Yom Kipur (יוֹם הַכִּפּוּרִים), ou o “Dia da Expiação (s)”

yom

Yom Kipur, ou o “Dia da Expiação (s)” , é considerado como o dia mais sagrado do ano judaico e bíblico, e fornece uma visão profética a respeito da Vinda do Messias, a restauração da nação de Israel, e o derradeiro julgamento do mundo. É também um dia que revela o oficio Sumo Sacerdotal do Messias como nosso Kohen Gadol (Sumo Sacerdote), segundo a ordem de Malchi-Tzedek (veja; Heb. 5:10, 6:20).

O termo Yom Kipur (יום כיפור) está escrito no plural na Torá, Yom HaKipurim (יוֹם הַכִּפֻּרִים), que faz alusão às duas grandes expiações dadas por D-us – para aqueles entre todas as nações que se voltam para a Teshuvá (arrependimento), e para a purificação do povo de Israel como um todo, durante o Yom Adonay, o Grande dia do S-nhor (יוֹם-יְהוָה הַגָּדוֹל) no fim dos dias.

Na Torá descreve-se Yom Kipur (יוֹם הַכִּפּוּרִים), ou o “Dia da Expiação (s)”, como uma instrução na qual O Sumo Sacerdote Ungido (הכהן הגדול משיח) de Israel iria realizar uma série de rituais de sacrifícios especiais para purificar o Tabernáculo (mais tarde o Templo).

O clímax deste dia mais santo ocorria quando o Sumo Sacerdote Ungido (הכהן הגדול משיח) oferecia incenso e, em seguida, entrava no Santo dos Santos (קודש הקודשים) para aspergir o sangue do sacrifício sobre a Kaporet (ou seja, a “coroa” ou a tampa da Arca da Aliança), em nome dos pecados de todo o povo de Israel.

Nota-se; interessante o chamado “Novo Testamento” diz respeito ao ritual como uma “sombra”, ou seja, uma copia no “padrão” Celestial. Em suma, a idéia de “expiação” (ie, Kapará [כַּפָּרָה]), o que pode ser entendido como “cobertura”, “proteção”, “troca”, ou “perdão”.

O Tabernáculo terrestre (ou o Templo) e seus móveis eram “cópias” do Templo Celestial e do “Trono de D-us”. Moisés foi ordenado a fazer o Santuário de acordo com o “padrão” revelado no Sinai de acordo como ele viu nas dimensões celestiais (Êxodo 25:9). E por isto que foi falado: “Porque Messias entrou não num santuário feito por mãos humanas (terrestre), que são representações (ἀντίτυπος) de coisas verdadeiras, mas no próprio celestial, para comparecer na presença de D-us (Shechiná) em nosso favor” (Hebreus 9:24).

A cada Yom Kipur o Messias entra no santo dos santos celestial a nosso favor.

O ponto mais central do Tabernáculo terrestre era a Arca da Aliança (אֲרוֹן הַקּדֶשׁ), uma caixa que continha a Torá de D-us (ou seja, as tábuas da Torá). Como tal, a Arca servia como um símbolo de Kisei hakavod (כִּסֵּא הַכָּבוֹד), o Trono da Glória. A Arca ficava totalmente à parte como o único mobiliário colocado no espaço chamado  ‘Santo dos Santos’ (קדֶשׁ הַקֳּדָשִׁים).

A tampa da Arca (ou seja, o kaporet) continha dois querubins (כרובים), isto é, imagens de anjos com uma face feminina e a outra masculina, que encaravam um ao outro (Êxodo 25:17-18). De acordo com o Talmud (tratado; Suká 5b), cada Keruvim (querubim) tinha o rosto de uma criança – um menino e uma menina – e as asas estendidas para os céus (Êxodo 25:20).

