pinchas pelo fato de ter feito isto, ter matado ambos o hebreu e a sacerdotisa Midianita.

Pinchás teve um ato justo, ele não ficou moralmente ofendido ou estava cheio de moralismos quanto tomou esta atitude, a situação aqui era a profanação de Israel. D-us declara que Pinchás é Tzadik (justo) e não imputa a ele o pecado de “assassinato”, mas foi seu ato que impediu que Adonay varresse Israel do deserto. Ainda mais, Adonay abençoou Pinchas com uma das mais maravilhosas alianças, a aliança de Shalom (Paz, Plenitude).

Os antigos Sábios ainda notam que a frase hebraica, ‘ Ele [Pinchas] fez a Expiação para o povo de Israel’ não usa o padrão לכפּר (Expiar), mas em vez disso, usa יְכַפֵּר e, portanto, pode-se ler: ‘ele expiou por Israel até ao final de todas as gerações’.

A palavra Chumoti (minha ira: חֲמָתִ֛י), em hebraico tem a palavra Mot (מות) no meio (que significa morte) e também está rodeado por uma letra Chet (ח) na frente, e um Yud (י) no final que soletra a palavra Chay (חי) – Vida em hebraico, através destas mortes a punição retroagiu e a maior parte da comunidade de Israel (קהילת ישראל) foi salva da praga.

… ‘desviou a minha ira de sobre os israelitas, pois foi zeloso com o meu zelo no meio deles (בתוכם), para que em meu zelo eu não os consumisse. ’ (Números 25:11), as palavras “no meio deles ou entre eles” parecem supérfluas, mas aprendemos nem uma letra não é desperdiçada na Torá, e nos é ensinado que estas palavras indicam que o ato extremo de Pinchás (פינחס) foi para o bem da comunidade (קהילה) e é o que ele tinha em mente, ele estava entre eles, no meio deles (בתוכם), ele estava parando um verdadeiro mal, seu ato foi para deter o mal que iria levar a muitas mortes, para trazer a Shalom (שלום) de volta.

Esta compreensão pode confirmada observando que se a letra Yud (י) – que significa mão – for tirada do nome Pinchás (פינחס) ficaria P’n Chas (פנחס), uma alusão ao grande feito de Pinchás, indica que ele teve que forçar a sua mão a não ter misericórdia devido à situação. Ele só agiu por amor e zelo por um bem maior, sem nenhuma intenção de malignidade.

Podemos estar totalmente sinceros em nossas convicções, mas nós podemos estar sinceramente errados… Na época do Segundo Templo, por exemplo, o partido dos Zelotes (הקנאים) odiavam e desprezavam as autoridades de Roma. Seu ódio político fez com que eles cegamente considerassem qualquer um que não partilhasse das suas ideologias e convicções como um inimigo pessoal.

Em uma das grandes tragédias da história judaica, esses fanáticos Zelotes (הקנאים) realmente mataram mais judeus do que os próprios romanos! E quantos de nós nos dias de hoje “matamos” as relações com outros por causa de nossa ideologia especial sobre alguma questão? Faze-nos bem sempre considerar as intenções do nosso coração…

Sê o primeiro

Deixe uma resposta