Este era o lugar sagrado onde o sangue de purificação era aspergido durante Yom Kipur, o Dia da Expiação, e este é o Lugar (הַמָּקוֹם) que prefigura a oferta do sangue do Messias, nosso Mediador Eterno, desde antes da fundação do mundo. “Eu aparecerei na nuvem sobre o kaporet(Lev. 16:2; Êx 25:22.). Como está escrito: “Eu tenho apagado as tuas transgressões como uma nuvem espessa e seus pecados como a névoa pesada; voltem para mim (שׁוּבָה אֵלַי), porque tenho os remido (Isaias 44:22).

Agora note que; para o Sumo Sacerdote era necessário executar a Avodá (serviço) de Yom Kipur somente sozinho, enquanto estava vestindo com um traje humilde, despojado de sua glória, e em completa solidão: “Ninguém pode estar na tenda da revelação a partir do momento que ele entrar para fazer expiação no Lugar Santo até que ele saia(Levítico 16:17).

O texto hebraico, literalmente, diz, “Nenhum – Ser Humano (אָדָם) estará na Tenda da revelação” (אדם לא יהיה באהל מועד), o que sugere que algo mais do que uma mera pessoa é necessário para fazer uma intercessão divina. Ou seja, o próprio Verbo (Memrá) de D-us.

Sobre as Festas;

Está escrito em nossa Torá, “guardem bem suas almas…” (וְנִשְׁמַרְתֶּם מְאד לְנַפְשׁתֵיכֶם) [Deut. 4:15].

A gramática hebraica aqui é um pouco incomum, uma vez que o verbo Shamar (שָׁמַר), significando “guardar” ou “manter”, está escrito na voz passiva, ou seja, “Deixai ser bem guardados…”.

 

Na luz disto; os “tempos designados” – festas (ie, Mo’edim: מוֹעֲדִים) foram dados por D-us para nos ajudar a afastar o desejo onipresente dentro do coração humano de se apegar as coisas fúteis.

 

Está escrito; “Cada um de vocês deve cuidar da sua mãe e de seu pai e guardar (שָׁמַר) as minhas festas (שַׁבְּתתַי)… Não se voltem para a idolatria (ou seja, אֱלִיל)” (Levítico 19:3-4).

Note como os sábados (שַׁבְּתתַי) isto é; as festas apontadas (מוֹעֲדִים) estão conectadas ao ‘cuidar e honra os pais e a não praticar idolatria’, isto para que se tenha o conhecimento da importância delas.

Porem em outras palavras, os feriados bíblicos (os sábados de festa) – incluindo o Shabat (7º dia), Pessach (Páscoa), Sukot (tabernáculos). Luas Novas e assim por diante – foram destinados a ajudar-nos a santificar (“separar”, “tornar especial”) os tempos e as estações (Salmo 104:19), a fim de nos lembrar a deixar guardar bem as nossas almas.

Como alguém pode deixar ‘guardar sua alma’ a não ser pelo descanso semanal do Shabat (7º dia)? Onde podemos por algumas horas deixar as preocupações da semana de lado.  Como alguém pode deixar ‘guardar sua alma’ a não ser pela esperança de um perdão dado e um novo começo de Yom Kipur e Rosh Hoshaná? Nestes dias podemos deixar descansar nossas almas nos apoiando na esperança da justiça de D-us, na ressureição dos mortos, sabendo que a morte não é a resposta final e assim por diante…

Cada um destes Mo’edim: מוֹעֲדִים (festas) são um convite a deixar ‘guardar nossas almas’, seja dos problemas cotidianos da vida, sejam das duvidas existenciais, sejam das horas mais sóbrias que nos cercam uma vez por outra.

Por isso, eles são chamados Mikra’ei kodesh (מִקְרָאֵי קדֶשׁ), tempos em que a santidade do ‘tempo’ é proclamada (Levítico 23:2).

A declaração na Torá que estes dias (מוֹעֲדִים) são especiais implica que eles são separados para atividades especiais, tais como orações especiais especificas, leituras especificas, comemoração, jantares, atividades alegres e prazerosas… , e assim por diante. Dias para renovar a Esperança e a Fé.

 

 

Sê o primeiro

Deixe uma resposta